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Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Halloween Literário

       
                                                                                   
 
                                                                                     

Halloween na área e vamos conhecer os bonitos da vez para esse ano.
Se alguém quiser dar uma olhadinha nos livríneos do ano passado é só clicar aqui.




Lady Killers, Assassinas em série

As mulheres mais letais da história em uma edição matadora.
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes.
Mas as mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série?

Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas?
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz.

Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes.
Com um texto informativo, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.
Telfer disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas e contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — buscando entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais.

Além disso, questiona a “amnésia coletiva” a respeito dos assassinatos cometidos por mulheres. Por que falamos de Ed Kemper e não de Nannie Doss, a Vovó Sorriso, que dominou as páginas dos jornais americanos em 1950 por seu carisma e piadas mórbidas (ela matou quatro maridos)?
Por que continuamos lembrando apenas de H.H. Holmes quando Kate Bender recebia viajantes em sua hospedaria (e assassinava todos que ousavam flertar com ela)?

A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo ser humano.
Lady Killers: Assassinas em Série faz parte da coleção Crime Scene®: histórias reais, de assassinos reais, indicadas para quem tem o espírito investigador.
Através das páginas de Lady Killers: Assassinas em Série, os leitores vão perceber que estas mulheres eram inteligentes, egoístas e dispostas a fazer o que fosse necessário para ingressar no que elas viam como uma vida melhor.
Foram implacáveis e inflexíveis. Eram psicopatas, mas não eram lobos, não eram vampiros e não eram homens.
Mais uma vez, a ficha mostra: elas eram horrivelmente, e essencialmente, humanas.



                                                                                 

A Chama de Ember

Quinhentos anos atrás, Jack fez um pacto com um demônio e acabou como um lanterna cujo dever era guardar um dos portais que levam ao reino imortal, garantindo que nenhuma alma se infiltrasse onde não era bem-vinda.
Há tempos, Ember, uma simpática bruxinha, tenta enganar Jack para atravessar o portal. Insistente e sem temer os alertas finalmente consegue entrar na dimensão proibida com a ajuda de um vampiro misterioso, e então tem início uma perseguição frenética através de um mundo deslumbrante e perigoso.
Agora Jack precisa resgatar Ember antes que os universos terreno e sobrenatural entrem em colapso e se tornem um caos.

Nessa releitura da história do Jack Lanterna, o cavaleiro que fez um pacto com um demônio para salvar uma cidadezinha, se torna um vigia de uma encruzilhada, cuidando para que nenhuma alma desavisada atravesse a ponte e passe para o outro lado, ou Outro Mundo.
Assim tentando proteger esse local é que ele conhece Ember, uma jovem bruxa que consegue ir para o Outro Mundo com a ajuda de um vampiro e parte em busca da garota para salvá-la.
O livro lembra muito o filme O Estranho Mundo de Jack do Tim Burton e a autora usou referências de histórias de horror clássicas, como Frankenstein, A Ilha do Doutor Moreau, O Homem Invisível, Drácula e A lenda do Cavaleiro sem Cabeça inclusive com a citação do embate com Ichabod.
O próprio Jack, apesar de possuir uma cabeça, mantém um fragmento de sua alma em uma abóbora que paira à sua volta. Essa foi a forma que ele escolheu para manter sua chama.
A abóbora nunca envelhece nem se decompõe, mas pode se quebrar, o que deixaria sua alma vulnerável.
Acredito que para o gênero em questão romance fica um tanto fora do contexto
Sou traumatizada com a autora no que se refere à triângulos amorosos, isso por causa de “A Maldição do Tigre”, aqui ainda há o agravante de ter sido adicionado à narrativa um quadrado amoroso!
Massssssss “A Chama de Ember” é um livro único, então não vou precisar esperar seis livros para o final.

Com um Q de steampunk presente na participação de um Frank com partes do corpo humano e partes robóticas somos apresentados a várias pesquisas científicas unindo ciência e magia, fazendo inclusive um paralelo entre o nosso e o Outro Mundo, que está à nossa frente nessa área.

A autora poderia ter explorado melhor o mundo imortal e a história da Ember, mas o desenvolvimento da narrativa, apesar de ser interessante deixou a desejar.
Fantasia com blend de lenda, romance, aventura e uma pitada de mistério, que se não é perfeita, aqui pelo menos Colleen nos proporciona um final redondinho que merece uma conferida se você é fã do gênero ou do Jack Lanterna :p


Abraços Literários, sustos, travessuras, guloseimas e até a próxima.


