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Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Arte das Capas #13

                                                                      



A capa de livro é a identidade visual de uma obra literária. Uma nobre embalagem, que desperta os sentidos, desejos, sonhos e emoções, e tem muita história para contar...
A Arte das Capas é a coluna em que mostramos  livros e suas capas.
Bacana pra que vocês conheçam novos livros e novas capas também, já que temos  certeza que muita gente, assim como nós, adora capas de livros!
Nesse mês de outubro,  mês internacional dos animais e mês das crianças, nós trazemos esse que é um livro encantador e recomendadíssimo,para crianças e adultos de todas as idades, Aritmética da Emília de Monteiro Lobato.

 Aritmética da Emília é um livro infantil escrito por Monteiro Lobato e publicado em 1935.

                                                                       


A obra que foi reeditada em 1947 com ilustrações do artista haitiano André Le Blanc, ganha agora sua edição comentada, pois apesar da matemática continuar a mesma, o método ensinado nas escolas sofreu mudanças.

                                                                        



A nova edição da Aritmética da Emília foi ilustrada por Osnei e Hector Gómez e está de acordo com a nova ortografia da Língua Portuguesa.
Na história, Monteiro Lobato consegue transformar uma matéria tão árida como a Aritmética em uma linda brincadeira no pomar, onde o quadro-negro em que faziam contas era o couro do Quindim.
Neste livro, as crianças aprendem sobre números decimais, frações, como transformar frações em números decimais, soma, subtração, multiplicação de números decimais, frações e números mistos e comuns. Aprendem também sobre o mínimo múltiplo comum, números romanos, quantidades, dinheiros antigos e de outros países, de onde vieram os números 1, 2, 3..., números complexos como raiz quadrada, entre outros.

É um livro indicado para todas as idades, ótima fonte de informação, divertida e prazerosa.
Monteiro Lobato transformou a matemática numa divertida brincadeira onde qualquer um, criança ou adulto, terá prazer em aprender.


Recomendado.
Abraços Literários.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Caneca Literária #16: O Menino Maluquinho

                                                                         



A Caneca Literária de hoje é especial para as crianças e adultos de todas as idades que são loucos por maluquices e acreditam que o importante é ser feliz.

                                                                        



O Menino Maluquinho – Ziraldo

Na grande obra infantil de Ziraldo, verso e desenho contam a história de um menino traquinas que aprontava muita confusão. Alegria da casa liderava a garotada, era sabido e um amigão. Fazia versinhos, canções, inventava brincadeiras. Tirava dez em todas as matérias, mas era zero em comportamento. Menino maluquinho, diziam. Mas na verdade ele era um menino feliz.

Era uma vez um menino maluquinho.
Quem não conhece esse Menino Maluquinho?
Ele tinha fogo no rabo, tinha vento nos pés.
Ele era muito sabido, ele sabia de tudo, a única coisa que ele não sabia era como ficar quieto.
Pra uns, era um uirapuru
Pra outros, era um saci
Na turma ele era o menorzinho, o mais alegrinho, o mais maluquinho
Ele era um companheirão.
Se tinha chuva ele inventava o sol, pois sabia onde achar o azul e o amarelo.
Se, de repente, ficasse muito vazio, ele inventava o abraço pois sabia onde estavam os braços que queria.
Se havia o silêncio ele inventava a conversa.
Apesar do zero em comportamento, tira dez em todas as matérias da escola.
Todos sabem qual é o seu caderno, porque é todo enfeitado com desenhos e versinhos.
E chorava escondido se tinha tristeza.
E ficava sozinho brincando no quarto semanas seguidas, fazendo batalhas, fazendo corridas, desenhando mapas de terras perdidas.
Mas o seu maior mistério todos sabiam de cor: era o jeito que o menino tinha de brincar com o tempo.
Sempre sobrava tempo pra fazer mil traquinadas.


Uma delícia das mais deliciosas este menino maluquinho que o Ziraldo inventou. Este menino que tem cara do amigão do peito muito do bem escolhido. Porque de maluquinho ele não tem é nada ... É um inventor de invenções ótimas, curtidor de tudo o que é gostoso, sabedor do que precisa saber e até poeta!
Um menino daqueles que a gente conhece e ama de paixão perdida!

