Este espaço, intitulado Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e
Reversos, foi criado, porque as poesias, os poemas,
as rimas, os cordéis, prosa e verso não podem ficar restritos a um sarau
ou uma sala de aula; devem estar ao
nosso alcance sempre.
Com a leitura podemos, encontrar e descobrir mundos que
existem dentro de nós mesmos.
É por isso que
convidamos você, hoje, 20 de julho, a embarcar com a gente nesse lindo poema de Vinicius de Moraes.
Feliz Dia
do Amigo <3!
Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
Cada uma
de nós, à sua maneira, extrai da vida a poesia que nos cabe.
Beijos poéticos, enormes e abraços literários.