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Meu Livro Violeta



Sinopse: “Meu livro violeta” é uma pequena joia da narrativa curta sobre o crime perfeito (se é que crime perfeito existe).
Mestre do suspense Ian McEwan descreve uma traição literária meticulosamente forjada e executada sem escrúpulos. Publicado em janeiro de 2018 na revista New Yorker, o conto revisita um tema caro ao autor e tratado em livros como Amsterdam: as ambivalências das relações de amizade entre dois artistas, com doses desmedidas de admiração e inveja.
                                                                                


Ao conto que dá título ao livro se segue o libreto “Por você”, escrito para a ópera de mesmo nome, de 2008, de Michael Berkeley. 
Profundo conhecedor de música, McEwan apresenta uma cativante história de amor e traição envolvendo quatro personagens: o regente e compositor Charles Frieth, sua esposa, uma admiradora, e o médico da família.
Em sua primeira incursão no universo da ópera, McEwan mostra que seu talento como criador de histórias segue sendo admirável.


                                                                                 


Em 2018, o autor inglês Ian McEwan completou 70 anos e para comemorar a data, a Companhia das Letras publicou Meu Livro Violeta, que reúne um texto inédito e um libreto, ambos tendo como premissa a traição.
Duas pequenas histórias para uma degustação do autor de “Reparação”, “Sábado”, “Serena”, “Solar”, “A Balada de Adam Henry”, “Amsterdam”, “Black Dogs”, Máquinas como eu” e “Enclausurado”.
O primeiro conto, Meu Livro Violeta, que dá título ao livro, tem a narrativa em primeira pessoa e traz duas marcas registradas da escrita do autor: a ironia e o humor negro, ao estilo britânico.
Aqui o personagem confessa um crime (literário) do qual não se orgulha (nem se arrepende).
A história conta como Sparrow e Tarbet se conheceram na faculdade, como as ambições literárias que eram inerentes aos dois os aproximaram e como o destino os separou.
Apesar das condições relativamente iguais para ambos, o sucesso, fama e dinheiro não acontecem para os dois da mesma forma.
Então em um ato de desespero, um deles toma a decisão de mudar suas vidas para sempre evidenciando as fraquezas humanas em uma crítica às vaidades presentes no meio literário.
A segunda história, Por Você, que pode ser designado como um crime de “falta de amor” conta a trajetória de um maestro que passa a sofrer abalos quando seus atos egoístas começam a refletir em todos à sua volta, em especial sua esposa.
A linha seguida por Ian é a mesma, com personagens que vão à extremos sem se importar em prejudicar o próximo para alcançar seus objetivos.
O roteiro foi escrito para uma ópera de mesmo nome de Michael Berkeley que estreou em 2008.

Para quem quiser conhecer a escrita do autor a obra tem tramas bem amarradas e uma leitura rápida em poucas (128) e boas páginas.
E se você já é fã do autor conta aaaaeeeee qual sua obra favorita dele??????

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Pintor de Memórias


                                                                                 


Sinopse- Um amor que atravessa o tempo. Uma equipe de cientistas prestes a fazer uma grande descoberta sobre a construção da memória e um medicamento milagroso capaz de revelar um mistério antigo.
Bryan Pierce é um renomado pintor cujos trabalhos deslumbram o mundo. Mas há um segredo para seu sucesso: cada tela é inspirada em um sonho excepcionalmente vívido. Sempre que acorda, ele adquire novas e extraordinárias habilidades, como a capacidade de falar línguas obscuras ou um gênio inexplicável para o xadrez. A vida inteira ele se perguntou se seus sonhos eram apenas sonhos ou se seriam memórias que ele experimentava de outras pessoas.
Linz Jacobs é uma neurogeneticista brilhante, dedicada a decifrar os genes que ajudam o cérebro a criar memórias. Ao visitar uma exposição ela se depara em um dos quadros de Bryan com a imagem de um recorrente pesadelo seu.
O encontro de Bryan e Linz desencadeia o sonho mais intenso do pintor: a visão de uma equipe de cientistas que, na iminência de descobrir uma cura para o Alzheimer, morre em uma explosão no laboratório.
Bryan fica obcecado pelas circunstâncias que cercam a morte dos cientistas, e seus sonhos aos poucos revelam o que aconteceu assim como um mistério que o leva ao Egito antigo.
Juntos, Bryan e Linz percebem um padrão em seus sonhos e que há um inimigo observando cada movimento deles e que não vai parar enquanto não atingir seu objetivo. 


O Pintor de Memórias, livro de estreia da texana Gwendolyn Womack, alterna os pontos de vista de Bryan e Linz, contando a história de ambos e mostrando que eles tem mais em comum do que a paixão pelo xadrez.
Bryan, que é capaz de reviver as memórias de outras vidas (e de outras pessoas), tem sonhos que são fragmentos de vidas passadas, mas por serem incompreensíveis ele opta por viver uma vida reservada e isolado mesmo sendo um pintor de sucesso, até conhecer a neurogeneticista Linz que descobre ter um de seus sonhos recorrentes em uma tela de Bryan que agora sabe tem mais alguém que já viveu aquelas lembranças.
A autora tem uma escrita instigante e te conduz pela narrativa apresentando elementos que permitem a compreensão da história ajudando a costurar a colcha de retalhos.
As questões e aventuras que Bryan e Linz vivenciam tornam as descobertas peças de um quebra cabeças que o leitor vai juntando ao acompanhar cada memória da história de vida dos dois personagens em diferentes épocas.
A premissa é instigante e apesar do final em aberto e de que em alguns momentos a narrativa não flui como deveria (um tiquinho de perda de ritmo talvez por serem muitas as histórias ou talvez porque pudesse ter sido melhor trabalhada na cadência) eu gostei bastante da obra (já que tudo o que é preciso para compreender o panorama da obra está lá) e também do plot twist final.

