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Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


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domingo, 10 de novembro de 2019

20º Projeta Brasil Cinemark


                                                                                  
                                               

Quem aí gosta de cinema nacional???
E quem aí é fã do Projeta Brasil \0/\0/

Iniciativa da Rede Cinemark que promove exibições de longas nacionais a preços promocionais (até rimou) que já levou 2,7 milhões de pessoas aos cinemas para assistir cerca de 500 filmes celebrará 20 anos nessa terça (12/11) com duas novidades:
1) Pela primeira vez o Projeto insere produções antigas digitalizadas como Carlota Joaquina, Minha Mãe é Uma Peça 1, Se Eu Fosse Você 1, Nosso Lar e Divã.
2) Estreia o Projeto BR Nova Geração que no sábado de manhã (16/11) traz para as telonas Cinderela Pop, Detetives do Prédio Azul: O Mistério Italiano e Turma da Mônica – Laços, infantojuvenis para os pequenos, futuros apaixonados pelo cinema nacional.

Os ingressos custam 4 reais e podem ser adquiridos no site, no app cinemark e nas bilheterias.
A arrecadação é revertida para programas de incentivo ao cine nacional.
Eu quero aproveitar para assistir Bacurau que ainda não vi e vocês bebês qual filminho entre os títulos abaixo merece um confere????

A Mata Negra
A Pedra da Serpente
A Quarta Parede
Alaska
Alma Imoral
Bacurau
De Pernas Pro Ar 3
Diários de Classe
Exterminadores do Além: Contra a Loira do Banheiro
Histórias Estranhas
Intimidade Entre Estranhos
Kardec
Marés
Minha Fama de Mau
Minha Vida em Marte
Nada a Perder 2
O Amor Dá Trabalho
O Grande Circo Místico
O Segredo de Davi
Paisagem: Um olhar sobre Roberto Burle Marx
Sai de Baixo - O Filme
Simonal
Socorro! Virei Uma Garota
Tito e Os Pássaros
Ultraje
Vai Que Cola - O Começo
Hebe - A Estrela do Brasil
Ela Disse, Ele Disse
Morto Não Fala
Maria do Caritó


Deixa aí nos comentários que eu quero muito saber!

Informações adicionais, a lista dos filmes que vão ser exibidos e quais salas NÃO vão participar vocês conferem AQUI.

Abraços Literários, beijos cinematográficos e até a próxima bebês.


quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Escape Room


                                                                           


Sinopse- Seis estranhos estão em circunstâncias fora de controle e devem usar a inteligência para encontrarem as pistas e escaparem ... ou morrerem na tentativa.

Thrill Ride cuja premissa está inserida no conceito específico de escape room, modalidade hypada que teve origem nos jogos eletrônicos criados nas linguagens de programação Flash ou HTML5, lá atrás em 2006 em Silicon Valey, no estilo point and click e inspirados nos romances policias de Agatha Cristhie saiu do virtual para as salas de aulas e o mundo real do entretenimento.

Aqui um grupo de desconhecidos (masssssssssss com algo em comum que é o motivo pelo qual foram escolhidas para participarem do desafio, todos são sobreviventes de alguma catástrofe se encontram em um prédio de escape room mortal, precisando solucionar desafios, quebra-cabeças e enigmas de toda a sorte para sobreviverem. Tudo em sequências bem elaboradas com muita ação.
A quantidade de jogos se multiplicam na medida exata que passeiam pelas coordenadas da matemática imersa em cálculos e raciocínio lógico, biologia, química, símbolos, enigmas, mistérios, reflexões, questões ambientais e encontrar objetos escondidos utilizando o raciocínio e a interatividade para a solução do desafio exposto pelos organizadores que durante todo o tempo observam os jogadores.

Aqui o grande diferencial é que não há uma gota sequer de sangue, o bacanudo mesmo é a dinâmica de acionar os conhecimentos prévios na resolução de problemas reais numa mistureba de ideias com identidade visual apurada e singular como a sala de snooker invertida.
Com trilha sonora eletro e criativa de temas distintos para cada momento da película e apesar das histórias de cada personagem serem assim meio blééééé e com alguns diálogos sofríveis, a narrativa fluída cria a maior empatia nos envolvendo de tal maneira que sinceramente só não torci para um deles, todos os outros em maior ou menor grau ganharam minha torcida :)
Uma pena que o final cria expectativa de sequência ou franquia :( 

Mesmo assim vale muito a pena, eu gostei bastante. Se tiverem a oportunidade confiram ;)

Beijos Literários e até a próxima.



quarta-feira, 22 de maio de 2019

Hostis


                                                                             


O gênero western se desenvolveu como um dos mais importantes para o cinema americano em específico, e para a sétima arte como um todo. Diversos diretores revisitam e fazem a releitura da temática usando uma história sobre o passado para falar sobre o presente.

É exatamente isso que ocorre em Hostis, escrito e dirigido por Scott Cooper que nos transporta para 1892 no Oeste americano para testemunhar a última missão de um soldado.
A história acompanha o capitão Joseph Blocker (Christian Bale), que é obrigado a escoltar o chefe Yellow Hawk (Wes Studi) e sua família para o estado de Montana. Seria só mais um trabalho de campo se ele não tivesse sido o responsável pela prisão do chefe e não o odiasse pela morte de vários amigos seus em batalha.

