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Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Literatura Infantil-



Para os pequenos, a galerinha que está começando a ler agora e para leitores de todas as idades que dão vozes às suas crianças interiores, escolhi alguns livrinhos que chegaram por aqui nesse 2018, vamos conhecer as narrativas por trás dessas capas lindinhas?


Lina e o balão de Komako Sakai – Editora Pequena Zahar

Durante um passeio, Lina ganha um balão amarelo. Mas ele não é um simples balão amarelo para ela: é seu amigo. Vão brincar juntos, comer juntos, dormir juntos. O problema é que essa amizade é, por assim dizer, frágil, e um vento leva seu novo amigo para o alto de uma árvore. A menininha fica muito triste com essa possibilidade de perda e vai precisar confiar na sua mãe para tentar manter esse laço de amizade.



O Passeio de Pablo Lugones - Editora Gato Leitor

“Preparada, filha?” A menina mal responde e sai voando na bicicleta. Desta página em diante, o leitor percorrerá um longo passeio pelo tempo, acompanhando pai e filha em suas pedaladas. Lado a lado, eles envelhecem abrindo caminho para as descobertas.




O sol se põe na Tinturaria Yamada de Claudio Fragata – Editora Pulo do Gato

Sentado à porta da tinturaria, o senhor Yamada tenta relembrar a cantiga que entoava com os irmãos quando era apenas um menino, em Kyoto. O sol aquece suas lembranças, ele fecha os olhos e repete os versos até recuperá-los dos esconderijos do tempo.




A ilha do vovô de Benji Davies – Editora Salamandra

Um dia, o avô de Syd o convida a conhecer o sótão. Em meio a objetos antigos, recolhidos em viagens, há uma porta que abre para um mundo de fantasia. Syd e o avô não estão mais em casa, mas em um navio a caminho da ilha do vovô. Lá, eles brincam e vivem momentos muito felizes até que é chegada a hora de voltar. Mas o idoso não vai sair daquele paraíso. Este é um caminho que o menino precisa fazer sozinho. É com essa metáfora que o livro fala sutilmente sobre morte e perda.




No sótão de Hiawyn Oram – Editora Pequena Zahar

Às vezes, tudo que a gente precisa é de um pouco de espaço para deixar a imaginação fazer seu trabalho. O menino deste livro tinha muitos brinquedos espalhados pela casa, mas não conseguia se divertir. Até que um dia ele subiu no sótão, que estava praticamente vazio, e começou a preencher de aventuras sua vida entediante. Que mágica tinha aquele sótão? O tipo de mágica que nossos filhos precisam: espaço livre, tempo ocioso, uma agenda sem cobranças e nenhuma proposta de brincadeira óbvia.



A volta dos gizes de cera de Drew Daywalt - Editora Salamandra

Se no primeiro livro (lembram dele no ano passado? Clica aqui) os gizes de cera se revoltaram, no segundo tudo o que alguns querem é voltar a ser usados. Desta vez, Diego recebe uma pilha de cartões-postais de seus amigos injustiçados. O bordô, por exemplo, foi esquecido no sofá há dois anos e acabou quebrado. O vermelho-neon foi largado em um hotel e só quer voltar para casa. O amarelo e o laranja, que brigaram no primeiro volume, derreteram no sol e se grudaram. O giz que brilha no escuro está sozinho no porão e com medo dos monstros que ajudou a desenhar. Diego vai arranjar um jeito de agradar a todos os gizes que ele esqueceu, perdeu ou desprezou ao longo do tempo nessa narrativa cheia de humor.




Direitos do pequeno leitor de Patricia Auerbach – Editora Companhia das Letrinhas

Um livro é um grito de liberdade. Assim, todo pequeno leitor precisa saber que pode tudo com a leitura. Desde se imaginar como o herói de uma história, fazer amigos imaginários e ler onde e como quiser. Esse é o manifesto que Patricia Auerbach fez para as crianças neste livro, inspirado na obra Como um Romance, em que Daniel Pennac encoraja os leitores a transgredirem a leitura, pulando páginas ou até abandonando livros antes do fim. E que Odilon Moraes ilustra com elementos de outras histórias infantis, como Alice no País das Maravilhas e Onde Vivem os Monstros.




