Um reality musical protagonizado por animais e transformado
em filme.
Dirigido e roteirizado por Garth Jennings, Sing – Quem Canta Seus Males Espanta é
uma animação divertida que além de fazer o público dançar na cadeira do cinema
ao som de músicas conhecidas, ainda traz mensagens inspiradoras de superação,
força, família e sucesso.
A animação parece dirigida ao público infantil, mas não se
deixe enganar já que os adultos podem se divertir ainda mais que os pequenos.
A história gira em torno de um antigo teatro
que apresentava produções de sucesso.
Apaixonado pela música e o show business, desde pequeno Buster Moon, um coala fofo, sonhava em
ser dono do teatro.
Com muito esforço alcança o seu objetivo ao inaugurar o tão
sonhado Teatro Moon que com o passar dos anos vai perdendo seu status e
angariando dívidas fazendo com que ele, para salvar o teatro que é o palco de
sua vida, tenha a ideia de realizar um
reality musical para selecionar as melhores vozes que participará de uma grande
apresentação.
No entanto, sua assistente, Dona Kiki, comete um “pequeno” erro que atrai atenção de milhares
candidatos.
Assim que sabemos sobre a história do teatro
e de seu dono, a câmera passeia pela cidade e entra na casa dos personagens
principais para conhecermos cada um deles.
Rosita,
dona de casa e mãe de 25 porquinhos. Por ser workaholic, ela não tem tempo para
se dedicar a outras atividades como cantar, algo que ela faz com muito amor.
Ash, é uma porco-espinho adolescente que adora
rock, toca e canta ao lado do namorado Lance que sempre apaga seu brilho e
desdenha de seu talento.
Meena, uma elefanta que mora com a mãe e os avós,
tem uma voz estonteante que envolve qualquer um que esteja por perto, porém, o
que a impede de cantar é a timidez e o medo de subir em um palco.
Johnny, um gorila adolescente que canta
fabulosamente, mas mantém isso em segredo, já que seu pai quer que ele siga os
negócios de “roubo em grupo” da família.
Günter, um porco irreverente, que ama dançar ao som
de Lady Gaga e não se importa nenhum pouco com o que os outros possam pensar a
respeito dele.
Por fim, temos o rato Mike,
um músico de rua que toca saxofone e canta lindamente, mas possui um ego maior
que o mundo.
Com nada em comum, o que une todos eles é a paixão pela música.
O roteiro é equilibrado e acerta tanto na
apresentação dos personagens quanto na representação de um reality musical que
estamos acostumados: sonhos individuais, inúmeros candidatos, testes de audição, treinamento e grandes
expectativas.
A história trabalha muito bem assuntos
bastante discutidos nos dias de hoje, como o fracasso, medo, trabalhos
domésticos, relacionamentos conturbados, escolhas, narcisismo, solidão,
superação e, é claro, sucesso.
O espectador vai amar a trilha sonora
do filme que vai de Limp Bizkit, Katy Perry, Lady
Gaga e Taylor Swift até Frank Sinatra com “My Way”, o jazz
“Take Five” de Dave Brubeck, “Bamboleo” de Gipsy Kings e
“Hallelujah”.
Sing – Quem Canta Seus Males Espanta tem um final que
agrada, redondo e fofo.
É um filme que faz cantar e traz mensagens clichês, mas fácil
de criar identificação com pelo menos uma delas em algum momento.
Vale muito a pena a animação, entretenimento despretensioso
e muito fofiiiiiinho.
Abraços Literários e até a próxima.

