Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




Vamos trocar idéias, opiniões, interagir?

Tem algum comentário ou sugestão para fazer?

Escreva para nós no e-mail: cafecomleituranarede@gmail.com


Loja Virtual

A loja virtual "Café com leitura na rede" está a todo vapor, e convidamos você a visitar nossa loja, lá lhe aguardam ótimos preços, opções para todos os gostos e um atendimento muito, muito especial e amigo.

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Abraços


Equipe Café com Leitura na Rede.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014-

                                                                               



O Blog e Site  Café com Leitura na Rede deseja a todos os leitores, amigos, clientes e internautas um FELIZ ANO NOVO, recheado de livros, histórias, narrativas, enredos, tramas, leituras e releituras!
Abraços Literários!


Esse é um dos meus poemas favoritos!
Recentemente soube de uma divergência sobre a autoria do referido poema.
Desejos não seria da autoria de Victor Hugo, teria uma versão, na verdade seria  um original,  Os Votos de Sergio Jockymann  publicado originalmente em 1980.
Como não saberia dizer se é ou não lenda do “território da internetês” publico dando os créditos a quem for de direito, uma vez que em hipótese alguma cometeria uma injustiça com quem quer que fosse.
De qualquer maneira Victor Hugo ou Sergio Jockymann, Desejos  ou Os Votos, o poema é simplesmente maravilhoso.


 “Pois desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado.
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo maus e inconseqüentes sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança.

                                                                              


E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituívelmente útil mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente.
E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro não insista em rejuvenescer,
e que sendo velho não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,
mas um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes.
E que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente por mais ridículo que seja e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu.
Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar quando o abuso se impor.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que,
sendo mulher, você tenha um bom homem
e que sendo homem tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar.
E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar”

Fonte: Folha da Tarde – Porto Alegre – 30 de Dezembro de 1978.
Observação: Toda pontuação e formatação do texto foram mantidas de acordo com o original.


                                                                          

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal-



                                                                               



Papai Noel existe, sim!





Em 1897, Virgínia O’Hanlon Douglas, de 8 anos, escreveu para o jornal inglês The Sun perguntando se Papai Noel existia, já que alguns de seus amigos diziam que tudo não passava de fantasia. O jornal publicou a resposta: “Seus amiguinhos estão errados. Provavelmente foram afetados pela descrença de uma época em que as pessoas só acreditam  naquilo que veem. Papai Noel existe, sim! Isso é tão certo quanto a existência do amor e da generosidade. Ah, como seria triste o mundo sem Papai Noel!
Não haveria a poesia e a fantasia para fazer a nossa existência suportável. VC poderia até pedir ao seu pai para contratar homens para vigiar as chaminés e assim flagrar  Papai Noel, mas, mesmo que VC não o visse descendo por elas, o que isso provaria ????
Nada! Ninguém vê o Papai Noel, mas não há sinais de que ele não existe. O fato é: as coisas mais reais são aquelas que ninguém vê. Papai Noel sempre existirá, fazendo felizes os corações das pessoas.”

Portanto, sonhe muito, pois é a partir dos sonhos e fantasias de ontem que surgem as grandes realizações de amanhã.


O Café com Leitura na Rede blog e site deseja a todos os seus leitores, clientes e amigos um Feliz e Iluminado Natal!


                                                                             

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Caneca Literária #8: Anjos à Mesa

                                                                              




A Caneca Literária desse mês é para VCS  que assim como nós amam a época do Natal!     


                                                                                 


       

Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-Novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. 
Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? 
Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. 
Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal... Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.

Anjos à Mesa escrito por Debbie Macomber é um romance leve e divertido, que conquista pela narrativa descontraída e despretensiosa.
Impossível não se divertir com as trapalhadas dos quatro anjos que apenas querem unir Lucie e Aren. Mas toda vez que eles elaboram um plano, algo inusitado acontece e eles não conseguem o desejado.
O enredo se parece com aqueles filmes natalinos e lembra os da sessão da tarde, que distraem e contém uma mensagem.
Uma história sobre segundas oportunidades, Anjos à Mesa é um romance adorável que combina perfeitamente com a época do Natal!



Abraços Literários.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cine Clube #5: Milagre na Rua 34-

                                                                            




Miracle on 34th Street  é um filme   do gênero fantasia dirigido por Les Mayfield refilmagem do clássico Miracle on 34th Street ( De Ilusão também se Vive ) de 1947.


