Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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terça-feira, 19 de março de 2019

Trilogia dos Príncipes-



O Príncipe Corvo

Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas.
O primeiro livro da trilogia traz narrativa típica de romances de época, em terceira pessoa intercalando os pontos de vista dos protagonistas.
Leve e envolvente cada início de capítulo traz um trecho de um conto que dá nome ao livro, uma fábula que é lida no decorrer do enredo como se fossem duas narrativas em um só livro.


O Príncipe Leopardo

Lady Georgina Maitland não quer um marido, o que ela quer é um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem.
Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços.
Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado.
Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca Georgina não quer perder outra noite de amor.
Envolto em mistério, suspense e questões familiares o segundo livro da trilogia apresenta uma boa história com reflexões que vão além do foco em cada personagem.




O Príncipe Serpente

Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila., até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu.
O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade dela surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois.
Encantada com a inteligência de Simon e com seus modos, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor…
Apesar de ser a leitura um tanto arrastada aqui, o casal é o mais amorzinho dos três livros <3
Também diferentemente dos outros livros aqui o status financeiro e social não é empecilho para os dois ficarem juntos, o obstáculo é a vingança contra quem tramou a morte de Ethan, o irmão de Simon.




Trilogia de romances de época "adulto" (portanto com conteúdo erótico ok?), publicado originalmente em 2006 e que chegou ao Brasil pela editora Record em 2017, apresenta textos que mesclam diversão, ironia, desejo e paixão.
Narrativa simples e fluída com personagens cativantes onde a autora tenta quebrar os paradigmas impostos pela sociedade da época, uns talvez existentes em algumas culturas até hoje.
Apesar de não inovar o conteúdo em relação ao gênero temos um bom entretenimento para ler de uma sentada. 
E o mais bacana é que, embora os personagens se encontrem uns nas histórias dos outros, os livros podem ser livros de forma independente!


Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 15 de março de 2019

Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash


                                                                               
                                                             
Sinopse- Conhecido por sua colaboração com Neil Gaiman em Sandman – Dave McKean assombra o universo dos quadrinhos desde o premiadíssimo Cages em 1991.
Agora, a DarkSide Books apresenta a nova graphic novel do multiartista, baseada na vida de Paul Nash, pintor inglês surrealista que combateu na Primeira Guerra Mundial.
Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash aborda esse período na vida do pintor, que iria marcar sua produção artística posterior, e compõe, através das suas lembranças um painel multifacetado sobre como a guerra nos modifica e como lidamos com o trauma, a perda e a dor que ela provoca.
Black Dog se utiliza de diversas técnicas e estilos transformando a estética e a linguagem da memória, dos sonhos e dos pesadelos: repleta de elipses, confusões e alterações próprias deste estado entre o sono e a vigília, que nos trai, subtrai, acrescenta, confunde, influencia e por vezes forma a nossa percepção da realidade.
De forma arrebatadora, McKean transforma em imagens poderosas as emoções registradas por Paul Nash sobre o conflito e o que resta àqueles que sobrevivem.

Conheci Dave como muitos de vocês, através de Sandman e me encantei com seu surrealismo incrível.
Em Black Dog, a graphic novel retrata a vida de Paul Nash de maneira onírica e com uma poetice sensível compondo uma obra de arte perturbadora e ao mesmo tempo bela superando todas as expectativas.
Nos sonhos de Paul, suas lembranças são distorcidas e o medo prevalece em vários momentos, marcado pela presença constante de um cão.
Paul Nash foi um influente pintor surrealista, essencial no modernismo da arte britânica, que produziu algumas das pinturas icônicas da Primeira Guerra Mundial inspiradas em sua experiência como oficial do Exército. A arte para Paul ressignifica sua própria existência e constitui papel decisivo em seu processo de cura transformando a arte em refúgio psicológico.
A obra nos insere em seus sonhos resgatando seus traumas e como eles o definiram como artista.
McKean que utiliza como inspiração biografias, documentários e materiais diversos sobre o veterano artista consegue transmitir um clima dos sonhos com qualidade artística absurda.
A obra traz memórias de soldados reais e todas as histórias se somam em uma única e comovente narrativa destacando-se pela versatilidade e mesclando diversas técnicas. Cada capítulo é um sonho narrado com técnica de pintura diferente e o resultado é um quadrinho que foge do convencional, e só por isso já valeria a leitura.
O texto é muito simples e promove reflexões sobre as angústias, incertezas e dores de um jovem buscando compreender o mundo ao seu redor em meio aos horrores de uma guerra.

