Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

O navio das noivas-

                                                                                  


Sinopse: Austrália, 1946. Termina a Segunda Guerra Mundial e chega o momento de retomar a vida apostando novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito.
Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.
Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.
Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.


Austrália, ano de 1946, final da Segunda Guerra Mundial e início da jornada de quatro esposas a bordo do navio Victoria tendo em comum apenas o objetivo de chegar à Inglaterra para enfim viverem com seus respectivos maridos.

Muitos anos depois, uma jovem e sua avó durante uma viagem à Índia conhecem um  cemitério de navios, e ao ver um porta-aviões chamado Victoria, a avó fica transtornada, ou seja nas primeiras páginas temos o primeiro mistério: Qual das quatro esposas é a avó ou será que ela é realmente uma delas?

A primeira parte do livro é uma imersão da autora conduzindo o leitor a bordo do navio Victoria, apresentando os personagens, mostrando os detalhes e descrevendo a trajetória desses jovens que se casam e precisam ir para a guerra, voltando meses depois, isso se voltassem, sem nem ao menos terem tido a oportunidade de conviverem ou mesmo conhecerem melhor suas esposas.
Em uma viagem nada confortável em um porta-aviões, acompanhamos durante seis semanas, a trajetória de quatro mulheres tão diferentes entre si quanto poderiam ser aparentemente iguais seus destinos, em meio a 1000 marinheiros, numa espécie de reality passado na década de 40.
A cativante Margaret, a misteriosa Frances, a mimada Avice e  a esfuziante Jean em busca de seus maridos e passando por inusitadas situações e tendo suas histórias tomando rumos nunca imaginados em reviravoltas dignas dos romances tradicionais.
Quatro histórias distintas e interligadas, cada uma com seu próprio romance e em cada capítulo conhecemos um pouco da jornada de cada uma delas.
Jojo constrói o enredo trazendo inclusive  trechos dos diários das esposas que deram o tempero ideal pelo fato de não haver somente finais felizes.
A autora tem um dom de criar situações e personagens verossímeis e ambientes que saltam das páginas para nossa imaginação nos envolvendo rapidamente onde tudo acontece em meio a sentimentos conflitantes e quando o livro acaba sentimos saudades dos personagens aos quais nos apegamos.
No decorrer da narrativa vamos conhecendo cada uma delas, descobrindo seus sonhos e soluções para cada situação em que  se envolvem durante a viagem.
Também conhecemos alguns personagens masculinos, entre eles o comandante que assim como Frances tem um segredo e Nicol um fuzileiro que faz guarda na frente da porta do quarto das nossas protagonistas, as ajudando a encobrir suas infrações e  que devido a seu longo período no mar percebe que sua própria família está em risco.
O que percebemos durante a leitura é a destruição em vários níveis que a guerra traz.
Mesmo além das mortes. 
As pessoas que ficam tem que  reconstruir suas vidas de alguma forma, mas como (sobre)viver depois de uma experiência dessas?
Como recomeçar e o que fazer quando a guerra acaba?
As mulheres criadas pela Jojo mostram um lado da resposta dessas perguntas, abandonam tudo o que lhes é familiar para irem a outro país, tendo apenas uma tênue ligação com homens que apesar de serem seus maridos não chegaram a  conhecê-los de fato.
Prepare-se para mergulhar na História e se encantar por sonhos de amor que podem ou não se concretizar, já que há reviravoltas no final do livritcho rsrsrs
O que vc faria se o amor de sua vida estivesse a um oceano de distância?

O livro é inspirado além de histórias reais de pesquisas da autora também na história de amor de sua avó que foi uma noiva australiana.

 Para quem é JojoLover, para quem gosta de romances tradicionais e para quem quer uma leitura despretensiosa.

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Uma Longa Jornada para Casa-

                                                                                 
  
Assim como muitos saíram emocionados dos cinemas ao assistir “Lion” que conta a história, comovente na medida exata é difícil ler o livro que inspirou o filme, “Uma longa jornada para casa”, sem se impressionar com a saga do indiano Saroo Brierley.
No relato autobiográfico, ele conta sua trajetória, um garotinho pobre de cinco anos,   que ajuda a família em um vilarejo na Índia e que um dia, ao se perder do irmão mais velho, não consegue mais voltar para casa e precisa sobreviver sozinho em uma metrópole, chegou a morar nas ruas antes de ir para um orfanato e ser adotado por um casal australiano.
Durante a vida de oportunidades na Austrália, Saroo nunca se esqueceu de quando dividia uma casa de um cômodo com a mãe e os irmãos.
É impressionante a memória que tem de quando atravessou a Índia, chegando a Calcutá. Não que deva ser fácil esquecer-se do que passou nas ruas, criança, analfabeto, sem saber o próprio sobrenome nem o endereço de casa.
Foi justamente o sofrimento, visto de perto, que fez a mãe australiana de Saroo escolher sua missão no mundo: adotar órfãos de países necessitados.
Saroo é profundamente grato e ama os pais adotivos, que o criaram com amor e carinho e o enchem de orgulho e admiração. Mas a investigação que fez para descobrir o paradeiro da família biológica, desafiando os limites da memória, é o que torna sua história universal.