Assopre, ponha o curativo e sarou! de Bernd Penners – Editora Brinque-Book

Sabe quando a gente dá um beijinho para sarar? É mais ou menos isso o que este livro faz. Mas o leitor, aqui, precisa interagir colando os curativos nos animais machucados – o macaco bateu a testa, a ovelha arranhou a barriga e o cachorro torceu a pata, por exemplo. E não basta grudar o adesivo, é preciso doar também uma dose de afeto, pois para cada machucado há o pedido de assoprar e dar um beijo. Por ser cartonado, o livro permite a brincadeira de colar e descolar, sem medo de amassar.



Eu pirei no A Volta dos gizes de cera, desidratei de chorar com A Ilha do vovô e queria um curativo pra sarar o dodói da saudade da minha pequerrucha <3
E aí bebês me contem qual livro vocês acharam mais fofoludo?????


Abraços Literários e até a próxima.



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Cujo- Livro e Filme


                                                                            


Sinopse- Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda, já que o espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet todas as noites. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

                                                                              


Na obra companhamos a história de duas famílias: Trenton e Camber que se encontram de maneira trágica e Stephen King aborda com sutileza temas como relacionamento familiar, violência doméstica e abusos entregando uma surpreendente trama que seduz desde as primeiras páginas.
Vic, Donna e Tad Trenton se mudaram para o Castle Rock, no Maine.
Vic está passando por uma crise no trabalho. Donna, cansada de se sentir sozinha o tempo todo, começa um caso com um restaurador de móveis da cidade e Tad é um garotinho de 4 anos que vê em seu armário um monstro horrível, mas seus pais têm mais com que se preocuparem do que com monstros.
Cujo é o cão de Brett Camber, filho de Charity e Joe, um dócil São Bernardo que depois de ser mordido por um morcego se transforma num monstro com sede de sangue.
A família Trenton o conhece quando Vic leva o carro para consertar com Joe que é mecânico.

Cujo é diversas vezes descrito como um sucessor espiritual de Frank Dodd, um assassino em série.
Passamos boa parte da leitura com dúvidas sobre a origem da fúria do cão: se é de natureza biológica ou sobrenatural?
Se Frank Dodd era o culpado pela raiva de Cujo?
Ele era o responsável pela atmosfera opressiva e sombria da cidade, resultado do medo que ainda existia dentro dos moradores de Castle Rock.
King aliás nunca decepciona ao escrever sobre o medo, as várias camadas de seus personagens, a profundidade dos sentimentos e vulnerabilidade das relações.

O terror desse livro é cheio de desencontros e ironias tornando-o ainda mais assustador.
Os acontecimentos que levam ao clímax são tão naturais que ficamos presos ao livro e ansiosos para saber como tudo vai acontecer.
O livro não é dividido em capítulos, mas apesar de contínua, a escrita é fluida e fácil de acompanhar.
Confesso que tinha receio de ler “Cujo”, pois sou ultrassensível a qualquer sofrimento animal.
E o autor ainda resolve escrever alguns trechos com os sentimentos e pensamentos de Cujo o que acaba de vez com nossa resistência emocional.
Se você é como eu, não tenha medo. O livro não contém crueldade com animais.
De qualquer maneira como chorar virou meu nome do meio é claro que desidratei.
                                                                     



A trama inserida no filme é praticamente a mesma do livro, como um roteiro.
Lançado em 1983, o filme Cujo,  com direção de Lewis Teague,  tem Dee Wallace como Donna Trenton e Billy Jayne como Brett Camber.


Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 30 de setembro de 2018

O Colecionador- Livro e Filme


                                                                              


Sinopse- “O Colecionador”, 1963, que inspirou o filme homônimo de 1965, é o romance de estreia de John Fowles e narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, quando subitamente, se torna dono de uma fortuna planeja sequestrar Miranda, seu amor platônico.
A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, confunde e ofusca o sequestrador.

Fowles que se inspirou em autores existencialistas como Sartre e Albert Camus, surpreendeu os leitores dos anos 1960 com um thriller que faz uso de elementos filosóficos inovando o gênero suspense tornando a obra um ícone do século XX.

São dois os protagonistas e temos dois pontos de vista: o do sequestrador e o da vítima.
Frederick Clegg, “o colecionador”, um homem tímido e com complexo de inferioridade que é fascinado por colecionar borboletas, e também por Miranda. Ele a segue todos os dias, conhece seus horários, os lugares que frequenta, sabe quem são seus amigos, onde mora e tudo sobre sua família. Muitas vezes passa por ela fingindo ler um jornal.
Sua imprevisibilidade desperta a curiosidade do leitor e surpreende, apesar de suas tentativas em racionalizar sua condição de sociopata já que ele aceita como corretas suas ações.
Miranda Grey é uma jovem estudante de artes
que sonha ser pintora e acabou de ganhar uma bolsa na prestigiada Escola de Arte Slade.