É necessário acrescentar que pela simplicidade do texto provavelmente não vá agradar a todos os leitores e o fato de ter sido lançado pela Caveirinha vai passar uma ideia errada que pode decepcionar os colecionadores, masssssss eu acho que a obra não deveria ser restrita aos fãs de Paul ou Dave e sim cumprir sua proposta de reflexão e de absurda qualidade artística.

Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Indicações ao Oscar 2019, pra quem vai a sua torcida?


                                                                                 

Os filmes “Roma” do diretor mexicano Alfonso Cuáron, e “A Favorita” do grego Yorgos Lanthimos, dominam as indicações ao Oscar, com 10 menções cada um, incluindo o de melhor filme. Os dois grandes indicados deste ano são ambientados em cenários específicos e em outras épocas – um casarão na capital do México nos anos 1970, no caso de Roma, e a corte inglesa no século 18, em A Favorita.

A cerimônia que será no dia 24 de fevereiro tem dois feitos inéditos: A indicação de “Pantera Negra”  à estatueta de melhor filme (é a primeira vez que um filme de super-herói é indicado na categoria deixando sua marca na história da Academia e da Marvel) e mais 7 estatuetas, e é a primeira vez que a Netflix tem uma indicação a melhor filme, graças a “Roma”. Esse fato dá o status que faltava e equipara a plataforma com os estúdios tradicionais
A Netflix comparecerá à cerimônia ainda com “A Balada de Buster Scruggs”, obra dos irmãos Coen que surpreendeu e levou 3 indicações: roteiro Adaptado, figurino e canção original.

A 91ª edição do Oscar também registra uma marca para os cineastas “não” americanos, que neste ano tomaram a frente e despontaram nas principais categorias, em direção, por exemplo, só Spike Lee (Infiltrado na Klan) e Adam McKay (Vice) são americanos.

Por outro lado, chamou a atenção de forma negativa a falta de indicação a mulheres na categoria direção e o Brasil que ficou de fora, já que o país tinha chance de ser indicado na categoria de animação com “Tito e os Pássaros”.
A Academia que chegou anunciar que as categorias de fotografia, edição, curta de animação e maquiagem seriam revelados durante os intervalos, sofreu duras críticas e voltou atrás na decisão.

Vamos à listinha básica???????


Melhor Filme

    - A Favorita
    - Roma
    - Vice
    - Pantera Negra
    - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Nasce uma Estrela
    - Infiltrado na Klan
    - Bohemian Rhapsody


Melhor Direção

    - Alfonso Cuarón - Roma (Vencedor)
    - Spike Lee (Infiltrado na Klan)
    - Yorgos Lanthimos (A Favorita)
    - Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
    - Adam McKay (Vice)


Melhor Ator

    - Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
    - Rami Malek - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Christian Bale (Vice)
    - Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
    - Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)


Melhor Atriz

    - Olivia Colman - A Favorita (Vencedora)
    - Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
    - Glenn Close (A Esposa)
    - Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
    - Yalitza Aparicio (Roma)


Melhor Ator Coadjuvante

    - Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
    - Mahershala Ali - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Adam Driver (Infiltrado na Klan)
    - Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
    - Sam Rockwell (Vice)