                                                                               




Milagre na Rua 34, é uma fábula irresistível que, para muitos,  tornou-se sinônimo de comemoração do Natal.
Os preparativos para a festa estão a todo o vapor quando um cavalheiro de olhos brilhantes, respeitável barriga e barba branca é contratado para trabalhar como Papai Noel numa loja de departamentos.
Ele alega que seu nome é Kris Kringle e logo contagia a todos com o espírito de Natal.
Todos, menos sua chefa, Doris Walker, que ensina sua filha Susan a não acreditar em Papai Noel.
Mas quando Kris é considerado maluco e enviado a julgamento, a fé de todos é colocada à prova, pois crianças e adultos terão que responder à antiga pergunta:
- Você acredita em Papai Noel?
Vencedor do Oscar (1947) nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Edmund Gwenn), Melhor História Original e Melhor Roteiro, esta imortal lenda de fé, amor e imaginação permanece um dos filmes mais populares e queridos de todos os tempos.
Eu tenho uma recordação adorável deste filme, de  uma noite chuvosa e absolutamente feliz ao lado das pessoas que mais amooo!
E VC já assistiu o filme ??????
Qual seu filme de Natal ?????
Conta para nós!!


 Abraços Literários.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Inspira Estante #4

                                                                              



Somos apaixonadas por estantes, principalmente se estiverem abarrotadas de livros.

                                              
                                                                                



É um móvel super, mega, ultra, max, máster, blaster, hiper versátil, que além de se adaptar a qualquer lugar da casa supre suas necessidades literárias, mantendo seus livros bem pertinho de você e organizados.


                                                                                

                                                                                



E sem a menor sombra de dúvida são ótimas peças de decoração!


                                                                                  



Por isso e por ter a cara e a assinatura do Café com Leitura na Rede, traz hoje um post alternativo para a coluna INSPIRA ESTANTE.

Hoje vamos postar fotos com estantes interessantes, umas lindas de viver e de se ver, outras diferentíssimas, algumas fofas, outras enormes, umas pequeninas, mas todas lindas!
Nesse mês Inspira Estante vem recheada de decoração natalina!


                                                                                




E aí está esperando o que para vir para cá se inspirar ???????????

Abraços literários e até a próxima.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Uma Menina Chamada Julieta-

                                                                                 


Uma menina chamada Julieta, como todas as suas antepassadas e, que de tão importante, nas palavras de Ziraldo, é uma alvorada, pois nasceu bem no ano 2000. 
Sua roupa, dada de presente pela avó, ilustra bem a personalidade da menina maluquinha,  pois é a roupa de uma verdadeira heroína! 
Garota traquina seria sua melhor definição: ensina os meninos a assoviar, joga bem videogame, futebol e é até a goleira do time!

Uma ótima alternativa para as meninas que já gostavam do menino maluquinho de Ziraldo, mas queriam ver uma menina como personagem principal.
Impossível não querer ser amiga ou mesmo viver as aventuras de Julieta!

 E esse livro maravilhoso para vc ler ou presentear alguém querido está com preço super promocional na nossa lojinha virtual!


 Corre lá conferir e comprar o seu exemplar.
Excelente sugestão de presente para o Natal que vai agradar em cheio!



Abraços Literários.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Arte das Capas #4

                                                                               



O Amor Mora ao Lado é um trabalho antigo (vai completar 20 anos em 2014) de Debbie Macomber quando a autora ainda não tinha publicado nenhum best-seller. 
A capa original tem como título Family Affair .


                                                                               



O texto é curtinho, foi feito com uma letra enorme, há um preview de A Pousada de Rose Harbor, assim como as conhecidas receitas da autora, que sempre vem ao final do texto, e isso completa as 160 páginas da obra.
A trama é interessante, fofa e divertida.
O Amor Mora ao Lado tem aqueles problemas que normalmente vemos em textos curtinhos, como o amor que surge rápido demais ou o compromisso inverossímil, mas a escrita é gostosa. O objetivo da autora  foi criar um enredo romântico simples, previsível e delicado, quase um romance de banca.

Sinopse: Depois de um divórcio devastador, marcado pela sensação de perda da confiança no sexo masculino, Lacey Lancaster está juntando os cacos. Comprou uma gatinha chamada Cleo, sua companheira...

“Ela queria companhia, e, depois de seu casamento desastroso, não queria mais saber de homens em sua vida. Um gato não mentiria para ela, não a trairia nem a faria sofrer.”

Entretanto, seu vizinho Jack Walker  está ali, ao lado.
E quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão (sim, o nome do gato do Jack é Cão!) pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes.
Lacey conhece bem o tipo e quer distância.
Porém, Cão, é mais rápido e eficaz que o próprio Jack e consegue seu intento com Cléo Mas Lacey não vai deixar isso assim não e vai tomar satisfações com Jack.

