Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Pintor de Memórias


                                                                                 


Sinopse- Um amor que atravessa o tempo. Uma equipe de cientistas prestes a fazer uma grande descoberta sobre a construção da memória e um medicamento milagroso capaz de revelar um mistério antigo.
Bryan Pierce é um renomado pintor cujos trabalhos deslumbram o mundo. Mas há um segredo para seu sucesso: cada tela é inspirada em um sonho excepcionalmente vívido. Sempre que acorda, ele adquire novas e extraordinárias habilidades, como a capacidade de falar línguas obscuras ou um gênio inexplicável para o xadrez. A vida inteira ele se perguntou se seus sonhos eram apenas sonhos ou se seriam memórias que ele experimentava de outras pessoas.
Linz Jacobs é uma neurogeneticista brilhante, dedicada a decifrar os genes que ajudam o cérebro a criar memórias. Ao visitar uma exposição ela se depara em um dos quadros de Bryan com a imagem de um recorrente pesadelo seu.
O encontro de Bryan e Linz desencadeia o sonho mais intenso do pintor: a visão de uma equipe de cientistas que, na iminência de descobrir uma cura para o Alzheimer, morre em uma explosão no laboratório.
Bryan fica obcecado pelas circunstâncias que cercam a morte dos cientistas, e seus sonhos aos poucos revelam o que aconteceu assim como um mistério que o leva ao Egito antigo.
Juntos, Bryan e Linz percebem um padrão em seus sonhos e que há um inimigo observando cada movimento deles e que não vai parar enquanto não atingir seu objetivo. 


O Pintor de Memórias, livro de estreia da texana Gwendolyn Womack, alterna os pontos de vista de Bryan e Linz, contando a história de ambos e mostrando que eles tem mais em comum do que a paixão pelo xadrez.
Bryan, que é capaz de reviver as memórias de outras vidas (e de outras pessoas), tem sonhos que são fragmentos de vidas passadas, mas por serem incompreensíveis ele opta por viver uma vida reservada e isolado mesmo sendo um pintor de sucesso, até conhecer a neurogeneticista Linz que descobre ter um de seus sonhos recorrentes em uma tela de Bryan que agora sabe tem mais alguém que já viveu aquelas lembranças.
A autora tem uma escrita instigante e te conduz pela narrativa apresentando elementos que permitem a compreensão da história ajudando a costurar a colcha de retalhos.
As questões e aventuras que Bryan e Linz vivenciam tornam as descobertas peças de um quebra cabeças que o leitor vai juntando ao acompanhar cada memória da história de vida dos dois personagens em diferentes épocas.
A premissa é instigante e apesar do final em aberto e de que em alguns momentos a narrativa não flui como deveria (um tiquinho de perda de ritmo talvez por serem muitas as histórias ou talvez porque pudesse ter sido melhor trabalhada na cadência) eu gostei bastante da obra (já que tudo o que é preciso para compreender o panorama da obra está lá) e também do plot twist final.

Se você gosta de mistério, aventura, arte, história, ciência e filosofia de vidas passadas e loopings temporais dê uma chance para essa leitura e vai se surpreender com uma viagem fantástica através do tempo junto com os nossos personagens.

Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

O Primeiro Homem- Os 50 anos da chegada do homem à Lua


                                                                           

No dia 20 de julho foram celebrados os 50 anos da chegada do homem à Lua e perpetuada a frase do astronauta Neil Armstrong:
Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade.”
                                                                               
                                                                              


O longa, baseado na biografia A Vida de Neil Armstrong, do autor James R. Hansen, que conta a história por trás de um dos eventos mais importantes e conhecidos do século XX, o primeiro passo do homem na Lua, começa mostrando Neil Armstrong como piloto de testes da Aeronáutica Americana e a tragédia pessoal com a morte da filhinha de 2 anos na época em que a NASA estava recrutando pilotos para a tão sonhada ida à Lua em plena Guerra Fria.
Então somos inseridos de maneira realística na película e passamos a acompanhar dois cenários distintos e intimamente interligados da vida de Armstrong: enquanto o lado pessoal entra em declínio, com a tragédia que se abateu sobre a família, as dificuldades de comunicação e nenhuma superação, acompanhamos também a ascensão profissional, na qual ele se dedicava completamente à carreira, mostrando todo o percurso para levar o astronauta ao momento épico contado pelo diretor Damien Chazelle.
Damien, ganhador do Oscar de melhor diretor por La La Land onde trabalhou com o protagonista Ryan Gosling, conhecido pelo uso de recursos visuais interessantes e que caprichou na utilização das cores fazendo todo o processo de recrutamento de pilotos e testes mostrada em luz azul e fria relacionando-a ao racional, e as cenas mostradas em luzes alaranjadas e quentes focando no emocional e transmitindo os sentimentos.
Durante nove anos acompanhamos Armstrong interpretado pelo lindooooooo Gosling que foi criticado pela pouca expressividade e rigidez emprestadas ao astronauta.
Aqui cabe uma observação, Armstrong tinha fama de ser retraído, contido e muitíssimo discreto, então é claro, óbvio e lógico que Ryan coube perfeitamente no papel, massssssss para mim, se ele entrasse mudo e saísse calado do filme já teria super valido a pena <3!
A parte técnica obviamente não decepciona: fotografia, trilha e efeitos sonoros são altamente eficazes num contexto histórico muito bem executado e elenco inspirado.
                                                                                


Destaque para o alinhamento feito com maestria na cena contemplativa e intimista do lindíssimo resgate do drama de Armstrong homenageando a filha que havia morrido.