Melhor Atriz Coadjuvante

    - Regina King - Se a Rua Beale Falasse (Vencedora)
    - Marina de Tavira (Roma)
    - Amy Adams (Vice)
    - Emma Stone (A Favorita)
    - Rachel Weisz (A Favorita)


Melhor Roteiro Original

    - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Roma
    - No Coração das Trevas
    - A Favorita
    - Vice


Melhor Roteiro Adaptado

    - Infiltrado na Klan (Vencedor)
    - A Balada de Buster Scruggs
    - Se a Rua Beale Falasse
    - Nasce uma Estrela
    - Poderia Me Perdoar?



Melhor Animação

    - Homem-Aranha no Aranhaverso (Vencedor)
    - Os Incríveis 2
    - WiFi Ralph
    - Ilha de Cachorros
    - Mirai



Melhor Filme Estrangeiro

    - Roma - México (Vencedor) 
    - Guerra Fria (Polônia)
    - Assunto de Família (Japão)
    - Cafarnaum (Líbano)
    - Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)



Melhor Documentário

    - RBG
    - Minding the Gap
    - Hale County this Morning, the Evening
    - Of Fathers and Sons
    - Free Solo (Vencedor)


Melhor Direção de Arte

    - O Retorno de Mary Poppins
    - A Favorita
    - O Primeiro Homem
    - Roma
    - Pantera Negra (Vencedor)

Melhor Fotografia

    - Roma (Vencedor)
    - Nasce uma Estrela
    - A Favorita
    - Guerra Fria
    - Nunca Deixe de Lembrar


Melhor Figurino

    - A Favorita
    - A Balada de Buster Scruggs
    - Duas Rainhas
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Pantera Negra



Melhor Maquiagem

    - Vice (Vencedor)
    - Border
    - Duas Rainhas


Melhor Edição

    - A Favorita
    - Infiltrado na Klan
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Green Book - O Guia
    - Vice


Melhor Trilha Sonora

    - Se a Rua Beale Falasse
    - Ilha de Cachorros
    - Pantera Negra (Vencedor)
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Infiltrado na Klan


Melhor Canção Original

    - "Shallow" - Nasce uma Estrela (Vencedor)
    - "All the Stars" (Pantera Negra)
    - "I'll Fight" (RBG)
    - "The Place Where Los Things Go" (O Retorno de Mary Poppins)
    - "When a Cowboy Trades His Spurs for Wings" (A Balada de Buster Scruggs)


Melhores Efeitos Visuais

    - Vingadores: Guerra Infinita
    - Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível
    - Jogador nº 1
    - O Primeiro Homem (Vencedor)
    - Han Solo: Uma HIstória Star Wars


Melhor Edição de Som

    - O Primeiro Homem
    - Pantera Negra
    - Roma
    - Um Lugar Silencioso
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)


Melhor Mixagem de Som

    - O Primeiro Homem
    - Roma
    - Nasce uma Estrela
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Pantera Negra


Melhor Curta-Metragem Live Action

    - Marguerite
    - Fauve
    - Mother
    - Skin (Vencedor)
    - Detainment


Melhor Curta-Metragem - Animação
    - Bao (Vencedor)
    - Animal Behavior
    - Late Afternoon
    - Weekends
    - One Small Step


Melhor Curta-Metragem - Documentário

           - End Game  

      - Lifeboat
      - A Night at the Garden
      - Period. End of Sentence (Vencedor)
      - Black Sheep


    E aí pessoas lindas e fofis já escolheram seus favoritos???????
    Conta aí nos comentários :)

    *O texto foi atualizado com os vencedores

    Abraços Literários e até a próxima




    quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

    A Guerra que Salvou a Minha Vida


                                                                                    


    Sinopse- Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão caçula sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
    Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e Jamie deixarem Londres e partirem em busca de uma vida melhor.

    Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos, A Guera que Salvou a Minha Vida é um livro contado por crianças durante a guerra, assim como O Garoto do Pijama Listrado, Diário de Anne Frank e A Menina que Roubava Livros, mas aqui a premissa é diferente, como o próprio título diz vai retratar a vida de uma menina que teve na guerra uma chance de mudar de vida.

    A autora, Kimberly Bradley vai além de uma “história de superação” apresentando um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra, e de como conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha.
    No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa sendo discriminada pela própria mãe que a humilhava emocional e psicologicamente, inclusive lhe castigando fisicamente e sendo impedida de sair sendo trancada no quarto ou em um armário escuro e mesmo sem poder andar tinha que cozinhar, limpar e cuidar do irmãozinho.

    Com a Alemanha avançando e a guerra chegando cada vez mais perto de Londres, ela assim como muitas outras crianças, é enviada para o interior para ficarem em segurança e são abrigadas por Susan. O que é um pesadelo para a maioria, para Ada e Jamie é o fim da crueldade e o início de uma relação de amor fraternal com refeições decentes, roupas limpas, cama quentinha, banhos e nada de surras.

    A narrativa crua, sincera e desconcertante mostrada pela ótica de uma garotinha que apesar da pouca idade tem clareza e franqueza impressionantes proporciona uma leitura que mostra o amor como uma força poderosa capaz de transformações inimagináveis. E se por um lado, o livro nos apresenta a desumanidade de que algumas pessoas são capazes, também nos mostra atitudes angelicais de quem quer realmente praticar a bondade.

    Um infantojuvenil, para leitores de todas as idades, onde somos inseridos numa dolorosa história que nos apresenta um recomeço e a cura, que nos leva a torcer, acompanhar e celebrar com Ada cada pequena conquista e a superação do medo, da angústia, da desconfiança, das mágoas e da tristeza.
    Emocionante, real e impactante, vale muito a pena a leitura.

    Abraços Literários e até a próxima.


    quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

    O Homem de Giz-


                                                                                


    O livro escrito pela C. J. Tudor, O Homem de Giz, conta a história do Eddie Adams em momentos alternados entre 1986 e 2016. Em 1986  aparecem os homens de giz – uma linguagem secreta de Eddie e seus amigos, para se comunicarem entre si, categorizada por cores.
    O grande mistério, são os desenhos que começam a aparecer que não são de autoria de nenhum deles e os levam a descobrir um assassinato.
    Em 2016 Ed nos conta um pouco da sua vida, seu passado, sua rotina, seus medos, traumas e frustrações. O presente mostra como ele lida com o ocorrido de 30 anos atrás, que ainda o assombra, e trás de volta o mistério do assassinato, que ainda não foi totalmente solucionado.
    Em capítulos alterando o presente e o passado, somos conduzidos a uma história capaz de te fazer criar inúmeras teorias ao longo da leitura. 

    Elogiado pela crítica e comparado a Stieg Lason (resenha aqui) e Jo Nesbo de O Boneco de Neve (resenha aqui) só pode ser muito bom né non????
    Não! Ou melhor dizendo não é ruim nem bom :(
    O livro é simples (e superficial), as relações de amizades do Ed e as características dos personagens são narradas de forma descritiva (literalmente), sem investir nas relações ao longo da narrativa e há falta de diálogos interessantes.
    Não é misterioso nem perturbador. Só lá pela pág. 170 a leitura fica mais fluída e os mistérios começam a se alinhavar. O que na minha opinião demorou demais para acontecer.
    Inspirado (e com excessooooo de referências que fazem perder o encanto pela história e atrapalha muitooooo a leitura) em obras com grupos de crianças como protagonistas, como: Stranger Things, Conta Comigo, It- A Coisa, e  lembrando O Corpo e Às vezes eles voltam; há todo aquele clima de mistério e pessoas com seus próprios segredos que aqui estão inseridos numa trama onde a autora infelizmente não conseguiu imprimir sua personalidade e acompanhamos uma colcha de retalhos com elementos de vários lugares que não se sustentam sozinhos.
    O desenvolvimento dos personagens é fraco, o protagonista não causa identificação com o leitor, o enredo é previsível, as explicações (que não tem ligações entre si a não ser o fato de terem acontecido no mesmo lugar) são um amontoado de coincidências soltas.
    A favor do livro o fato de alertar para a violência doméstica, fanatismo religioso, aborto, bullying e demência.
    Não posso também deixar de elogiar a capa diva, com textura de giz, miolo preto e folhas pretas entre os capítulos.
    Masssssss dá pra ficar sem ler. 