Certo dia a vida de Clegg muda completamente. Após receber uma fortuna ele planeja “capturar o espécime” que faltava em sua coleção. Então sequestra a jovem e a aprisiona no porão de sua casa. Ele quer demonstrar seu “amor” por ela e quer ser correspondido.
Obviamente o sequestro em si é o primeiro de uma série de obstáculos à reciprocidade desejada por ele.
Enclausurada a moça vive como “mais uma” de suas borboletas, sob o olhar de seu "dono", que apenas a alimenta. O contato físico entre eles ocorre apenas em função das tentativas de fuga dela, quando Clegg a subjuga pela força.
É uma situação sem saída, se ela o rejeita ele se sente ferido, se ela cede aos seus pedidos ele entende como fingimento e falsa aceitação. Nada que Miranda faça o satisfará.
Imaturo, sua relação desenvolvida é a de posse (a coleção de borboletas) e ele não percebe a destruição que provoca ao ser amado.

É uma leitura difícil, detalhada e claustrofóbica onde sentimos muito medo por ser uma temática infelizmente, atemporal.

                                                                              


Sobre a edição da DarkSide a capa é dura, o projeto gráfico lindo com pintura trilateral, miolo em papel pólen soft e boa diagramação. Tem prefácio escrito por Stephen King e um posfácio contendo explicações sobre referências artísticas e literárias que o leitor encontra ao longo da leitura.

                                                                               

O filme "O Colecionador" de 1965 tem direção de Willian Wyler, Terence Stamp como Clegg/Freddy/Franklin e Samanta Eeggar como Miranda.


                                                                           

O final, praguinhas e pestinhas, vou deixar em branco é só selecionar combinado?
Masssss se olharem com atenção esse banner não é difícil adivinhar :(

Spoiler Miranda adoece e morre.
Morta torna-se um objeto: não há mais essência à admirar, então Clegg parte em busca de um novo "exemplar". Fim do Spoiler.



Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

172 Horas na Lua-


                                                                               


2018. Cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez.
Três adolescentes vencem um sorteio mundial promovido pela NASA e vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano.
Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua desde que eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começaram a acontecer.
Preparem-se para a contagem regressiva...

Depois de meio século que a famosa expedição levou o homem a lua, e vários motivos afastaram os investidores desse tipo de expedição, a NASA decide enviar uma nova equipe para explorar a DARLAH 2, uma base lunar até então só conhecida por sua alta cúpula.
Um concurso cultural seleciona três jovens para passarem uma semana no local.
Duas meninas e um rapaz que não se enquadram na categoria de entusiasmados para a viagem. Mia que tem um sério problema de relacionamento com os pais controladores, Midore, uma japonesa que sonha fugir do conservadorismo dos seus pais e Antonie que é francês e quando o grande amor da sua vida lhe troca por outro, tudo que ele quer é sumir da face da terra.
Eles passam por um treinamento antes da viagem, mas nada poderia prepará-los para os acontecimentos que estavam por vir.
Narrado em terceira pessoa, o livro é divido em três partes: antes, durante e após a viagem a lua.
A primeira parte é um tantinho arrastada, já que é aí que somos apresentados aos protagonistas e a tripulação do foguete. Caitlin, a piloto, uma mulher forte, mas que sabia reconhecer suas limitações. O comandante Nadolski. um homem rígido, mas que faria de tudo para manter todos a salvo. E Coleman que tinha muitos segredos a revelar. 
A equipe vai passar 172 horas na lua e nesse tempo, vão ficar na base DARLAH 2, um mar de tranquilidade.
Tudo vai bem até que começam uma série de acontecimentos trágicos e temos a sensação de estar em uma montanha-russa com tanto plot twist, adrenalina sempre em alta e suspense de tirar o fôlego.
Achei interesse o autor incluir lendas na trama. Elas são sinistras e o terror agregou um “Q” a mais à história. A inclusão de “doppelgängers” (que segundo lendas germânicas, de onde provém, é um monstro que tem o dom de representar uma cópia idêntica. Duplo-eu ou sósia) combinou com o enredo e foi uma grande sacada do autor.
O livro é curto e o autor não perde tempo com enrolação.
Até o presente momento, 172 horas na lua é um livro único.

