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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Divã de Martha Medeiros-

                                                                             



Dona de um texto brilhante, Martha seduz com uma narrativa envolvente e catalisadora e transforma o leitor a princípio numa espécie de voyer, conduzindo-o por uma espiral de acontecimentos reveladores.
"Divã”  conta a história de Mercedes - uma mulher com mais de 40, casada e com  filhos  que resolve fazer análise.
O que começa como uma simples brincadeira acaba por se transformar num ato de libertação; poético, divertido, devastador. Movida pela angústia existencial, que se não é coisa triste tampouco é libertadora, a busca da protagonista é universal e atemporal: quer descobrir, entre todas aquelas que ela é, quem é a chefe, quem manda dentro dela. Marinheira de primeira viagem em terapia a personagem encara o consultório como se fosse uma espécie de alfândega que vai dar o visto para ela passar para o lado mais oculto de sua personalidade. Na verdade, o mundo inventado por sua protagonista é abertamente inspirado na realidade que ela captura em suas deliciosas crônicas.
Mercedes é uma mulher que se parece um pouco com todas nós. Divertida, pragmática, inteligente e - sim, por que não? - superfeminina.
É do tipo corajosa, daquelas que não têm medo de nada. Capaz de administrar bem a casa, os filhos, o marido e até mesmo seus ataques de vaidade. Ela nos parece muito segura de si, daquelas que possuem controle sobre tudo. Será? Ao decidir pela análise, nossa protagonista descobre que controle é uma palavra bastante frágil – “não tenho medo de perder o senso. Eu tenho medo é desta vigilância interior, tenho medo do que impede de falhar”.
Ao se deitar naquele divã, Mercedes se dá conta de suas armadilhas cotidianas. Ao entrar neste jogo catártico, Mercedes nos confidencia que a liberdade é atraente quando nos parece uma promessa, mas pode nos enlouquecer quando se cumpre.
Ao final da leitura somos surpreendidos e, além de nos tornamos cúmplices das loucuras, conflitos, e questões existenciais de Mercedes, constatamos que em vários momentos estávamos deitados em nossos próprios divãs.




Abraços Literários e até a próxima.

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