    Quem aí já leu ????
    Qual sua opinião sobre o livro???

    Abraços Literários e até a próxima.


    terça-feira, 29 de janeiro de 2019

    Corte de Espinhos e Rosas- Série Acotar



    Corte de Espinhos e Rosas

    Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
    Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos depois Feyre é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformado em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
    Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


                                                                                    

    Corte de Névoa e Fúria 

     Nessa continuação, a jovem Feyre assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, ainda pior que o anterior se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.


                                                                                     

    Corte de Asas e Ruínas

     A ameaça de guerra paira sobre todos neste terceiro volume da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre retorna a Corte Primaveril determinada a coletar informações sobre as manobras de Tamlin e do rei invasor, que ameaça subjugar Prythian ao seu poder. Mas, para fazê-lo, ela deve jogar um perigoso jogo de mentiras - e um deslize pode significar condenação não só para ela, mas para seu mundo também. À medida que a guerra se apodera de todos Feyre deve decidir em quem confiar e procurar aliados em lugares inesperados.  Neste terceiro livro da série a terra será pintada de vermelho enquanto exércitos poderosos lutam para controlar e se apoderar da única coisa que poderia destruir a todos. 



    Corte de Gelo e Estrelas
    Spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.
    Feyre, Rhys e seu círculo de amigos estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada através de muito esforço e perdas.
    Mas o Solstício de Inverno está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
    Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.


    Ainda não li Trono de Vidro, mas quando a Record investiu em Corte de Espinhos e Rosas (e suas lindas edições caprichadas com capas aveludadas e lindos arabescos) vi a oportunidade de conhecer a escrita de Sarah J. Mass, oportunidade essa que se concretizou com uma promoção imperdível na Black Friday com o box + o spin off praticamente sendo vendidos pelo preço de um só exemplar.
    A trilogia (que virou série com mais três livros) é uma fantasia releitura de A Bela e a Fera.
    Alguns dos trunfos aqui são que não há triângulos amorosos nem mocinha indefesa precisando ser salva e o amadurecimento dos personagens ao longo da narrativa é perceptível, além de que a autora aborda temas importantes como stress pós-traumático, relacionamento abusivo, recuperação emocional e casal construído sem pressa de maneira inteligente agregando valor à narrativa com coerência, sem muitos clichês e com algumas reviravoltas interessantes.
    Tenho certa implicância com livros hypados, sempre fico com os dois pés atrás quando vejo só elogios porque minhas expectativas vão lá nas alturas e acabo não achando tuuuudooooo issoooo, especialmente se a leitura é um pouco arrastada.
    Talvez seja porque a autora quis descrever detalhadamente a criação desse universo feérico para inserir o leitor na trama.
    Confesso que sou a favor de livros únicos então acho esse negócio de trilogia que vira spin off, e gera mais livríneos escritos com arcos deixados propositalmente abertos para novos livros uma coisa bem desagradável e muito desgastante, #prontofalei!
    Masssss se você gosta de fantasia se joga, até porque o que um gosta outro pode simplesmente detestar, é muito pessoal e ler é uma experiência <3
    Essa é uma história sobre sacrifícios, medo e coragem, e também sobre esperança, que é a talvez a força mais poderosa de todas.