Eu amei muito o filme e super recomendo.

Beijos literários e até a próxima.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dia do Batom


                                                                               


VCS sabiam que o batom tem um dia só para ele??????
No dia 29 de julho é comemorado o Dia do Batom.
Atualmente o mercado oferece diversas cores, formatos e novidades de todas as marcas  e com preços para todos os bolsos.
Tem gloss, cremoso, acetinado, cintilante, metálico, brilhante, duo, gel, hidratante, vinil, lip tint e o amadinho matte que é só amor <3! 
E o bloguito hoje tem post temático!


                                                                                

Gosto de Batom
Valter Petenel

Na vida tranquila de uma pequena cidade, Anabela e Cleonice, criadas juntas como irmãs, conhecem Cláudio, homem bem-sucedido e sedutor, envolvendo-as em um tórrido caso de amor. Neste jogo de amor, sexo e sedução eles participam uma relação confusa e cruel. Porém, o tempo cuida de distanciá-los separando-os. Cleonice casa-se com Carlos, um homem de comportamento estranho e frio, enquanto Anabela toca sua vida. Em meio a encontros e desencontros, alegrias, tristezas e sensualidade, esta história se desenrola com um desfecho surpreendente e marcante.



O Batom Vermelho
Kizzie Pontes

Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” - já disse o grande poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. 
De fato, nem sempre é conveniente acessar o passado. Existem lembranças que são tão dolorosas que melhor seria esquecê-las para sempre. Contudo, às vezes não é possível seguir em frente sem antes expurgar certas dores de casos mal resolvidos.
Zoey Albuquerque é uma jovem professora que vive em um mundo perfeito e parece não desejar mais nada, além do seu inseparável batom vermelho.
Mas a chegada de Caleb, um novo colega de magistério, faz sua vida pacata virar de ponta-cabeça, forçando-a a remexer feridas antigas e muito profundas. 

É um livro instigante, pela linguagem envolvente e pela atmosfera de sedução e suspense criada. Zoey  e Caleb conquistam, facilmente, nossos corações.



Beijos e Batom
Mari Mello

Um pacto quebrado entre amigos e muita confusão, abrange o cenário apresentado.
Gustavo e Daniel, amigos desde o ensino fundamental, prometem um ao outro que jamais se relacionariam com as irmãs, primas, namoradas e afins um do outro, evitando que nada atinja a amizade entre eles.
O que poderá acontecer quando o cupido resolver flechar sem olhar a direção?
E mais… Até que ponto esta amizade poderia resistir, se… De repente… Ambos acabassem se interessando, sem saber um do outro, pela mesma garota?




Selva de Batom
Candace Bushnell

Três mulheres atraentes, bem-sucedidas e dispostas a tudo para se manterem no topo enfrentam um dilema: afinal, o que é ser realmente uma mulher de sucesso?
Com ironia e sarcasmo, a autora de "Sex an the City" descreve a louca mistura de família-negócios-sexo-trabalho que compõe o dia a dia da mulher contemporânea.




A bruxa do batom borrado
Anderson Novello

Sem subestimar a inteligência da criança, o autor escolhe cuidadosamente as palavras, tanto pela adequação quanto pelo ritmo que imprime à história. A cada nova situação em que a bruxa é surpreendida pelas crianças, as traquinagens ganham uma espécie de “identidade sonora”, onde a estridência de um apito ou a ressonância de um berrante parecem saltar das páginas (e sobressaltar o leitor). Há também o reforço da imagem sonora quando a ilustração deixa alguns “presentes” a serem descobertos em cada página, estimulando em uma nova camada a percepção da criança.
Como não podia deixar de ser, há uma lição que passa pela reconciliação e respeito a ser transmitida aos pequenos. Tais ensinamentos ocorrem de maneira fluida e natural, respeitando o andamento da narrativa, o que torna o aprendizado suave e agradável a assimilação do público-alvo.
Um livro para crianças que pode ser apreciado em diversos níveis. Com elementos que estimulam todos os aspectos da cognição da criança, a leitura de “A Bruxa do Batom Borrado” não esquece de ser divertido e envolvente, fazendo o leitor querer voltar a morar na “Rua das Peraltices”.



