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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cine Clube #28: Doutor Estranho-

                                                                                   

Sinopse- Doutor Stephen Strange é um neurocirurgião com um ego do tamanho do mundo. 
Em um acidente de carro suas mãos são destruídas e a ciência não é capaz de recuperar os seus  movimentos, incapacitando-o a exercer sua profissão.
Aqui fazemos um traçado entre os mundos da ciência e do misticismo.
Tony Stark usou a ciência para consertá-lo. Strange usou a magia.
E isso fica claro onde é dito que Os Vingadores cuidam dos inimigos do mundo real e os Magos Supremos das forças ocultas.
Na busca desesperada de recuperar os movimentos de suas mãos, ele vai para Catmandu atrás de uma informação que a ciência não consegue explicar, em que um paraplégico voltou a andar.
E o Dr Strange inicia sua jornada para a redenção ao perceber que o mundo é maior do que ele imagina.
Doutor Strange é um história de origem onde há a construção do herói.

O que dizer sobre o filme do Doutor Estranho?  
Primeiro que, sem sombra de dúvidas é um dos filmes mais bacanudos da Marvel (siiiiiiiiiiim sou marvelmaníaca).
Sobre o visual do filme, que é seu ponto forte, o 3D é útil e compõe cenas belíssimas. 
Os efeitos especiais de MCU (gênero dentro dos quadrinhos onde os desenhistas se baseiam nos argumentos dos roteiristas para contar histórias envolvendo super-poderes, pessoas com habilidades diversas e muita ação) são impressionantes e como o propósito foi criar imagens fantásticas não creio que ficarão datados.
                                                                                  
                                                                               

Outro aspecto digno de menção honrosa é o elenco. Os filmes da Marvel sempre trazem grandes nomes no elenco, mas Doutor Estranho reúne três ex-indicados ao Oscar (Benedict “Sherlock” Cumberbatch, Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor), uma ganhadora de Oscar (Tilda Swinton) e dois atores excelentes (Mads Mikkelsen e Benedict Wong).
Ou seja, sensacional!
As atuações também são espetaculares. 
Tilda Swinton e Benedict Cumberbatch estão entre as melhores atuações de todo MCU.
O roteiro não é lá essas coisas, é o mais linear de todos os filmes da Marvel, com todos os clichês da jornada do herói e as piadas, típicas das HQs estão lá, inclusive a que envolve Strange vestindo o manto da levitação.
A passagem no tempo também deixa a desejar com tudo acontecendo rápido demais, talvez devesse haver um elemento narrativo que deixasse claro que muito tempo se passou de aprendizado antes que Strange vencesse vários inimigos depois de não conseguir abrir um portal sequer.
Mas a construção dos personagens é muito boa.
Stephen “Sherlock” Strange está excelente, com uma atuação que vai do cinismo e arrogância à fragilidade e sutileza, sempre com intensidade e paixão com direito a bônus do vozeirão do Cumberbatch.
Tilda Swinton faz uma Anciã incrível, dura e ao mesmo tempo sensível, séria e divertida na medida exata da dramaticidade. A dinâmica da dupla é um dos pontos altos do filme e eles protagonizam algumas das melhores cenas do filme.
Chiwetel Ejiofor, tem uma excelente atuação, nos presenteando com o personagem com melhor desenvolvimento, conseguindo mostrar todas as nuances do seu Mordo, ficando explícita sua personalidade e código moral, assim como sua transformação. 
Benedict Wong interpreta um sisudo, mas adorável personagem criado para o público amar e é dele as cenas mais engraçadas. 
Rachel McAdams, faz o par romântico de Strange, não tem uma atuação brilhante, mas não decepciona e por fim Mads Mikkelsen faz um vilão aquém do esperado que não consegue fugir do clichê “malvado”.
 Doutor Estranho é isso.
A Marvel nos apresenta um mundo novo, de magia e  misticismo.
E entrega um filme redondo e muito bem amarrado.
Tem cenas pós-crédito? Siiiiiiiiim, duas.
Uma ligada ao gancho para Doutor Estranho 2 e outra explicitamente ligada ao Universo Marvel.

É um excelente filme, com humor, carisma e aventura!
Marvel sendo Marvel!
Mais do que super recomendado, imperdível!

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Caneca Literária #41- Infinito + Um


A Caneca Literária de hoje é um casamento perfeito entre letras e números!



 Sinopse: Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios?
Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Rica, linda e famosa. E quer morrer. 
Finn Clyde é um zé-ninguém. Sensível, brilhante e cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida.
Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode lhes custar a vida.
Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.
           