O Amor Mora ao Lado dá o seu recado otimista ao mostrar como Lacey lida com os seus sentimentos depois de uma separação difícil e dolorosa, sua superação e a descoberta de um novo amor.
Um livro engraçado que nos lembra de que as primeiras impressões nem sempre são verdadeiras.

A diagramação merece destaque porque é muitoooo fofa!  
Cada capítulo começa com esse simpático casal de gatinhos aí.
Confiram!

                                                                            


                                                                         

E VCS o que acharam das capas original e nacional ????
Qual preferem ????


Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Livro, um presente que não acaba nunca-

                                                                                  




Os livros  se tornaram ao longo da história, um meio de instigar, estimular os limites da memória, inteligência e imaginação de cada um de nós.
O hábito da leitura é uma das melhores maneiras para obtermos informação, companhia, lazer e cultura.
Mergulhar nas páginas de um livro é descobrir tesouros antigos e também abrir as portas para novas conquistas.
Ler é viajar no tempo. Viaje para onde sua imaginação quiser. Basta ler um livro.
Ler é crescer, viver. Quem lê, voa mais alto, vai mais longe e vive melhor.
Ler faz bem para a saúde, para a mente e para o coração.
Ler é fundamental.
Nós do Café com Leitura na Rede vestimos a camisa da leitura, vestimos a roupa do Papai Noel e entramos no clima do Natal.
Nesse mês de dezembro vcs podem comprar por preços imperdíveis livros bacanérrimos na nossa lojinha virtual.
Natal é tempo de abraços e nós abraçamos a causa da cultura, do lazer e dos livros.
Livro, um presente que não acaba nunca!


Venha nos fazer uma visita.

Aguardamos vcs com carinho e com um atendimento vip que vai encantar nossos clientes-parceiros.
Confiram!

Abraços Literários.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #3

                                                                              



Este espaço foi inaugurado por ocasião do aniversário do blog, em agosto, e foi intitulado Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos,  porque as poesias, os poemas, as rimas, os cordéis, prosa e verso  não podem ficar restritos a um sarau em  uma sala; devem estar ao nosso alcance sempre.
Com a leitura podemos, encontrar e descobrir mundos que existem dentro de nós mesmos. É por isso que convidamos você a embarcar com a gente!


                                                                             
                                                                          


Poesia concreta é um tipo de poesia vanguardista, de caráter experimental, extremamente visual, que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte, sendo ele a página de um livro ou não, buscando ir além dos versos tradicionais como unidade rítmico-formal. O propósito é romper o conhecido e passar uma mensagem de forma não usual.
Esse post é tão interessante que caberia perfeitamente na coluna Ckick!
O que VCS acham ??????????


Beijos enormes e abraços literários.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Improvável Jornada de Harold Fry-

                                                                                 




Em A Improvável Jornada de Harold Fry, acompanhamos a peregrinação do aposentado Harold, ao longo da Inglaterra, numa tentativa desesperada de salvar uma vida. Uma jornada incerta, com resultados inesperados.

         
                                                                               



A gente tem que acreditar. É o que eu penso.  A gente tem que acreditar que a pessoa pode melhorar. Tem tanta coisa na mente humana que a gente não entende. Mas sabe se a gente tem fé, pode fazer qualquer coisa. (Pág. 18)

O trecho acima foi determinante para Harold Fry começar a sua jornada.
A vida de Harold Fry toma um rumo totalmente novo quando, numa manhã, ele recebe uma carta de Queenie Hennessy, antiga amiga, que ele não vê há mais de vinte anos, dizendo que está doente em estado terminal.
Decidido a dar a Queenie uma resposta, Harold saí de casa rumo à uma caixa de correio. Ele passa pela primeira caixa de correio, a segunda, a terceira, e sem saber o porquê, não consegue parar. Até que resolve, de súbito, sem avisar a ninguém, que caminhará ao encontro da velha amiga, que se encontra do outro lado da Inglaterra, na esperança de que enquanto ele caminhar, ela permanecerá viva. Começa aí a peregrinação de Harold Fry. Apenas com a roupa do corpo, sem preparo nem planejamento,  ele parte em sua improvável jornada, deixando para trás sua casa e sua esposa. Assim Harold vive uma jornada dentro de si mesmo, revisitando antigos traumas, medos, conflitos, erros, culpas e fantasmas do passado.
Ele passa por inúmeros lugares, conhece todo tipo de gente, As pessoas que cruzam o caminho de Harold durante sua jornada sempre possuem algo para acrescentar, “doam” um pouco de si mesmos, um ensinamento, compartilhando coisas que são proveitosas, e me fazem pensar em quantas vezes vivemos tão apressados que não percebemos o que está a nossa volta!
Cada parada que Harold Fry faz é uma lição que aprende, principalmente com as pessoas que encontra, e isso é interessantíssimo no livro.
No inicio não sabemos bem o porquê dele caminhar para tentar salvar Queenie, se eles tiveram um caso, se ele esta apaixonado por ela...mas tudo no tempo certo é explicado.
Existe vários "mistérios" na história que serão contados no decorrer dessa caminhada.
Harald vive situações impensáveis, enfrenta seus temores e encara a própria escuridão, numa viagem que acaba transformando a própria vida, e onde ele encontra, enfim, sua redenção em um novo caminho, um recomeço!