Blocker dedicou 20 anos de serviço caçando, matando e prendendo nativos americanos, portanto, levar um de seus rivais, garantindo a sua segurança, não é uma tarefa fácil, nem do ponto de vista logístico, nem da moral do personagem, envolvendo conflito de dever e ética. E esse conflito fica evidente na atuação de Christian Bale com uma performance forte que evidencia uma raiva contida que cresce no personagem, explodindo em momentos de violência. E é ele também quem protagoniza os diálogos mais impactantes revelando sempre mais de sua personalidade repleta de camadas.
Acompanhado por um grupo heterogêneo de soldados: outro veterano, um soldado negro que se destaca pelo fato da história se passar 30 anos depois da abolição da escravatura nos Estados Unidos, além de novatos, um francês e um formado em West Point, despreparados para a missão.

A fotografia é sensacional com paisagens magníficas e uma sucessão de trajetos que colocam os personagens como parte da natureza e em outros momentos diminuídos pela grandeza dela.
A caminhada mostra que o ser humano é hostil de maneira geral: Do ponto de vista dos soldados, os índios são o violento inimigo que impede o desenvolvimento e pela ótica dos nativos, os vilões são os desbravadores que tomam para si as terras onde eles viviam.

Surgem no caminho muitas adversidades, bem como Rosalee Quaid (Rosamund Pike), que viu toda a família ser dizimada por uma das tribos indígenas, o que acrescenta novas camadas à história.
A atuação de Rosamund Pike é impactante e a atriz rouba a cena sempre que aparece.

O diretor Scott Cooper entrega um entretenimento como convém à sétima arte, mas sem deixar de lado a arte que deve compor o entretenimento.
Hostis” se coloca como um western moderno e de qualidade.
Um filme com grandes e inspiradas atuações, uma história interessante, fotografia extraordinária e um roteiro escrito com maestria.
Simples em seu conceito e elaborado em seu desenvolvimento, é uma película que vale muito a pena ser vista especialmente se você, assim como eu, é fã do gênero.

Abraços Literários e até a próxima


segunda-feira, 15 de abril de 2019

Fúria em Alto Mar


                                                                            


Sinopse- Um general rapta o presidente da Rússia. Para efetuar o resgate, um comandante de submarinos contará com a força de operações especiais da marinha dos Estados Unidos.

Filmes de ação militar são tão comuns que poderiam constituir um gênero à parte, no entanto são mais frequentes as guerras em campos de batalhas.
Assim sendo o exército tem um destaque maior do que a aeronáutica ou a marinha. E estes tem maior destaque os que se situam acima das águas do que os no fundo do mar.
É no universo submarino que se desenvolve a maior parte da trama de Fúria em Alto Mar, techno-thriller de ação militar repleto de nomes conhecidos que se inspira em Caçada ao Outubro Vermelho.
                                                                               


Desenvolvido no já conhecido jogo político entre Estados Unidos e Rússia (que há de se convir em tempos estranhos como os que vivemos talvez não seja tão datado) Fúria em Alto Mar tem como principais oponentes um general norte-americano (Gary Oldman) e o presidente russo (Alexander Diachenko). Entre eles, nas profundezas do oceano, está o Caçador de Assassinos (título original do filme), submarino que tem no comando um oficial acostumado a subversão (Gerard Butler).
                                                                          


É decisão dele, mesmo contrariando os conselhos dos auxiliares imediatos, a operação que resgata a tripulação de um submarino russo, liderado pelo capitão Andropov (o sensacional Michael Nyqvist).
Logo a inteligência norte-americana decifra que a ameaça russa é interna e há um golpe em curso. Como de praxe em situações assim, sob a ótica norte-americana, caberá aos soldados norte-americanos salvarem o próprio país e o mundo inteiro :p
Se um grupo de elite segue por terra com a missão de resgatar o líder russo aprisionado, quem irá resgatá-los será os que estão submersos. E a única maneira de chegar até o ponto de encontro é seguindo as orientações de quem conhece como ninguém o terreno: Andropov, o oficial russo.
Aqui não há muitas nuances a serem exploradas durante o desenrolar da trama. De um lado temos os russos com militares tomando o poder em nome de uma suposta ameaça que se assemelha a uma teoria conspiratória lunática. Do outro lado Oldman e o rapper Common (investindo cada vez mais em sua carreira como ator) em reações extremadas.
A ação em si termina por ser verificada tanto por essa milícia na superfície (liderados por Toby Stephens), como pelas manobras arriscadas do submarino com Butler no comando.

Em suma, Fúria em Alto Mar não tem ondas gigantescas nem naufrágios, há uma “Batalha Naval” em andamento com variantes de elenco estelar, tensão suficiente para manter a atenção com boas cenas de ação. A cena do campo minado é de gelar os ossos.
Techno-thriller que prende a atenção do início ao fim.

Abraços Literários e até a próxima.

sábado, 30 de março de 2019

A Mula


                                                                             
                                                                  
Os lírios (paixão do protagonista que os cultiva e que com eles ganhou muitos prêmios) são, junto com Earl Stone (A Mula a que se refere o título do filme), os personagens principais desse que é o novo e filme de despedida de Clint Eastwood.

                                                                              

                                                                            
O filme, mistura de drama e road movie existencial dirigido e estrelado por Eastwood, que tem no elenco Bradley Cooper, Laurence Fishburne, Michae Peña, Dianne Wiest e Andy Garcia, é adaptação de um caso real, que gerou o artigo do New York Times, “The Sinaloa Cartel's 90-Year-Old Drug Mule”, por Sam Dolnick.

Na narrativa somos apresentados a um Earl individualista, que ignora a família e os avisos repetidos dos conselheiros financeiros para guardar dinheiro.
A Mula” é aquele personagem que leva a vida inteira para entender que o que importa na vida é a família e os amigos.

