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segunda-feira, 13 de março de 2017

Vozes de Tchernóbil-

                                                                                


Ao longo da história muitas foram as catástrofes, de causas naturais ou intencionais e algumas resultados de erro e negligência. Quando pensamos em acidentes nucleares, um dos que  permaneceu na lembrança, pela magnitude e efeitos até hoje impingidos aos bielorrussos, ucranianos e russos, foi o de Tchernóbil.
No dia 26 de abril de 1986 ocorreram uma série de explosões na usina nuclear de Tchernóbil, localizada em Prípiat, na Ucrânia, próximo à fronteira da Bielorrússia,  então parte da União Soviética. O acidente lançou grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera da URSS e de boa parte da Europa, transformando Prípiat em uma cidade fantasma, matando milhares de pessoas, plantas e animais.
O livro foge aos padrões de contar uma história com começo meio e fim. Também não segue o padrão de contar biografias, mas sim de contar na visão dos impactados o que eles viveram após o acidente. 
 "Vozes de Tchernóbil", da jornalista bielorrussa Svetlana Aleksiévitch vencedora do prêmio Nobel de Literatura 2015, traz relatos de ex-trabalhadores da central, soldados, cientistas, médicos, viúvas, evacuados, residentes ilegais em zonas proibidas e várias pessoas que sobreviveram ao maior acidente nuclear de toda a história.
Muito mais do que discorrer sobre os efeitos físicos da radiação, a obra retrata a vida da população local após o trágico incidente, cujos resultados físicos e emocionais foram como o envenenamento da própria alma. 
São muitos os pontos de vista e questionamentos que nos permitem refletir sobre diversos ângulos, inclusive a cultura e mentalidade do povo de um regime totalitário e patriotismo pontuado, e compreender porque os resultados foram ainda piores do que poderiam ter sido. Sobre causas e conseqüências, onde ninguém sabe quem é o culpado, e cujo número de vítimas continua incerto até hoje, quase 32 anos depois da tragédia.
As pessoas repetem que foi pior que a guerra, já que ninguém estava preparado para o que aconteceu, não recebiam informações, tudo era omitido ou então diminuída a importância do fato, os trabalhadores não tinham equipamentos de proteção adequados e se tinham não entendiam a necessidade de usar.
É evidente o trabalho que Svetlana teve ao longo dos anos para juntar os relatos e a maestria com que os alinhavou de forma a criar uma linha temporal e emocional coesa. Há relatos emocionantes como o da esposa do bombeiro que trabalhou tentando apagar o incêndio inicial na usina, sem maior proteção da que a usual e que se tornou uma das primeiras vítimas da tragédia. O do esvaziamento sem pressa e pouco efetivo das zonas atingidas; da família que optou por deixar a zona da guerra para morar na terra abandonada de Tchernóbil, o trabalho dos “liquidadores”, como ficaram conhecidos os homens que foram encarregados de minimizar as conseqüências do acidente lidando diretamente com a radiação, à qual nem mesmo os robôs resistiam,  dos pilotos dos helicópteros e dos mergulhadores que se ‘voluntariaram’ para impedir que o desastre fosse maior, descrições dos extermínios dos animais domésticos, e há o relato de Svetlana sobre sua experiência dos acontecimentos e como fiel depositária das muitas vozes que hoje já estão caladas para sempre.

O livro pode ser considerado literatura (ela ganhou o Nobel de Literatura em 2015)?
A própria Svetlana respondeu em seu discurso durante a entrega do Prêmio Nobel (adicionado à edição brasileira):
“Ouvi mais de uma vez e ainda ouço que isso não é literatura, que é documento. Mas o que é literatura hoje? Quem pode responder? Vivemos mais rápido que antes. O conteúdo rompe a forma. Ele quebra e modifica. Tudo extravasa das margens: a música, a pintura e, no documento, a palavra escapa aos limites do documento. Não há fronteiras entre o fato e a ficção, um transborda sobre o outro.”

O livro representa um texto jornalístico sem dúvida, mas é pleno de literatura.
É daqueles livros que escancaram a fragilidade humana e o sofrimento, expõe o egoísmo e o preconceito, mas também traz à tona a força e a resiliência de um povo.
É uma leitura cruel, sofrida e angustiante, e um alerta sobre o uso da energia atômica, mas é  também um livro reflexivo que emociona e faz compreender melhor sobre o nosso tempo.
É uma leitura de imersão para absorver todas as informações.
É preciso “ler” para “ouvir” as vozes de Tchernóbil.


Recomendado para quem quer se aventurar na não-ficção já que a realidade causa sim muito desconforto, mas deixa transparecer resiliência, humanismo e esperança.

Abraços Literários e até a próxima.