Se você gosta de todas as pontas amarradas, talvez se decepcione um pouco, mas vale a pena arriscar a leitura.
É uma boa trama de suspense, terror espacial e sci-fi.

Beijos literários e até a próxima.


sábado, 22 de setembro de 2018

Saudação à Primavera de Cecília Meireles-




Para celebrar a Primavera que tem início hoje as 22h54min vamos de Cecília Meireles!

Saudação à Primavera

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa”
Volume 1- pág. 366
Editora Nova Fronteira


Abraços Literários, beijos floridos e até a próxima.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Capas Temáticas- Primavera



Oieeeee pessoas lindas e fofis, saudade de vocês.
Muito, muito obrigada pela presença aqui enquanto estive ausente do bloguito, obrigada de coração pelas palavras de apoio, carinho, afeto e amizade nesses dias tristes.
Tenham certeza que, no desespero e na dor da perda, vocês foram bálsamo.
Gratidão!





Aproveitando que no sábado chega a Primavera, a estação mais colorida, romântica e perfumada, trago hoje um post temático.
E aos pouquinhos vou colocar em dia as visitas viu bebês????



A Primavera da Lagarta

Depois de uma reunião debaixo da bananeira da floresta, a formiga, o louva-a-deus, o camaleão (que vivia mudando de opinião), a joaninha, a lagartixa, a libélula, o gafanhoto, o caracol, a aranha e a cigarra (ufa, quanta gente!, ou melhor, quanto bicho!), decidiram caçar a lagarta, porque ela comia folhas demais (como se eles não comessem nada...). Além disso, eles achavam a lagarta muito feia (como se eles fossem muito lindos...).
Porém, a caçada aconteceu no início da primavera, quando as lagartas se transformam em... Bem, é melhor não contar o final da história, que ficou ainda mais bonita com os desenhos da Madalena Elek.



Primavera de Cores

A Primavera chega a Florianópolis e com ela vários acontecimentos que irão marcar para sempre a estação das flores. Um clima de mistério envolve Helen e seu futuro. Um sonho tenebroso encontra seu repouso da noite e trará muito mais que um descortinar de acontecimentos vindouros, mas a revelação do seu próprio destino. Enquanto Helen firma sua esperança nas promessas de um sonho, ela passa a ser perseguida por dramas que acometerão não apenas sua trajetória, como também a das pessoas mais importantes de sua vida. A estação será marcada por suspense, romance e emoção. Uma tocante história com uma lição inesquecível sobre o perdão, a liberdade, o valor das amizades e o poder do amor.



Primavera Eterna

Maia é uma jovem publicitária bem-sucedida. Tem um emprego estável, um namoro estável, uma vidinha estável. Até demais. Certo dia, tentando imaginar como seria sua vida no futuro, o casamento, os filhos, visualiza duas crianças loirinhas correndo... Loirinhas? Então ela se dá conta de onde vem aquela cor de cabelos: Diogo, o menino por quem se apaixonou à primeira vista aos 12 anos, numa cidadezinha do interior, onde costumava passar os fins de semana com a família. Acontece que ele se mudou para os Estados Unidos há mais de dez anos, e a essa altura da vida, já nem deve se lembrar mais dela.
Mesmo assim, num impulso, Maia pede férias na agência, inventa uma viagem de trabalho como desculpa para o namorado e vai para Nova York, atrás do seu primeiro amor. Primavera Eterna é a história de uma jovem cheia de sonhos esquecidos, que ousa arriscar tudo o que tem e acaba encontrando a si mesma. 



Primavera Silenciosa

Raramente um único livro altera o curso da história, mas Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, fez exatamente isso. O clamor que se seguiu à sua publicação em 1962 forçou a proibição do DDT e instigou mudanças revolucionárias nas leis que dizem respeito ao nosso ar, terra e água. A preocupação apaixonada de Carson como futuro de nosso planeta reverberou poderosamente por todo o mundo, e seu livro eloquente foi determinante para o lançamento do movimento ambientalista. Este notável trabalho de Rachel Carson foi considerado em 2000, pela Escola de Jornalismo de Nova York, uma das maiores reportagens investigativas do século XX.