Se você gosta de mistério, aventura, arte, história, ciência e filosofia de vidas passadas e loopings temporais dê uma chance para essa leitura e vai se surpreender com uma viagem fantástica através do tempo junto com os nossos personagens.

Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 26 de julho de 2019

120 anos do nascimento de Hemingway


                                                                             
 


Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar, que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se Levanta.

                                                                               


Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue.
Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa – surgem os tubarões.

A narrativa gira em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700 quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Ganhador do Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como Manolim.
Simples, com precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito, sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já leu??????????
Qual sua obra favorita do autor????
Conta aí!


Beijos Literários e até a próxima.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Assombração da Casa da Colina


                                                                               


Sinopse- Considerada uma das melhores histórias de terror do século XX, A Assombração da Casa da Colina promete calafrios aos seus leitores. Vista por mestres como Stephen King e Neil Gaiman como a rainha do terror, Shirley Jackson entrega um livro perturbador sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural.
Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas.
O mesmo convite é feito a Theodora, uma “sensitiva”, e Luke, o herdeiro da mansão.
Mas o que começa como uma exploração bem-humorada se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores.
Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida e a sanidade de todos está em risco.


A Assombração da Casa da Colina de terror mesmo não tem nada :p o que temos é uma pegada de suspense psicológico.

A narrativa gira em torno do antropólogo Dr. John Montague que quer escrever uma obra definitiva sobre causas e consequências de transtornos psíquicos em uma casa conhecida como assombrada.
Para isso ele aluga um imóvel famoso por episódios inexplicáveis e planeja passar uma temporada lá na companhia de convidados cujos perfis possam ser útil à pesquisa.
Obviamente, escolhe pessoas com alguma desordem psicológica: a pertubada Eleanor, a sensitiva Theodora e um dos herdeiros da casa, Luke.

Durante boa parte da obra a autora descreve a casa, desde quem a construiu até a atual proprietária, a Sra. Gloria Sanderson. Infelizmente o enredo não aproveita as histórias lá vividas.
A autora tem uma boa escrita e se empenha na construção do psicológico de cada personagem, mas quase não usa as informações que ela mesma plantou desperdiçando camadas que poderiam criar personagens bem construídos e instigantes.

Há um clima de tensão pela expectativa criada de que algo assustador acontecerá a qualquer instante (e que não acontece :p).
Acho que a ideia seria mais interessante se o grupo realmente vivenciasse as experiências que “imaginavam” ter.
Tudo vira uma grande confusão onde nada faz sentido.
Talvez a proposta da autora fosse criar uma interpretação dúbia sobre existir assombração na casa ou tudo não passar de imaginação da mente dos convidados, mas não funcionou e o término rápido da leitura piorou ainda mais a situação.

"A casa da colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia 80 anos e talvez continuasse por mais 80.”

A protagonista dessa história no fim das contas é a Casa, que de tão mencionada torna-se o quinto morador.
Nada nela soa agradável ou convidativo e de certa maneira parece que foi feita para aprisionar quem ali entra. 
Na narrativa a autora argumenta que uma assombração não proporciona um mal físico nem traz perigo quanto a integridade corporal. Ela é descrita como letal, descobre sua fraqueza, aquela que você nem sabia que existe e usa para atingi-lo.
O livro não é um terror com fantasmas, espíritos ou sobrenatural, acho importante esclarecer para que o leitor do gênero não se decepcione. A assombração é o que a casa à tona de mais sombrio que temos dentro de nós mesmos.
                                                                            

Clássico da literatura de terror teve uma “livre adaptação” com a série “A Maldição da Residência Hill” na Netflix onde traz várias referências à obra.

Abraços Literários e até a próxima.





segunda-feira, 29 de abril de 2019

O Vitral Encantado-


                                                                              


Sinopse: O avô de Andrew Hope acabou de falecer e lhe deixou seu casarão como herança.
Ele era um grande mago e Andrew herdou também o campo de proteção da propriedade (o que automaticamente o torna responsável pela segurança de todos os que vivem ali) e um curioso artefato: um vitral de muitas cores e claramente mágico.
Quando o jovem Aidan Cain, caçado pelos temidos Perseguidores, surge em sua porta à procura de abrigo, Andrew encontra nele um amigo para desbravar os arredores do casarão. E com Aidan ele vai descobrir que o passado de sua família pode ter muito mais magia do que imaginava.
Diana Wynne Jones nos proporciona uma aventura delicada e cheia de humor britânico moderno. 
O Vitral Encantado é um prato cheio para os fãs de Neil Gaiman e outros autores de fantasia. 