                                                                              

Em Infinito + Um acompanhamos a improvável jornada de Bonnie e Clyde.

Um casal diferente daquele que “ tocou o terror” nos  EUA  na década de 30.
Mas foi a semelhança que se tornou um dos pontos altos do livro.
A história não é similar à do casal criminoso, mas  uma releitura original. 

Os protagonistas são relativamente bem construídos.
Bonnie é uma cantora amorzinho, no auge da carreira, queridinha do país, que carrega a dor pela lembrança de um passado que se faz sempre presente, sofre com a pressão de sua avó megera, muito máááááá e a tristeza por não ter controle da própria vida.  
Finn é um carinha comum, fascinado por números (e quando terminar o livro vc vai ter se apaixonado por esse talento, já que a autora insere na narrativa referências e detalhes interessantes da matemática fazendo com que a leitura se torne leve e divertida), que quer simplesmente recomeçar e viver a vida da melhor maneira que conseguir deixando para trás um passado que o atormenta.
O personagem é doce, encantador e conquista pela sua vulnerabilidade.  
Pode não parecer à primeira vista, mas eles têm mais em comum do que poderiam imaginar e assim o casal improvável (ou não) da história se une em um road movie que pode (ou não) ter um final feliz.
O romance, a princípio insta love, se torna centrado a partir do momento em que bate a identificação e vêem um no outro a compreensão que não há nas  pessoas que fazem parte de suas vidas.
O livro é narrado alternadamente, em primeira pessoa por Bonnie, e em terceira pessoa com o foco em Finn. Preferia que fossem os dois  em primeira pessoa, mas não nego que ficou interessante essa visão de saber o que se passa não só com eles, mas ao seu redor.
A escrita da autora é cativante, você ri, se emociona, se apaixona pelos personagens e torce por eles.

Recomendado para quem gosta de New Adult e espera aquele “algo a mais” dos romances tradicionais (até rimou rsrsrs).

Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Temática Indígena-

                                                                                  

O Brasil é um celeiro fértil para a mitologia. 
Nosso país é formado a partir da diversidade de mitos de  diferentes grupos que aqui se estabeleceram, trazendo consigo narrativas que contavam seus sonhos, seus medos, seus deuses e suas origens.
Esses povos atracaram em uma terra onde já havia um conjunto de saberes ancestrais mantidos por povos nativos, os indígenas.
Os colonizadores ignoraram totalmente os saberes nativos e dizimaram ou reduziram a diversidade em um único (pré)conceito que chegou até os dias atuais.
Resgatar essa diversidade é um trabalho árduo, é preciso começar  explicando os fenômenos naturais utilizando uma linguagem simbólica e, assim, aproximando os homens dos feitos dos deuses.
Povos do mundo todo usaram esse método, conhecemos muitos deles por conta da educação que recebemos ter origem na Grécia Antiga, o berço da civilização ocidental.
Do mesmo modo, os povos indígenas brasileiros desenvolveram essa leitura do mundo para explicar o que para eles era inexplicável: a origem do mundo e das coisas, os ciclos da natureza, a condição humana de homem ou mulher, os lugares sociais de cada um, a grandiosidade do cosmos, a vida e a morte.

A proposta de hoje é ousada!
Indicações de livros indígenas, alguns escritos por índios, outros por pesquisadores.
Um resgate da cultura indígena.


                                                                                 

A Terra sem Males: Mito Guarani
Jackson de Alencar

O mito guarani de A Terra sem Males é o foco desta obra direcionada para o público infantojuvenil. À simplicidade da narrativa somam-se a complexidade do mito e sua relevância na cultura guarani. O leitor não índio, possivelmente, construirá um diálogo de parte do mito com a narrativa bíblica do Dilúvio, mas a narrativa abre as portas para uma discussão sobre as especificidades da cultura desse povo. Informações que seguem a narrativa são acompanhadas por grafismos geométricos, que dialogam com formas de expressões indígenas. Questões diversas, como a história dos guarani, a resistência e diversidade indígena no Brasil, as migrações e a demarcação das terras podem ser aprofundadas, servindo como propostas para pesquisa.