É, sem dúvida, uma das melhores obras infantis, não só pelo personagem, mas pela delicadeza e proximidade que Ziraldo consegue chegar, ao lidar com a criança que lê o seu livro. Ziraldo, tão querido!
Escrito em 1980, e até hoje, encanta adultos e crianças de todas as idade. 
Não é à toa que vendeu milhões de exemplares e serviu de inspiração a tantas peças teatrais e quadrinhos, além de adaptação para as telonas.

Super recomendado!


Abraços Literários.

domingo, 12 de outubro de 2014

Inspira Estante #11

                                                                       


Essa é a coluna daqueles que são apaixonados por estantes, principalmente se estiverem abarrotadas de livros.

                                                                     


É um móvel super versátil, que se adapta a qualquer lugar da casa suprindo as necessidades literárias e ainda mantém os livros pertinho e organizados.

                                                                       


Vamos postar fotos de algumas estantes lindas de se ver, outras interessantíssimas, algumas diferentonas, outras fofas, algumas pequeninas, outras grandonas e tb aquelas que nem  parecem estantes.

                                                                    


Nesse mês em que comemoramos o Dia Internacional dos Animais, no dia 04  e o Dia das Crianças, no dia 12,  trazemos prateleiras com formatos inovadores e encantad oras para vcs se inspirarem.

                                                                         


Tem as infantis para VCS colocarem os brinquedos e os livros, tem tipo casinha linda demais,  tem essa belezura de urso, tem essa encantadora no formato de cachorro e essa fofurice modelo baleia!!

                                                                     



E aí, entre essas que apresentamos, qual a sua estante favorita ??????


Abraços Literários e até a próxima.



sábado, 4 de outubro de 2014

Click #8

                                                                          



Um click e fique de bem com o mundo através das lentes sensíveis da literatura.
Essa á a coluna onde VCS dizem qual seria a legenda para as imagens.
As imagens que  compartilhamos hoje, dia internacional dos animais,  tem tudo a ver com o bloguito, afinal olha que fofurice mais encantadoramente encantadora ??????
Para VCS que assim como nós são apaixonadamente apaixonados e amam loucamente seus cachorros.

                                                                        



                                                                        



                                                                      



Esse texto, criado e muito difundido pela fabricante de rações Pedigree, expressa de forma tão clara o que sentimos em relação aos cães, que não poderia deixar de transcrevê-lo no blog:

Somos loucos por cachorro.
Algumas pessoas são a favor das baleias.
Outras, das árvores.
Nós gostamos mesmo é de cachorro.

Os grandes e os pequenos.
Os de guarda e os brincalhões.
Os de raça e os vira-latas.

Somos a favor dos passeios,
das corridas e travessuras,
de cavar, caçar, cheirar e brincar.

Somos a favor dos parques com cachorros,
de portas para cachorro.
E da vida de cão.

Se houvesse um feriado internacional
em que todos os cães
fossem reconhecidos por sua contribuição
para a qualidade de vida na Terra,
nós seríamos a favor também.

Porque somos loucos por cachorro.


Abraços Literários em todos os loucos por cachorros!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Peter Pan - James Matthew Barrie

                                                                         



Esta é a primeira tradução integral de Peter Pan publicada no Brasil. O livro. De verdade. Sem mediações mesmo as mais simpáticas - como a de Lobato ou as da Disney, cada uma delas hoje um clássico à sua maneira.
Mas agora temos Peter Pan de Sir James Barrie. Originalmente Peter Pan foi escrito como parte de um romance para adultos (do próprio Barrie) intitulado "Pequeno Passáro Branco" em 1902. Em 1904, no Teatro Duk of York em Londres foi encenada a primeira versão dramática da fantasia Peter Pan. Durante muito tempo, Barrie se recusou a escrever uma versão narrativa da peça, mas deu sua autorização à diferentes versões alheias. Finalmente fez sua própria, Peter Pan e Wendy, em 1911. O texto é ambíguo, coloca problemas interessantíssimos de enunciação, carrega alusões ao mundo adulto e seus problemas.


