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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

                                                                                 

Um reality musical protagonizado por animais e transformado em filme.

Dirigido e roteirizado por Garth Jennings, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta é uma animação divertida que além de fazer o público dançar na cadeira do cinema ao som de músicas conhecidas, ainda traz mensagens inspiradoras de superação, força, família e sucesso.
A animação parece dirigida ao público infantil, mas não se deixe enganar já que os adultos podem se divertir ainda mais que os pequenos.
A história gira em torno de um antigo teatro que apresentava produções de sucesso.
Apaixonado pela música e o show business, desde pequeno Buster Moon, um coala fofo, sonhava em ser dono do teatro.
Com muito esforço alcança o seu objetivo ao inaugurar o tão sonhado Teatro Moon que com o passar dos anos vai perdendo seu status e angariando dívidas fazendo com que ele, para salvar o teatro que é o palco de sua vida, tenha a  ideia de realizar um reality musical para selecionar as melhores vozes que participará de uma grande apresentação.
No entanto, sua assistente, Dona Kiki, comete um “pequeno” erro que atrai atenção de milhares candidatos.

                                                                                 

Assim que sabemos sobre a história do teatro e de seu dono, a câmera passeia pela cidade e entra na casa dos personagens principais para conhecermos cada um deles. 
Rosita, dona de casa e mãe de 25 porquinhos. Por ser workaholic, ela não tem tempo para se dedicar a outras atividades como cantar, algo que ela faz com muito amor.
Ash, é uma porco-espinho adolescente que adora rock, toca e canta ao lado do namorado Lance que sempre apaga seu brilho e desdenha de seu talento.
Meena, uma elefanta que mora com a mãe e os avós, tem uma voz estonteante que envolve qualquer um que esteja por perto, porém, o que a impede de cantar é a timidez e o medo de subir em um palco.
Johnny, um gorila adolescente que canta fabulosamente, mas mantém isso em segredo, já que seu pai quer que ele siga os negócios de “roubo em grupo” da família.
Günter, um porco irreverente, que ama dançar ao som de Lady Gaga e não se importa nenhum pouco com o que os outros possam pensar a respeito dele.
Por fim, temos o rato Mike, um músico de rua que toca saxofone e canta lindamente, mas possui um ego maior que o mundo.
Com nada em comum, o que une todos eles é a paixão pela música.
O roteiro é equilibrado e acerta tanto na apresentação dos personagens quanto na representação de um reality musical que estamos acostumados: sonhos individuais, inúmeros candidatos,  testes de audição, treinamento e grandes expectativas.
A história trabalha muito bem assuntos bastante discutidos nos dias de hoje, como o fracasso, medo, trabalhos domésticos, relacionamentos conturbados, escolhas, narcisismo, solidão, superação e, é claro, sucesso.
O espectador  vai amar a trilha sonora do filme que vai de Limp Bizkit, Katy Perry, Lady Gaga e Taylor Swift até Frank Sinatra com “My Way”, o jazz “Take Five” de Dave Brubeck, “Bamboleo” de Gipsy Kings e “Hallelujah”.

Sing – Quem Canta Seus Males Espanta tem um final que agrada, redondo e fofo.
É um filme que faz cantar e traz mensagens clichês, mas fácil de criar identificação com pelo menos uma delas em algum momento.
Vale muito a pena a animação, entretenimento despretensioso e muito fofiiiiiinho.

Abraços Literários e até a próxima.