Das Crianças Ikpeng para o Mundo Marangmotxíngmo Mïrang
Rita Carelli

Os pequenos ikpeng são os guias de uma narrativa que descreve 24 horas em sua aldeia. O texto, acompanhado do filme que o inspirou, em um enredo circular e edição bilíngue, é ideal para apresentar a cultura do povo ikpeng, do Mato Grosso. A linguagem é sucinta, mas cheia de informações e possibilidades de discussão sobre o que aproxima e o que diferencia o povo ikpeng de outras culturas.
Tarefas, brincadeiras, costumes passados e presentes, festas e rituais, objetos ancestrais e cotidianos, papéis sociais, medos e perigos da floresta, além de mudanças incorporadas pelo contato com culturas europeias, fazem parte da obra. O texto promove a abertura cultural ao outro e constrói pontes para a compreensão das diferenças sem preconceitos.


Kurumi Guaré no Coração da Amazônia

De autor amazonense Yaguarê Yamã
, a obra narra aventuras infantis e descreve o povo maraguá. Além de acompanhar registros da memória do narrador e  ensinamentos dos povos da floresta, o leitor pode observar a composição  do texto e os símbolos maraguá. Grafismos indígenas constituem uma poética que traduz uma  expressão de identidade e contam histórias complementares.
 A compreensão da obra envolve uma leitura dos símbolos maraguá, do Glossário Nheengatú e de termos regionais amazônicos.
Há um enredo nos desenhos da obra de Yamã que lança o leitor para uma rede de significados construídos na interação entre palavra e imagem.


Wamrêmé Za’ra: Nossa palavra – Mito e história do povo xavante, de Sereburã; Hipru; Rupawê; Serezadbi; Sereñimirâmi.

Uma carta nas páginas iniciais desta obra marca o tom do texto xavante.
Um envelope contendo a carta inclui cartões-postais com ilustrações que narram histórias encontradas nos objetos de arte dos povos indígenas.
Como um prefácio, as imagens anunciam as palavras da aldeia Pimentel Barbosa. Suas vozes foram gravadas e traduzidas para a escrita por xavantes do Núcleo de Cultura Indígena. Em edição bilíngue, o texto é acompanhado por desenhos de jovens artistas da aldeia, fotos dos xavante e dos warazu, não índios, e por um panorama histórico que vai do século XVI ao século XX.


Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões
Alcy Cheuiche

Há obras que buscam reconstruir, pela ficção, figuras indígenas heroicas.
É o caso do romance que, narrado pela perspectiva de um jesuíta, em um vaivém da memória, destaca a resistência dos Sete Povos das Missões (RS) e de um dos líderes e guerreiros indígenas do Sul do Brasil, Sepé Tiaraju.
No texto, Tiaraju é apresentado pela visão do colonizador, Michael, ou Padre Miguel. Seu olhar constrói o herói indígena e a história da colonização dos povos indígenas pela missão catequizadora dos jesuítas e pela política europeia. Documentos históricos, como os tratados de Tordesilhas e de Madrid, além de conflitos e migrações indígenas formam o contexto da obra.


Amazonas: Pátria da água
Water Heartland

Com prosa e poesia, Thiago de Mello  conduz os leitores em uma viagem pela extensão do Rio Amazonas, percorrendo sua história e dos homens que nele navegaram: os índios que chegaram à Amazônia, as icamiabas, os exploradores e cronistas europeus e o poeta. Nesta edição bilíngue, que conta com as fotografias de Luiz Cláudio Marigo, o poeta descreve com suavidade a beleza das águas, da floresta, das plantas e dos animais da Amazônia e trata de seus espíritos protetores, que tentam defender a floresta da ganância, do lucro e  da caça predatória, retratando os cantos dos índios, suas angústias e suas esperanças.




Maíra
Darcy Ribeiro

O entrelaçamento das culturas indígenas e europeias nunca esteve tão em evidência quanto neste romance de Darcy Ribeiro. Nele, o autor emprega seus conhecimentos para criar uma obra com esferas culturais e vozes narrativas que se cruzam: dos índios, dos não índios e dos seres sobrenaturais.
O texto revela o encontro de Avá/Isaías, um índio mairum que se torna sacerdote cristão, e Alma, jovem carioca que vive com os índios. A história tem início com uma investigação policial, mas conduz à investigação das identidades culturais brasileiras, em uma narrativa cuja confluência de discursos é projetada no capítulo final.
Vale muito a pena ler esta obra para apreciar seu caráter multicultural e literário.




Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 16 de abril de 2017

Feliz Páscoa-


Feliz Páscoa

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. 
A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás.
O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae.
Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores.
Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.
Entre os judeus, a data marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durante muitos anos. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.
Entre os cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). A semana anterior a Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.
A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grande quantidade. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. O coelho representa simbolicamente o nascimento e a esperança de uma nova vida.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa?
Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova.
Já os ovos de Páscoa, de chocolate ou enfeites, também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

O  Café com Leitura na Rede, deseja a todos uma vida nova, recheada de doçura, esperança e fé.

