Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida





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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Literatura Infantil-



Para os pequenos, a galerinha que está começando a ler agora e para leitores de todas as idades que dão vozes às suas crianças interiores, escolhi alguns livrinhos que chegaram por aqui nesse 2018, vamos conhecer as narrativas por trás dessas capas lindinhas?


Lina e o balão de Komako Sakai – Editora Pequena Zahar

Durante um passeio, Lina ganha um balão amarelo. Mas ele não é um simples balão amarelo para ela: é seu amigo. Vão brincar juntos, comer juntos, dormir juntos. O problema é que essa amizade é, por assim dizer, frágil, e um vento leva seu novo amigo para o alto de uma árvore. A menininha fica muito triste com essa possibilidade de perda e vai precisar confiar na sua mãe para tentar manter esse laço de amizade.



O Passeio de Pablo Lugones - Editora Gato Leitor

“Preparada, filha?” A menina mal responde e sai voando na bicicleta. Desta página em diante, o leitor percorrerá um longo passeio pelo tempo, acompanhando pai e filha em suas pedaladas. Lado a lado, eles envelhecem abrindo caminho para as descobertas.




O sol se põe na Tinturaria Yamada de Claudio Fragata – Editora Pulo do Gato

Sentado à porta da tinturaria, o senhor Yamada tenta relembrar a cantiga que entoava com os irmãos quando era apenas um menino, em Kyoto. O sol aquece suas lembranças, ele fecha os olhos e repete os versos até recuperá-los dos esconderijos do tempo.




A ilha do vovô de Benji Davies – Editora Salamandra

Um dia, o avô de Syd o convida a conhecer o sótão. Em meio a objetos antigos, recolhidos em viagens, há uma porta que abre para um mundo de fantasia. Syd e o avô não estão mais em casa, mas em um navio a caminho da ilha do vovô. Lá, eles brincam e vivem momentos muito felizes até que é chegada a hora de voltar. Mas o idoso não vai sair daquele paraíso. Este é um caminho que o menino precisa fazer sozinho. É com essa metáfora que o livro fala sutilmente sobre morte e perda.




No sótão de Hiawyn Oram – Editora Pequena Zahar

Às vezes, tudo que a gente precisa é de um pouco de espaço para deixar a imaginação fazer seu trabalho. O menino deste livro tinha muitos brinquedos espalhados pela casa, mas não conseguia se divertir. Até que um dia ele subiu no sótão, que estava praticamente vazio, e começou a preencher de aventuras sua vida entediante. Que mágica tinha aquele sótão? O tipo de mágica que nossos filhos precisam: espaço livre, tempo ocioso, uma agenda sem cobranças e nenhuma proposta de brincadeira óbvia.



A volta dos gizes de cera de Drew Daywalt - Editora Salamandra

Se no primeiro livro (lembram dele no ano passado? Clica aqui) os gizes de cera se revoltaram, no segundo tudo o que alguns querem é voltar a ser usados. Desta vez, Diego recebe uma pilha de cartões-postais de seus amigos injustiçados. O bordô, por exemplo, foi esquecido no sofá há dois anos e acabou quebrado. O vermelho-neon foi largado em um hotel e só quer voltar para casa. O amarelo e o laranja, que brigaram no primeiro volume, derreteram no sol e se grudaram. O giz que brilha no escuro está sozinho no porão e com medo dos monstros que ajudou a desenhar. Diego vai arranjar um jeito de agradar a todos os gizes que ele esqueceu, perdeu ou desprezou ao longo do tempo nessa narrativa cheia de humor.




Direitos do pequeno leitor de Patricia Auerbach – Editora Companhia das Letrinhas

Um livro é um grito de liberdade. Assim, todo pequeno leitor precisa saber que pode tudo com a leitura. Desde se imaginar como o herói de uma história, fazer amigos imaginários e ler onde e como quiser. Esse é o manifesto que Patricia Auerbach fez para as crianças neste livro, inspirado na obra Como um Romance, em que Daniel Pennac encoraja os leitores a transgredirem a leitura, pulando páginas ou até abandonando livros antes do fim. E que Odilon Moraes ilustra com elementos de outras histórias infantis, como Alice no País das Maravilhas e Onde Vivem os Monstros.




Assopre, ponha o curativo e sarou! de Bernd Penners – Editora Brinque-Book

Sabe quando a gente dá um beijinho para sarar? É mais ou menos isso o que este livro faz. Mas o leitor, aqui, precisa interagir colando os curativos nos animais machucados – o macaco bateu a testa, a ovelha arranhou a barriga e o cachorro torceu a pata, por exemplo. E não basta grudar o adesivo, é preciso doar também uma dose de afeto, pois para cada machucado há o pedido de assoprar e dar um beijo. Por ser cartonado, o livro permite a brincadeira de colar e descolar, sem medo de amassar.



