Mitologia é minha
especialização em História então quando vi a indicação de Tróilo e Créssida, no
blog cultural Mata Hari e 007, blog super fofo, com excelente conteúdo e
recheado de resenhas bacanérrimas, da querida Pedrita fiquei louca para assistir.
Imaginem a felicidade do serumaninho aqui quando a peça
voltou em cartaz para uma nova temporada esse ano!
Tróilo e Créssida é uma narrativa de Shakespeare, um texto
beeeeem instigante e super atual.
Redescoberta
foi alçada ao topo pela modernidade e sátira com que é tratado o mote principal
e os paralelos.
O texto
não é tão conhecido talvez pelo desconforto que causa pelo conteúdo ácido que
desfaz sem piedade as estruturas do poder existentes em qualquer governo, em
qualquer época.
Não é uma tragédia convencional por que Tróilo não morre, mas morrem os sentimentos nobres como o amor, a honra e os valores intrínsecos.
O sentimento do protagonista é equivocado assim como a forma que ele idealiza a guerra.
É o fim do período de ouro dos heróis gregos cuja nobreza e hierarquia terminam com a morte de Heitor (meu crush <3 mitológico).
Não é uma tragédia convencional por que Tróilo não morre, mas morrem os sentimentos nobres como o amor, a honra e os valores intrínsecos.
O sentimento do protagonista é equivocado assim como a forma que ele idealiza a guerra.
É o fim do período de ouro dos heróis gregos cuja nobreza e hierarquia terminam com a morte de Heitor (meu crush <3 mitológico).
Composta
na mesma época de Hamlet é uma comédia que fala da moral, de uma guerra
inconclusiva e de um relacionamento frustrado.
Vale a reflexão e o debate sobre o que é essencial na vida.
Sinopse- Nos 400 anos da morte do, talvez, mais amado,
reverenciado e estudado dramaturgo de todos os tempos, William Shakespeare,
nada mais justo do que uma nova incursão na vastidão incomparável de tramas,
personagens e amplitude de sua obra imortal, encenada pela ótica incomparável
de Jô Soares.
Para tal comemoração, a escolha de Tróilo e Créssida, uma
comédia sinistra, irá propor ao público uma experiência rara, até para os
próprios admiradores do autor, dado que esta é uma de suas obras menos
conhecidas e encenadas em todo o mundo.
Num paralelo inquestionável aos tempos atuais, a obra é
considerada como o texto de Shakespeare que mais se aproxima do Brasil. As
personagens parecem oferecer ao público um espelho extremamente cruel para ser
contemplado e verdadeiro demais para ser aceito. Shakespeare apresenta, com
ironia avassaladora, um retrato devastador da condição humana numa denúncia de
nossas mazelas profundas.
Esta reflexão satírica é ressaltada na montagem através da
visão elegante, precisa e cômica de Jô Soares que, além de assinar a direção,
traduziu o texto em parceria com o roteirista Mauricio Guilherme.
Ficha Técnica e demais informações disponíveis
nos sites e endereço-
Informações: www.sesisp.org.br/cultura e
(11) 3146-7405/7406
Ingressos gratuitos reservados online pelo
site www.sesisp.org.br/meu-sesi
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria,
no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria:
Quarta a sábado, das 13h às 20h; domingo, das 11h às 20h.
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista
Quarta a Sábado às 20h | Domingo às 19h
Temporada 2016: de 15 de Outubro até 18 de dezembro
Temporada 2017: de 25 de Janeiro até 19 de Fevereiro
Nos dias 16 e 18 de fevereiro a
atriz Adriane Galisteu será substituída pela atriz Dani de Lova.
A peça
super vale a pena, é maravilhosamente encenada, os atores foram muito bem
escalados, os diálogos afiados, o figurino encantador e o cenário mágico!
A
coreografia de lutas é realização do lindo Nicolas Trevijano, o padre Fernando
da série Supermax.
Enfim, é uma incursão na pluralidade das tramas e personagens.
Super
recomendadíssimo, não percam, ainda dá tempo!
Abraços
Literários e até a próxima.