                                                                             

O mais encantador nesse livro é o poder da mudança e superação. Fiquei pensando durante a leitura, como a autora pôde juntar tantos elementos e tantas lições de vida num mesmo livro.
Uma história emocionante, cativante e sensível em um livro comovente que nos leva à uma peregrinação pela alma humana, que nos apresenta as diversas formas de sentimentos como em um leque, todos abertos para quem quiser explora. E é realmente possível se ver refletindo sobre a própria vida e as escolhas que fazemos e o que deixamos de fazer, seja por medo ou por simples e puro comodismo naquela que denominamos zona de conforto.

Rachel Joyce teve uma sensibilidade imensa ao criar seus personagens, tão peculiares e com histórias individuais tão complexas. E também teve a delicadeza de, através de Harold, nos fazer lembrar de que sempre podemos nos lançar na nossa própria jornada, e que tudo fica mais tolerável quando levamos conosco apenas o essencial, sem bagagens e pesos desnecessários. Tudo o que precisamos, está dentro de nós mesmos. A peregrinação vale a pena.


                                                                              


                                                
Eu gostei bastante da capa, a revisão está excelente e diagramação do livro é um encanto!!
As páginas estão recheadas de imagens com textos fofos como os que inseri nesse post!
Para aqueles que estão buscando uma história reflexiva esse livro vai agradar em cheio!


Até a próxima e abraços literários!
  

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O poder dos livros de papel-

                                                                              




Numa análise superficial, os últimos resultados do mercado editorial brasileiro confirmam as expectativas de quem acredita no fim do livro de papel. O número de exemplares vendidos no Brasil caiu 7,36% em 2012. O faturamento do setor cresceu apenas 3,04% em comparação com 2011. Boas notícias, só para os livros digitais, cujo faturamento cresceu 343%!
As previsões sombrias sobre o futuro do livro impresso podem, porém ser precipitadas, ou literalmente falando, vão até a página 2 ...
A queda nas vendas deve-se, em grande parte, à diminuição de livros comprados pelo governo, um fenômeno sazonal. O crescimento dos e-books, apesar de expressivo, é ilusório. Em 2012, eles representavam 0,1% do faturamento das editoras.
Com a chegada da Amazon, Google, Kobo e Apple ao país, esse úmero deverá crescer. Mas há um limite.
Nos EUA o crescimento dos livros digitais começou a desacelerar. O faturamento dos e-books cresceu 41% em 2012.
Nos anos anteriores, o número foi superior a 100%.
Analistas prevêem que a participação dos livros digitais se estabilize em torno de 30% do mercado editorial.
Uma pesquisa revela que 97% dos compradores de e-books continuam a ler livros de papel.
Tem coisa melhor do que ter um livro impresso em mãos? Olhar a capa, conhecer os detalhes da diagramação, sentir aquela sensação boa de folhear páginas, levá-lo para qualquer lugar, ler onde quer que vc esteja?
O apocalipse digital, antes visto como uma questão de tempo deverá ficar apenas na imaginação.
Como diz frase conhecida: Gosto de livros digitais, porque amo livros impressos.
O papel e os bits continuarão a coexistir.


Até a próxima.
Abraços Literários.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Caneca Literária #7: Rose na Tempestade de Jon Katz-

                                                                                  



A Caneca Literária de hoje é para VCS que assim como nós, amam apaixonadamente os peludos.