Sozinho e falido recebe uma proposta de trabalho no qual tudo o que ele tem que fazer é dirigir.
Sem se dar conta, ou melhor, fingindo que não se dá conta (ele tem sempre um ar de quem não entende o que está acontecendo, o que é antes funcional já que insere à imagem inocência), torna-se um transportador de drogas, uma mula, a serviço de uma quadrilha hispânica.
Aproveitando a “oportunidade” oferecida, (até porque o velhinho é capaz de passar despercebido pelas autoridades que combatem o narcotráfico, e suas excentricidades como a dificuldade em lidar com celulares, por exemplo, o tornam fofinho aos olhos dos mais jovens, e ele sabe como tirar proveiro da situação), Earl acaba fazendo um trabalho tão bom que sua carga cresce e um receptador é designado para trabalhar com ele.

Contudo, o receptador não é o único de olho em Earl, que também entra no radar do agente Colin Bates, do órgão de combate às drogas (DEA). Porém, embora seus problemas financeiros tenham se tornado coisa do passado, os erros cometidos por Earl começam a pesar sobre ele e não se sabe se ele conseguirá corrigi-los antes que as autoridades ou os membros do cartel consigam pegá-lo.
Além disso, o filme fala sobre o preconceito que vem com a idade, a discriminação com os latinos e até um encontro pontual com mulheres motoqueiras.

O veterano Clint Eastwood tem 60 anos de atuação, mais de 70 créditos como ator e 40 anos numa carreira de responsabilidade como diretor, e agora, com quase 89 anos de idade estrela, dirige e produz a sua última película, para um merecido descanso, longe das telonas, entretanto há que se levar em consideração que desde 2008, o ator vem declarando sua aposentadoria e continua lançando filmes :p

Não esperem um “Menina de Ouro” ou um “Gran Torino”, mas como de costume Eastwood está acima da média.

Qual seu filme favorito de Eastwood?
Conta pra mim nos comentários!

Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Indicações ao Oscar 2019, pra quem vai a sua torcida?


                                                                                 

Os filmes “Roma” do diretor mexicano Alfonso Cuáron, e “A Favorita” do grego Yorgos Lanthimos, dominam as indicações ao Oscar, com 10 menções cada um, incluindo o de melhor filme. Os dois grandes indicados deste ano são ambientados em cenários específicos e em outras épocas – um casarão na capital do México nos anos 1970, no caso de Roma, e a corte inglesa no século 18, em A Favorita.

A cerimônia que será no dia 24 de fevereiro tem dois feitos inéditos: A indicação de “Pantera Negra”  à estatueta de melhor filme (é a primeira vez que um filme de super-herói é indicado na categoria deixando sua marca na história da Academia e da Marvel) e mais 7 estatuetas, e é a primeira vez que a Netflix tem uma indicação a melhor filme, graças a “Roma”. Esse fato dá o status que faltava e equipara a plataforma com os estúdios tradicionais
A Netflix comparecerá à cerimônia ainda com “A Balada de Buster Scruggs”, obra dos irmãos Coen que surpreendeu e levou 3 indicações: roteiro Adaptado, figurino e canção original.

A 91ª edição do Oscar também registra uma marca para os cineastas “não” americanos, que neste ano tomaram a frente e despontaram nas principais categorias, em direção, por exemplo, só Spike Lee (Infiltrado na Klan) e Adam McKay (Vice) são americanos.

Por outro lado, chamou a atenção de forma negativa a falta de indicação a mulheres na categoria direção e o Brasil que ficou de fora, já que o país tinha chance de ser indicado na categoria de animação com “Tito e os Pássaros”.
A Academia que chegou anunciar que as categorias de fotografia, edição, curta de animação e maquiagem seriam revelados durante os intervalos, sofreu duras críticas e voltou atrás na decisão.

Vamos à listinha básica???????


Melhor Filme

    - A Favorita
    - Roma
    - Vice
    - Pantera Negra
    - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Nasce uma Estrela
    - Infiltrado na Klan
    - Bohemian Rhapsody


Melhor Direção

    - Alfonso Cuarón - Roma (Vencedor)
    - Spike Lee (Infiltrado na Klan)
    - Yorgos Lanthimos (A Favorita)
    - Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
    - Adam McKay (Vice)


Melhor Ator

    - Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
    - Rami Malek - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Christian Bale (Vice)
    - Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
    - Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)


Melhor Atriz

    - Olivia Colman - A Favorita (Vencedora)
    - Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
    - Glenn Close (A Esposa)
    - Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
    - Yalitza Aparicio (Roma)


Melhor Ator Coadjuvante

    - Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
    - Mahershala Ali - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Adam Driver (Infiltrado na Klan)
    - Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
    - Sam Rockwell (Vice)


Melhor Atriz Coadjuvante

    - Regina King - Se a Rua Beale Falasse (Vencedora)
    - Marina de Tavira (Roma)
    - Amy Adams (Vice)
    - Emma Stone (A Favorita)
    - Rachel Weisz (A Favorita)


Melhor Roteiro Original

    - Green Book - O Guia (Vencedor)
    - Roma
    - No Coração das Trevas
    - A Favorita
    - Vice


Melhor Roteiro Adaptado

    - Infiltrado na Klan (Vencedor)
    - A Balada de Buster Scruggs
    - Se a Rua Beale Falasse
    - Nasce uma Estrela
    - Poderia Me Perdoar?



