Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida




Vamos trocar idéias, opiniões, interagir?

Tem algum comentário ou sugestão para fazer?

Escreva para nós no e-mail: cafecomleituranarede@gmail.com


Loja Virtual

A loja virtual "Café com leitura na rede" está a todo vapor, e convidamos você a visitar nossa loja, lá lhe aguardam ótimos preços, opções para todos os gostos e um atendimento muito, muito especial e amigo.

Acesse agora mesmo:


Abraços


Equipe Café com Leitura na Rede.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A Guerra que Salvou a Minha Vida


                                                                                


Sinopse- Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão caçula sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e Jamie deixarem Londres e partirem em busca de uma vida melhor.

Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos, A Guera que Salvou a Minha Vida é um livro contado por crianças durante a guerra, assim como O Garoto do Pijama Listrado, Diário de Anne Frank e A Menina que Roubava Livros, mas aqui a premissa é diferente, como o próprio título diz vai retratar a vida de uma menina que teve na guerra uma chance de mudar de vida.

A autora, Kimberly Bradley vai além de uma “história de superação” apresentando um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra, e de como conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha.
No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa sendo discriminada pela própria mãe que a humilhava emocional e psicologicamente, inclusive lhe castigando fisicamente e sendo impedida de sair sendo trancada no quarto ou em um armário escuro e mesmo sem poder andar tinha que cozinhar, limpar e cuidar do irmãozinho.

Com a Alemanha avançando e a guerra chegando cada vez mais perto de Londres, ela assim como muitas outras crianças, é enviada para o interior para ficarem em segurança e são abrigadas por Susan. O que é um pesadelo para a maioria, para Ada e Jamie é o fim da crueldade e o início de uma relação de amor fraternal com refeições decentes, roupas limpas, cama quentinha, banhos e nada de surras.

A narrativa crua, sincera e desconcertante mostrada pela ótica de uma garotinha que apesar da pouca idade tem clareza e franqueza impressionantes proporciona uma leitura que mostra o amor como uma força poderosa capaz de transformações inimagináveis. E se por um lado, o livro nos apresenta a desumanidade de que algumas pessoas são capazes, também nos mostra atitudes angelicais de quem quer realmente praticar a bondade.

Um infantojuvenil, para leitores de todas as idades, onde somos inseridos numa dolorosa história que nos apresenta um recomeço e a cura, que nos leva a torcer, acompanhar e celebrar com Ada cada pequena conquista e a superação do medo, da angústia, da desconfiança, das mágoas e da tristeza.
Emocionante, real e impactante, vale muito a pena a leitura.

Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Homem de Giz-


                                                                            


O livro escrito pela C. J. Tudor, O Homem de Giz, conta a história do Eddie Adams em momentos alternados entre 1986 e 2016. Em 1986  aparecem os homens de giz – uma linguagem secreta de Eddie e seus amigos, para se comunicarem entre si, categorizada por cores.
O grande mistério, são os desenhos que começam a aparecer que não são de autoria de nenhum deles e os levam a descobrir um assassinato.
Em 2016 Ed nos conta um pouco da sua vida, seu passado, sua rotina, seus medos, traumas e frustrações. O presente mostra como ele lida com o ocorrido de 30 anos atrás, que ainda o assombra, e trás de volta o mistério do assassinato, que ainda não foi totalmente solucionado.
Em capítulos alterando o presente e o passado, somos conduzidos a uma história capaz de te fazer criar inúmeras teorias ao longo da leitura. 

Elogiado pela crítica e comparado a Stieg Lason (resenha aqui) e Jo Nesbo de O Boneco de Neve (resenha aqui) só pode ser muito bom né non????
Não! Ou melhor dizendo não é ruim nem bom :(
O livro é simples (e superficial), as relações de amizades do Ed e as características dos personagens são narradas de forma descritiva (literalmente), sem investir nas relações ao longo da narrativa e há falta de diálogos interessantes.
Não é misterioso nem perturbador. Só lá pela pág. 170 a leitura fica mais fluída e os mistérios começam a se alinhavar. O que na minha opinião demorou demais para acontecer.
Inspirado (e com excessooooo de referências que fazem perder o encanto pela história e atrapalha muitooooo a leitura) em obras com grupos de crianças como protagonistas, como: Stranger Things, Conta Comigo, It- A Coisa, e  lembrando O Corpo e Às vezes eles voltam; há todo aquele clima de mistério e pessoas com seus próprios segredos que aqui estão inseridos numa trama onde a autora infelizmente não conseguiu imprimir sua personalidade e acompanhamos uma colcha de retalhos com elementos de vários lugares que não se sustentam sozinhos.
O desenvolvimento dos personagens é fraco, o protagonista não causa identificação com o leitor, o enredo é previsível, as explicações (que não tem ligações entre si a não ser o fato de terem acontecido no mesmo lugar) são um amontoado de coincidências soltas.
A favor do livro o fato de alertar para a violência doméstica, fanatismo religioso, aborto, bullying e demência.
Não posso também deixar de elogiar a capa diva, com textura de giz, miolo preto e folhas pretas entre os capítulos.
Masssssss dá pra ficar sem ler. 