E aí bebês?????
VCS  já leram algum desses livros???
Qual capa preferem???
Qual livro com a temática vocês indicam??

Beijos Literários e até a próxima


sexta-feira, 26 de julho de 2019

120 anos do nascimento de Hemingway


                                                                             
 


Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar, que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se Levanta.

                                                                               


Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue.
Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa – surgem os tubarões.

A narrativa gira em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700 quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Ganhador do Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como Manolim.
Simples, com precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito, sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já leu??????????
Qual sua obra favorita do autor????
Conta aí!


Beijos Literários e até a próxima.


segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Louca dos Gatos


                                                                              


Sinopse- A terceira coletânea da cartunista Sarah Andersen traz novas tiras que retratam os desafios de ser um jovem adulto num mundo cada vez mais instável.
Os quadrinhos da autora são para todos que precisam lidar com níveis de ansiedade cada vez mais alarmantes, que sentem que o mundo está à beira do colapso e que se esforçam para sair da zona de conforto.
Basicamente um manual de sobrevivência para os dias de hoje.
O livrinho com 112 páginas lançado pela Cia das Letras, Selo Seguinte, reúne uma coleção de mensagens engraçadas e divertidas sobre as emoções dos seres humanos.

                                                                          


Nessa terceira antologia lançada pela autora Sarah Andersen somos presenteados com uma leitura em quadrinhos ultra fofoluda onde a protagonista é uma garotinha apaixonada por animais, em especial pelos gatíneos.
Percebemos durante a narrativa que de alguma maneira temos esquecido nosso lado humano enquanto paralelamente temos aprendido “humanidade com os animaizinhos” e nessa inserção os pets demonstram ser leais e confiáveis a toda prova, porque a gente sabe que eles nunca nos decepcionarão.

                                                                                


A personagem passa por diversas situações, em grupo e sozinha, deixando nas tirinhas mensagens de otimismo enquanto nos prepara para a nada fácil vida adulta e cujas impossibilidades são travadas quando deixamos de lutar por nossos sonhos.

                                                                              


Essa edição da Editora Seguinte cativa pelo uso de recursos visuais e verbais.
A escrita da autora é genial, simples, mas significativa, fluída e contemporânea.
Esse livro ganhou na categoria “Graphic Novels & Comic” do Goodreads Choice Awards 2018.

                                                                                





                                                                          

 Ágata, belezura de mamãe,  passando para deixar a indicação de leitura e miau procês bebês <3

Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Série: O Jardim de Bronze- Primeira Temporada


                                                                              


No thriller policial de suspense, na primeira temporada da série O Jardim de Bronze (adaptação do livro argentino El Jardín de Bronce de Gustavo Malajovich) acompanhamos a vida do arquiteto Fabián Danubio (interpretado por Joaquin Furriel) que muda drasticamente após o misterioso desaparecimento de sua filha Moira de 4 anos.
Entre falta de respostas e sem vestígios, pistas, testemunhas nem o auxílio da polícia, ele conta com a ajuda do detetive Doberti (Luis Luque) numa jornada ao longo de 10 anos para encontrar a garotinha.
O primeiro episódio desenvolve o arco principal, que é o sequestro da Moira.
Daí iniciamos uma jornada através de uma estruturada narrativa ágil combinada com reviravoltas, flashbacks e passagens de tempo.
O roteiro é instigante; ótimos elenco, direção e fotografia; qualidade de filmagem em 4K e tendo locações especiais em Buenos Aires como cenário transformando a cidade em mais uma protagonista da obra.
Impecável e impactante vale muito a pena uma conferida.
Alguém aí já leu o livro ou assistiu a série?????
Conta aí!
                                              
                                     


Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Heroínas


                                                                              

Sinopse- Dos clássicos às histórias contemporâneas não faltam heróis, meninos e homens estão por todo lugar empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudaram e está na hora de as histórias mudarem também.
Com discursos sobre empoderamento feminino, meninas e mulheres desejam se enxergarem naquilo que consomem.
Este é o livro de um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo
o protagonismo em histórias de heróis.
Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animaizinhos.
A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram.
E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares que indignada com a situação da comunidade em que vive usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças.
Este é um livro no qual as meninas salvam o dia, no qual são o que são todos os dias na vida real: heroínas!


Heroínas reúne três autoras brasileiras: Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares, que recontam três clássicos em uma obra com capa e diagramação fofas que entrega já no título a mensagem que pretende passar.
Gosto muito da criatividade com que os autores reinventam obras, então adorei essa releitura de clássicos com representatividade feminina, sem serem contos das princesas e com a pegada contemporânea amei ainda mais a proposta.