“Todas as crianças crescem, menos uma.”
Como pó de fada, há cem anos estas palavras transportam os leitores para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca - Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, crocodilos, sereias, o Capitão Gancho e seus piratas...
Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também os adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação.
Este livro foi uma das maiores alegrias de minha vida literária. Ele me proporcionou muitas alegrias e muitos momentos agradáveis. Eu voltei a ter cinco anos de idade, quando eu assistia repetidamente Peter Pan.Com uma história muito parecida com a do filme, o livro ainda me explicou alguns porquês do mundo fantasioso criado por Barrie: como, por exemplo, originam-se fadas. As aventuras me envolveram de tal maneira que li esse livro num dia.
Os personagens são muito bem construídos. Cada um com sua personalidade bem definida e o seu papel, mesmo que secundário, com encaixe perfeito na história.
Peter Pan é um garoto peculiar, com sua dualidade explícita: ora bom, ora traiçoeiro. Talvez isso aproxime ainda mais o leitor do personagem. Se por um lado temos vontade de sacudi-lo e incutir algum juízo em sua cabeça, por outro lado, sua lealdade aos Meninos Perdidos e à Wendy cativa cada vez mais.
O mais bacana é perceber que Peter Pan personifica o ponto principal trabalhado no livro: a pureza da infância. Sendo avesso a qualquer assunto ou aspecto da vida de adulto, o personagem não quer nunca crescer, em uma temática que tem sido muito trabalhada.
Eu não posso deixar de citar a Naná, a cachorra-babá das crianças, que faz o livro ficar ainda mais fofo: ela é super protetora e amorosa. Cada um dos Meninos Perdidos conquistou um lugarzinho em meu coração. Já os piratas, bem caracterizados, possuem uma aura hilária que permeia todas as passagens onde aparecem: tive a impressão de ser proposital, conferindo às partes mais "medonhas" um toque de humor (principalmente quando o Capitão Gancho, símbolo extremo do que poderia representar o medo, morre de medo do crocodilo que vive em seu encalço). Além disso, Wendy é ingênua, prestativa e carinhosa. Não tem como não se apegar aos personagens.
O contraste entre infância e a maturidade foi trabalhada também na vida paradoxal dos personagens: enquanto Peter não sabia o que era um beijo, demonstrando sua ingenuidade, suas maiores aventuras são marcadas por matanças. Ao mesmo tempo em que ele possui a delicadeza de uma criança, possui a frieza de um adulto.
É um livro que indico para qualquer pessoa, de qualquer idade.
É um livro escrito para crianças, mas apesar de ser um livro fiel ao público-alvo é também uma boa leitura para os adultos, pois só um adulto poderá enxergar algumas características e críticas inseridas na história, como a crítica à sociedade da época.
Outra característica bacana que percebi, desta vez associada à tradução, são as músicas presentes no livro que mantiveram ritmo e rimas.
Em uma tradução é notável que se perde muito da essência de um poema ou de uma música, o que não acontece nesse livro.
Nota 10 no quesito.

Peter Pan é um livro poético, feito para crianças, mas para encantar adultos.
Simplesmente encantador.

Leitura mais do que recomendada.
Abraços Literários.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

                                                                         



Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas - e que lhe apresentam diversos enigmas...