As Primaveras

Casimiro de Abreu é o poeta do lirismo e da simplicidade. Os anseios da juventude, as saudades da infância e os compromissos com sua terra natal fazem da obra de Casimiro de Abreu, precoce e espontânea, uma das expressões mais legítimas da poesia do Romantismo brasileiro.
Nostálgico, lírico e dono de uma poesia extremamente musical, o poeta carioca continua encantando e cativando leitores jovens e adultos, de ontem e de hoje. As Primaveras (1859) é o único livro do poeta publicado em vida.
No prefácio desta obra, escreve: “Assim, as minhas Primaveras não passam de um ramalhete das flores próprias da estação — flores que o vento esfolhará amanhã, e que apenas valem como promessa dos frutos do outono”.


VCS já leram algum desses livros?
Se leram qual o favorito?
E qual o livro temático de Primavera que indicam?


Abraços Literários, beijos floridos e até a próxima.



terça-feira, 31 de julho de 2018

Blade Runner 2049-


                                                                                


Talvez você nunca tenha lido um livro de Philip K. Dick, mas certamente conhece alguma de suas obras. Filmes como O vingador do futuroO homem duplo e Minority Report: A Nova Lei, entre outros saíram das páginas de seus livros.

Assim como o cult  Blade Runner: O Caçador de Androides, de 1982, dirigido por Ridley Scott e inspirado na obra “Androides sonham com ovelhas elétricas?” que conta a história de Rick Deckard, um caçador de recompensas que, em uma sociedade distópica, coberta por poeira radioativa e devastada por uma guerra atômica, sonha em substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal de verdade – sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Ele vê a chance de realizar esse desejo ao ser chamado para um novo trabalho: perseguir e aposentar androides que estão refugiados.

                                                                                


Em homenagem ao aniversário deste clássico sci-fi, que completa 50 anos em 2018, e aproveitando a hype da continuação Blade Runner 2049, depois de 35 anos, a editora Aleph preparou uma edição comemorativa com capa dura, encartes coloridos e extras para enriquecer a leitura. A ideia foi desenvolver um novo olhar sobre a história, recriando uma estética que vai além da difundida pelo filme, abordando questões sobre a natureza da vida, da tecnologia e da própria condição humana. O livro em comparação com filme apresenta aspectos da obra não explorados no cinema, como a preocupação ambiental, além das questões religiosas presentes no texto.
Ao longo de sua vida e de sua carreira, Dick nunca deixou de suspeitar do mundo a sua volta, em aparência e em essência.

                                                                                


Androides sonham com ovelhas elétricas?” é uma obra que questiona a condição humana, a verdadeira natureza da realidade e como podemos definir o que é humano.
                                                                                
Em Blade Runner, O Caçador de Andróides, que teve lançamento em 25/12/1982, no século 21, uma corporação desenvolve clones humanos para serem usados como escravos em colônias fora da Terra, identificados como replicantes. Em 2019, um ex-policial é acionado para caçar um grupo fugitivo vivendo disfarçado em Los Angeles.


Em Blade Runner 2049, lançado em 05/10/2017, após descobrir um segredo enterrado há muito tempo, que ameaça a sociedade, um novo policial embarca na busca de Rick Deckard, que está desaparecido há 30 anos.
Com direção de Dennis Villeneuve (do excelente A Chegada com resenha que vocês conferem aqui) é um estudo no mesmo universo, só que 30 anos após os acontecimentos do original, em que a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo é ainda maior.
O oficial K (Ryan Goslin(dooooooooooooo)g, desenterrou (literalmente) um segredo com potencial para imergir a sociedade no caos.

                                                                             


A descoberta faz com que ele parta numa incessante busca por Rick Deckard (Harrison Ford), desaparecido nos 35 anos que separam as sequências.
Aliás nesses anos que separam o original de sua sequência, foram produzidas muitas distopias, cyberpunk e sci-fi, mas nenhuma (até aqui) com o estilo tão específico imaginado por Ridley Scott láááá atrás.

O roteiro de uma profundidade que eleva o blockbuster ao status cult não precisou fazer uma releitura do mundo no qual a história está inserida e apresenta com bastante propriedade reflexões sobre as relações homem/máquina e como será possível no futuro distingui-los.
Os detalhes do filme permitem que o público interprete como preferir (apesar do óbvio das sociedades escravocratas) já que tudo é sutil.
O roteiro contém conceitos filosóficos suficientes para nenhum spoiler estragar, (a cena final é de uma delicadeza, poetice e sensibilidade absurdamente cativantes), mas ao terminar o longa você vai sentir o choque da realidade e perceber que não estamos tãooooo longe assim da opressão que é retratada nele.
Blade Runner 2049 propõe indagações sobre a natureza da própria alma!
Imperdível.

Abraços Literários e até a próxima.