                                                                               


A adaptação cinematográfica que teve direção de Garth Dennis, contou com Sunny Pawar, interpretando Saroo garotinho e Dev Patel, já adulto.
Na busca por um sentido para sua existência, ele acabou encontrando mais do que a própria identidade.
Um sentimento capaz de unir suas duas famílias e que surge onde existe amor: esperança!
Um livro que traz a reflexão da importância de valorizar a família e emociona ao propor a busca de uma essência humana baseada no amor.


Abraços Literários e até a próxima.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

La La Land- Cantando Estações

                                                                                  


Vencedor de seis estatuetas no Oscar desse ano (atriz, diretor, canção original, trilha sonora, design de produção e fotografia), La La Land – Cantando Estações, chegou inclusive a ser anunciado como o melhor filme na cerimônia de premiação, em um dos momentos mais constrangedores da história do cinema, já que o vencedor da categoria foi Moonlight – Sob a Luz do Luar.
O musical conta a história de Mia (Emma Stone), uma barista aspirante a atriz que busca fama em Los Angeles, “a cidade das estrelas”, e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha com que as pessoas tenham pelo jazz  a mesma paixão arrebatadora do passado.
Quando eles se encontram suas vidas ganham mais poesia e brilho, no entanto, no momento em que decidem sair em busca dos seus sonhos, o romance dá espaço aos dramas da vida real.
Que dizer desse filme?
Como já disse anteriormente eu tenho uma “coisa” com livros/filmes “modinha”, só leio/assisto depois que todo mundo já o fez, porque parece que as pessoas estão em um ringue de luta livre, de um lado os que amaram e do outro, os que odiaram (e não necessariamente respeitando as opiniões contrárias).
Teve gente até que saiu da sala nos primeiros 15 minutos dizendo que o filme era monótono.
Eu, particularmente, não sou fã de musicais, então no comecinho senti siiiiim dificuldade em me concentrar .
Mas, por volta dos 27 minutos, La La Land mostra a que veio.
Não é tipo Os Miseráveis, está mais para Moulin Rouge – Amor em Vermelho e é aí que a coisa muda de figura!
Na primeira cena, onde Mia e Sebastian se encontram pela primeira vez, temos algo "parecido" com um Flash Mob em um congestionamento, deixando entrever a narrativa de visual colorido e direção diferenciada.
Não são poucos os momentos em que La La Land lembra os filmes antigos.
No letreiro usado para apresentar as estações, nas roupas das dançarinas, na forma como se iniciam/encerram as cenas, nas músicas (com destaque ao jazz, tema do roteiro), na linda fotografia, na iluminação (sempre que um personagem está em destaque cantando, dançando ou tocando um instrumento, tudo ao redor fica escuro).
 La La Land usou itens clássicos! O diretor faz uma homenagem a antigos sucessos do cinema num “diálogo silencioso” que conversa com seus anteriores, como quando Sebastian conversa com os músicos antigos de quem ele tanto gosta, o corte das roupas de Mia que lembram talvez Audrey Hepburn, o nostálgico cenário e figurino, que remetem a célebres sucessos que vão de Ingrid Bergman a Marilyn Monroe, de Juventude transviada a Cantando na chuva e as coreografias de sapateado.
Também tem o momento em que eles “dançam nas estrelas” – uma referência a Moulin Rouge, quando Seb dá um giro num poste – Dançando na Chuva, e quando Mia e as amigas se vestem –  Grease.
Gostei do romance entre Mia e Sebastian e  como ele foi desenvolvido. O diretor conseguiu captar os sentimentos de cada momento vivido pelos personagens de Gosling e Stone.
La La Land – Cantando Estações  surpreendeu.
É um bom filme. Não é à toa que foi tão elogiado pela crítica,  que levou 7 Globos de Ouro (batendo recorde de filme com mais Globos de Ouro) e teve 14  indicações ao Oscar sendo o filme que mais angariou estatuetas (6) em 2017.
Se o enredo parece raso é porque é necessário ler nas entrelinhas para perceber o que há de complexo no roteiro.
Não se trata só de uma história de amor. Mais que isso, se trata de uma “história” –  que fala sobre a colisão entre o que você espera da sua vida profissional e o que você espera da sua vida pessoal, e como é possível (se é que é) por em concordância esses aspectos. Através da conexão entre os dois personagens centrais e as  mudanças das estações, percebemos pouco a pouco  o tamanho e o  peso de nossas escolhas.
Com um final que expõe um futuro imaginário em meio a  possibilidades, La La Land mostra que é possível resgatar a essência dos musicais Hollywoodianos, mesmo sem reinventar o gênero, por meio de referências e estruturação de elementos técnicos.

La La Land – Cantando Estações não é uma obra-prima, no entanto, é uma obra repleta de sensações e de sentimentos grandiosos.
Apaixonado, mas bastante contido, e  envolto em melancolia em seus momentos finais, mas seus prazeres são tantos e tão convincentes que você sairá do cinema exaltando o cinema e o jazz.
Mais do que um musical, um filme sobre música, e mais do que um filme sobre sonhos, promove a reflexão sobre nossas escolhas.
Vale siiiiiim muito a pena conferir!

Abraços Literários e até a próxima.



domingo, 14 de maio de 2017

Feliz Dia das Mães-


Parabéns a todas as mamães, e quando digo mães, não me refiro apenas à condição biológica de gerar e trazer um ser humano ao mundo, mas, sobretudo à capacidade de amar concebida em seus corações.


Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos
momentos incertos.
Nos fortalece quando tudo ao
nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses
para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar e mais amar!
Amar com um amor incondicional.
Afeto desmedido e incontido.
Mãe é um ser infinito.


Feliz Dia das Mães!!!!!


Abraços Literários, beijos poéticos e até a próxima.



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Manchester à Beira-Mar

                                                                                


Manchester À Beira-Mar (Oscar de Melhor Roteiro Original 2017), a princípio, parece um filme com uma história igual a tantas outras.
Entretanto, em pouco tempo vemos as camadas que  realizam um mergulho em cada personagem da trama,  proporcionando um estudo do ser e de sua maior angústia, a morte.
Casey Affleck (Oscar de Melhor Ator 2017) é o protagonista Lee Chandler, um zelador que volta para sua cidade devido a morte de seu irmão e acaba tendo que tomar conta de seu sobrinho Patrick.
Até aí, uma história parecida com tantas outras; a questão é que aqui o diretor Kenneth Lonergan conduz a narrativa, sem melodrama, através do comportamento humano ao lidar com a morte, ou se preferirem, com a vida, através de diálogos realistas, que logo causam identificação com os elementos do filme.
Lee é um personagem que de cara causa empatia, e essa empatia vêm justamente da semelhança que o personagem tem com nosso comportamento ao lidar com situações difíceis.
Em uma atuação digna, e brilhante, Casey nos mostra que a fuga para a própria não comunicação pode ser a melhor solução por algum tempo, quando não se sabe o que fazer com uma dor que não cessa nem como seguir a vida após um trauma sem possibilidade de assimilação, nem aceitação ou superação.
E como alguém que não sabe lidar com a morte pode criar um adolescente?
É isso que descobrimos ao longo do filme, através de diálogos inteligentes e sensíveis, permeados por vontades diferentes já que ambos lidam de modo distinto com a dor.
Não é por acaso que o diretor mantém de maneira sofisticada e surpreendente os sentimentos em suspense, congelados, ambientados num clima marítimo e gélido relacionando à frieza emocional do nosso protagonista, que por sua vez interpreta magistralmente, de modo contido, um homem com intenso drama pessoal.
Isso tudo  numa cultura que super valoriza a dinâmica, o alívio do drama e os finais felizes.
Um filme, que traz um grau abissal de profundidade de forma suave e nos mostra o peso que se enfrenta ao lidar com traumas através de atuações incríveis, administrando as idas e vindas no tempo optando pela contenção numa estrutura espiral até chegar ao centro da “gravidade”.
E ainda nos presenteia com uma edição e montagem que é  perfeita, de uma maneira que não estamos acostumados a ver nas telonas, de tirar o fôlego.
Ameeeeeeei o flashback e olha que nunca me imaginei dizendo isso!
Sem nenhuma concessão “comercial” é um filme para adultos, um desses filmes raros que encantam pela simplicidade e empatia permanecendo conosco por um bom tempo depois dos créditos finais.


Abraços Literários e até a próxima.



domingo, 7 de maio de 2017

Maio Amarelo Literário-

                                                                                   


O Movimento Maio Amarelo tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.
O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

O bloguito traz uma seleção com alguns livros de capas amarelas para compartilhar com vcs


Uma pagina de cada vez

Pense em alguma coisa que deixa você inseguro, escreva o que é em letras enormes e use o espaço todo! Olhe bem para o que você escreveu. Agora vire a página.
O livro do autor Adam J. Kurtz usa provocações divertidas como esta para fazer o leitor refletir sobre sua vida ao mesmo tempo em que testa a própria criatividade. Como o título diz cada página traz uma brincadeira diferente. Pode ser uma pergunta, uma sugestão de desenho ou um pedido para que você crie uma lista de músicas, uma lista dos seus livros favoritos ou das melhores fatias de pizza que comeu na vida.
Uma maneira espirituosa e lúdica de buscar o autoconhecimento.


 
Tem alguém aí?

Anna Walsh é um desastre ambulante. Ferida fisicamente e emocionalmente destruída, ela passa os dias deitada no sofá da casa de seus pais em Dublin com uma ideia fixa na cabeça: voltar para Nova York.
Nova York é onde estão seus melhores amigos, é onde fica o Melhor Emprego do Mundo®, que lhe dá acesso a uma quantidade estonteante de produtos de beleza, mas também, e acima de tudo, é a cidade que representa Aidan, seu marido.
Só que nada na vida dela é simples...
Sua volta para Manhattan se torna complicada não só por conta de suas cicatrizes físicas e emocionais, mas também porque Aidan parece ter desaparecido.
Será que é hora de Anna tocar sua vida pra frente? Será que ela vai conseguir (tocar a gente sabe que sim; o negócio é pra frente)?
Uma série de desencontros, uma revelação estarrecedora, dois recém-nascidos e um casamento muito esquisito talvez ajudem Anna a encontrar algumas respostas. E talvez transformem sua vida... para sempre.


Alice

Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas - e que lhe apresentam diversos enigmas...
Alice no País das Maravilhas é um clássico da literatura infanto-juvenil do autor Lewis Carroll conhecido e adorado tanto entre as crianças quanto entre os adultos.