Alice no País das Maravilhas é uma das histórias infantis mais queridas pelos adultos. Nela existe encanto, beleza, magia e absurdo, como em toda história infantil inteligente; mas também mensagens subliminares escondidas em cada episódio, cada aventura vivida pela adorável menina que cai na toca de um coelho e esbarra em outro mundo, onde nada parece fazer sentido, dando margem às interpretações mais diversas.
Alguns até duvidam que Alice no País das Maravilhas tenha sido escrito para crianças. O jogo de espelhos, a loucura do chapeleiro, as obsessões da rainha de copas, o esconde-esconde com o gato, as variações de tamanho da personagem (ora minúscula e insignificante, ora gigantesca, desproporcional, sempre inadequada) dizem muito mais para um adulto do que para uma criança. Embora, originalmente, a história tenha sido escrita para uma menina de dez anos. No entanto, uma criança do século XIX. Alice e, por tabela, Lewis Carrol, seu criador, são enigmas que se reconfiguram e não perdem a juventude, o ineditismo, a surpresa, mesmo mais de século e meio depois da primeira publicação do livro na Inglaterra da época vitoriana, em 1865.
Considerada uma das obras mais importantes da literatura inglesa, Alice no País das Maravilhas é a história infanto-juvenil que mais coleciona adaptações para o cinema, seriados de televisão, teatro, quadrinhos ou é inspiração para outras obras do gênero. Dois escritores saídos do universo HQ, contemporâneos, já declararam sofrer influência do estilo surrealista de Lewis Carrol: Neil Gaiman (Stardust) e Allan Moore (A Liga Extraordinária). Encontro ainda traços de Alice em Charlie e a fantástica fábrica de chocolates, de Roald Dahl.
As edições da história de Lewis Carrol são igualmente inesgotáveis. Das comentadas, luxuosas, integrais, às simplificadas para os menorzinhos, sempre existe uma “alice” adequada ao senso crítico ou idade do leitor. É uma história que, quando lida na infância, é interpretada de um jeito e quando lida na idade adulta, ganha outros significados.
As meninas quando pequenas, querem viver as aventuras da pequena Alice, apenas pelo gosto de conhecer o exótico, o diferente, a transgressão.
No nosso mundo lúdico, sempre há lugar para as coisas aparentemente sem sentido, mas recheadas de significados. Ao crescer, encontramos em vários rostos pela vida afora, diversas versões da rainha de copas, do gato de cheshire e do chapeleiro louco.
De certa forma, toda menina traz dentro de si, mesmo quando mais velha, um pouco de Alice, seja no país das maravilhas ou de um dos dois lados do espelho.


As mil faces de Alice é um obra clássica e atemporal, para crianças e adultos.
Super recomendado.


Abraços Literários.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A Arte das Capas #12

                                                                         
 

A capa de livro é a identidade visual de uma obra literária. Uma nobre embalagem, que desperta os sentidos, desejos, sonhos e emoções, e tem muita história para contar...
A Arte das Capas é a coluna em que mostramos  livros e suas capas.
Bacana pra que vocês conheçam novos livros e novas capas também, já que temos  certeza que muita gente, assim como nós, adora capas de livros!
Nesse mês de setembro nós trazemos esse que é um livro encantador e absolutamente recomendado, pelo qual eu sou completamente apaixonada e que é um dos meus favoritos, Esposa 22, de Melanie Gideon.

                                                                       




 Sinopse- Alice e William Buckle se casaram apaixonados. Mas, dois filhos e quase vinte anos depois, Alice está entediada. Por isso, quando recebe um convite por e-mail para participar de uma pesquisa on-line sobre casamentos, ela aceita num impulso. Respondendo às perguntas enviadas por um pesquisador anônimo e carismático (Pesquisador 101), Alice (Esposa 22) tem a oportunidade de reexaminar a história do próprio relacionamento.

                                                                           



Cativante, interessante e espirituoso, Esposa 22 chama a atenção pela linda capa lilás e uma boca em forma de coração.
Mas é muito mais do que uma linda capa. É uma deliciosa, instigante e bacanérrima comédia romântica contemporânea, um chick lit de alta qualidade, sem dúvida um dos meus favoritos, me fez parar o mundo e devorar cada página.
Um retrato fiel de como a internet (e suas inúmeras redes sociais) se tornou algo imprescindível para a maioria das pessoas, nos dias atuais.
Quantos perfis públicos você tem? E anônimos?
Qual a sua relação com o Google? Já pensou sobre isso? Com tantos tópicos comuns a todos nós, o mote do livro é bastante interessante.
E apesar do título, não é só dedicado às casadas, mas a todas nós que vivemos nesse mundo maluco.
Para quem é casado e tem filhos, irá se identificar imediatamente com toda a dubiedade de sentimentos da protagonista. Porém, quem não viveu essa experiência ainda, terá um perfeito panorama das responsabilidades que o casamento e a criação dos filhos exigem.
O conjunto dos temas e a dinâmica da leitura fazem de Esposa 22 um livro maravilhoso.