Quem aí já leu ????
Qual sua opinião sobre o livro???

Abraços Literários e até a próxima.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Corte de Espinhos e Rosas- Série Acotar



Corte de Espinhos e Rosas

Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos depois Feyre é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformado em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


                                                                                

Corte de Névoa e Fúria 

 Nessa continuação, a jovem Feyre assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, ainda pior que o anterior se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.


                                                                                 

Corte de Asas e Ruínas

 A ameaça de guerra paira sobre todos neste terceiro volume da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre retorna a Corte Primaveril determinada a coletar informações sobre as manobras de Tamlin e do rei invasor, que ameaça subjugar Prythian ao seu poder. Mas, para fazê-lo, ela deve jogar um perigoso jogo de mentiras - e um deslize pode significar condenação não só para ela, mas para seu mundo também. À medida que a guerra se apodera de todos Feyre deve decidir em quem confiar e procurar aliados em lugares inesperados.  Neste terceiro livro da série a terra será pintada de vermelho enquanto exércitos poderosos lutam para controlar e se apoderar da única coisa que poderia destruir a todos. 



Corte de Gelo e Estrelas
Spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.
Feyre, Rhys e seu círculo de amigos estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada através de muito esforço e perdas.
Mas o Solstício de Inverno está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.


Ainda não li Trono de Vidro, mas quando a Record investiu em Corte de Espinhos e Rosas (e suas lindas edições caprichadas com capas aveludadas e lindos arabescos) vi a oportunidade de conhecer a escrita de Sarah J. Mass, oportunidade essa que se concretizou com uma promoção imperdível na Black Friday com o box + o spin off praticamente sendo vendidos pelo preço de um só exemplar.
A trilogia (que virou série com mais três livros) é uma fantasia releitura de A Bela e a Fera.
Alguns dos trunfos aqui são que não há triângulos amorosos nem mocinha indefesa precisando ser salva e o amadurecimento dos personagens ao longo da narrativa é perceptível, além de que a autora aborda temas importantes como stress pós-traumático, relacionamento abusivo, recuperação emocional e casal construído sem pressa de maneira inteligente agregando valor à narrativa com coerência, sem muitos clichês e com algumas reviravoltas interessantes.
Tenho certa implicância com livros hypados, sempre fico com os dois pés atrás quando vejo só elogios porque minhas expectativas vão lá nas alturas e acabo não achando tuuuudooooo issoooo, especialmente se a leitura é um pouco arrastada.
Talvez seja porque a autora quis descrever detalhadamente a criação desse universo feérico para inserir o leitor na trama.
Confesso que sou a favor de livros únicos então acho esse negócio de trilogia que vira spin off, e gera mais livríneos escritos com arcos deixados propositalmente abertos para novos livros uma coisa bem desagradável e muito desgastante, #prontofalei!
Masssss se você gosta de fantasia se joga, até porque o que um gosta outro pode simplesmente detestar, é muito pessoal e ler é uma experiência <3
Essa é uma história sobre sacrifícios, medo e coragem, e também sobre esperança, que é a talvez a força mais poderosa de todas.


Quem aí já leu Corte de Rosas e Espinhos??
E quem gostou??? Ou não ????
O que você acha de livros em série????

Abraços Literários e até a próxima



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Living Coral: A cor de 2019, segundo a Pantone


                                                                              

Desde 2000, a Pantone, (aqui) instituto considerado autoridade mundial em cores divulga uma cor para simbolizar o ano.
O Living Coral, 16-1546, foi escolhido como a cor de 2019.

Segundo a Pantone, a cor que é vibrante e também suave, nos acolhe reconfortando num ambiente em constante transformação.
Reagindo às investidas da tecnologia digital e a consolidação da mídia social em nossas vidas, passamos a procurar experiências autênticas e imersivas que permitem simultaneamente a conectividade e a intimidade.
A natureza envolvente do Living Coral 16-1546, nos encoraja a ter atitudes espontâneas, simbolizando a busca pela alegria e por otimismo.
O Living Coral irradia familiaridade e vida, assim como a encontramos na natureza, onde fica escondida, por baixo do oceano. Esta cor energizante que enfeitiça o nosso olhar colocada no centro de nosso ecossistema vívido e cromático, evoca um caleidoscópio de cores diversas que são resguardadas pelas paredes de corais.