Título: Rose na Tempestade
Autor: Jon Katz

Sinopse: No meio de uma terrível nevasca, a cadelinha Rose insiste em dar conta de seu trabalho como pastora enquanto nos deixa a par de suas curiosas reflexões: onde está Katie, que ela nunca mais viu, embora seja capaz de sentir sua presença em todo lugar? Quem será aquele cachorro selvagem que parece seu amigo? Por que Carol, a mula, fica parada mesmo debaixo de toda a neve que cai? E onde foi parar Sam, que sumiu depois daquele barulho todo? Mas Rose não tem muito tempo para suas reflexões divertidas - e às vezes bem corretas. Agora ela deve voltar sua atenção para uma coisa muito mais séria: correr atrás de Sam, tentar encontrá-lo e, quem sabe, salvá-lo. No entanto, alguns perigos podem ser intransponíveis para uma cachorrinha.


                                                                                  



Rose veio de uma ninhada de filhotes resultantes do cruzamento de um cão pastor com border collie. Aos dois meses foi levada para a fazenda de Sam onde descobriu instintivamente como desempenhar seu trabalho como pastora.
Cuida principalmente das ovelhas, mas na verdade, acabou se transformando numa espécie de "administradora" do lugar.  Além de ser ligada de forma irreversível a Sam, seu humano e a todos os habitantes do local.
Sam nem consegue explicar o quanto Rose significa para ele, e sua esposa Katie – que veio a falecer há pouco tempo – percebia com clareza este sentimento. O mais interessante é que Rosie sentia a sua falta e não entendia como Katie desaparecera, sendo que ele conseguia farejar seu cheiro e sentir a sua presença.
Em Rose na Tempestade, os animais têm que enfrentar uma nevasca longa e rigorosa, e até que conseguem conviver bem em um espaço bem menor do que estão acostumados por dias.
Com a aproximação de uma tempestade, Rose não podia estar mais preocupada, porque ela sabia que a fazenda e todos os seus integrantes dependiam de sua proteção, sendo que ela era um  líder para eles. A neve cai cada vez mais espessa e a cachorrinha só queria estar preparada, com seu poderoso e aguçado instinto protetor, já que os animais não estavam acostumados com a situação e poderiam estar assustados.
 A narrativa é em terceira pessoa, com destaque aos pensamentos da Rose. Sob esse ângulo, é possível analisar os acontecimentos como se estivéssemos vivenciando a ação ou tentando compreender seus atos.
Os animais, nesse livro, não falam, e não entendem o que os humanos dizem, mas Rose reage a tons de voz, como todo cachorro. Tem um raciocínio fantástico, é inteligente, ágil, alerta e muito perspicaz cria planos executando-os muito bem. E é leal, completamente leal. Está sempre pronta para arriscar sua vida se alguém precisar dela.
Um “personagem” que merece destaque é  Flash, um cachorro selvagem, que se mostrou  um improvável – e verdadeiro – amigo. 
O relacionamento entre Rose e Sam é mágico. Eles se entendem muito bem e se amam mais do que imaginam. Tornaram-se essenciais na vida um do outro. Terão que demonstrar toda a sua força e coragem para conseguir superar o maior obstáculo que já enfrentaram.

 Jon Katz, autor de Orson- Um Cachorro para toda a vida,  escreveu uma obra impressionante sobre o companheirismo, amor e lealdade. A narração é envolvente e faz o leitor acompanhar com atenção a trajetória e o desenvolvimento de cada um dos personagens.
Esta história reflete toda a coragem de um cão ao enfrentar os perigos da natureza e o amor para com seu dono. Proporciona ainda reflexões sobre união, afeto e dedicação.
Recomendado!



Abraços Literários.

domingo, 17 de novembro de 2013

Cine Clube #4: Samurai X

                                                                                 