Melhor Animação

    - Homem-Aranha no Aranhaverso (Vencedor)
    - Os Incríveis 2
    - WiFi Ralph
    - Ilha de Cachorros
    - Mirai



Melhor Filme Estrangeiro

    - Roma - México (Vencedor) 
    - Guerra Fria (Polônia)
    - Assunto de Família (Japão)
    - Cafarnaum (Líbano)
    - Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)



Melhor Documentário

    - RBG
    - Minding the Gap
    - Hale County this Morning, the Evening
    - Of Fathers and Sons
    - Free Solo (Vencedor)


Melhor Direção de Arte

    - O Retorno de Mary Poppins
    - A Favorita
    - O Primeiro Homem
    - Roma
    - Pantera Negra (Vencedor)

Melhor Fotografia

    - Roma (Vencedor)
    - Nasce uma Estrela
    - A Favorita
    - Guerra Fria
    - Nunca Deixe de Lembrar


Melhor Figurino

    - A Favorita
    - A Balada de Buster Scruggs
    - Duas Rainhas
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Pantera Negra



Melhor Maquiagem

    - Vice (Vencedor)
    - Border
    - Duas Rainhas


Melhor Edição

    - A Favorita
    - Infiltrado na Klan
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Green Book - O Guia
    - Vice


Melhor Trilha Sonora

    - Se a Rua Beale Falasse
    - Ilha de Cachorros
    - Pantera Negra (Vencedor)
    - O Retorno de Mary Poppins
    - Infiltrado na Klan


Melhor Canção Original

    - "Shallow" - Nasce uma Estrela (Vencedor)
    - "All the Stars" (Pantera Negra)
    - "I'll Fight" (RBG)
    - "The Place Where Los Things Go" (O Retorno de Mary Poppins)
    - "When a Cowboy Trades His Spurs for Wings" (A Balada de Buster Scruggs)


Melhores Efeitos Visuais

    - Vingadores: Guerra Infinita
    - Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível
    - Jogador nº 1
    - O Primeiro Homem (Vencedor)
    - Han Solo: Uma HIstória Star Wars


Melhor Edição de Som

    - O Primeiro Homem
    - Pantera Negra
    - Roma
    - Um Lugar Silencioso
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)


Melhor Mixagem de Som

    - O Primeiro Homem
    - Roma
    - Nasce uma Estrela
    - Bohemian Rhapsody (Vencedor)
    - Pantera Negra


Melhor Curta-Metragem Live Action

    - Marguerite
    - Fauve
    - Mother
    - Skin (Vencedor)
    - Detainment


Melhor Curta-Metragem - Animação
    - Bao (Vencedor)
    - Animal Behavior
    - Late Afternoon
    - Weekends
    - One Small Step


Melhor Curta-Metragem - Documentário

           - End Game  

      - Lifeboat
      - A Night at the Garden
      - Period. End of Sentence (Vencedor)
      - Black Sheep


    E aí pessoas lindas e fofis já escolheram seus favoritos???????
    Conta aí nos comentários :)

    *O texto foi atualizado com os vencedores

    Abraços Literários e até a próxima




    segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

    Missão Impossível: Efeito Fallout


                                                                             


    Um excelente 2019 para todos!

    E vamos ao primeiro post do ano ;)
    Pouquíssimas franquias conseguem ganhar várias sequências e continuarem relevantes.
    'Missão Impossível' é uma delas.
    Efeito Fallout, o sexto filme da franquia e o primeiro filmado com tecnologia 3D, surpreende pela qualidade, novo fôlego, bons números e críticas dos filmes de ação.
    Dessa vez, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) recebe a missão de enfrentar uma organização criminosa para recuperar plutônio que seria usado na construção de bombas. Ao optar por salvar a vida de Luther Stickell (Ving Rhames) e Benji Dunn (Simon Pegg) ele não consegue impedir que um grupo de terroristas tenham acesso ao material em quantidade suficiente para fabricar três armas nucleares colocando em risco a vida de milhões de civis e levantando suspeitas sobre suas ações.
    Sendo espionado diretamente por August Walker (Henry Cavill), Hunt precisa agora, não só correr contra o tempo para impedir as detonações das bombas, mas também enfrentar seu passado, já que o grupo terrorista é chefiado por Solomon Lane (Sean Harris), seu inimigo em Missão: Impossível – Nação Secreta (2015).

    Tom Cruise não é o único destaque, Henry Cavill, liiiiiiiiindíssimo, está sensacional como um assassino no governo que recebe a tarefa de vigiar e cuidar de Hunt.
    E dessa vez, as mulheres tem papéis mais fortes que nos filmes anteriores.
    Rebecca Fergusson vive novamente a agente Ilsa Faust e a química da atriz com Tom Cruise é notória.
    Angela Basset, de Pantera Negra, vive a chefe da CIA; Vanessa Kirby, a princesa Margareth da série The Crown, é Víuva Branca, chefe do crime e uma das peças-chave do longa; e Michelle Monaghan, a ex-mulher de Ethan, Júlia também volta a trama, desta vez, para ajudá-lo.
    Lindos cenários de Paris e Londres e o clímax explosivo nas fantásticas paisagens de Caxemira são palcos de muitas perseguições e lutas do agente.

    O roteiro escrito por Christopher McQuarrie, que também dirige e produz, possui um script inteligente e ágil, que não perde tempo para engatar a história e entre uma cena de ação e outra aproveita para aprofundar seus personagens e suas motivações.
    A trama traz elementos dos filmes anteriores, como a mensagem que se autodestrói e o uso de máscaras para disfarce, além de criar um desfecho para todas as pontas soltas na franquia, inclusive humanizando Ethan Hunt.
    É uma jogada de mestre a maneira como a história avança sem esquecer o passado, mas também olhando para o futuro.
    E se em Nação Secreta o diretor chamou a atenção pelo excelente trabalho, aqui ele eleva o patamar mostrando evolução no comando das cenas de ação que estão absurdamente irreais fazendo a alegria dos fãs.

    Efeito Fallout, no entanto, não é sem defeitos. Ao acompanhar a jornada de Ethan Hunt, o personagem vive situações que acabam pesando – como quando ele mata quatro vilões para salvar uma policial, e ainda tem tempo para consolar a vítima, em francês.