Procurei por quase toda a estante e não tenho nenhum livro nessa tonalidade entre o rosa e o laranja  :( 
Então selecionei três livros com capas em tons, meio laranja claro, meio damasco ou meio pêssego, fica valendo a intenção combinado????

                                                                                

Apresentação da Poesia Brasileira

Uma das capas mais lindas é essa caprichada da Cosac Naify nessa edição do livro de Manuel Bandeira sobre a poesia brasileira.
Este volume, na verdade, são dois livros em um.
A primeira parte traz um panorama crítico dos poetas, escolas e movimentos que marcaram a poesia no país, de José de Anchieta ao Concretismo. Bandeira revaloriza obras esquecidas, acompanha com interesse a produção dos nomes que despontavam, como Drummond e Vinicius e faz questionamentos às vezes polêmicos.
A segunda parte se organiza como uma antologia, gênero em que Bandeira se tornou perito: 125 poemas de 55 poetas, dos grandes clássicos como a "Canção do exílio" e o "Navio Negreiro" aos achados bandeirianos como os bissextos Pedro Nava e Pedro Dantas, chegando até Augusto de Campos e Ferreira Gullar.
 A edição traz seleção iconográfica da Biblioteca de José Mindlin.




O último voo do flamingo

Eu gosto de quase todas as capas da coleção do Mia Couto; mas essa é especialmente linda
e a narrativa demonstra o enorme talento do autor em jogar com as palavras fazendo poesia tanto do que dói como do que causa contentamento de uma forma única numa história cheia de metáforas, críticas e ironia, o compromisso com o resgate de uma nova visão sobre a sua terra.
Depois de um longo tempo de guerra civil, soldados das Nações Unidas estão em Moçambique para acompanhar o processo de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma vila imaginária, Tizangara, onde militares da ONU começam a explodir subitamente. 



                                                                                

Retalhos

Uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no meio-oeste americano. 
Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. 
Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus - transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho.
Ao mesmo tempo ele descreve a relação com o irmão mais novo. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com sensibilidade pelo autor.
Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina - uma garota de alma poética e impulsiva, quase o oposto de Thompson - com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, do futuro, de Deus, e, enfim, do próprio amor.
Retalhos traz as dores e as paixões dos melhores romances, mas dentro de uma linguagem gráfica própria e original.


E vocês o que acharam da cor que a Pantone escolheu pra 2019?
Qual desses livros vocês já leram ou gostariam de ler?
E qual livro com capa coral vocês indicam a leitura?


Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Missão Impossível: Efeito Fallout


                                                                         


Um excelente 2019 para todos!

E vamos ao primeiro post do ano ;)
Pouquíssimas franquias conseguem ganhar várias sequências e continuarem relevantes.
'Missão Impossível' é uma delas.
Efeito Fallout, o sexto filme da franquia e o primeiro filmado com tecnologia 3D, surpreende pela qualidade, novo fôlego, bons números e críticas dos filmes de ação.
Dessa vez, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) recebe a missão de enfrentar uma organização criminosa para recuperar plutônio que seria usado na construção de bombas. Ao optar por salvar a vida de Luther Stickell (Ving Rhames) e Benji Dunn (Simon Pegg) ele não consegue impedir que um grupo de terroristas tenham acesso ao material em quantidade suficiente para fabricar três armas nucleares colocando em risco a vida de milhões de civis e levantando suspeitas sobre suas ações.
Sendo espionado diretamente por August Walker (Henry Cavill), Hunt precisa agora, não só correr contra o tempo para impedir as detonações das bombas, mas também enfrentar seu passado, já que o grupo terrorista é chefiado por Solomon Lane (Sean Harris), seu inimigo em Missão: Impossível – Nação Secreta (2015).

Tom Cruise não é o único destaque, Henry Cavill, liiiiiiiiindíssimo, está sensacional como um assassino no governo que recebe a tarefa de vigiar e cuidar de Hunt.
E dessa vez, as mulheres tem papéis mais fortes que nos filmes anteriores.
Rebecca Fergusson vive novamente a agente Ilsa Faust e a química da atriz com Tom Cruise é notória.
Angela Basset, de Pantera Negra, vive a chefe da CIA; Vanessa Kirby, a princesa Margareth da série The Crown, é Víuva Branca, chefe do crime e uma das peças-chave do longa; e Michelle Monaghan, a ex-mulher de Ethan, Júlia também volta a trama, desta vez, para ajudá-lo.
Lindos cenários de Paris e Londres e o clímax explosivo nas fantásticas paisagens de Caxemira são palcos de muitas perseguições e lutas do agente.