O cinema sempre nos presenteou com adaptações dos heróis dos quadrinhos, dos livros, dos video-games e dos anime/mangá para as telonas. Ao longo de todo o tempo, tivemos acertos e erros, grandes sucessos e memoráveis fracassos, surpresas e decepções, expectativas frustradas e acasos de sorte.
No caso dos animes/mangás  a dificuldade sempre foi maior. Vários têm universos próprios com excentricidades e peculiaridades. Alguns possuem uma ligação estreita com a cultura oriental, o que requer um cuidado e pesquisa diferenciados para serem transpostos para outra mídia. Inclusive vários jogos funcionam muito bem quando são adaptados em animações japonesas (Street Fighter, Megaman e Pokemon, por exemplo) até por terem muitas características de anime.
O desafio de se adaptar um anime/mangá é muito diferente do desafio de se adaptar um quadrinho americano.
No caso de Samurai X funcionou que foi uma maravilha! Talvez por isso a escolha. A história em si é até bem realista, sem grandes exageros nem elementos fantasiosos (Se VC assistiu e se apaixonou por  O Tigre e o Dragão sabe do que estou falando).
Existem sim elementos que fogem da realidade, e não são poucos até, mas nada que comprometa a narrativa. A dificuldade está numa história  bem inserida na própria história do Japão e vários personagens densos.
O filme é ótimo. Destaque para a atuação do protagonista, que encarnou de uma forma soberba o personagem Kenshin Himura/Battousai. O ator fez um Kenshin perfeito. Consegue ser calmo, tranquilo e amigável nos momentos em que o personagem é aquele amável, pacato e tímido andarilho que chamamos de Kenshin, consegue ser um espadachim sério, imponente e temível quando empunha a espada, convence muito bem nas cenas mais dramáticas onde ele precisa demonstrar sabedoria e experiência de vida e consegue ser frio e assustador quando é Battousai, o retalhador e convence no seu conflito e juramento de nunca mais matar.
De uma maneira geral, todos os personagens estão muito bem caracterizados, assim como a ambientação. A fotografia do filme é belíssima. Há várias cenas sombrias e há cenas serenas. Há todo um cuidado com o filme que impressiona.
Não poderia deixar de falar das cenas de ação que são excelentes. Coreografias de combate fantásticas e uso de cabos para cenas com saltos e acrobacias, que ficou sensacional. Ação com fluidez, nitidez e velocidade. O  filme é violento. Não foi poupado sangue quando preciso. Não é um filme para crianças, é um filme adulto, tenso e intenso. Não há o humor do anime.
Nem tudo é perfeito. O filme é um pouco corrido já que tem muitos personagens. Em duas horas fica difícil  desenvolver a amizade e o afeto entre os personagens, uns se tornam amigos dos outros muito rápido. Há aquela sensação de que tem muita coisa acontecendo e que poderiam diminuir o número de tramas paralelas para dar mais tempo para os personagens. Deve ter sido extremamente complicado selecionar os acontecimentos do filme para representar a essência de um mangá que teve 56 volumes.
Liberdades poéticas, soluções hollywoodianas para colocar e amarrar todos os personagens estão presentes na trama, e mudanças com relação a história original para formar uma história nova, são necessárias numa adaptação, mas nada que comprometa a qualidade da produção.

 A seguir disponibilizamos um pequeno dicionário com expressões que aparecem no filme para auxiliar quem tiver interesse em assistir o filme sem conhecer o mangá ou o anime:
Battousai - mestre no manejo de espada;
Dojo – local de treinamento de artes marciais;
Hitokiri – nome dado a assassinos que utilizam espadas como arma;
Katana – um dos estilos tradicionais de espadas japonesas;
“Meiji kenkaku roman tan” - Subtítulo do filme, em tradução livre “crônicas de um espadachim da Era Meiji”;
Rurouni – termo criado por Nobuhiro Watsuki, que pode ser entendido como “andarilho”;
Sakabatou – espada com a lâmina invertida;
Zambatou – espada que corta cavalos (o personagem “briguento”  Sanosuke explica o termo no filme).


Um “filmaço” para quem é mega fã de samurais.
Recomendadíssimo.

Abraços Literários.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Uma Prova de Amor de Emily Giffin-

                                                                              




A maior parte dos personagens dos livros da escritora americana Emily Giffin, são mulheres. Não porque ela mesma seja representante do sexo feminino, mas porque, são elas quem entendem mais sobre como funcionam as engrenagens de um relacionamento.
O que, por fim, teria lhe dado um dom natural para falar do assunto – tão recorrente entre elas. É essa matéria-prima de seus seis romances.
O último livro chama-se “Uma Prova de Amor”. Neste livro, a narrativa explora a decisão de não ter um filho de acordo com o ponto de vista da mulher. O que, às vezes, ainda é um tabu.
VC pode ser uma mãe em tempo integral ou uma mãe que trabalha, mas, se VC não quer ter filhos, a sociedade te classifica como egoísta.
A capa do livro é um elemento interessante na obra de Emily. Não apenas deste, mas também dos anteriores. Pegando carona em estratégias de escritores de Best-Sellers, a apresentação ao leitor é feita por meio de cores suaves, geralmente acompanhadas de figuras associadas ao universo feminino, e de títulos que contenham palavras como “coragem”, “amor” e “caminho”, escritas em uma fonte garrafal que imita a letra manuscrita.
Essa, contudo, seria apenas uma artimanha de marketing para vender livros com mais “substância e gravidade”.
Todos os seus livros falam sobre relacionamentos e sobre como enfrentar as diferenças para encontrar a felicidade.