Em “Uma por todas e todas por uma”, acompanhamos a história da Daniela d'Artagnan.
Narrado em primeira pessoa, a protagonista às vésperas das provas finais, determinada a cursar Medicina Veterinária na Universidade Federal e candidata a voluntária da clínica de uma ONG de proteção animal nomeada Mosqueteiros se depara com uma cena de agressão a um cachorro na rua e defende o animalzinho. Até que uma heroína aparece para auxiliá-la a salvar o dia. Uma das mosqueteiras da ONG. Assim começa a história da nossa protagonista.

“Formandos da Távola Redonda”, é narrado em terceira pessoa e traz a história de Marina.
Faltando oito semanas para a formatura ela é escolhida para assumir a liderança da comissão do terceiro ano da Escola de Ensino Médio, mas o dinheiro que juntaram para a formatura sumiu.
Para que não tenham o sonho interrompido e correndo contra o tempo ela reúne um grupo de meninas para reverter o prejuízo.
Em meio aos anseios comuns da adolescência: amores, desamores e dúvidas, a jornada da protagonista lhe proporciona autodescoberta numa escrita coesa e madura.

“Robin, A Proscrita” se inicia com um prólogo contando num pergaminho a história inicial de Roberta, a protagonista da vez que foi deixada com poucos meses de vida na porta de um casal humilde, na comunidade Selva de Pedra.
Anos depois, ela é conhecida pela Polícia Federal como Robin Hood, a pessoa por trás de um esquema de desvio de dinheiro pela internet.
Roberta pratica crimes cibernéticos e guarda muito bem sua identidade justiceira de roubar dinheiro de parlamentares, empresários e religiosos para doar aos menos favorecidos.
Em uma história com muitas referências, a autora insere elementos atuais em uma narrativa que apresenta ação o tempo todo.

Em comum as três histórias reúnem mensagens sobre coragem, amizade, justiça, força e sororidade, além é claro e romance e aventuras.
Com personagens femininas em papéis de protagonismo e falando sobre empoderamento feminino, Heroínas vem para contar histórias de garotas que lutam pelo o que acreditam.

Pessoalmente acho que não precisava incluir tantos “movimentos” em um livro tão curto, o simples fato de se tratarem de protagonistas em clássicos já deixa claro a proposta sobre a força feminina.
De qualquer maneira é uma boa obra nacional, divertida e interessante indicada para adolescentes, mas que pode agradar leitores de todas as idades.

Abraços Literários e até a próxima.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Feliz Dia dos nAMORados

                                                                               


O dia dos namorados do seu jeito <3
Adoro uma data comemorativa, e sim, celebro o Dia dos nAMORados.
E acho que cada um deve comemorar à sua maneira.
Do seu jeito, com ou sem presentes, de forma romântica ou de maneira prática.
Quem inclusive não estiver disposto que deixe a data passar em branco de boa.
Se você não comemora, zero problema.
Estado civil são só duas palavrinhas, e uma característica de alguém. 
Não é, nunca foi nem será condição para felicidade.
Se quem está na pista quiser comemorar, bora festejar também.
E incluo no pacote, os casados. Abram espaço na agenda para curtirem como desejarem.
No final das contas, ninguém precisa esperar o dia 12 de junho para aproveitar, seja com ou sem companhia.
Divirta-se sempre e com quem quiser.
E se quiser :p

(Texto de Fabricio Pellegrino)



Vamos agora embarcar no mais conhecido soneto de Camões para comemorar o Dia dos Namorados?

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís Vaz de Camões)


Abraços literários, beijos poéticos e até a próxima.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Creed II


                                                                              


Não poderia haver melhor argumento para uma sequência da história de Adonis Creed (Michael B. Jordan) que o relacionado a Ivan Drago (Dolph Lundgren), clássico adversário de Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

Adonis chegou ao topo, tornando-se campeão mundial da sua categoria e planeja uma vida a dois com Bianca (Tessa Thompson) além de lidar com as diferenças entre ele e Rocky que não aceita lhe treinar na luta com Viktor Drago. A relação Rocky-Creed é levada a um outro nível, e ao mesmo tempo, ambos sabem que precisam ter suas próprias vidas e prioridades.

Ivan Drago prepara seu filho, Viktor (Florian Munteanu), para desafiar Creed.
Aqui temos um antagonista cheio de ódio por tudo que lhe aconteceu após sua derrota há 30 anos, e é com esse sentimento que ele nutre o filho, vendo nele a oportunidade de uma revanche. Lundgren traz novamente a frieza que fez de Drago o emblemático vilão da franquia e Munteanu não é somente músculos, mas um personagem com camadas que compõe um excelente Viktor.
A humanização da família Drago é desenvolvida simultaneamente. De modo harmonioso, vemos que não foi só Rocky e Adonis que perderam algo ou alguém. Ivan também ganha sua própria ótica humanizada

Drago e Balboa se enfrentam através de Viktor e Adonis, dois jovens que, por mais talentosos que sejam, estão à sombra de um passado.
Em uma luta cheia de ódio, rancor e lembranças, Viktor e Adonis, confrontam o legado que compartilham.
Algo positivo que a trama entrega é o fato de conseguir trabalhar bem os dois lados da luta. Em Rocky IV, a missão era a de ser patriota em um filme marcante pela Guerra Fria.
Já em Creed II, Rússia e Estados Unidos são meros detalhes. A missão aqui é pessoal e sua identidade se dá através de lutadores que receberam como "herança" a sede de vingança e a ausência de identidade. Tanto Viktor quanto Adonis são vítimas de suas próprias histórias e isso fica cada vez mais claro com a falta de palavras que Drago expressa ou com o desespero interno e crescente de Creed.