O roteiro escrito por Christopher McQuarrie, que também dirige e produz, possui um script inteligente e ágil, que não perde tempo para engatar a história e entre uma cena de ação e outra aproveita para aprofundar seus personagens e suas motivações.
A trama traz elementos dos filmes anteriores, como a mensagem que se autodestrói e o uso de máscaras para disfarce, além de criar um desfecho para todas as pontas soltas na franquia, inclusive humanizando Ethan Hunt.
É uma jogada de mestre a maneira como a história avança sem esquecer o passado, mas também olhando para o futuro.
E se em Nação Secreta o diretor chamou a atenção pelo excelente trabalho, aqui ele eleva o patamar mostrando evolução no comando das cenas de ação que estão absurdamente irreais fazendo a alegria dos fãs.

Efeito Fallout, no entanto, não é sem defeitos. Ao acompanhar a jornada de Ethan Hunt, o personagem vive situações que acabam pesando – como quando ele mata quatro vilões para salvar uma policial, e ainda tem tempo para consolar a vítima, em francês.

Com suas 2h37m de duração numa trama bem conduzida, o longa destaca o trabalho em equipe, apresenta ritmo frenético que não se perde em nenhum momento, tem uma fotografia sensacional e reviravoltas surpreendentes.
Sua maior qualidade é sua capacidade de desafiar e atingir expectativas.
A sequência de perseguição em helicópteros no final é de tirar o fôlego. 
E a conclusão não apenas carrega a franquia adiante, como nos faz torcer por mais um capítulo.

Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz 2019-


                                                                            


Desejos de Victor Hugo ou Os Votos de Sergio Jockymann?
Há uma divergência sobre a autoria do referido poema.
Desejos”  não seria da autoria de Victor Hugo, teria uma versão intitulada “ Os Votos”  de Sergio Jockymann  publicado originalmente em 1980.
Como não sei dizer se é ou não lenda da “ internetês” publico dando os créditos a quem for de direito, Victor Hugo ou Sergio Jockymann, Desejos ou Os Votos, o poema é lindo!

 “Pois desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado.
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo inconsequentes sejam corajosos e fiéis.
E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente.
E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro não insista em rejuvenescer,
e que sendo velho não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,
mas um dia.
Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso é bom.
Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes.
E que estão à sua volta e que você pode fazer algo para começar a mudar isso.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal.
Porque assim você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu.
Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que, você tenha uma boa pessoa, alguém do bem.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar.
E se isso acontecer, não tenho mais nada para desejar”

Fonte: Folha da Tarde – Porto Alegre – 30 de Dezembro de 1978.
Observação: A pontuação e formatação do texto foram mantidas o mais próximo do original com algumas adaptações.

Agradeço a todos que por aqui estiveram, os bons amigos e os que chegaram agora.
Gratidão pela presença de vocês, pelo carinho e pela amizade.

O Café com Leitura na Rede deseja aos leitores e amigos um Feliz Ano Novo, cheinho de boas novis, amor, amizade, paz, saúde, alegrias, sucesso, café e muitos livros!
Feliz 2019!


Abraços Literários e até a próxima.



terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Feliz Natal


                                                                                


O mundo é o reflexo das nossas ações;  toda ação gera uma reação:  sorrisos geram sorrisos, alegria gera alegria, fazer o bem gera um mundo melhor para todos.

Então ... a mão que se estende a alguém
Retorna a VC também
Trazendo paz ao seu coração
Os braços que abraçam o mundo
E fazem do raso o profundo
Lhe dão a força da inspiração
É na busca por mais alento
Que surge esse pensamento:
Partilhar nunca será em vão.
Assim se constrói a vida
Às mãos, a terra partida
A recompensa dos frutos, então!

Que as nossas mãos sejam sempre portadoras de afagos e carinhos. Que delas deslizem sentimentos de amor  e coragem. Que a harmonia encontre morada em nossos corações. Que o respeito prevaleça. Que as tristezas sejam banidas dando lugar  as alegrias.  Que a luz refaça nossa fé e esperança no futuro. Que a paz reine absoluta aos que anseiam evoluir , pra quem busca o entendimento e  a todos os que habitam o nosso  planeta.
Feliz Natal pra você que teve gesto amigo, deu alento e carinho!

O Café com Leitura na rede  deseja a todos  um Feliz Natal  pleno de  alegrias, sorrisos, abraços, carinho, saúde, paz, bem, luz, amor e claro, muitoooooooos livrooooooos!

Abraços Literários e até a próxima.