                                                                           


O Vitral Encantado é um infantojuvenil com gostinho de quero mais.
Na obra nosso protagonista Andrew, que trabalha em uma faculdade e sonha em escrever um livro, recebe como herança deixada pelo avô uma gigantesca propriedade com um campo mágico de proteção que a cerca.
O lugar é de uma singularidade e magia intensas, e ao invés da calmaria e tranquilidade que ele esperava encontrar, uma sucessão de aventuras e acontecimentos extraordinários aguardam por ele, tudo intimamente relacionado ao vitral colorido na porta da cozinha.
Então temos o aparecimento do sr Brown, dono das outras propriedades além de Melstone House.
O que ele quer? Tomar posse da herança de Andrew.
Será que ele conseguirá?

O livro narrado em terceira pessoa é uma delícia de ler, cheio de sacadas divertidas e inteligentes ao estilo inglês, mexe com a imaginação e tem a escrita fluída, encantadoramente mágica, cheia de mistério, aventura e fantasia.
Um infantojuvenil para crianças de todas as idades.

Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Deixada para trás-


                                                                                   


Sinopse- Nicole Cutty e Megan McDonald são alunas do ensino médio na pequena cidade de Emerson Bay, Carolina do Norte. Quando elas desaparecem de uma festa na praia em uma noite quente de verão, a polícia inicia uma busca maciça. Nenhuma pista é encontrada e a esperança é quase perdida, até Megan milagrosamente aparecer depois de escapar de um bunker na floresta.
Um ano depois, o best-seller de sua provação transformou Megan de heroína local à celebridade nacional. É uma história triunfante e inspiradora, exceto por um detalhe inconveniente: Nicole ainda está desaparecida.
A irmã mais velha de Nicole, Livia, é uma perita forense e espera que um dia o corpo de Nicole seja encontrado. Em vez disso, a primeira pista vem de outro corpo que aparece de um jovem ligado ao passado de Nicole. Livia vai até Megan para pedir ajuda, esperando descobrir mais sobre a noite em que as duas foram levadas. Outras meninas também desapareceram e Livia está convicta de que os casos estão conectados.
Mas Megan sabe mais do que ela revelou em seu livro. Flashes de memória se juntam apontando para algo mais monstruoso do que sua memória descreve.
E quanto mais ela e Livia cavam, mais elas percebem que às vezes o verdadeiro terror está em encontrar exatamente o que você está procurando.


Em Deixada para trás conhecemos a história de Nicole e Megan, duas jovens estudantes de Emerson Bay, na Carolina do Norte, que desaparecem de uma festa à beira do lago.
A polícia e os habitantes locais se empenham nas buscas, mas seus esforços não resultam em nada. Quando eles estão quase perdendo a esperança de desvendar o que ocorreu na noite do desaparecimento, Megan escapa do cativeiro e volta em segurança para casa.
Um ano depois ela lança um livro contando o que sofreu naquelas duas semanas de cativeiro.
As vendas disparam e ele se torna um best-seller.
Entretanto, a outra garota, Nicole ainda não foi encontrada e Livia, perita forense, irmã mais velha dela está decidida a saber o que aconteceu na noite do seu desaparecimento e depois de encontrar um corpo nas redondezas surgem pistas que podem estar ligadas ao sequestro de Megan e Nicole, trazendo de volta os antigos acontecimentos à tona.

Um suspense investigativo bem trabalhado e com uma narrativa de tirar o fôlego intercalando entre presente e passado com capítulos narrados do ponto de vista de Lívia, Nicole e do sequestrador, envolvendo cada vez mais o leitor na narrativa que fica ansioso para saber como a trama será resolvida.

Com diversas reviravoltas, o livro é envolvente e o thriller eletrizante torna a leitura bem ágil.
No final as peças se encaixam e todas as perguntas são respondidas de maneira simples, mas satisfatória.

Uma boa leitura para quem gosta de thriller investigativo.

Abraços Literários e até a próxima.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash


                                                                               
                                                             
Sinopse- Conhecido por sua colaboração com Neil Gaiman em Sandman – Dave McKean assombra o universo dos quadrinhos desde o premiadíssimo Cages em 1991.
Agora, a DarkSide Books apresenta a nova graphic novel do multiartista, baseada na vida de Paul Nash, pintor inglês surrealista que combateu na Primeira Guerra Mundial.
Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash aborda esse período na vida do pintor, que iria marcar sua produção artística posterior, e compõe, através das suas lembranças um painel multifacetado sobre como a guerra nos modifica e como lidamos com o trauma, a perda e a dor que ela provoca.
Black Dog se utiliza de diversas técnicas e estilos transformando a estética e a linguagem da memória, dos sonhos e dos pesadelos: repleta de elipses, confusões e alterações próprias deste estado entre o sono e a vigília, que nos trai, subtrai, acrescenta, confunde, influencia e por vezes forma a nossa percepção da realidade.
De forma arrebatadora, McKean transforma em imagens poderosas as emoções registradas por Paul Nash sobre o conflito e o que resta àqueles que sobrevivem.