Até a próxima e abraços literários.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ler deixa a gente mais feliz-

                                                                                 




Boas leituras têm grande potencial para acender a imaginação e transportar a pessoa para outro mundo. E esses benefícios à saúde mental podem durar até bem depois do último capítulo.
Histórias provocam uma mudança na perspectiva de vida. Deixar-se envolver pelos personagens aumenta a capacidade de compreender os sentimentos dos outros.
Até mesmo histórias tristes deixam as pessoas felizes, porque fazem com que pensem nas pessoas que amam e agradeçam por suas bençãos.
Quando VC se identifica com os personagens de um livro, vive um relacionamento.
Isso pode aumentar sua sensação de “pertencimento”, dizem psicólogos. Em outras palavras, ler Marley e eu pode aumentar sua camaradagem com os donos de cachorros nos parques.
Um final feliz pode elevar seu espírito, mas romances também podem estimular sentimentos positivos de maneira mais sutil. Até eventos menores na narrativa podem trazer á tona lembranças agradáveis e tornar seu dia mais feliz. O personagem vai ao zoológico? VC provavelmente se lembra de um dia maravilhoso que passou num zoo.
Ler sobre alguém que superou obstáculos pode motivar VC a perseguir seus próprios objetivos. Se precisar de um estímulo, acompanhar a atitude do personagem ao enfrentar o chefe, por exemplo, pode lhe dar coragem, para pedir aumento. Quanto mais VC se identificar com o personagem e viver os acontecimentos da história como se participasse deles, maior será a chance de tomar a atitude.
Empatia, vínculo, lembranças e inspiração!


Livros são tudo de bom!
Até a próxima e abraços literários.

sábado, 9 de novembro de 2013

Mônica faz 50 anos-

                                                                                




Todo mundo adora ler gibi. E uma turminha bacanérrima encanta gerações com as histórias divertidas e emocionantes de Maurício de Souza.
Maurício de Souza nasceu em Santa Isabel, interior de São Paulo, e passou parte de sua infância em Mogi das Cruzes, desenhando e rabiscando nos cadernos escolares. Mais tarde, seus traços passaram a ilustrar cartazes e pôsteres para comerciantes da região. Quando se mudou para São Paulo, foi trabalhar na Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo) para escrever matérias policiais. Paralelamente continuava a rabiscar, e em 1959 nasceu seu primeiro personagem, o cão Bidu. Ao lado de Franjinha ele ilustrava semanalmente uma tirinha de quadrinhos no jornal.
Nos anos seguintes ele criou mais tiras com diversos personagens – Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio e Astronauta. Mônica apareceu pela primeira vez em uma historinha do Cebolinha que era publicada no jornal Folha de São Paulo. Isso aconteceu no dia 3 de março de 1963.  Inspirada na filha de Maurício passou de coadjuvante a protagonista. Em 1970 ganhou uma revista com o seu nome, a primeira publicação de histórias em quadrinhos infantil produzida em cores no Brasil, com 200 mil exemplares, pela Editora Abril. Sempre com seu coelho Sansão e seu vestidinho vermelho, Mônica completou 50 anos, e muitas comemorações vêm acontecendo pelo país.
Livros ilustrados, revistas de atividades, álbuns de figurinhas, CD-ROMs, livros tridimensionais e livros em braile, desenhos animados, desenhos feitos para o cinema, shows e espaços interativos distribuídos por todo o Brasil.
Os temas foram desenvolvidos para que transmitissem mensagens capazes de fazer crianças e adultos refletirem.
Para celebrar o Ano da Dentuça, a Turma da Mônica espalhará pela cidade de São Paulo 50 estátuas da personagem. O projeto foi batizado de Mônica Parade, inspirado no evento Cow Parade, aquele das esculturas de vaquinhas  (uma mais foooofa que a outra) espalhadas pela cidade.


                                                                                   



Na mostra a céu aberto, as peças com 1,60 m (para que possam ser vistas de longe) serão espalhadas por 35 bairros da cidade, e estarão próximas a ícones  arquitetônicos, pontos turísticos, como a avenida Paulista, a avenida Brigadeiro Faria Lima e o parque Ibirapuera,  bancas de jornais, parques e em alguns CEUS (Centros Educacionais Unificados). A ideia é abranger todas asa regiões!
Depois de um mês, as Mônicas serão levadas para o Rio e para Belo Horizonte.


Qual seu personagem favorito da Turma da Mônica ??????
Conta para nós!
Abraços Literários.
Até a próxima.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Click #4

                                                                           
                                                                            


Um click e fique de bem com o mundo através das lentes sensíveis da literatura.


                                                                               



Essa é a coluna onde VC diz qual seria a legenda para a imagem.