Diário de uma garota nada popular

Nikki, de 14 anos, ganhou uma bolsa de estudos para uma escola particular de prestígio. Sua angústia ao lidar com as meninas malvadas do colégio, a relação com seus pais, sua paixão pelo bonitão da escola e as novas amizades que faz são assuntos registrados em seu diário, ao lado de inúmeros desenhos que ela mesma faz de sua vida.
Direcionado principalmente para meninas adolescentes pode ser considerado
uma versão feminina de Diário de um banana.


 As Aventuras de Pi

Um dos romances mais importantes do século, As aventuras de Pi é uma narrativa singular de Yann Martel que se tornou um grande best-seller.
O livro narra a trajetória do jovem Pi Patel, um garoto cuja vida é revirada quando seu pai, dono de um zoológico na Índia, decide embarcar em um navio rumo ao Canadá. Durante a viagem, um trágico naufrágio deixa o menino à deriva em um bote, na companhia insólita de um tigre-de-bengala, um orangotango, uma zebra e uma hiena.
A luta de Pi pela sobrevivência ao lado de animais perigosos e sobre um imenso oceano é de uma força poucas vezes vista na literatura mundial.



A evolução de Calpúrnia Tate

Calpúrnia Tate tem 11 anos em 1899, quando pergunta o porquê de os gafanhotos amarelos em seu quintal serem tão maiores do que os verdes... Com uma pequena ajuda de seu notoriamente mal-humorado avô, um ávido naturalista, ela descobre que os gafanhotos verdes são mais fáceis de ser vistos contra a grama amarela e, por isso, são mortos antes que possam ficar maiores. Por gostar de explorar a natureza ao seu redor ela acaba criando um relacionamento próximo com seu avô enquanto enfrenta os desafios de viver com seis irmãos e se depara com as dificuldades de ser uma garota na virada do século.
Em seu livro de estreia, Jacqueline Kelly habilmente traz Callie e sua família para a vida, capturando o crescimento de uma jovem com sensibilidade e humor.



 
Memorial do Convento

José Saramago constrói sua narrativa a partir de fatos históricos, como a construção do convento em Mafra, mas também apresenta a fragilidade, a humanidade e o excêntrico em seus personagens ao apresentá-los tão humanos, tão diferentes do tipo “heroi”, distanciando-se do mito histórico, da família real e da igreja “perfeitas”.
Em contrapartida, ao apresentar os componentes mágicos o autor se distancia da realidade, mas aproxima-nos da alma humana.


  

If You Give a Cat a Cupcake

O adorável gatinho que apareceu pela primeira vez em If You Give a Pig a Party agora tem seu próprio livro na série!


Eu sou apaixonada pelas capas de Alice, Calpúrnia Tate, As Aventuras de Pi e esse gatíneo que é muito fofuroso né non???????
E vcs fofis?
Qual livro de capa amarela vcs leram, acharam muito cute ou recomendam?


Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Arte das Capas #32: O Perfume da Folha de Chá

                                                                               

Sinopse-  1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.
Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.
                                          
                                                                                                                                          
                                                                


Gwen é uma linda jovem, delicada, romântica, sonhadora e generosa.
Em uma época em que a separação inter-racial era freqüente e as dificuldades grandes, ela, aos dezenove anos conhece e se apaixona pelo atraente viúvo Laurence Hoope,  um dos maiores produtores de chá do Ceilão, localizado no Sri-Lanka, na época colônia da Inglaterra.
O interesse é correspondido, eles se casam e Gwen parte em direção a fazenda de seu marido. 
A princípio o relacionamento de ambos é maravilhoso, mas essa tranquilidade está com os dias contados.
Lá ela descobrirá a dura realidade dos colhedores da produção de chá, enfrenta situações difíceis, lidará com um casamento cheio de segredos e terá que tomar decisões dolorosas em nome do amor e do que acredita ser correto.
O livro é narrado em primeira pessoa, pela perspectiva da Gewn
A autora faz uma abordagem  realista dos problemas enfrentados por pessoas que se casavam sem se conhecer direito e a dificuldade em estabelecer confiança na vida em comum. No caso dos personagens ainda existe o fato de que vivem cercados por segredos do primeiro casamento de Laurence e depois pelo segredo (que é mote da obra) de Gwen.
                                                                   
                                       
                                                                                             

 Gwen é ingênua  e  cheia de expectativas, tem um coração generoso, está sempre ajudando a todos sem pensar muito nas consequências.

Com o passar dos dias começa a notar que a vida em seu novo lar não será exatamente como esperava. Seu marido está sempre ocupado e suas ações a confundem, mesmo sabendo que ele a ama, em determinados momentos se mostra indiferente e esconde segredos.
Entretanto uma notícia os alegra e os une novamente, trazendo esperança para o casal – Gewn, está grávida. Mas (e sempre tem um mas) a alegria se torna um pesadelo, que irá colocar nossa protagonista em uma situação terrível.
Na noite em que entra em trabalho de parto, com o marido longe de casa, ela confrontada por um dilema, precisa fazer uma escolha. 
Será que ela vai conseguir manter o segredo? Se este segredo for descoberto poderá ser perdoado?
Esse é o ponto alto da história e  faz refletir até que ponto um segredo pode mudar nossas vidas e a reflexão de que a mentira pode ser tão (ou mais dolorosa) que a verdade.
Após a escolha feita, o que nos prende ao livro são as consequências da atitude. 
                                          
                                               


A trama reflexiva propõe discussões sobre preconceito, sobre quebrar tabus, diálogo, amadurecimento emocional, questionamentos e até julgamentos.