Conheci Dave como muitos de vocês, através de Sandman e me encantei com seu surrealismo incrível.
Em Black Dog, a graphic novel retrata a vida de Paul Nash de maneira onírica e com uma poetice sensível compondo uma obra de arte perturbadora e ao mesmo tempo bela superando todas as expectativas.
Nos sonhos de Paul, suas lembranças são distorcidas e o medo prevalece em vários momentos, marcado pela presença constante de um cão.
Paul Nash foi um influente pintor surrealista, essencial no modernismo da arte britânica, que produziu algumas das pinturas icônicas da Primeira Guerra Mundial inspiradas em sua experiência como oficial do Exército. A arte para Paul ressignifica sua própria existência e constitui papel decisivo em seu processo de cura transformando a arte em refúgio psicológico.
A obra nos insere em seus sonhos resgatando seus traumas e como eles o definiram como artista.
McKean que utiliza como inspiração biografias, documentários e materiais diversos sobre o veterano artista consegue transmitir um clima dos sonhos com qualidade artística absurda.
A obra traz memórias de soldados reais e todas as histórias se somam em uma única e comovente narrativa destacando-se pela versatilidade e mesclando diversas técnicas. Cada capítulo é um sonho narrado com técnica de pintura diferente e o resultado é um quadrinho que foge do convencional, e só por isso já valeria a leitura.
O texto é muito simples e promove reflexões sobre as angústias, incertezas e dores de um jovem buscando compreender o mundo ao seu redor em meio aos horrores de uma guerra.

É necessário acrescentar que pela simplicidade do texto provavelmente não vá agradar a todos os leitores e o fato de ter sido lançado pela Caveirinha vai passar uma ideia errada que pode decepcionar os colecionadores, masssssss eu acho que a obra não deveria ser restrita aos fãs de Paul ou Dave e sim cumprir sua proposta de reflexão e de absurda qualidade artística.

Abraços Literários e até a próxima.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A Guerra que Salvou a Minha Vida


                                                                                


Sinopse- Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão caçula sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e Jamie deixarem Londres e partirem em busca de uma vida melhor.

Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos, A Guera que Salvou a Minha Vida é um livro contado por crianças durante a guerra, assim como O Garoto do Pijama Listrado, Diário de Anne Frank e A Menina que Roubava Livros, mas aqui a premissa é diferente, como o próprio título diz vai retratar a vida de uma menina que teve na guerra uma chance de mudar de vida.

A autora, Kimberly Bradley vai além de uma “história de superação” apresentando um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra, e de como conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha.
No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa sendo discriminada pela própria mãe que a humilhava emocional e psicologicamente, inclusive lhe castigando fisicamente e sendo impedida de sair sendo trancada no quarto ou em um armário escuro e mesmo sem poder andar tinha que cozinhar, limpar e cuidar do irmãozinho.

Com a Alemanha avançando e a guerra chegando cada vez mais perto de Londres, ela assim como muitas outras crianças, é enviada para o interior para ficarem em segurança e são abrigadas por Susan. O que é um pesadelo para a maioria, para Ada e Jamie é o fim da crueldade e o início de uma relação de amor fraternal com refeições decentes, roupas limpas, cama quentinha, banhos e nada de surras.

A narrativa crua, sincera e desconcertante mostrada pela ótica de uma garotinha que apesar da pouca idade tem clareza e franqueza impressionantes proporciona uma leitura que mostra o amor como uma força poderosa capaz de transformações inimagináveis. E se por um lado, o livro nos apresenta a desumanidade de que algumas pessoas são capazes, também nos mostra atitudes angelicais de quem quer realmente praticar a bondade.

Um infantojuvenil, para leitores de todas as idades, onde somos inseridos numa dolorosa história que nos apresenta um recomeço e a cura, que nos leva a torcer, acompanhar e celebrar com Ada cada pequena conquista e a superação do medo, da angústia, da desconfiança, das mágoas e da tristeza.
Emocionante, real e impactante, vale muito a pena a leitura.

Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Homem de Giz-


                                                                            


O livro escrito pela C. J. Tudor, O Homem de Giz, conta a história do Eddie Adams em momentos alternados entre 1986 e 2016. Em 1986  aparecem os homens de giz – uma linguagem secreta de Eddie e seus amigos, para se comunicarem entre si, categorizada por cores.
O grande mistério, são os desenhos que começam a aparecer que não são de autoria de nenhum deles e os levam a descobrir um assassinato.
Em 2016 Ed nos conta um pouco da sua vida, seu passado, sua rotina, seus medos, traumas e frustrações. O presente mostra como ele lida com o ocorrido de 30 anos atrás, que ainda o assombra, e trás de volta o mistério do assassinato, que ainda não foi totalmente solucionado.
Em capítulos alterando o presente e o passado, somos conduzidos a uma história capaz de te fazer criar inúmeras teorias ao longo da leitura. 

