O
deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas
rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em
algum lugar, os djinnis ainda praticam magia.
De
toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso,
principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possui
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possui
Nossa
protagonista é Amani, moradora
da Vila da Poeira, cidade isolada
no deserto de Miraji onde devido
a forte cultura árabe, a
mulher não tem muito espaço.
É
por isso que
seu maior sonho é para
Izman, a capital.
Obstinada
ela
decide participar de uma competição de tiro - disfarçada como
homem - é lá que conhece Jin, um forasteiro, e
a partir daí viverá aventuras que jamais pensou serem possíveis.
Nossa
protagonista se envolverá com tramas políticas, magia e romance.
Repleto
de ação o livro não vai decepcionar o
leitor fã de aventuras e emoção.
Não
há construção de “mundo e personagens reais”, a narrativa é
quase uma distopia, um “universo criado” pela autora com cultura
que traz seres mágicos e uma mitologia pontual que foi o ponto alto
da narrativa, embora pudesse ser melhor explorado.
O
destaque do livro é a ambientação e elementos tirados de
histórias como As Mil e Uma Noites foram muito bem inseridos, já
que o leitor consegue identificá-los espalhados pela narrativa.
Inclusive o hábito de contar histórias foi retratado pela autora.
As
criaturas do deserto impõem mesmo medo aos personagens e o trecho da
caravana é assustador, lembrando a resistência dos soldados frente
ao ataque das forças invasoras que nesse caso seriam o desconhecido
já que o deserto é praticamente um personagem colocado como
poderoso inimigo na história.
A escrita da autora é em primeira pessoa, dinâmica e com capítulos curtos.
Um
livro feito para discutir a representatividade e o papel da mulher na sociedade de forma
direta e
menos didática apresentando
uma reflexão
importante sobre o empoderamento feminino.
A
construção uma protagonista forte que busca mudar sua vida e
descobre aos poucos a importância de se responsabilizar por suas
ações (e que estas não serão sempre as ideais nem as mais
corretas). Honesta e insubordinada, não aceita injustiça e sabe o
que quer (fugir da sua vida miserável) e ela não só consegue, como
encontra um propósito para a si.
Já
do ponto de vista literário deixa a desejar em alguns aspectos.
Li
poucos livros com a temática desértica e sou fã confessa de
westerns então eu gostei dessa mistura inusitada de lobos
solitários, pistoleiros e deserto árabe.
É
uma boa leitura, para todas as idades, se for feita de maneira
descompromissada e sem expectativas.
.
Abraços
Literários e até a próxima.