O enredo  intenso e envolvente trata de miscigenação, interesses amorosos, conflitos familiares e dramas pessoais.
Os cenários são vivos, cheios de cores e trabalhados com maestria permitindo a visualização dos mesmos.
Os personagens, amados ou odiados, são bem construídos.
A capa está perfeita e traduz perfeitamente o contexto.
Ameeeeeeeeeei as letras do título em um relevo áspero.
O único senão é a narrativa em si, uma vez que alguns aspectos deixam a desejar .
A obra poderia retratar com mais detalhes  as tensões políticas e históricas da década de 20 e 30, as lutas por melhorias trabalhistas, pela independência e o final poderia ter sido mais bem trabalhado.
Mas é um bom livro que cumpre aquilo a que se propõe: entretenimento.

Recomendado pra quem gosta de romances de época, dramáticos e com um toque de suspense.

E aí pessoas lindas??
Qual capa vcs acharam mais fofurice???

Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Cine Clube #28: Doutor Estranho-

                                                                                   

Sinopse- Doutor Stephen Strange é um neurocirurgião com um ego do tamanho do mundo. 
Em um acidente de carro suas mãos são destruídas e a ciência não é capaz de recuperar os seus  movimentos, incapacitando-o a exercer sua profissão.
Aqui fazemos um traçado entre os mundos da ciência e do misticismo.
Tony Stark usou a ciência para consertá-lo. Strange usou a magia.
E isso fica claro onde é dito que Os Vingadores cuidam dos inimigos do mundo real e os Magos Supremos das forças ocultas.
Na busca desesperada de recuperar os movimentos de suas mãos, ele vai para Catmandu atrás de uma informação que a ciência não consegue explicar, em que um paraplégico voltou a andar.
E o Dr Strange inicia sua jornada para a redenção ao perceber que o mundo é maior do que ele imagina.
Doutor Strange é um história de origem onde há a construção do herói.

O que dizer sobre o filme do Doutor Estranho?  
Primeiro que, sem sombra de dúvidas é um dos filmes mais bacanudos da Marvel (siiiiiiiiiiim sou marvelmaníaca).
Sobre o visual do filme, que é seu ponto forte, o 3D é útil e compõe cenas belíssimas. 
Os efeitos especiais de MCU (gênero dentro dos quadrinhos onde os desenhistas se baseiam nos argumentos dos roteiristas para contar histórias envolvendo super-poderes, pessoas com habilidades diversas e muita ação) são impressionantes e como o propósito foi criar imagens fantásticas não creio que ficarão datados.
                                                                                  
                                                                               

Outro aspecto digno de menção honrosa é o elenco. Os filmes da Marvel sempre trazem grandes nomes no elenco, mas Doutor Estranho reúne três ex-indicados ao Oscar (Benedict “Sherlock” Cumberbatch, Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor), uma ganhadora de Oscar (Tilda Swinton) e dois atores excelentes (Mads Mikkelsen e Benedict Wong).
Ou seja, sensacional!
As atuações também são espetaculares. 
Tilda Swinton e Benedict Cumberbatch estão entre as melhores atuações de todo MCU.
O roteiro não é lá essas coisas, é o mais linear de todos os filmes da Marvel, com todos os clichês da jornada do herói e as piadas, típicas das HQs estão lá, inclusive a que envolve Strange vestindo o manto da levitação.
A passagem no tempo também deixa a desejar com tudo acontecendo rápido demais, talvez devesse haver um elemento narrativo que deixasse claro que muito tempo se passou de aprendizado antes que Strange vencesse vários inimigos depois de não conseguir abrir um portal sequer.
Mas a construção dos personagens é muito boa.
Stephen “Sherlock” Strange está excelente, com uma atuação que vai do cinismo e arrogância à fragilidade e sutileza, sempre com intensidade e paixão com direito a bônus do vozeirão do Cumberbatch.
Tilda Swinton faz uma Anciã incrível, dura e ao mesmo tempo sensível, séria e divertida na medida exata da dramaticidade. A dinâmica da dupla é um dos pontos altos do filme e eles protagonizam algumas das melhores cenas do filme.
Chiwetel Ejiofor, tem uma excelente atuação, nos presenteando com o personagem com melhor desenvolvimento, conseguindo mostrar todas as nuances do seu Mordo, ficando explícita sua personalidade e código moral, assim como sua transformação. 
Benedict Wong interpreta um sisudo, mas adorável personagem criado para o público amar e é dele as cenas mais engraçadas. 
Rachel McAdams, faz o par romântico de Strange, não tem uma atuação brilhante, mas não decepciona e por fim Mads Mikkelsen faz um vilão aquém do esperado que não consegue fugir do clichê “malvado”.
 Doutor Estranho é isso.
A Marvel nos apresenta um mundo novo, de magia e  misticismo.
E entrega um filme redondo e muito bem amarrado.
Tem cenas pós-crédito? Siiiiiiiiim, duas.
Uma ligada ao gancho para Doutor Estranho 2 e outra explicitamente ligada ao Universo Marvel.