Feliz Páscoa!


Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #31


Aceita um café?
Ele vai além do hábito da manhã, da energia extra e das horas incontáveis de trabalho.
O café também serve para confortar a alma e aquecer o espírito!


Estampa-se o sol em delicados raios
Sobre o mármore branco e liso da cozinha.
Suavemente me debruço e uma porta abro,
Recolho a chávena fina e o florido prato.
Ergo o meu braço e num voo livre,
No gesto de um armário desvendar,
Recolho o nobre pó de inebriante aroma.
Alongo a mão que a gaveta encontra,
E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
Brilhante, pequena, com terno recorte.
Tudo coloco em ordem e harmonia:
O prato tranquilo e a expectante chávena,
Nesta, o torrado grão moído, de castanho intenso.
No açúcar rico, centro o meu cuidado,
A montanha branca transportando, pura,
Em bojuda prata que doce se inclina.
E luzem cristais em cascata linda!
Depois, a água borbulhante, quente,
A mistura inunda, dissolvendo-a
Em espirais de espuma que a colher adorna.
Café! Café! Precioso encanto!
Em dégagé devant te cumprimento,
Os meus braços lanço em acolhimento grato.
Da janela aberta me acerco então.
Tão bela é a vista que o Outono pinta no jardim!
Castanho da terra e verde das plantas unem-se
À água que brilha em bebedouro antigo.
Aspiro, feliz, da manhã tranquila, o seu odor
A quente café e à relva orvalhada.
Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.
E assim me quedo, por instantes longos.
Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
Mais um dia de vida se inicia!

(Ilona Bastos)



"O que poderia, nesse mundo, ser mais luxurioso do que um sofá, um livro e uma xícara de café?”
(Anthony Trollope)


Abraços Literários, beijos poéticos, café quentinho, um bom livro e até a próxima.



domingo, 9 de abril de 2017

O Zoológico de Varsóvia-


O Zoológico de Varsóvia - A história do casal que corajosamente abrigou centenas de judeus durante os tenebrosos anos da ocupação nazista na Polônia.


Sinopse- Jan e Antonina Zabiński eram os encarregados do Jardim Zoológico de Varsóvia quando, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu a Polônia, e os bombardeios que destruíram a cidade mataram boa parte dos animais.
O casal passou, então, a esconder judeus nas jaulas vazias, aproveitando a obsessão dos nazistas por animais raros e com isso salvou mais de trezentas pessoas condenadas.

O casal Jan e Antonina Zabiński, o filho Ryś e a mãe de Jan residem em um casarão que dividem com diversos animais de espécies raras. Assim florescia um dos mais imponentes zoológicos do mundo, que abrigava ursos polares, elefantes africanos e linces naturais da única floresta intocada da Europa.
                                                                                  


Pessoas apaixonadas pelo mundo natural, os Zabinskis viviam completamente integrados com os animais sob sua responsabilidade.
No primeiro capítulo Antonina descreve o despertar dos animais com uma multipluralidade de sons que ela aprendera a identificar e registra em seu diário e Jan fazia vistorias diárias em sua bike acompanhado de um alce chamado Adam. É óbvia a natureza paradisíaca do local!