20 comentários:

  1. Embora possa ser desconfortável devemos sempre ter vontade de conhecer a história do nosso mundo.
    Beijinho
    http://asreceitasdamaegalinha.blogspot.pt/

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  2. tenho um livro dessa autora aqui a ler. quase peguei ontem pq terminei o q estou lendo, mas escolhi um da alice munro. beijos, pedrita

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  3. Olha... já gostei. Eu sempre curto muito ver filmes desse tipo, mas livro nunca que saberia que tinha.
    Gostei mesmo.

    Bjim...
    >>blog Usei Hoje<<
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  4. Amei seu post Luli, ainda não conhecia essa autora e fiquei super curiosa. Além disso, nunca li nenhum livro com história assim! ❤

    www.kailagarcia.com

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  5. Deve ser bem interessante esse livro. Lembro que estudei na época de escola.
    big beijos
    www.luluonthesky.com

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  6. Gostei muito da resenha literária e não conhecia essa autora.

    Um beijo,

    www.purestyle.com.br

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  7. Literatura ou não, a leitura deve ser bem interessante, já que fala de um fato histórico muito triste.

    Beijos/Xoxo.

    Anete Oliveira
    Blog Coisitas e Coisinhas
    Fan Page Coisitas e Coisinhas
    Instagram

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  8. Oi Luli!
    Eu não consigo ler enredos assim, com essa temática forte. Me faz mal. Quando leio algo sobre a Segunda Guerra Mundial eu sofro, mesmo que seja romanceado. Mas, deve ser um livro incrível!
    Parabéns pela resenha, minha amiga!

    Beijoooo 💖💖💖

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    Respostas
    1. Oi Luli, bt!
      Não é minha leitura preferida, mas acho que todos deveriam ler p/entender o que foi a tragédia de Tchernobil. Triste? Sim, mas real!
      Bjsss amiga

      Excluir
  9. Realmente uns dos desastre que não sai da memória do mundo é o do Tchernóbil, esse livro conta tudo, é bastante interessante, conta os fatos que não sai da memória, Luli bjs.
    http://www.lucimarmoreira.com/

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  10. Hello, minha linda Luli!

    É um livro que mexe com os sentimentos por ser real e não ficção. Uma tragédia chocante e triste, não tem como esquecer.

    Tenha uma semana cheia de coisas boas junto a sua família!
    Bjoos no seu lindo ♥

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  11. É uma leitura bem intensa, impossivel não se emocionar

    Beijos!

    EsmaltadasdaPatyDomingues


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  12. eu considero uma literatura por falar de um fato histórico, apesar de não ter lido nada muito aprofundado sobre a história verídica, adorei a recomendação, ótima resenha bjs

    Taynara Mello
    www.indicarlivros.com

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  13. Fiquei super interessada nesse livro Luli.

    Valeu pela dica.

    Boa quarta sua linda !!

    PS: Adoro ler teus comentários no meu Blog, obrigada por estar sempre lá ;)

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  14. Pra quem nasceu na década de 80 como eu, sem dúvidas cresceu com o medo da Guerra Fria. Acho super interessante a ideia do livro, é um capítulo triste da história mundial, que nunca podemos esquecer. Tenha um dia abençoado, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    http://paisagemdejanela.blogspot.com.br

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  15. Oi, Luli!

    Aquele desodorante foi um achado pra mim! ;)

    Vou dar uma olhada na loja. Achei o máximo aquela capinha!

    Independentemente de ser ou não literatura, parece ser um livro extremamente forte e impactante! Não sei se leria agora, porque estou vivendo um momento meu de muita fragilidade (acho que já tinha comentado isso antes) e isso não me faria bem. Mas mais pra frente sem dúvida que quero ler!

    Ótima quarta!

    Beijo! ^^

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  16. Oiê, bn!
    Não entendi pq meu comentário saiu como resposta da Cecy, eu ia até excluir p/comentar novamente, mas tudo bem! kkk
    Amiga, eu senti que vc ficou envergonhada e só pegou 3 coxinhas, mas como eu sei também que vc é "GARRADA" nelas, resolvi então trazer uma marmitinha com mais algumas p/vc se deliciar enquanto proseia com os amigos. Gostou do mimo? kk
    Bjsss e uma noite muito linda aí p/vcs tb

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  17. Boa tarde, como vai?
    Ainda nao conhecia a história mais achei bem interessante.
    beijos
    www.garotadelicada.com.br

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  18. deve ser super interessante! adorei a indicação!

    xoxo
    Guria do Século Passado

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  19. Adoro livros assim, que além de muita informação importante, passa um pouco da dor do outro para nós.
    Adorei a indicação, esse eu quero ler, bjocas no coração.

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