É um excelente filme, com humor, carisma e aventura!
Marvel sendo Marvel!
Mais do que super recomendado, imperdível!

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Caneca Literária #41- Infinito + Um


A Caneca Literária de hoje é um casamento perfeito entre letras e números!



 Sinopse: Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios?
Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Rica, linda e famosa. E quer morrer. 
Finn Clyde é um zé-ninguém. Sensível, brilhante e cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida.
Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode lhes custar a vida.
Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.
           
                                                                              

Em Infinito + Um acompanhamos a improvável jornada de Bonnie e Clyde.

Um casal diferente daquele que “ tocou o terror” nos  EUA  na década de 30.
Mas foi a semelhança que se tornou um dos pontos altos do livro.
A história não é similar à do casal criminoso, mas  uma releitura original. 

Os protagonistas são relativamente bem construídos.
Bonnie é uma cantora amorzinho, no auge da carreira, queridinha do país, que carrega a dor pela lembrança de um passado que se faz sempre presente, sofre com a pressão de sua avó megera, muito máááááá e a tristeza por não ter controle da própria vida.  
Finn é um carinha comum, fascinado por números (e quando terminar o livro vc vai ter se apaixonado por esse talento, já que a autora insere na narrativa referências e detalhes interessantes da matemática fazendo com que a leitura se torne leve e divertida), que quer simplesmente recomeçar e viver a vida da melhor maneira que conseguir deixando para trás um passado que o atormenta.
O personagem é doce, encantador e conquista pela sua vulnerabilidade.  
Pode não parecer à primeira vista, mas eles têm mais em comum do que poderiam imaginar e assim o casal improvável (ou não) da história se une em um road movie que pode (ou não) ter um final feliz.
O romance, a princípio insta love, se torna centrado a partir do momento em que bate a identificação e vêem um no outro a compreensão que não há nas  pessoas que fazem parte de suas vidas.
O livro é narrado alternadamente, em primeira pessoa por Bonnie, e em terceira pessoa com o foco em Finn. Preferia que fossem os dois  em primeira pessoa, mas não nego que ficou interessante essa visão de saber o que se passa não só com eles, mas ao seu redor.
A escrita da autora é cativante, você ri, se emociona, se apaixona pelos personagens e torce por eles.

Recomendado para quem gosta de New Adult e espera aquele “algo a mais” dos romances tradicionais (até rimou rsrsrs).

Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Temática Indígena-

                                                                                  

O Brasil é um celeiro fértil para a mitologia. 
Nosso país é formado a partir da diversidade de mitos de  diferentes grupos que aqui se estabeleceram, trazendo consigo narrativas que contavam seus sonhos, seus medos, seus deuses e suas origens.
Esses povos atracaram em uma terra onde já havia um conjunto de saberes ancestrais mantidos por povos nativos, os indígenas.
Os colonizadores ignoraram totalmente os saberes nativos e dizimaram ou reduziram a diversidade em um único (pré)conceito que chegou até os dias atuais.
Resgatar essa diversidade é um trabalho árduo, é preciso começar  explicando os fenômenos naturais utilizando uma linguagem simbólica e, assim, aproximando os homens dos feitos dos deuses.
Povos do mundo todo usaram esse método, conhecemos muitos deles por conta da educação que recebemos ter origem na Grécia Antiga, o berço da civilização ocidental.
Do mesmo modo, os povos indígenas brasileiros desenvolveram essa leitura do mundo para explicar o que para eles era inexplicável: a origem do mundo e das coisas, os ciclos da natureza, a condição humana de homem ou mulher, os lugares sociais de cada um, a grandiosidade do cosmos, a vida e a morte.

A proposta de hoje é ousada!
Indicações de livros indígenas, alguns escritos por índios, outros por pesquisadores.
Um resgate da cultura indígena.


                                                                                 

A Terra sem Males: Mito Guarani
Jackson de Alencar

O mito guarani de A Terra sem Males é o foco desta obra direcionada para o público infantojuvenil. À simplicidade da narrativa somam-se a complexidade do mito e sua relevância na cultura guarani. O leitor não índio, possivelmente, construirá um diálogo de parte do mito com a narrativa bíblica do Dilúvio, mas a narrativa abre as portas para uma discussão sobre as especificidades da cultura desse povo. Informações que seguem a narrativa são acompanhadas por grafismos geométricos, que dialogam com formas de expressões indígenas. Questões diversas, como a história dos guarani, a resistência e diversidade indígena no Brasil, as migrações e a demarcação das terras podem ser aprofundadas, servindo como propostas para pesquisa.


Das Crianças Ikpeng para o Mundo Marangmotxíngmo Mïrang
Rita Carelli

Os pequenos ikpeng são os guias de uma narrativa que descreve 24 horas em sua aldeia. O texto, acompanhado do filme que o inspirou, em um enredo circular e edição bilíngue, é ideal para apresentar a cultura do povo ikpeng, do Mato Grosso. A linguagem é sucinta, mas cheia de informações e possibilidades de discussão sobre o que aproxima e o que diferencia o povo ikpeng de outras culturas.
Tarefas, brincadeiras, costumes passados e presentes, festas e rituais, objetos ancestrais e cotidianos, papéis sociais, medos e perigos da floresta, além de mudanças incorporadas pelo contato com culturas europeias, fazem parte da obra. O texto promove a abertura cultural ao outro e constrói pontes para a compreensão das diferenças sem preconceitos.