A montagem une com esmero todas estas áreas resultando em um drama comovente sem apelar para o melodrama. 

A direção de Steven Caple Jr. (que junto com Stallone é responsável também pelo roteiro) traz uma história sensível que homenageia os filmes anteriores (em especial o 4º filme, diretamente ligado aqui), mas também finaliza de maneira OK o arco em que todos os personagens estavam inseridos.
A direção não experimenta muito a câmara e os planos sequenciais para jogar o espectador no ringue com os lutadores, mas isso não desmerece em nada a película e a direção fluida valoriza cada punch e treinamento.

Aqui não temos o fator novidade, Creed II acrescenta mais uma boa história aos já bons filmes da franquia, humanizando-os, e talvez seja o mais contemplativo da saga.
Partindo da premissa que as relações interpessoais são o foco desta sequência, é justo dizer que este é um filme de família. Inclusive a família Drago entrega uma importante parcela da carga emocional que o roteiro possui.

Creed II mescla nostalgia com frescor, homenageando seus princípios na dose exata e fortalecendo com sensiblidade uma trama já conhecida. Aqui não há vilões nem heróis e, por mais que os golpes dados no ringue nos façam torcer por alguém, é o que vem depois do sino que possui mais força. A empatia, a vulnerabilidade e a compreensão também são personagens nessa franquia que sempre mostrou que a família é o que temos de mais importante, que a vida não é só demonstrar força o tempo todo e que mais importante que lutar é pelo que se luta.

Se você é fã da franquia se joga, recomendadíssimo.

Abraços Literários e até a próxima!



segunda-feira, 27 de maio de 2019

A Garota do Lago-


                                                                              


Sinopse- Summit Lake, uma pequena cidade nas montanhas, é o tipo de lugar bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada.
Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley, filha de um poderoso advogado, foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso... e logo se estabelece uma íntima conexão quando um vivo caminha nas mesmas pegadas dos mortos...
Enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado.

A obra é narrada em terceira pessoa alternando os capítulos entre presente e passado, enquanto Kelsey investiga o assassinato, a história da Becca é contada paralelamente.
O ritmo é bom - embora lento no início; o plot embora não seja original, é interessante; a paz de uma cidadezinha tendo uma cafeteria aconchegante como cenário é a perfeita antítese de um local de crime e o autor utiliza um jogo de palavras que faz a gente desconfiar de qualquer personagem, mudar de suspeitas e pirar com pistas falsas.
Masssss o livro tem muitos furos: é fantasioso demais a repórter conseguir ajuda de todo mundo na investigação, ainda mais que essa ajuda significa prejudicar a si mesmo, como o delegado que perde o cargo, o médico que pode arruinar a carreira e a barista que larga seu estabelecimento no meio do expediente; uma repórter que com vários artigos publicados sobre homicídios, permite que um detetive entre no seu quarto, SEM um mandado e veja o material que recolheu sobre o crime, obtido de forma ilícita que com certeza vai prejudicar quem lhe ajudou; os capítulos da Becka são chatos sem nada de suspense e o motivo (?) do crime não se encaixa em algo tão brutal.
É inadmissível a cena do crime ser diferente no início do livro e depois na reconstituição! (Como isso passou pela revisão?); a divisão do livro às vezes fica incoerente, como quando um capítulo era da Becca e o narrador acompanhava Jack e Brad, por exemplo; a figura do detetive dedicado do interior é exagerada e a imagem dos investigadores de fora no papel de vilões é caricata.
O alvoroço em torno da obra, com certeza, foi um problema de marketing.
São poucas as subtramas e devido aos poucos personagens a lista de suspeitos fica limitada, além da essência do crime que é ainda mais limitante (!).
Tem a pouca importância na reviravolta a revelação do segredo da repórter se transformando em um detalhe narrativamente fraco. O tema é importante para ser discutido, mas sem relevância para a obra ficou forçado.

Por fim a sensação de que toda a narrativa se apoia em dois fatos (o que não foi suficiente para que a história se sustentasse) e que o autor poderia ter contado a história em 100 páginas.