    Com suas 2h37m de duração numa trama bem conduzida, o longa destaca o trabalho em equipe, apresenta ritmo frenético que não se perde em nenhum momento, tem uma fotografia sensacional e reviravoltas surpreendentes.
    Sua maior qualidade é sua capacidade de desafiar e atingir expectativas.
    A sequência de perseguição em helicópteros no final é de tirar o fôlego. 
    E a conclusão não apenas carrega a franquia adiante, como nos faz torcer por mais um capítulo.

    Abraços Literários e até a próxima.


    terça-feira, 18 de dezembro de 2018

    Jurassic World: Reino Ameaçado- 25º aniversário da franquia


                                                                                      


    Celebrando os 25 anos da bem-sucedida franquia de dinossauros iniciada com Jurassic Park, 1993, pelo cineasta Steven Spielberg, a sequência Jurassic World: Reino Ameaçado, quinto filme, tem início após os desastrosos eventos mostrados em Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, 2015, que culminaram com a destruição do parque e o domínio dos dinossauros sobre a Ilha de Nublar.
                                                                                    


    Um vulcão ameaça entrar em erupção e extinguir os animais da face da Terra mais uma vez.
    A missão dos protagonistas Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris Pratt) é voltar à ilha e salvar a maior quantidade de espécies possível.
    Não é mais sobre pessoas resgatando pessoas. É sobre pessoas resgatando dinossauros.
    A discussão é mais ampla. Pessoas e dinos tentam escapar de um desastre natural num cenário apocalíptico. Os mocinhos se tornam ativistas e arriscam as próprias vidas para salvar os dinos.
    E uma questão ética é colocada: deve-se deixar os animais pré-históricos entrarem em extinção novamente ou deve-se aplicar a eles as tradicionais normas de defesa aos animais?
    Personagens marcantes das versões anteriores, como o matemático Ian Malcolm (Jeff Goldblum) e o geneticista Henry Wu (B.W. Wong), aparecem como uma referência a trilogia original.
    E se em um primeiro momento é a ação quem domina o longa, na segunda metade da história, há uma dose inesperada de suspense, elementos de terror e a criação de cenas assustadoras, quando, por exemplo, um dino geneticamente modificado se confunde com um monstro que veio de um pesadelo perseguindo uma criança.
    Dirigido pelo espanhol J.A. Bayona e com Spielberg entre os produtores executivos, o longa marca a volta dos robôs dinos, os animatrônicos.
    Apesar do fraco desenvolvimento dos personagens e cenas previsíveis, impossível não fazer uma analogia sobre como o ser humano maltrata os animais por ganância e as falhas humanas, como querer dominar e controlar o que não pode ser controlado.
    E se em O Mundo dos Dinossauros, subi na poltrona e gritei como se não houvesse amanhã: “Tiiiiiiiiii Récksiiiiiiii”, aqui chorei de desidratar na cena em o braquiossauro é deixado pra trás :(
    O resultado não é um filme coeso, aqui tem mais emoção do que ação e com um final que deixa espaço para mais sequências, massssssss se você tb é dinolover certamente vai amar <3

    Abraços Literários e até a próxima.


    terça-feira, 31 de julho de 2018

    Blade Runner 2049-


                                                                                    


    Talvez você nunca tenha lido um livro de Philip K. Dick, mas certamente conhece alguma de suas obras. Filmes como O vingador do futuroO homem duplo e Minority Report: A Nova Lei, entre outros saíram das páginas de seus livros.

    Assim como o cult  Blade Runner: O Caçador de Androides, de 1982, dirigido por Ridley Scott e inspirado na obra “Androides sonham com ovelhas elétricas?” que conta a história de Rick Deckard, um caçador de recompensas que, em uma sociedade distópica, coberta por poeira radioativa e devastada por uma guerra atômica, sonha em substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal de verdade – sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Ele vê a chance de realizar esse desejo ao ser chamado para um novo trabalho: perseguir e aposentar androides que estão refugiados.

                                                                                    


    Em homenagem ao aniversário deste clássico sci-fi, que completa 50 anos em 2018, e aproveitando a hype da continuação Blade Runner 2049, depois de 35 anos, a editora Aleph preparou uma edição comemorativa com capa dura, encartes coloridos e extras para enriquecer a leitura. A ideia foi desenvolver um novo olhar sobre a história, recriando uma estética que vai além da difundida pelo filme, abordando questões sobre a natureza da vida, da tecnologia e da própria condição humana. O livro em comparação com filme apresenta aspectos da obra não explorados no cinema, como a preocupação ambiental, além das questões religiosas presentes no texto.
    Ao longo de sua vida e de sua carreira, Dick nunca deixou de suspeitar do mundo a sua volta, em aparência e em essência.

                                                                                    


    Androides sonham com ovelhas elétricas?” é uma obra que questiona a condição humana, a verdadeira natureza da realidade e como podemos definir o que é humano.
                                                                                    
    Em Blade Runner, O Caçador de Andróides, que teve lançamento em 25/12/1982, no século 21, uma corporação desenvolve clones humanos para serem usados como escravos em colônias fora da Terra, identificados como replicantes. Em 2019, um ex-policial é acionado para caçar um grupo fugitivo vivendo disfarçado em Los Angeles.


    Em Blade Runner 2049, lançado em 05/10/2017, após descobrir um segredo enterrado há muito tempo, que ameaça a sociedade, um novo policial embarca na busca de Rick Deckard, que está desaparecido há 30 anos.
    Com direção de Dennis Villeneuve (do excelente A Chegada com resenha que vocês conferem aqui) é um estudo no mesmo universo, só que 30 anos após os acontecimentos do original, em que a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo é ainda maior.
    O oficial K (Ryan Goslin(dooooooooooooo)g, desenterrou (literalmente) um segredo com potencial para imergir a sociedade no caos.