Eu pirei no A Volta dos gizes de cera, desidratei de chorar com A Ilha do vovô e queria um curativo pra sarar o dodói da saudade da minha pequerrucha <3
E aí bebês me contem qual livro vocês acharam mais fofoludo?????


Abraços Literários e até a próxima.



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Feliz Dia das Crianças-

                                                                               

Para comemorar o dia das crianças, selecionamos alguns títulos para os pequenos, para a galerinha que vai começar a ler agora e para leitores de todas as idades que sempre vão trazer em seus corações as crianças que foram um dia.
Entrem conosco nesse universo mágico da literatura!


Winnie, a ursinha Pooh

Winnie, a ursinha Pooh - A verdadeira história do ursinho mais famoso do mundo
Você sabia que o ursinho Pooh existiu mesmo? E que ele era uma ursa?
Esta é a verdadeira história da ursa Winnie, que serviu de inspiração para o personagem do Ursinho Pooh. E é uma aventura inspiradora, recheada de amizade e dedicação aos animais.
Tudo começou quando Winnie era apenas uma filhotinha e foi comprada de um caçador por um veterinário que amava animais. Juntos, eles atravessaram o mar, indo do Canadá até a Inglaterra na época da 1ª Guerra Mundial.
Mas, quando o veterinário teve que partir para a batalha, levou Winnie para um lugar seguro: o zoológico de Londres. E foi lá que ela conheceu Christopher Robin! E o pai de Christopher era um escritor, que acabou escrevendo a história do... Você sabe de quem, não é?




O Sonho de Lu Shzu

O Sonho de Lu Shzu trata com delicadeza e sensibilidade a exploração do trabalho infantil.
A história é contada por uma boneca de uma menina chinesa que é trabalhadora de uma fábrica de brinquedos e que tem um sonho dentro deste contexto não muito favorável a ele.




Flávia e o Bolo de Chocolate

Em meio aos questionamentos da pequena Flávia sobre a sua pele marrom – tão diferente da pele branquinha da mãe –, a premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma sensível e lúdica para os pequenos.
Com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora, ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores.
E que é justamente isso que o torna tão rico. Flávia e o bolo de chocolate é o terceiro livro infantil de Míriam Leitão, autora também de A menina de nome enfeitado.




Colo de Avó

Há quem diga que não tem avó ou que já teve e não tem mais, mas é engano. Todo mundo tem avó. Tem avó que a gente conhece, tem avó que a gente não chega a conhecer. Tem avó de sangue, tem avó por adoção. De um jeito ou de outro, nossas avós estão sempre com a gente: é delas que vem nosso jeito especial ou aquele ditado que ninguém da família esquece. Esse livro é uma homenagem ao tipo mais maravilhoso de avó: aquela que tem o colo mais macio, o abraço mais apertado e, no lugar do coração, tem um ninho, sempre pronto, à espera do netinho.




Lá e Aqui

A escritora Carolina Moreyra aborda com rara delicadeza um assunto difícil: a separação dos pais. Com o traço simples e característico de Odilon Moraes - ilustrador premiado que vem desenhando a mais fina literatura infantojuvenil - imagem e texto se unem em Lá e Aqui para contar que a separação, aos olhos de uma criança, pode ser vivida de uma maneira positiva, sem no entanto menosprezar o sofrimento inicial.


As Cores dos Pássaros

No tempo em que os pássaros ainda não eram coloridos, Dona Coruja teve uma ideia e tingiu as próprias penas. Outros pássaros ficaram encantados. Foram chegando e também pediram cores. Mas algo inesperado aconteceu e mudou a história e a natureza para sempre. Numa narrativa poética e inspiradora, a autora convida o leitor a soltar a imaginação, alçar voo e passear pelas palavras e pinceladas.




A Cozinha Encantada dos Contos de Fadas

Cozinhar é uma tarefa mágica. Um punhado de farinha, manteiga e ovos pode se tornar um lindo bolo, assim como um copo de leite gelado com sorvete e morangos vira um delicioso milk-shake. Com um pouco de persistência e criatividade, as coisas se transformam, ganham brilho, vida e graça, como num passe de varinha de condão. Neste livro, Katia Canton reuniu o encanto da culinária com a fantasia dos contos de fadas para apresentar as diversas receitas que aparecem em histórias como Cinderela, Pele de Asno, O Gato de Botas e muitas outras.



A Revolta dos Gizes de Cera

O pobre Diego só quer colorir. Mas quando ele abre a caixa de gizes de cera, ele encontra apenas bilhetes, todos dizendo a mesma coisa: seus gizes estão revoltados! Eles entraram em greve! O Preto não queria ser usado apenas para contornar desenhos. O Bege está cansado de ser chamado de marrom-claro, de amarelo-escuro e de ser usado apenas para pintar trigo. O Azul precisa de férias, pois está exausto de tanto colorir gotas de chuva, lagos e oceanos! Já o Laranja e Amarelo não estão mais se falando. Cada um deles acredita ser a verdadeira cor do sol. O que será que Diego pode fazer para acalmar todos os gizes de cera para que voltem a fazer o que sabem de melhor?


