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domingo, 29 de setembro de 2013

Caneca Literária #5: A Linguagem das Flores-

                                                                                 
                                               


A Linguagem das Flores - Vanessa Diffenbaugh

Sinopse –  Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

                                                                               
                                                                              




Um livro muito bem escrito, com uma linguagem simples e envolvente, mas com  um enredo delicado: a adoção. A história poderia ser de uma leitura difícil e pesada, mas não, a autora soube conduzir muito bem a narrativa, principalmente por mostrar outro lado do processo de adoção: a rejeição
Victoria é um personagem muito real. Ela foi criada em orfanatos, sendo adotada e devolvida por várias famílias por ser uma garota temperamental, agressiva e rebelde. Por tantos sofrimentos que passou, ela não consegue amar  e nem se deixa ser amada.
A narração vai alternando entre presente e passado. No presente, Victoria completa 18 anos e se vê sozinha, tendo que trabalhar e batalhar por sua própria vida. E no passado, quando ela tinha 09 anos e morava com Elizabeth, sua última mãe adotiva que lhe ensinou sobre a linguagem das flores. O que cada flor representa e como elas podem expressar os nossos sentimentos.
Após conseguir emprego em uma floricultura, Victoria vai se tornando mais acessível e aprendendo a conviver.Ela que odiava a todas as pessoas e acreditava que só era possível amar as flores. Quando encontra Grant, que também conhece esta linguagem, Victoria compartilha com ele o amor pelas flores e aos poucos vai se entregando ao amor verdadeiro.
Um livro lindo e delicioso de ler. Fala de amor sem ser clichê, não espere um conto de fadas romântico. É sim uma história sobre evolução, crescimento pessoal, perdão, arrependimentos, reconciliação e  sobre o poder transformador do amor. Mas o maior aprendizado é o querer. VC precisa querer! Querer ser, querer ter e também querer amar. Victoria acreditava que não merecia coisas boas e para não ser mais magoada, preferia magoar antes.
Victoria é uma protagonista marcante. Ela nos provoca diversos sentimentos: amor, pena, raiva, indignação e amor de novo. Não compreendemos inicialmente algumas de suas ações e decisões, mas aprendemos a enxergá-la e sentir amor por ela da maneira que ela é. Nossa afeição por ela cresce ainda mais quando, a certo ponto do livro, ela se encontra consigo mesma e consegue se perdoar por todo o mal que julgou causar a todos que conviveram com ela.
Torcemos por Victoria, também em certos momentos temos vontade de sacudi-la, no entanto é perfeitamente compreensível que na vida é difícil se envolver quando já sofremos ou  quando ficamos com medo de nos machucar de novo.
Mesmo quando nós sabemos que não podemos seguir, será que sabemos que realmente é hora de desistir? Ou é apenas o momento da pausa?
Ela levou um longo tempo e sofreu muito de volta para casa. Um lugar que ela conheceu e aprendeu a amar, ao lado de pessoas que lhe queriam bem, que a amavam simplesmente e também por causa das qualidades que nem ela mesma sabia ter.
Um livro de emoções conflitantes, intenso e reflexivo, mas também delicado nos leva a uma viagem interior.
Para quem aprecia tramas com personagens marcantes, com histórias de vidas contundentes, que nos impulsionam a enxergar a vida por novos ângulos.
Não fala apenas de flores, mas sim de sentimentos, de imagens e cores.
A capa é linda e combina perfeitamente com a história, gostei muito do dicionário com o nome e o significado das flores, anexado ao final do livro.


                                                                           




Quote: “Você tem que querer. Você tem que querer ser uma filha, uma irmã, uma amiga, uma estudante ... de repente, eu soube que queria ser florista. Queria passar o resto da minha vida escolhendo flores ...”

Essa é a nossa sugestão de leitura para o início da estação mais perfumada, colorida e bonita do ano!
Sirva-se de uma xícara quentinha de café, venha para a rede e conecte-se no Café com Leitura na Rede!



Beijos floridos e abraços literários.

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