                                                                                 


    A descoberta faz com que ele parta numa incessante busca por Rick Deckard (Harrison Ford), desaparecido nos 35 anos que separam as sequências.
    Aliás nesses anos que separam o original de sua sequência, foram produzidas muitas distopias, cyberpunk e sci-fi, mas nenhuma (até aqui) com o estilo tão específico imaginado por Ridley Scott láááá atrás.

    O roteiro de uma profundidade que eleva o blockbuster ao status cult não precisou fazer uma releitura do mundo no qual a história está inserida e apresenta com bastante propriedade reflexões sobre as relações homem/máquina e como será possível no futuro distingui-los.
    Os detalhes do filme permitem que o público interprete como preferir (apesar do óbvio das sociedades escravocratas) já que tudo é sutil.
    O roteiro contém conceitos filosóficos suficientes para nenhum spoiler estragar, (a cena final é de uma delicadeza, poetice e sensibilidade absurdamente cativantes), mas ao terminar o longa você vai sentir o choque da realidade e perceber que não estamos tãooooo longe assim da opressão que é retratada nele.
    Blade Runner 2049 propõe indagações sobre a natureza da própria alma!
    Imperdível.

    Abraços Literários e até a próxima.


    quarta-feira, 18 de julho de 2018

    The Post: A Guerra Secreta-


                                                                                  


    Nos filmes de Steven Spielberg há um elemento que pode ser definido como um diálogo com quem está do outro lado da tela, contendo informações da trama, partilhando os sentimentos dos personagens e permitindo a compreensão da mensagem transmitida.
    Spielberg é um dos diretores mais fundamentados nessa relação (que se traduz no valor que o público dá ao cineasta) que foi muito bem utilizada em The Post: A Guerra Secreta.
    O longa narra eventos reais, no final dos anos 1960, quando arquivos confidenciais que comprovavam déficit dos EUA na Guerra do Vietnã são expostos pela mídia americana e a Casa Branca proíbe que o New York Times divulgue o caso, promovendo a desconfiança na legitimidade da imprensa como um todo.
    O filme acompanha a jornada dos participantes do The Washington Post que passam a buscar mais informações, ainda que a nova proprietária “confraternize” com políticos envolvidos no escândalo.
    O roteiro de Liz Hannah e Josh Singer (responsável pelo texto de outro thriller jornalístico, Spotlight) elegem dois pontos de vista, a fim de, abrir um diálogo mais amplo sobre temas relevantes. The Post: A Guerra Secreta é contado através do ponto de vista de Ben Bradlee (Tom Hanks), redator-chefe do jornal que vê nesse conflito um possível grande passo na sua carreira, e pelos olhos de Kay Graham (Meryl Streep), que após anos vendo o jornal ser comandado por seu pai e depois por seu marido, agora tem o The Post sob seu comando, tendo que aprender a lidar com o jogo de interesses.
    Os protagonistas, que representam a força e a responsabilidade midiática, que deve ter seus deveres preservados, independente de governos ou governados, tentam manter a responsabilidade com a verdade dos fatos e a liberdade de falar sobre eles; e também a mudança feminina dentro desse jogo jogado exclusivamente, na época, por homens.
    Além de um bom thriller jornalístico, com tensão e suspense na medida exata, proclama uma mídia isenta em busca da verdade, no rompimento com um sistema que beneficie “a ou b” e que possa auxiliar na construção de uma democracia.
    O sistema de imagens construído pelo diretor é muito eficiente nesse sentido, enquanto o público torce para que os jornalistas cheguem à fonte e a corrida contra o relógio termine na publicação da matéria, há a figura de um presidente distante e políticos fazendo lobby, como Bob McNamara, secretário de defesa que demonstra sua posição inabalável.
    É essa mesma mensagem visual que faz de Kay Graham uma personagem interessante, num arco dramático e de representatividade bem definido. Ali há a mulher confortável na sociedade, mas que não possui espaço nas reuniões de seu próprio jornal. Ela sai da zona de conforto de um arranjo social para colocar seu jornal num patamar onde nunca esteve, sai do status que a diminui perante os homens de sua própria diretoria, ou de um acordo em que apressam a sua assinatura em um contrato, para um dos grandes nomes da mídia americana, num momento que se materializa quando Kay sai de um tribunal protagonizado por ela e ao fugir dos holofotes é iluminada pela luz cinematográfica em um espelho para uma geração que se desvencilha das convenções impostas em detrimento do comando.
    Um thriller de época e uma narrativa de conscientização que torna a obra relevante e com precisão milimétrica.

    Abraços Literários e até a próxima.



    quarta-feira, 27 de junho de 2018

    11:14 e The 15:17 to Paris-


                                                                                    


    Sinopse- Uma série de eventos que convergem e acontecem inesperadamente às 11:14 da noite na pequena cidade de Middleton. Em sequências inesperadas, as vidas de alguns moradores da cidade se envolvem em cinco histórias diferentes ao redor de uma instigante adolescente.
    As coisas não param de acontecer, fora do planejado por ela, jogando areia nos seus esquemas.