                                                                                



                                                                                 


                                                                                      
                                                                                  



                                                                               



  





Nesse mês de outubro comemoramos o dia do idoso (01/10), o dia dos animais (04/10), o dia das crianças (12/10), o dia dos professores (15/10) e o dia das bruxas (31/10).
Vamos lá ????? 


Beijos Literários e até a próxima!




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Pousada Rose Harbor-

                                                                                 



A Pousada Rose Harbor de Debbie Macomber 


A busca por um novo começo pode levar a grandes revelações. Jo Marie Rose decide comprar uma pequena pousada, como forma de superar a morte do marido. Mal sabe ela que as surpresas que a esperam nessa nova empreitada


Este livro é para aqueles que gostam de um romance simples, para ler descompromissadamente,  relaxar e se esquecer da vida.
A Pousada Rose Harbor, cativa pelo simples, há uma aura de tranquilidade e esperança que nos coloca em sintonia com a leitura que flui rapidamente.
Tudo se passa numa pousada chamada Rose Harbor, e gira em torno de sua proprietária, Jo Marie, e dos hóspedes que lá se hospedam.
Nesse livro conhecemos  os motivos que levaram a Jo Marie a adquirir uma pousada na cidade de Cedar Cove e quais os motivos que a levaram a deixar um promissor emprego, se mudar para outra cidade, morar sozinha e tentar recomeçar e reestruturar sua vida. Nessa nova empreitada ela irá conhecer pessoas que passarão por seu caminho de forma breve, mas que conseguirão deixar suas próprias marcas.
Seus dois primeiros hóspedes trouxeram cada um as suas próprias angustias, ansiedades, segredos, desejos e fantasmas.
Joshua Weaver e Abby Kincaid dois jovens que, apesar de não se conhecerem, nasceram naquela cidade e agora estavam em um retorno rápido depois de longos anos de ausência.
Joshua veio visitar o seu padrasto que estava em estado terminal, embora tenham se odiado a vida inteira.
 Abby, voltou a sua cidade natal para o casamento de seu irmão. De volta pela primeira vez em 20 anos, ela quase deseja não ter ido, devido às memórias trazidas pela pitoresca cidade. E conforme Abby se reconecta com sua família e seus velhos amigos, percebe que só pode seguir em frente se permitir-se verdadeiramente a isso.
Ambos tinham  motivos pessoais para não quererem esse retorno, para não estarem ali, mas tiveram que enfrentar a realidade e tirar de dentro de si forças para perdoar, esquecer, transformar e se reinventarem.  Eles precisavam de liberdade e paz interior.
 Jo Marie entendeu que a presença amargurada de seus hóspedes como sendo um momento de reflexão não só para eles, como para si mesma. Cada um em sua própria solidão, retirando de si mesmos motivos para uma vida melhor. A necessidade de superar, esquecer e recomeçar.
Em cada capítulo percebemos como  os três personagens têm suas histórias separadas, sendo conectadas somente nas dependências da Pousada Rose Harbor.
 “A Pousada Rose Harbor” é o primeiro livro de uma série.
Debbie Macomber, a autora, já escreveu uma coleção inteira sobre a cidade de Cedar Cove (que virou série e filme de TV), e após  pedidos por parte dos fãs, decidiu retornar à mesma atmosfera com uma nova história e com novos personagens.
Sua escrita é deliciosa e apaixonante
Com doses balanceadas de drama e romance, “A Pousada Rose Harbor” é narrado em primeira pessoa nos capítulos de Jo Marie e em terceira pessoa nos demais personagens, algo que eu não lembro de ter visto antes. Ponto positivo para a autora que conseguiu  trabalhar na mesma obra com diferentes formas de escrita.
 A continuação do livro, intitulado “Rose Harbor in Bloom”, foi lançado nos EUA dia 13 de Agosto, e desde já fico esperando ansiosamente por seu lançamento aqui no país. 


                                                                       
                                                                               


A autora é cuidadosa  e prima pela delicadeza, assim temos um romance com personagens humanos, reais , do tipo que é possível conhecer a qualquer momento ou quem sabe não seja um familiar ou conhecido, com qualidades e defeitos, pessoas comuns tentando encontrar seu próprio cominho, vivendo seus dramas pessoais sem necessidades de serem heróis, grandes expectativas ou reviravoltas. Mas existe algo na narrativa, que faz vibrar e a insinuação sutil de um toque sobrenatural. 
 Algumas pitadas, aqui e ali, que deixa claro que foi sugerido e o leitor fica a vontade para avaliar, decidir e se surpreender.



Abraços Literários e até a próxima.