Elogiado pela crítica e comparado a Stieg Lason (resenha aqui) e Jo Nesbo de O Boneco de Neve (resenha aqui) só pode ser muito bom né non????
Não! Ou melhor dizendo não é ruim nem bom :(
O livro é simples (e superficial), as relações de amizades do Ed e as características dos personagens são narradas de forma descritiva (literalmente), sem investir nas relações ao longo da narrativa e há falta de diálogos interessantes.
Não é misterioso nem perturbador. Só lá pela pág. 170 a leitura fica mais fluída e os mistérios começam a se alinhavar. O que na minha opinião demorou demais para acontecer.
Inspirado (e com excessooooo de referências que fazem perder o encanto pela história e atrapalha muitooooo a leitura) em obras com grupos de crianças como protagonistas, como: Stranger Things, Conta Comigo, It- A Coisa, e  lembrando O Corpo e Às vezes eles voltam; há todo aquele clima de mistério e pessoas com seus próprios segredos que aqui estão inseridos numa trama onde a autora infelizmente não conseguiu imprimir sua personalidade e acompanhamos uma colcha de retalhos com elementos de vários lugares que não se sustentam sozinhos.
O desenvolvimento dos personagens é fraco, o protagonista não causa identificação com o leitor, o enredo é previsível, as explicações (que não tem ligações entre si a não ser o fato de terem acontecido no mesmo lugar) são um amontoado de coincidências soltas.
A favor do livro o fato de alertar para a violência doméstica, fanatismo religioso, aborto, bullying e demência.
Não posso também deixar de elogiar a capa diva, com textura de giz, miolo preto e folhas pretas entre os capítulos.
Masssssss dá pra ficar sem ler. 

Quem aí já leu ????
Qual sua opinião sobre o livro???

Abraços Literários e até a próxima.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Corte de Espinhos e Rosas- Série Acotar



Corte de Espinhos e Rosas

Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos depois Feyre é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformado em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.


                                                                                

Corte de Névoa e Fúria 

 Nessa continuação, a jovem Feyre assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, ainda pior que o anterior se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.


                                                                                 

Corte de Asas e Ruínas

 A ameaça de guerra paira sobre todos neste terceiro volume da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre retorna a Corte Primaveril determinada a coletar informações sobre as manobras de Tamlin e do rei invasor, que ameaça subjugar Prythian ao seu poder. Mas, para fazê-lo, ela deve jogar um perigoso jogo de mentiras - e um deslize pode significar condenação não só para ela, mas para seu mundo também. À medida que a guerra se apodera de todos Feyre deve decidir em quem confiar e procurar aliados em lugares inesperados.  Neste terceiro livro da série a terra será pintada de vermelho enquanto exércitos poderosos lutam para controlar e se apoderar da única coisa que poderia destruir a todos. 



Corte de Gelo e Estrelas
Spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas.
Feyre, Rhys e seu círculo de amigos estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada através de muito esforço e perdas.
Mas o Solstício de Inverno está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem.
Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.


Ainda não li Trono de Vidro, mas quando a Record investiu em Corte de Espinhos e Rosas (e suas lindas edições caprichadas com capas aveludadas e lindos arabescos) vi a oportunidade de conhecer a escrita de Sarah J. Mass, oportunidade essa que se concretizou com uma promoção imperdível na Black Friday com o box + o spin off praticamente sendo vendidos pelo preço de um só exemplar.
A trilogia (que virou série com mais três livros) é uma fantasia releitura de A Bela e a Fera.
Alguns dos trunfos aqui são que não há triângulos amorosos nem mocinha indefesa precisando ser salva e o amadurecimento dos personagens ao longo da narrativa é perceptível, além de que a autora aborda temas importantes como stress pós-traumático, relacionamento abusivo, recuperação emocional e casal construído sem pressa de maneira inteligente agregando valor à narrativa com coerência, sem muitos clichês e com algumas reviravoltas interessantes.
Tenho certa implicância com livros hypados, sempre fico com os dois pés atrás quando vejo só elogios porque minhas expectativas vão lá nas alturas e acabo não achando tuuuudooooo issoooo, especialmente se a leitura é um pouco arrastada.
Talvez seja porque a autora quis descrever detalhadamente a criação desse universo feérico para inserir o leitor na trama.
Confesso que sou a favor de livros únicos então acho esse negócio de trilogia que vira spin off, e gera mais livríneos escritos com arcos deixados propositalmente abertos para novos livros uma coisa bem desagradável e muito desgastante, #prontofalei!
Masssss se você gosta de fantasia se joga, até porque o que um gosta outro pode simplesmente detestar, é muito pessoal e ler é uma experiência <3
Essa é uma história sobre sacrifícios, medo e coragem, e também sobre esperança, que é a talvez a força mais poderosa de todas.


Quem aí já leu Corte de Rosas e Espinhos??
E quem gostou??? Ou não ????
O que você acha de livros em série????