Kurumi Guaré no Coração da Amazônia

De autor amazonense Yaguarê Yamã
, a obra narra aventuras infantis e descreve o povo maraguá. Além de acompanhar registros da memória do narrador e  ensinamentos dos povos da floresta, o leitor pode observar a composição  do texto e os símbolos maraguá. Grafismos indígenas constituem uma poética que traduz uma  expressão de identidade e contam histórias complementares.
 A compreensão da obra envolve uma leitura dos símbolos maraguá, do Glossário Nheengatú e de termos regionais amazônicos.
Há um enredo nos desenhos da obra de Yamã que lança o leitor para uma rede de significados construídos na interação entre palavra e imagem.


Wamrêmé Za’ra: Nossa palavra – Mito e história do povo xavante, de Sereburã; Hipru; Rupawê; Serezadbi; Sereñimirâmi.

Uma carta nas páginas iniciais desta obra marca o tom do texto xavante.
Um envelope contendo a carta inclui cartões-postais com ilustrações que narram histórias encontradas nos objetos de arte dos povos indígenas.
Como um prefácio, as imagens anunciam as palavras da aldeia Pimentel Barbosa. Suas vozes foram gravadas e traduzidas para a escrita por xavantes do Núcleo de Cultura Indígena. Em edição bilíngue, o texto é acompanhado por desenhos de jovens artistas da aldeia, fotos dos xavante e dos warazu, não índios, e por um panorama histórico que vai do século XVI ao século XX.


Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões
Alcy Cheuiche

Há obras que buscam reconstruir, pela ficção, figuras indígenas heroicas.
É o caso do romance que, narrado pela perspectiva de um jesuíta, em um vaivém da memória, destaca a resistência dos Sete Povos das Missões (RS) e de um dos líderes e guerreiros indígenas do Sul do Brasil, Sepé Tiaraju.
No texto, Tiaraju é apresentado pela visão do colonizador, Michael, ou Padre Miguel. Seu olhar constrói o herói indígena e a história da colonização dos povos indígenas pela missão catequizadora dos jesuítas e pela política europeia. Documentos históricos, como os tratados de Tordesilhas e de Madrid, além de conflitos e migrações indígenas formam o contexto da obra.


Amazonas: Pátria da água
Water Heartland

Com prosa e poesia, Thiago de Mello  conduz os leitores em uma viagem pela extensão do Rio Amazonas, percorrendo sua história e dos homens que nele navegaram: os índios que chegaram à Amazônia, as icamiabas, os exploradores e cronistas europeus e o poeta. Nesta edição bilíngue, que conta com as fotografias de Luiz Cláudio Marigo, o poeta descreve com suavidade a beleza das águas, da floresta, das plantas e dos animais da Amazônia e trata de seus espíritos protetores, que tentam defender a floresta da ganância, do lucro e  da caça predatória, retratando os cantos dos índios, suas angústias e suas esperanças.




Maíra
Darcy Ribeiro

O entrelaçamento das culturas indígenas e europeias nunca esteve tão em evidência quanto neste romance de Darcy Ribeiro. Nele, o autor emprega seus conhecimentos para criar uma obra com esferas culturais e vozes narrativas que se cruzam: dos índios, dos não índios e dos seres sobrenaturais.
O texto revela o encontro de Avá/Isaías, um índio mairum que se torna sacerdote cristão, e Alma, jovem carioca que vive com os índios. A história tem início com uma investigação policial, mas conduz à investigação das identidades culturais brasileiras, em uma narrativa cuja confluência de discursos é projetada no capítulo final.
Vale muito a pena ler esta obra para apreciar seu caráter multicultural e literário.




Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 16 de abril de 2017

Feliz Páscoa-


Feliz Páscoa

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. 
A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás.
O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae.
Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores.
Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.
Entre os judeus, a data marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durante muitos anos. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.
Entre os cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). A semana anterior a Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.
A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grande quantidade. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. O coelho representa simbolicamente o nascimento e a esperança de uma nova vida.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa?
Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova.
Já os ovos de Páscoa, de chocolate ou enfeites, também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

O  Café com Leitura na Rede, deseja a todos uma vida nova, recheada de doçura, esperança e fé.

Feliz Páscoa!


Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #31


Aceita um café?
Ele vai além do hábito da manhã, da energia extra e das horas incontáveis de trabalho.
O café também serve para confortar a alma e aquecer o espírito!


Estampa-se o sol em delicados raios
Sobre o mármore branco e liso da cozinha.
Suavemente me debruço e uma porta abro,
Recolho a chávena fina e o florido prato.
Ergo o meu braço e num voo livre,
No gesto de um armário desvendar,
Recolho o nobre pó de inebriante aroma.
Alongo a mão que a gaveta encontra,
E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
Brilhante, pequena, com terno recorte.
Tudo coloco em ordem e harmonia:
O prato tranquilo e a expectante chávena,
Nesta, o torrado grão moído, de castanho intenso.
No açúcar rico, centro o meu cuidado,
A montanha branca transportando, pura,
Em bojuda prata que doce se inclina.
E luzem cristais em cascata linda!
Depois, a água borbulhante, quente,
A mistura inunda, dissolvendo-a
Em espirais de espuma que a colher adorna.
Café! Café! Precioso encanto!
Em dégagé devant te cumprimento,
Os meus braços lanço em acolhimento grato.
Da janela aberta me acerco então.
Tão bela é a vista que o Outono pinta no jardim!
Castanho da terra e verde das plantas unem-se
À água que brilha em bebedouro antigo.
Aspiro, feliz, da manhã tranquila, o seu odor
A quente café e à relva orvalhada.
Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.
E assim me quedo, por instantes longos.
Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
Mais um dia de vida se inicia!