Se você busca algo inovador esse livro não é para você,  A Garota do Lago é mais do mesmo :p


Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Hostis


                                                                             


O gênero western se desenvolveu como um dos mais importantes para o cinema americano em específico, e para a sétima arte como um todo. Diversos diretores revisitam e fazem a releitura da temática usando uma história sobre o passado para falar sobre o presente.

É exatamente isso que ocorre em Hostis, escrito e dirigido por Scott Cooper que nos transporta para 1892 no Oeste americano para testemunhar a última missão de um soldado.
A história acompanha o capitão Joseph Blocker (Christian Bale), que é obrigado a escoltar o chefe Yellow Hawk (Wes Studi) e sua família para o estado de Montana. Seria só mais um trabalho de campo se ele não tivesse sido o responsável pela prisão do chefe e não o odiasse pela morte de vários amigos seus em batalha.

Blocker dedicou 20 anos de serviço caçando, matando e prendendo nativos americanos, portanto, levar um de seus rivais, garantindo a sua segurança, não é uma tarefa fácil, nem do ponto de vista logístico, nem da moral do personagem, envolvendo conflito de dever e ética. E esse conflito fica evidente na atuação de Christian Bale com uma performance forte que evidencia uma raiva contida que cresce no personagem, explodindo em momentos de violência. E é ele também quem protagoniza os diálogos mais impactantes revelando sempre mais de sua personalidade repleta de camadas.
Acompanhado por um grupo heterogêneo de soldados: outro veterano, um soldado negro que se destaca pelo fato da história se passar 30 anos depois da abolição da escravatura nos Estados Unidos, além de novatos, um francês e um formado em West Point, despreparados para a missão.

A fotografia é sensacional com paisagens magníficas e uma sucessão de trajetos que colocam os personagens como parte da natureza e em outros momentos diminuídos pela grandeza dela.
A caminhada mostra que o ser humano é hostil de maneira geral: Do ponto de vista dos soldados, os índios são o violento inimigo que impede o desenvolvimento e pela ótica dos nativos, os vilões são os desbravadores que tomam para si as terras onde eles viviam.

Surgem no caminho muitas adversidades, bem como Rosalee Quaid (Rosamund Pike), que viu toda a família ser dizimada por uma das tribos indígenas, o que acrescenta novas camadas à história.
A atuação de Rosamund Pike é impactante e a atriz rouba a cena sempre que aparece.

O diretor Scott Cooper entrega um entretenimento como convém à sétima arte, mas sem deixar de lado a arte que deve compor o entretenimento.
Hostis” se coloca como um western moderno e de qualidade.
Um filme com grandes e inspiradas atuações, uma história interessante, fotografia extraordinária e um roteiro escrito com maestria.
Simples em seu conceito e elaborado em seu desenvolvimento, é uma película que vale muito a pena ser vista especialmente se você, assim como eu, é fã do gênero.

Abraços Literários e até a próxima


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Assombração da Casa da Colina


                                                                               


Sinopse- Considerada uma das melhores histórias de terror do século XX, A Assombração da Casa da Colina promete calafrios aos seus leitores. Vista por mestres como Stephen King e Neil Gaiman como a rainha do terror, Shirley Jackson entrega um livro perturbador sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural.
Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas.
O mesmo convite é feito a Theodora, uma “sensitiva”, e Luke, o herdeiro da mansão.
Mas o que começa como uma exploração bem-humorada se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores.
Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida e a sanidade de todos está em risco.


A Assombração da Casa da Colina de terror mesmo não tem nada :p o que temos é uma pegada de suspense psicológico.

A narrativa gira em torno do antropólogo Dr. John Montague que quer escrever uma obra definitiva sobre causas e consequências de transtornos psíquicos em uma casa conhecida como assombrada.
Para isso ele aluga um imóvel famoso por episódios inexplicáveis e planeja passar uma temporada lá na companhia de convidados cujos perfis possam ser útil à pesquisa.
Obviamente, escolhe pessoas com alguma desordem psicológica: a pertubada Eleanor, a sensitiva Theodora e um dos herdeiros da casa, Luke.

Durante boa parte da obra a autora descreve a casa, desde quem a construiu até a atual proprietária, a Sra. Gloria Sanderson. Infelizmente o enredo não aproveita as histórias lá vividas.
A autora tem uma boa escrita e se empenha na construção do psicológico de cada personagem, mas quase não usa as informações que ela mesma plantou desperdiçando camadas que poderiam criar personagens bem construídos e instigantes.

Há um clima de tensão pela expectativa criada de que algo assustador acontecerá a qualquer instante (e que não acontece :p).
Acho que a ideia seria mais interessante se o grupo realmente vivenciasse as experiências que “imaginavam” ter.
Tudo vira uma grande confusão onde nada faz sentido.
Talvez a proposta da autora fosse criar uma interpretação dúbia sobre existir assombração na casa ou tudo não passar de imaginação da mente dos convidados, mas não funcionou e o término rápido da leitura piorou ainda mais a situação.