Abraços Literários e até a próxima



quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tudo e todas as coisas-


                                                                             

Sinopse- A doença que Madeline tem é rara. Basicamente, é alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não sai de casa. Não saiu uma vez sequer em 17 anos.
As únicas pessoas que vê são sua mãe e sua enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Ela olha pela janela e o vê. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que ela está olhando e a encara. Seu nome é Olly.

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo.
E, é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”

                                                                                 

Enquanto todos curtiam a experiência de ler esse livríneo (é uma experiência) nem liguei para a modinha (sick-lit não é meu gênero literário favorito) até assistir o filme, amar a narrativa ágil e... ser surpreendida pelo final.
Todos dizem que acertaram o desfecho, para mim foi uma surpresa.

                                                                              

Tudo e Todas as Coisas tem seus clichês, mas isso não o desmerece de forma alguma, o carisma dos personagens, a escrita fluída da Nicola Yoon e as diferentes formas que ela criou para representar a trama como ilustrações, tabelas, listas, relatórios de vigia, prontuários médicos, desenhos, short reviews ou a presença de um astronauta atento, além da dinâmica estendida às mensagens trocadas entre Madeline e Olly que dão o tom fofiiiiiiiiinho à narrativa prendem o leitor no início ao fim.


                                                                               

O livro é narrado por Maddy, uma garota de 18 anos que sofre de uma rara doença chamada Imunodeficiência Combinada Grave (IDCG), também conhecida como “doença da criança na bolha”, o que quer dizer que ela é basicamente alérgica ao mundo.
Madeline vive em uma casa adaptada e passa os dias em seu quarto branco, de paredes brancas e prateleiras brancas.
No seu mundo tudo é branco, exceto as lombadas coloridas de seus livros devidamente descontaminados e selados à vácuo.
Suas únicas companhias são sua mãe, e médica; sua enfermeira e amiga Carla, e seus livros.
O bacana é que Maddy não é como as outras mocinhas dos sick-lit, ela não se queixa o tempo todo da sua doença, não se deixa definir nem se abalar pela sua condição e procura viver a vida da melhor maneira que consegue.
Até o dia em que Olly se muda para a casa ao lado.
Somente quando ele entra em sua vida que Madeline começa a pensar em possibilidades e acompanhar esse relacionamento tão puro (e fadado ao fracasso) foi emocionante.

Será que Maddy colocaria em risco a própria vida por amor? Como sua mãe super protetora vai lidar com a situação? E como fica Olly no meio de tudo isso, sendo que ele próprio tem bastante com o que lidar na própria casa?

Eu amei Tudo e Todas as Coisas, ele é incrivelmente fofo com um final inesperado que superou minhas expectativas.
Os capítulos são bem curtos e é o tipo de livro que você lê de uma sentada.

Aos amantes de YA (Jovem Adulto) digo para se jogarem nessa obra que não chega a ser inovadora, mas conquista pela química entre os personagens cativantes e a doçura do que está sendo contado.
E para quem não é fã de romances (como eu) acredito que todo leitor vai encontrar algo interessante nesse livro, nem que seja repensar o privilégio que é ser livre, conheçam a trama e se permitam surpreender com a história de Madeline.

Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Leve-me com você


                                                                              


Sinopse- August Shroeder é um professor de ciências desacreditado e um alcoólatra em recuperação.
Todos os anos, seu destino nas férias de verão é a estrada. Em seu trailer, ele percorre quilômetros e mais quilômetros nas rodovias para visitar belíssimos parques e reservas naturais.
Seu plano era visitar o Parque Nacional Yellowstone com seu filho, Phillip, mas agora não há ninguém no banco do passageiro — apenas um punhado de cinzas guardado no porta-luvas, em uma garrafa de chá carregada de significado.
Quando o trailer quebra, ele busca conserto na oficina mais próxima. Mas, além do motor home pronto para seguir viagem, ele sai de lá com dois garotos a tiracolo — seus novos companheiros nessa road trip — e a chance de repaginar uma viagem que tinha tudo para ser melancólica e permeada por lembranças doloridas.
É com a sensibilidade e encanto que Catherine Ryan Hyde fala sobre honestidade, luto, perdas, conquistas e transformações trazendo à tona uma discussão sobre a imprevisibilidade da vida e como família nem sempre significa ter o mesmo sangue.


August passa os seus verões nas estradas da América conhecendo parques nacionais e reservas naturais.
Mais um verão chegou e ele está com as malas prontas ao lado do seu fiel amigo Woody, um cãozinho que o acompanha em suas aventuras em um trailer.
Contudo essa não seria uma viagem feliz.
Ele queria viajar com seu filho ao Parque Nacional Yellowstone, mas agora o que resta são as cinzas do garoto guardadas no porta-luvas, em uma garrafa de chá.
O seu objetivo é levar as cinzas de Phillip e jogá-las nos lugares mais fascinantes que encontrar durante o trajeto.