A narrativa nos remete a cidade onde pessoas pacíficas seguem suas vidas, onde Jan e Antonina seguem cuidando de diversos animais como membros da família, onde pessoas de religiões diferentes convivem harmoniosamente. Mas a Polônia estava no caminho de Hitler.
É impressionante a descrição da invasão alemã na Polônia em setembro de 1939 e dos eventos trágicos daquele mês feita  do ponto de vista de uma civil (Antonina).
São poucas as obras que chegam a um enfoque tão detalhado não das manobras militares, mas das consequências para uma pessoa comum.
Quem visse o local ficaria estarrecido com a destruição que sofrera num contraste com o paraíso de um mês antes.  
Nas palavras de Antonina, é inacreditável “essa barbaridade estar acontecendo em pleno século XX. Não faz muito tempo, o mundo olhava para a Idade Média com desprezo por sua brutalidade e, no entanto, aqui está ela de novo, em plena força, como um sadismo sem lei, não corrigido por nenhum dos encantos da religião e da civilização.”
Mesmo com todo o terror imposto pela ocupação das tropas nazistas, os Zabiński assumiram heroicamente o risco de salvarem a vida de trezentas pessoas condenadas e abrigá-las nos escombros do que fora seu zoológico, escondendo os refugiados nas jaulas dos animais agora vazias.
No livro, acompanhamos a luta de Antonina, dia após dia, para preservar a sua vida, de sua família e de seus “hóspedes”, e a luta de Jan para manter a confiança de pessoas influentes e com isso resgatar pessoas do gueto, assim como sua participação no Levante de Varsóvia em 1943.
Contada em uma narrativa informal e emocionante repleta de passagens sobre a alta periculosidade dentro dos limites do zoo, a história de coragem e sacrifício em nome da compaixão e amor ao próximo, independente da religião, impressiona pela ousadia e amplitude.
A autora insere ainda na trama narrativas secundárias, não menos emocionantes, como a de Irena, uma das pessoas salvas por Jan, e Janusz, que acalmaram um grupo de crianças às portas da morte em Treblinka.
Jan Zabinski.foi homenageado pelo governo israelense com o título de “Justo Entre as Nações”, e teve uma árvore plantada em sua honra no Memorial do Holocausto em Israel, em 1968.

                                                                              


Lançado em 2007 o livro marcou presença na lista de best-sellers do New York Times, e chega agora 27/04 (data prevista) às telonas com direção de Niki Caro, trazendo Johan Heldnberg como Jan, Jessica Chastain como Antonina e Daniel Brull como o nazi Lutz Heck

Um excelente livro que faz refletir sobre os caminhos que o ser humano traçou ao longo de sua existência. É imprescindível lembrar-se desse triste episódio para sabermos do que a humanidade foi capaz e de que não podemos permitir que aconteça nunca mais.
A obra é primorosa, misturando na medida exata tensão e emoção.
E por que não? Também momentos de alegria.
Super recomendado!

E vcs já leram o livro??
Vão conferir no cinema???


Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

A Arte das Capas #31: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista-

                                                                                   
                                                    
Sinopse: Com uma certa atmosfera de "Um dia”, mas voltado para o público jovem adulto, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.
                                                                                 
                                                                                


Seriam quatro minutos capazes de mudar sua vida?
É com base nessa premissa que a história se inicia.
Através de narrativa simples, em terceira pessoa, conhecemos a história de Hadley, a garota de 17 anos que está indo à Londres para o casamento de seu pai.
A história é desenvolvida em um período de 24 horas (os capítulos são divididos pela hora, coisa que eu ameeeeei) e o tempo é um importante fator no livro, mostrando o quanto pode ser relativizado, focando inclusive os momentos – aqueles milésimos de segundos – que podem transformar tudo.
 A autora teve uma sensibilidade enorme para construir o romance, A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista, como o próprio nome indica, tem como centro o relacionamento de Hadley e Oliver iniciado no aeroporto, mas não é esse o foco da história. O relacionamento acontece e se desenvolve em meio aos problemas familiares enfrentados por cada um, sendo esses problemas siiiiiim os responsáveis por definirem o momento vivido por  ambos ao se conhecerem.
Assim, ao mesmo tempo em que o relacionamento vai sendo construído vamos entendendo os conflitos que os levaram até aquele ponto de suas vidas e acompanhamos como tudo vai sendo transformado pelos instantes em que pequenos gestos conseguem modificar situações por impactarem os personagens, e com isso é  possível compreender como tudo acontece, aparentemente, tão rápido.
Oliver é encantador, o típico gentleman britânico e Hadley, por sua vez, é uma personagem mais complexa, talvez pelo fato de acompanharmos a história pelo seu ponto de vista, sendo suas as emoções e os pensamentos que visualizamos.
Apesar de clichê (e eu não tenho nada contra clichês), achei o livro muito fofiiiiinho, Jennifer E. Smith tem uma escrita delicada e soube dosar na medida exata humor com momentos  emocionantes, numa leitura fluída, levinha e interessante com diálogos bem construídos.




O livro é pequeno, daqueles que a gente lê de uma sentada, mas apesar de curta,  a história acontece no tempo exato, não faltou nada, e a fonte é um pouco maior do que o normal.

Não é um livro inesquecível nem entra no rol dos favoritos, mas siiiiiim recomendo muito para leitores de todas as idades.



E aí pessoas lindas, qual a capa favorita de vcs?????
1- Brasil, 2- Itália, 3- Holanda, 4- Inglaterra, 5-Estados Unidos e 6- Reino Unido



Abraços Literários e até a próxima.