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segunda-feira, 4 de março de 2013

Dezesseis Luas-


                                                                                   


Com direção de Richard LaGravenese (de P.S Eu te Amo), Dezesseis Luas é a primeira parte da adaptação para o cinema  de Beautiful Creatures, livro de Margaret Stohl e Kami Garcia, sobre bruxa adolescente que se apaixona por menino mortal, que nos EUA foi aclamado como “o novo Crepúsculo”.
Uma coisa pode ser dita já nos primeiros 20 minutos de projeção: é melhor que Crepúsculo.
O casal central é formado por Ethan   um garoto do interior que sonha em conhecer o mundo e Lena, a garota nova na cidade, rejeitada pelos populares e, de quebra, uma bruxa. Nada novo, não fosse o fato de a literatura, mais precisamente de Bukowski e Kurt Vonnegut, ser a fagulha da atração entre eles. Bem, isso e o fato de eles andarem sonhando um com o outro mesmo antes de se conhecerem.
O roteiro – escrito pelo próprio  La Gravenese –  é ágil, cheio de referências pop, literárias e até políticas.
O encontro da dupla se passa na fictícia Gatlin, cidade que está para a literatura como a de Footloose estava para a dança. Seus habitantes evitam qualquer atividade subversiva, ou seja, que estimule o pensamento livre. Por conta disso, Lena já entra em cena esconjurada: é sobrinha de Macon Ravenwood, um excêntrico, que mora numa casa afastada e não se mistura com os locais.
No esforço de transportar o livro inteiro para o roteiro, a trama se perde um pouco nos detalhes, mas em resumo Lena, que é uma bruxa, fará 16 anos e nesta data, toda a sua família se reunirá para um ritual no qual ela deve invocar sua verdadeira natureza, boa ou má (só há duas opções). Detalhe: Um poquitito machista, apenas os homens podem escolher sua orientação, enquanto as mulheres estão sujeitas a algum tipo de força superior que decide por elas.
Lena é boa, mas uma maldição de família provavelmente a levará para o lado escuro da força. Assim, não é uma grande ideia ter um namorado humano.
Mas o amor é maior então eles ficam juntos e tem início  um mar de adversidades.
A história toda funciona como uma metáfora para o final da adolescência e início da fase adulta.
Lena escolhe enfrentar seus fantasmas, deixar de lado o maniqueísmo e invocar  tanto sua parte boa quanto a má, fazendo assim o que quer da vida.

No Brasil, o livro Dezesseis Luas, foi publicado em 2011, e a continuação da história, Dezessete Luas, em 2012. Jutos, os dois títulos venderam 25 mil exemplares.
O terceiro livro sobre a história de amor entre o humano Ethan e a bruxa Lena, Dezoito Luas, chega ao Brasil, junto do lançamento do primeiro filme da saga, Dezesseis Luas.
A obra de autoria da Kami Garcia e Margaret Stohl, que já escreveram quatro livros da série, mas abrem possibilidade de que a história vá além, dependendo do sucesso do filme.

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Abraços literários.

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