    A trama acompanha cinco histórias cruzadas (uma adolescente rebelde, um grupo de arruaceiros, a funcionária de uma loja de conveniência, um grupo de paramédicos e um policial) que ocorrem paralelamente na noite da cidade de Middleton, EUA e acabam por convergir de alguma maneira às 11:14 do título, que diz respeito à hora da noite em que um cadáver é atirado de cima de um viaduto indo bater violentamente num carro que passava em baixo.
    Um dos destaques do filme é o elenco, que conta com o carismático Patrick Swayze, a talentosa Hilary Swank, os (ainda) jovens Ben Foster, Colin Hanks, Rachael Leigh Cook e Jason Segel, e o na época desconhecido, Clark Gregg com seus personagens bem construídos, coerentes e consistentes.
    Mesmo transcorrendo de maneira não linear (montagem paralela e flashbacks dentro de flashbacks), a montagem não deixa o andamento confuso e as transições feitas pelo diretor Greg Marcks tem ritmo eletrizante e roteiro ágil cheio de elementos “efeito borboleta” e doses de humor negro que deixam o espectador roendo as unhas de ansiedade para descobrir todas as ligações existentes entre as histórias e assim completar o quebra-cabeça.
    O absurdo de várias situações remetem ao cinema de Tarantino com uma pegada de Irmãos Coen.
    Com bons diálogos e roteiro sem furos (tenho mania de procurar por furos e não encontrei nenhum), “11:14” é um excelente filme, despretensioso e divertido que dá vontade de assistir de imediato uma segunda vez para constatar que o roteiro é mesmo redondinho.


                                                                                       
                                                                                     

    The 15:17 to Paris

    Sinopse- Assim que um terrorista invade o trem da Thalys a caminho de Paris, três amigos e soldados norte-americanos - Anthony Sadler, Alex Skarlatos e o piloto da Força Aérea Spencer Stone - se esforçam para imobilizar o extremista, armado com um fuzil AK-47, e evitar uma enorme tragédia.

    Quando a Warner posicionou The 15:17 to Paris para ser lançado em fevereiro tinha alguma coisa errada. Um filme de Clint Eastwood não iria competir ao Oscar?
    90 minutos depois a resposta: é o pior longa dirigido por Eastwood, também é um filme nada original, desequilibrado e arrastado.
    Dois anos e meio após o incidente que ocorreu na vida real, Eastwood leva para as telonas os responsáveis por interromper o que poderia ser uma tragédia: Anthony Sadler, Spencer Stone e Alex Skarlatos.
    Ultimamente, Clint tem levado às telas histórias recentes que ainda estão na memória das pessoas.
    É um trabalho estressante para roteiristas e diretores lidar com o processo criativo de um filme cujo destaque está em um clímax que durou menos de trinta segundos na vida real, assim sendo a decisão tomada por Clint e Dorothy Blyskal, roteirista foi dar uma ampla (e bota aaaaampla nisso) contextualização da amizade entre os três e seguir os passos deles até embarcarem no trem.
    Era a forma para esticar o tempo, massssss várias passagens são absolutamente desnecessárias, além de não serem bem explicadas e por outro lado a relevância contextual do terrorista responsável pelo ataque não tem qualquer linha sobre sua motivação.
    Faltou maestria ao tocar um roteiro cujo clímax era curto, e que não se estendeu de forma satisfatória durante a narrativa.
    The 15:17 to Paris infelizmente é um filme que não condiz com o padrão Eastwood.
    Uma pena.


    Abraços Literários e até a próxima.


    quinta-feira, 31 de maio de 2018

    Vingadores- Guerra Infinita


                                                                                 


    Expectativas nas alturas, muitos personagens, dependência de acontecimentos de outros filmes e muito longo. Vingadores: Guerra Infinita tinha tudo para decepcionar, mas o filme é uma boa conversão dos quadrinhos para as telonas, que mesmo um espectador casual pode assistir sem perder o fio da meada pela familiaridade que o roteiro imprime.
    A história é simples: Thanos, o vilão (visto em cenas esparsas ao longo de alguns dos 18 filmes anteriores e que se manteve misterioso por 10 anos) quer destruir universo e, para isso, tenta recolher seis MacGuffins (as Joias do Infinito, seis gemas que concentram as forças do universo), com duas dúzias de super-heróis (que andavam dispersos por rixas e colocaram de lado suas pendengas para unirem-se contra o inimigo em comum) tentando impedi-lo.
    As Joias do Universo (A Joia do Espaço sob custódia de Asgard, a Joia do Tempo no pescoço do Doutor Estranho, a Joia do Poder que foi entregue por Peter Quill aos cuidados de uma força policial, a Joia do Éter nas mãos do mercenário Colecionador (Benício Del toro), a Joia da Mente na testa do androide Visão, são peças-chave do Marvelverso (Universo Marvel) e um dos elementos que interligam os filmes produzidos até aqui. Só uma delas a Joia da Alma tem paradeiro ignorado.
    A própria mitologia da Joia da Alma é inserida com perfeição na narrativa mencionando que a joia está conectada à estrutura paterna entre Thanos e Gamora quando o Titã adota a menina verde antes do massacre de metade da população de seu planeta e revela, provavelmente, a única fraqueza de Thanos.

    As lutas e batalhas se desenrolam pelas galáxias e também por Nova York e na África Central, realinhando afinidades entre os personagens e alterando correlações de forças.
    Thanos reduz o brilho de todos os super-heróis e cria camadas ao antagonista, onde não há vilania pela vilania, de maneira que, por mais absurdo que seja, entendemos o personagem.
    Seu objetivo relacionado com a superpopulação (ou como dar um jeito nela) é explicado (e exagerado), ele acredita que o destino de todo planeta habitado é atingir um ponto de inflexão, a partir do qual os recursos serão insuficientes para a população crescente e mais sensato do que enfrentar a escassez, a desertificação, a poluição e a morte lenta é impedir que esses males se instalem, desarmando a bomba demográfica. O que para ele implica exterminar metade de cada uma das populações do universo.