(Ilona Bastos)



"O que poderia, nesse mundo, ser mais luxurioso do que um sofá, um livro e uma xícara de café?”
(Anthony Trollope)


Abraços Literários, beijos poéticos, café quentinho, um bom livro e até a próxima.



domingo, 9 de abril de 2017

O Zoológico de Varsóvia-


O Zoológico de Varsóvia - A história do casal que corajosamente abrigou centenas de judeus durante os tenebrosos anos da ocupação nazista na Polônia.


Sinopse- Jan e Antonina Zabiński eram os encarregados do Jardim Zoológico de Varsóvia quando, no início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha invadiu a Polônia, e os bombardeios que destruíram a cidade mataram boa parte dos animais.
O casal passou, então, a esconder judeus nas jaulas vazias, aproveitando a obsessão dos nazistas por animais raros e com isso salvou mais de trezentas pessoas condenadas.

O casal Jan e Antonina Zabiński, o filho Ryś e a mãe de Jan residem em um casarão que dividem com diversos animais de espécies raras. Assim florescia um dos mais imponentes zoológicos do mundo, que abrigava ursos polares, elefantes africanos e linces naturais da única floresta intocada da Europa.
                                                                                  


Pessoas apaixonadas pelo mundo natural, os Zabinskis viviam completamente integrados com os animais sob sua responsabilidade.
No primeiro capítulo Antonina descreve o despertar dos animais com uma multipluralidade de sons que ela aprendera a identificar e registra em seu diário e Jan fazia vistorias diárias em sua bike acompanhado de um alce chamado Adam. É óbvia a natureza paradisíaca do local!

A narrativa nos remete a cidade onde pessoas pacíficas seguem suas vidas, onde Jan e Antonina seguem cuidando de diversos animais como membros da família, onde pessoas de religiões diferentes convivem harmoniosamente. Mas a Polônia estava no caminho de Hitler.
É impressionante a descrição da invasão alemã na Polônia em setembro de 1939 e dos eventos trágicos daquele mês feita  do ponto de vista de uma civil (Antonina).
São poucas as obras que chegam a um enfoque tão detalhado não das manobras militares, mas das consequências para uma pessoa comum.
Quem visse o local ficaria estarrecido com a destruição que sofrera num contraste com o paraíso de um mês antes.  
Nas palavras de Antonina, é inacreditável “essa barbaridade estar acontecendo em pleno século XX. Não faz muito tempo, o mundo olhava para a Idade Média com desprezo por sua brutalidade e, no entanto, aqui está ela de novo, em plena força, como um sadismo sem lei, não corrigido por nenhum dos encantos da religião e da civilização.”
Mesmo com todo o terror imposto pela ocupação das tropas nazistas, os Zabiński assumiram heroicamente o risco de salvarem a vida de trezentas pessoas condenadas e abrigá-las nos escombros do que fora seu zoológico, escondendo os refugiados nas jaulas dos animais agora vazias.
No livro, acompanhamos a luta de Antonina, dia após dia, para preservar a sua vida, de sua família e de seus “hóspedes”, e a luta de Jan para manter a confiança de pessoas influentes e com isso resgatar pessoas do gueto, assim como sua participação no Levante de Varsóvia em 1943.
Contada em uma narrativa informal e emocionante repleta de passagens sobre a alta periculosidade dentro dos limites do zoo, a história de coragem e sacrifício em nome da compaixão e amor ao próximo, independente da religião, impressiona pela ousadia e amplitude.
A autora insere ainda na trama narrativas secundárias, não menos emocionantes, como a de Irena, uma das pessoas salvas por Jan, e Janusz, que acalmaram um grupo de crianças às portas da morte em Treblinka.
Jan Zabinski.foi homenageado pelo governo israelense com o título de “Justo Entre as Nações”, e teve uma árvore plantada em sua honra no Memorial do Holocausto em Israel, em 1968.

                                                                              


Lançado em 2007 o livro marcou presença na lista de best-sellers do New York Times, e chega agora 27/04 (data prevista) às telonas com direção de Niki Caro, trazendo Johan Heldnberg como Jan, Jessica Chastain como Antonina e Daniel Brull como o nazi Lutz Heck

Um excelente livro que faz refletir sobre os caminhos que o ser humano traçou ao longo de sua existência. É imprescindível lembrar-se desse triste episódio para sabermos do que a humanidade foi capaz e de que não podemos permitir que aconteça nunca mais.
A obra é primorosa, misturando na medida exata tensão e emoção.
E por que não? Também momentos de alegria.
Super recomendado!

E vcs já leram o livro??
Vão conferir no cinema???


Abraços Literários e até a próxima.