                                                                          



Alice Buckle é uma mulher de quarenta e quatro anos, vinte anos de casada, dois filhos adolescentes, um perfil assíduo no Facebook, um no twitter, um email e um celular inseparável, sem contar as frequentes visitas ao site de pesquisa do Google, itens de total apego e necessidade constante. 
Entre uma clicada e outra, Alice resolve pesquisar no Google sobre felicidade no casamento e dias depois recebe em sua caixa de span, uma solicitação para participar de uma pesquisa sobre o assunto, pela qual ela receberá no final, mil dólares.
Ela é então encaminhada a um endereço eletrônico com o pseudônimo de Esposa 22, e lhe foi designado um pesquisador sob o pseudônimo de Pesquisador 101.
Devidamente cadastrada, ela começa a receber as perguntas e enviar as respostas. Com o tempo, e as interações entre o questionário, as respostas e as dúvidas, a Esposa 22 se apaixona pelo Pesquisador 101, e o Pesquisador 101 também se apaixona pela Esposa 22.
Paralelo a obsessão que se transformou essa pesquisa e protegida sob a sua identidade secreta, Alice tem uma vida bem atribulada. Seu marido, William Buckle, perde o emprego e surgem inesperados problemas com seus dois filhos adolescentes, o que a faz refletir sobre o seu casamento e a vida em família.
Uma divertida leitura que aborda além dessa desenfreada dependência da internet, o acesso com toda e qualquer pessoa, o anonimato e exposição nas redes sociais, também trata assuntos complexos como homossexualismo e uso de drogas. Vale ressaltar a diagramação do livro, bem variada.
A narrativa é sob a perspectiva de Alice, personagem muito bem construída, divertida, bem humorada, que cativa o leitor, e marcada pelo excessivo uso de diálogo e pouca descrição. Como se estivéssemos lendo uma peça teatral. Aliás, Alice é professora de teatro. Desta forma a leitura criativa flui numa dinâmica sem freios. 
Alice é uma personagem tão palpável, que em muitos momentos parecia que eu era sua amiga, tomando um café e ouvindo sua história.   
Além das mensagens de e-mails trocadas entre Alice e o pesquisador 101, temos acesso as atualizações do seu facebook, e também suas pesquisas pelo Google. Este formato, cria uma atmosfera tão agradável, que as páginas passam voando.
Um ponto positivo é a consistência de todos os personagens, graças aos diálogos espirituosos e envolventes,
e as cenas enxutas e diretas. A autora dessa forma consegue construir um enredo grandioso, atual e original. Seus personagens possuem sentimentos reais e críveis, de forma que o leitor consegue criar uma identificação imediata com todos.Os personagens secundários são absolutamente apaixonantes e muitas vezes roubam a cena encantadoramente.

                                                                        


O pesquisador 101 designado a lhe fazer as perguntas, é um simpático homem, que se mostra sensível e atencioso. Os dois acabam criando perfis no facebook, para se comunicarem mais abertamente, e é justamente quando tudo se torna um jogo perigoso.
Alice está cada vez mais viciada em se comunicar com o misterioso pesquisador 101, e enquanto revela detalhes minuciosos de sua vida conjugal, sente que não sabe nada sobre ele.

“ (...) Eu nem preciso olhar pela janela para ver como está o clima. Posso ter a previsão do tempo todas as manhãs, enviada diretamente para o meu laptop. Existe coisa melhor?

Cordialmente, Esposa 22.

(...)Existe: ser pego de surpresa pela chuva.

Tudo de bom,

Pesquisador 101.”



O pesquisador 101 é apaixonante. Suas mensagens, sua percepção sobre os sentimentos de Alice, e especialmente o seu modo de ler nas entrelinhas, são altamente irresistíveis, motivo pelo qual não dá para culpar Alice por não resistir aos seus encantos.

Esposa 22: Essa é a sua mão na foto do seu perfil?

Pesquisador 101: É

Esposa 22: Por que você postou uma foto da sua mão?

Pesquisador 101: Por que eu queria que você a imaginasse na sua nuca.”


Mais do que mostrar o desgaste causado pelos anos de casamento, o livro traça um paralelo sobre as consequências de sermos tão apegados as redes sociais, como se fosse extremamente necessário expor nossas vidas e rotinas, a fim de sentirmos que nossas experiências são reais.
Será que a acessibilidade é tão essencial assim em nossas vidas?

Leitura mais do que recomendada.

                                                                       



Agora o que nós queremos saber é: Qual dessas capas é a sua favorita?????

Abraços Literários e até a próxima.