    Para lidar com tanta gente em tão pouco tempo, os roteiristas promoveram a divisão em grupos.
    1) Hulk (Mark Ruffalo), Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), o Homem de Ferro (Robert Downey, Jr.), (os dois metidos de cavanhaque em choque egocêntrico especialmente ao opor ciência à magia), e o Homem-Aranha (Tom Holland),
    2) Thor (Chris Hemsworth) na nave dos Guardiões da Galáxia com Rocket (Bradley Cooper), Groot (Vin Diesel) e o Senhor das Estrelas (Christ Pratt),
    3) O Capitão América (Chris Evans) e seu grupo renegado formado pela Viúva Negra (Scarlett Johansson), Falcão (Anthony Mackie), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), o Visão (Paul Bettany), o Máquina de Combate (Don Cheadle) e, finalmente, o Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Wakanda.
    Essas conexões promovem momentos que fazem os fãs aplaudirem entusiasmados como as entradas triunfais (uma a cada 10 minutos de filme hihihi) do Hulk como um foguete verde, do Capitão América nas sombras e do Homem de Ferro com sua armadura.
    E apesar das diversas equipes, temos o respeito às mitologias de cada personagem, com referências a cada um deles e o cuidado visual que mantém a identidade de cada um, com destaque para Thor que ganha gravidade, deixando seu lado cômico de lado.
    Como parte da divisão de funções e de grupos, a Ordem Negra, ou os minions  de Thanos, que são enviados para a Terra para recolher as joias do Doutor Estranho e do Visão.

    Considerações finais, teorias de conspiração e spoilers.
    Pestinhas e praguinhas curiosos é só selecionarem o texto em branco :p

    Início do texto (O filme começa com Thanos, espancando o Hulk (sériooooo) e  exterminando os asgardianos Loki (Tom Hiddleston) tendo o pescoço quebrado e Heimdall (Idris Elba) o ventre perfurado diante de nossos incrédulos olhos. Como assim LOOOOO (LOVE) OKI é assassinado?
    Metade dos personagens foi eliminado na película: Loki, Heimdall, Gamorra, Visão, Feiteiceira Escarlate, Pantera Negra, Wakanda, Mantis, Senhor da Estrelas *****, Drax, Falcão, Bucky Barnes, Groot, Dr Estranho, Peter Parker, Nick Fury, Maria Hill :((
    Ninguém acha que o Homem-Aranha, o Doutor Estranho e os Guardiões da Galáxia morreram, não é mesmo ???????????
    Até porque já está programado o Pantera Negra 2 hihihi
    Nem (pela segunda vez) o Visão (e não, ele também não morreu).E siiiiiiiiim, Vingadores 4 estreia daqui a um ano, portanto acreditem pessoas fofis, aconteceu uma über viagem no tempo do Capitão América, uma (em 14 milhões) ida à outra dimensão do Doutor Estranho, uma ilusão de ótica ou magia asgardiana do lindo do Loki <3 Ou qualquer outra coisa!
    Afinal personagens de HQ não morrem (para sempre) nunca!!!!!) Fim do texto.


    Guerra Infnita abre espaço para uma reformulação inevitável do UCM já que a eliminação de parte dos heróis significa que eles podem ser trazidos de volta em contextos diferentes.
    E que venha a Capitã Marvel, como ficou evidente na cena pós-crédito, e que o time seja reforçado pelo Clint Barton e pela dupla em miniatura Homem-Formiga e Vespa.


    Abraços Literários, beijos marvelmaníacos e até a próxima.


    segunda-feira, 21 de maio de 2018

    A Qualquer Custo-


                                                                                  

    A Qualquer Custo é um dos melhores filmes que já assisti no gênero western!
    Com direção de David Mackenzie e roteiro de Taylor Sheridan acompanhamos a história de dois irmãos, Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster), que planejam um bem engendrado roubo a uma rede de bancos do Texas Midlands Bank, numa época de recessão.
    Toby e Tanner, proporcionalmente foras da lei pobres e personagens humanos ricamente construídos, “em seus pontos de vista” têm uma boa razão para fazer o que estão fazendo.
    O filme tem ótimas atuações de Pine, Foster e Jeff Bridges, o patrulheiro que assume obstinadamente o caso.
    É uma releitura, porém, como se fosse um western com cowboys de outro tempo.
    O gênero determina o ritmo do filme, masssss não aquele western com mocinhas em perigo e duelos e sim uma interessante versão atualizada, inclusive o vilão não é um vilão de carne e osso, mas uma instituição.
    A forma frenética seguida, as montagens bem valorizadas aproveitando cada ação dos personagens – em ação ou em diálogos – mostrando de forma dinâmica o plano dos irmãos, uma trilha sonora intensa que vai do rock ao country e uma fotografia sensacional em que prevalece os tons de verde, amarelo e mostarda, a película evidencia como a constante visualização das desigualdades pode se tornar extremista em atitudes até então sequer cogitadas.
    Os irmãos nos levam, enquanto espectadores, assim como os moradores locais, ao mesmo desejo de liberdade, enquanto o patrulheiro acredita num código moral que o faz caçar simplesmente pelo que ele acredita ser errado, ainda que ele próprio seja politicamente incorreto, mostrando seu lado ¨texano racista¨ sempre fazendo comentários para seu parceiro Alberto Parker (Gil Birmingham), que releva constantemente as situações.
    Toby e Tanner estão em rota de colisão – com a lei e com eles mesmos – mas A Qualquer Custo não vai te levar para onde se espera, o filme cresce a cada ação desestabilizada de seus protagonistas.
    A história está do lado “bom” das coisas, mesmo que esse lado seja na verdade, o errado.

    Prende a atenção do início ao fim e se no final romantiza certos elementos, no decorrer da narrativa faz um retrato bastante interessante da realidade.

    Para quem gosta do gênero western é imperdível.

    Abraços Literário e até a próxima.