Tudo muda quando o trailer quebra e August conhece o mecânico Wes que tem dois filhos.
Wes está prestes a ir para a prisão e convence Augusta levar as crianças em sua viagem.
A princípio ele não aceita, mas é convencido por Seth, o irmão mais velho, um menino sério e corajoso e Henry, o caçula, tímido e observador que sempre escolhe o silêncio.
Como será essa viagem?????

Durante a jornada, os três e o cão Woody, criam e estabelecem uma forte amizade, e August se torna um pouco “pai” dos garotos.
O livro é divido em três partes: Nas duas primeiras temos Seth e Henry ainda crianças e acompanhamos o crescimento deles assim como os gestos simples de August para protegê-los ao mesmo tempo em que tenta não se apegar.
Na terceira parte há um salto temporal na história e uma inversão de papéis emocionante.

Os personagens são bem “reais” e é possível perceber o amadurecimento deles no transcorrer da narrativa.
Essa é a grande sacada do enredo, pois os personagens são problemáticos, comuns e invariavelmente lidam com problemas sérios.
Com ótima ambientação, é uma viagem transformadora sobre honestidade, luto, maus tratos na infância, perdas e conquistas se aprofundando no que é essencial na vida de todos nós: o amor.

                                                                              

A edição com folhas de bordas azuladas têm um mapa da região em que a história se passa proporcionando maior imersão.

Uma história simples e reflexiva sobre questões interpessoais, sem reviravoltas e com assuntos importantes.
A autora retrata a importância da família deixando claro que não precisa ser de sangue.
Dá vontade de viajar com esse quarteto <3
O selo DarkLove da DarkSide® Books é isso bebês: pura emoção!

Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O Boneco de Neve (Harry Hole #7)- Livro e Filme


                                                                             


Sinopse- No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras. O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente. 


                                                                             


O Boneco de Neve, aclamado livro do autor Jo Nesbø, lançado em 2007 - sétimo volume na série Harry Hole - apresenta um thriller de investigação criminal envolvendo o famoso detetive na caça de um serial killer que sempre aparece quando cai o primeiro floco de neve.
Muitos disseram ser necessária a leitura dos livros anteriores da franquia.
Sinceramente não acho que faça diferença para entender o perfil dos envolvidos na trama e não há dificuldade em acompanhar a narrativa..
Apesar de ser o sétimo volume da série, pode ser lido como único por tratar de um caso isolado.
Na obra acompanhamos o detetive anti-heroi, sombrio, alcoólatra, atormentado, marcado por perdas e erros que provocaram traumas, mas inteligente e justo.
Excelente no que faz é obsessivo, racional e intuitivo na medida exata, além de ser tratado como lenda no centro de investigações.

                                                                                


Todos os personagens são suspeitos em algum momento!
A trama é sinistra e bem orquestrada. Nós conhecemos o killer na infância, mas não sabemos quem ele se tornou quando adulto.
Os bonecos de neve são mensagens, e decifrá-las é o maior desafio enfrentando pelos investigadores.
Jo Nesbø é detalhista na descrição das cenas do crime e também ao traçar o perfil de seus personagens.
Os capítulos são pequenos e a mudança constantes dos cenários, situação e espaço de tempo promove ainda mais suspense.
É o tipo de história que constrói um clima de tensão durante a investigação e de repente te apresenta novas possibilidades e teorias, as pistas já não parecem tão verídicas e novos fatos são colocados em jogo, personagens irrelevantes crescem, isso sem falar nos sustos e a sensação de "como eu não vi isso antes?”.
Destaque para os personagens secundários de Katrine Bratt, que divide ótimos momentos de interação com o protagonista; Rakel, um antigo caso de Harry; Arve Støp e Gunnar Hagen que são essenciais para o desenvolvimento da trama.

Não é o tipo de livro que dá pra deixar de lado, guardar na mochila ou esquecer na gaveta.
Precisa estar ao alcance das mãos prontinho para ser lido em qualquer oportunidade.
O autor soube entregar uma obra completa que vai agradar os fãs do gênero e siiiiiim mereceu todo o hype que teve.


                                                                              


O longa baseado no livro de mesmo nome acompanha o detetive Harry Hole (Michael Fassbender) e suas investigações sobre as ações de um serial killer que deixa um boneco de neve sempre que faz uma nova vítima.
O filme acerta ao instigar a dúvida sobre a identidade do assassino, proporcionando pistas falsas sobre vários personagens e causando aquela sensação que sentimos ao assistir um bom suspense e achamos que descobrimos a solução do mistério, mas acabamos nos surpreendendo.
Apesar de problemas de bastidores como um longa feito às pressas pelo diretor Tomas Alfredson, errinhos no roteiro (e edição) e alguns enganos nas atuações, não houve grandes danos colaterais.
Pra quem gosta do gênero é uma ótima oportunidade de conferir a obra de Jo Nesbø e se encantar com belas cenas de neve filmadas na Noruega.


Abraços Literários e até a próxima.