    Quem aí já leu Corte de Rosas e Espinhos??
    E quem gostou??? Ou não ????
    O que você acha de livros em série????

    Abraços Literários e até a próxima



    sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

    Living Coral: A cor de 2019, segundo a Pantone


                                                                                  

    Desde 2000, a Pantone, (aqui) instituto considerado autoridade mundial em cores divulga uma cor para simbolizar o ano.
    O Living Coral, 16-1546, foi escolhido como a cor de 2019.

    Segundo a Pantone, a cor que é vibrante e também suave, nos acolhe reconfortando num ambiente em constante transformação.
    Reagindo às investidas da tecnologia digital e a consolidação da mídia social em nossas vidas, passamos a procurar experiências autênticas e imersivas que permitem simultaneamente a conectividade e a intimidade.
    A natureza envolvente do Living Coral 16-1546, nos encoraja a ter atitudes espontâneas, simbolizando a busca pela alegria e por otimismo.
    O Living Coral irradia familiaridade e vida, assim como a encontramos na natureza, onde fica escondida, por baixo do oceano. Esta cor energizante que enfeitiça o nosso olhar colocada no centro de nosso ecossistema vívido e cromático, evoca um caleidoscópio de cores diversas que são resguardadas pelas paredes de corais.

    Procurei por quase toda a estante e não tenho nenhum livro nessa tonalidade entre o rosa e o laranja  :( 
    Então selecionei três livros com capas em tons, meio laranja claro, meio damasco ou meio pêssego, fica valendo a intenção combinado????

                                                                                    

    Apresentação da Poesia Brasileira

    Uma das capas mais lindas é essa caprichada da Cosac Naify nessa edição do livro de Manuel Bandeira sobre a poesia brasileira.
    Este volume, na verdade, são dois livros em um.
    A primeira parte traz um panorama crítico dos poetas, escolas e movimentos que marcaram a poesia no país, de José de Anchieta ao Concretismo. Bandeira revaloriza obras esquecidas, acompanha com interesse a produção dos nomes que despontavam, como Drummond e Vinicius e faz questionamentos às vezes polêmicos.
    A segunda parte se organiza como uma antologia, gênero em que Bandeira se tornou perito: 125 poemas de 55 poetas, dos grandes clássicos como a "Canção do exílio" e o "Navio Negreiro" aos achados bandeirianos como os bissextos Pedro Nava e Pedro Dantas, chegando até Augusto de Campos e Ferreira Gullar.
     A edição traz seleção iconográfica da Biblioteca de José Mindlin.




    O último voo do flamingo

    Eu gosto de quase todas as capas da coleção do Mia Couto; mas essa é especialmente linda
    e a narrativa demonstra o enorme talento do autor em jogar com as palavras fazendo poesia tanto do que dói como do que causa contentamento de uma forma única numa história cheia de metáforas, críticas e ironia, o compromisso com o resgate de uma nova visão sobre a sua terra.
    Depois de um longo tempo de guerra civil, soldados das Nações Unidas estão em Moçambique para acompanhar o processo de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma vila imaginária, Tizangara, onde militares da ONU começam a explodir subitamente. 



                                                                                    

    Retalhos

    Uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no meio-oeste americano. 
    Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. 
    Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus - transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho.
    Ao mesmo tempo ele descreve a relação com o irmão mais novo. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com sensibilidade pelo autor.
    Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina - uma garota de alma poética e impulsiva, quase o oposto de Thompson - com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, do futuro, de Deus, e, enfim, do próprio amor.
    Retalhos traz as dores e as paixões dos melhores romances, mas dentro de uma linguagem gráfica própria e original.


    E vocês o que acharam da cor que a Pantone escolheu pra 2019?
    Qual desses livros vocês já leram ou gostariam de ler?
    E qual livro com capa coral vocês indicam a leitura?


    Abraços Literários e até a próxima.