"A casa da colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia 80 anos e talvez continuasse por mais 80.”

A protagonista dessa história no fim das contas é a Casa, que de tão mencionada torna-se o quinto morador.
Nada nela soa agradável ou convidativo e de certa maneira parece que foi feita para aprisionar quem ali entra. 
Na narrativa a autora argumenta que uma assombração não proporciona um mal físico nem traz perigo quanto a integridade corporal. Ela é descrita como letal, descobre sua fraqueza, aquela que você nem sabia que existe e usa para atingi-lo.
O livro não é um terror com fantasmas, espíritos ou sobrenatural, acho importante esclarecer para que o leitor do gênero não se decepcione. A assombração é o que a casa à tona de mais sombrio que temos dentro de nós mesmos.
                                                                            

Clássico da literatura de terror teve uma “livre adaptação” com a série “A Maldição da Residência Hill” na Netflix onde traz várias referências à obra.

Abraços Literários e até a próxima.





domingo, 12 de maio de 2019

Feliz Dia das Mães



Parabéns à todas as mamães, e quando digo mães, não me refiro apenas à condição biológica de gerar e trazer um ser humano ao mundo, mas, sobretudo à capacidade de amar concebida em seus corações.


Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos
momentos incertos.
Nos fortalece quando tudo ao
nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses
para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar e mais amar!
Amar com um amor incondicional.
Afeto desmedido e incontido.
Mãe é um ser infinito.


Feliz Dia das Mães!!!!!


Abraços Literários, beijos poéticos e até a próxima.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

O Vitral Encantado-


                                                                              


Sinopse: O avô de Andrew Hope acabou de falecer e lhe deixou seu casarão como herança.
Ele era um grande mago e Andrew herdou também o campo de proteção da propriedade (o que automaticamente o torna responsável pela segurança de todos os que vivem ali) e um curioso artefato: um vitral de muitas cores e claramente mágico.
Quando o jovem Aidan Cain, caçado pelos temidos Perseguidores, surge em sua porta à procura de abrigo, Andrew encontra nele um amigo para desbravar os arredores do casarão. E com Aidan ele vai descobrir que o passado de sua família pode ter muito mais magia do que imaginava.
Diana Wynne Jones nos proporciona uma aventura delicada e cheia de humor britânico moderno. 
O Vitral Encantado é um prato cheio para os fãs de Neil Gaiman e outros autores de fantasia. 

                                                                           


O Vitral Encantado é um infantojuvenil com gostinho de quero mais.
Na obra nosso protagonista Andrew, que trabalha em uma faculdade e sonha em escrever um livro, recebe como herança deixada pelo avô uma gigantesca propriedade com um campo mágico de proteção que a cerca.
O lugar é de uma singularidade e magia intensas, e ao invés da calmaria e tranquilidade que ele esperava encontrar, uma sucessão de aventuras e acontecimentos extraordinários aguardam por ele, tudo intimamente relacionado ao vitral colorido na porta da cozinha.
Então temos o aparecimento do sr Brown, dono das outras propriedades além de Melstone House.
O que ele quer? Tomar posse da herança de Andrew.
Será que ele conseguirá?

O livro narrado em terceira pessoa é uma delícia de ler, cheio de sacadas divertidas e inteligentes ao estilo inglês, mexe com a imaginação e tem a escrita fluída, encantadoramente mágica, cheia de mistério, aventura e fantasia.
Um infantojuvenil para crianças de todas as idades.

Abraços Literários e até a próxima.

domingo, 21 de abril de 2019

Feliz Páscoa


                                                                          


A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais.
A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae.
Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.
Entre os judeus, a data marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durante muitos anos. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.
Entre os cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). A semana anterior a Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.
A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grande quantidade. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. O coelho representa simbolicamente o nascimento e a esperança de uma nova vida.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova.
Já os ovos de Páscoa, de chocolate ou enfeites, também estão neste contexto da fertilidade e da vida.


Desejo a todos uma vida nova, recheada de doçura, esperança e fé.


Feliz Páscoa!!!!!!!!


Abraços Literários, beijos achocolatados e até a próxima.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Fúria em Alto Mar


                                                                            


Sinopse- Um general rapta o presidente da Rússia. Para efetuar o resgate, um comandante de submarinos contará com a força de operações especiais da marinha dos Estados Unidos.

Filmes de ação militar são tão comuns que poderiam constituir um gênero à parte, no entanto são mais frequentes as guerras em campos de batalhas.
Assim sendo o exército tem um destaque maior do que a aeronáutica ou a marinha. E estes tem maior destaque os que se situam acima das águas do que os no fundo do mar.
É no universo submarino que se desenvolve a maior parte da trama de Fúria em Alto Mar, techno-thriller de ação militar repleto de nomes conhecidos que se inspira em Caçada ao Outubro Vermelho.
                                                                               


Desenvolvido no já conhecido jogo político entre Estados Unidos e Rússia (que há de se convir em tempos estranhos como os que vivemos talvez não seja tão datado) Fúria em Alto Mar tem como principais oponentes um general norte-americano (Gary Oldman) e o presidente russo (Alexander Diachenko). Entre eles, nas profundezas do oceano, está o Caçador de Assassinos (título original do filme), submarino que tem no comando um oficial acostumado a subversão (Gerard Butler).
                                                                          


É decisão dele, mesmo contrariando os conselhos dos auxiliares imediatos, a operação que resgata a tripulação de um submarino russo, liderado pelo capitão Andropov (o sensacional Michael Nyqvist).
Logo a inteligência norte-americana decifra que a ameaça russa é interna e há um golpe em curso. Como de praxe em situações assim, sob a ótica norte-americana, caberá aos soldados norte-americanos salvarem o próprio país e o mundo inteiro :p
Se um grupo de elite segue por terra com a missão de resgatar o líder russo aprisionado, quem irá resgatá-los será os que estão submersos. E a única maneira de chegar até o ponto de encontro é seguindo as orientações de quem conhece como ninguém o terreno: Andropov, o oficial russo.
Aqui não há muitas nuances a serem exploradas durante o desenrolar da trama. De um lado temos os russos com militares tomando o poder em nome de uma suposta ameaça que se assemelha a uma teoria conspiratória lunática. Do outro lado Oldman e o rapper Common (investindo cada vez mais em sua carreira como ator) em reações extremadas.
A ação em si termina por ser verificada tanto por essa milícia na superfície (liderados por Toby Stephens), como pelas manobras arriscadas do submarino com Butler no comando.

Em suma, Fúria em Alto Mar não tem ondas gigantescas nem naufrágios, há uma “Batalha Naval” em andamento com variantes de elenco estelar, tensão suficiente para manter a atenção com boas cenas de ação. A cena do campo minado é de gelar os ossos.
Techno-thriller que prende a atenção do início ao fim.

Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Deixada para trás-


                                                                                   


Sinopse- Nicole Cutty e Megan McDonald são alunas do ensino médio na pequena cidade de Emerson Bay, Carolina do Norte. Quando elas desaparecem de uma festa na praia em uma noite quente de verão, a polícia inicia uma busca maciça. Nenhuma pista é encontrada e a esperança é quase perdida, até Megan milagrosamente aparecer depois de escapar de um bunker na floresta.
Um ano depois, o best-seller de sua provação transformou Megan de heroína local à celebridade nacional. É uma história triunfante e inspiradora, exceto por um detalhe inconveniente: Nicole ainda está desaparecida.
A irmã mais velha de Nicole, Livia, é uma perita forense e espera que um dia o corpo de Nicole seja encontrado. Em vez disso, a primeira pista vem de outro corpo que aparece de um jovem ligado ao passado de Nicole. Livia vai até Megan para pedir ajuda, esperando descobrir mais sobre a noite em que as duas foram levadas. Outras meninas também desapareceram e Livia está convicta de que os casos estão conectados.
Mas Megan sabe mais do que ela revelou em seu livro. Flashes de memória se juntam apontando para algo mais monstruoso do que sua memória descreve.
E quanto mais ela e Livia cavam, mais elas percebem que às vezes o verdadeiro terror está em encontrar exatamente o que você está procurando.


Em Deixada para trás conhecemos a história de Nicole e Megan, duas jovens estudantes de Emerson Bay, na Carolina do Norte, que desaparecem de uma festa à beira do lago.
A polícia e os habitantes locais se empenham nas buscas, mas seus esforços não resultam em nada. Quando eles estão quase perdendo a esperança de desvendar o que ocorreu na noite do desaparecimento, Megan escapa do cativeiro e volta em segurança para casa.
Um ano depois ela lança um livro contando o que sofreu naquelas duas semanas de cativeiro.
As vendas disparam e ele se torna um best-seller.
Entretanto, a outra garota, Nicole ainda não foi encontrada e Livia, perita forense, irmã mais velha dela está decidida a saber o que aconteceu na noite do seu desaparecimento e depois de encontrar um corpo nas redondezas surgem pistas que podem estar ligadas ao sequestro de Megan e Nicole, trazendo de volta os antigos acontecimentos à tona.

Um suspense investigativo bem trabalhado e com uma narrativa de tirar o fôlego intercalando entre presente e passado com capítulos narrados do ponto de vista de Lívia, Nicole e do sequestrador, envolvendo cada vez mais o leitor na narrativa que fica ansioso para saber como a trama será resolvida.

Com diversas reviravoltas, o livro é envolvente e o thriller eletrizante torna a leitura bem ágil.
No final as peças se encaixam e todas as perguntas são respondidas de maneira simples, mas satisfatória.

Uma boa leitura para quem gosta de thriller investigativo.

Abraços Literários e até a próxima.