Quem vem comigo carimbar o passaporte para um mundo de aventuras?
E aí pessoas lindas, qual desses livros, já leram?
Qual gostariam de ler?
Que livro vocês indicam para os pequenos?


Beijos enormes, abraços literários e até a próxima!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Bibioteca ??? Uma biblioteca pode fazer milagres!

                                                                               


Para comemorar o dia das crianças nós escolhemos resenhar esse encantador livro infantil para apresentar aos pequenos e futuros leitores!
Entrem com a gente nesse mundo mágico da literatura ;)
Temos certeza de que VCS vão se encantar!
Feliz Dia das Crianças!


Bibioteca??? Uma biblioteca pode fazer milagres!

O pequeno rato (que delícinhaaaaa ser “ratinha” de biblioteca!) é o alvo da raposa.
Ele corre o mais rápido que pode e passa por lugares apertados na tentativa de fugir, mas a raposa continua a sua caça.
O rato descobre sua salvação em uma biblioteca, repleta de livros com histórias e novidades, onde apresenta um mundo muito maior à raposa. 
Ela nunca tinha ouvido falar daquilo: “bibioteca???”.
E logo esquece o rato para se aventurar num novo desafio: aprender a ler.

                                                                            


 Estão vendo esse ratinho aí em cima tomando sol ???
Ele é um dos nossos protagonistas.
Enquanto ele está tomando seu sol aparece uma raposa querendo devorá-lo e ele foge... A raposa o segue e começa a sentir cheiro de papel e gente.

Quando acha o ratinho ele logo diz: " - Psiu!! Aqui ninguém pode ser perturbado!
Aqui é uma biblioteca.”

A raposa achou estranho aquele nome e logo perguntou: "Bibio... o que?”

E o ratinho, além de explicar que uma biblioteca é um lugar cheio de livros, entregou um livro de gravuras para a raposa.

                                                                               



A raposa volta a biblioteca depois de três dias e quer levar outro livro para casa. O ratinho então apresenta para a raposa os livros com áudio que ela pode pegar emprestado.

                                                                          

... e de tempos em tempos o animal aparecia para pegar cada vez mais livros e CDs!

E mesmo que o ratinho reclamasse que ela não tinha permissão de levar mais de 10 livros de uma vez, a raposa sumia com tudo! 
                                                                            


Muitas  outras coisas acontecem dentro da biblioteca e outros animais aparecem, afinal uma biblioteca é sempre uma caixinha de surpresas!

Bacanudoooo demais  para introduzir os pequenos ao mundo da leitura que acontece dentro de uma biblioteca.
A obra conta uma divertida história sobre como funciona uma biblioteca, suas regras, como fazer o cartão de empréstimos, quantos dias podemos ficar com os livros e quantos livros podemos emprestar de cada vez.
Um adorável incentivo de leitura às crianças de forma lúdica.

O livro mostra também que a amizade pode surgir dos momentos mais improváveis e que a leitura une os diferentes.

E VCS ???  Já visitaram  uma biblioteca essa semana ????

Recomendado para crianças a partir dos 2 anos em leitura compartilhada e para os maiorzinhos de 6 anos que já leem sozinhos.
Também para leitores de todas as idades :D

Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga

                                                                                


A Bolsa Amarela é a história de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) - a vontade de crescer, a de ser garoto e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma contestação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade” - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo em que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa, e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa.

Excelente demonstração de que livros infantis são ótimos pra adultos.
A história é contada de maneira simples, mas vamos reconhecer lá muitas das aflições e desejos das crianças.
O livro foca em 3 vontades de Rachel (a personagem principal): ser grande, ser menino e ser escritora.
O que torna o livro interessante é a criatividade da personagem.
Tem guarda-chuva que fala em outro idioma, tem carretel de linha, alfinete, e vontades que engordam e emagrecem fisicamente!
Outra coisa bacana foi perceber como as crianças se sentem tolhidas perto dos adultos.
Às vezes fazemos e dizemos coisas que parecem não importar muito, mas que significam muito para uma criança, e que fazem com que ela passe horas e dias pensando sobre o assunto!
Temos que tomar cuidado com essas atitudes, pra não acabar costurando o pensamento delas!

Um adorável livro, recomendado  para crianças e adultos.

Abraços Literários e até a próxima.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Caneca Literária #16: O Menino Maluquinho

                                                                         



A Caneca Literária de hoje é especial para as crianças e adultos de todas as idades que são loucos por maluquices e acreditam que o importante é ser feliz.

                                                                        



O Menino Maluquinho – Ziraldo

Na grande obra infantil de Ziraldo, verso e desenho contam a história de um menino traquinas que aprontava muita confusão. Alegria da casa liderava a garotada, era sabido e um amigão. Fazia versinhos, canções, inventava brincadeiras. Tirava dez em todas as matérias, mas era zero em comportamento. Menino maluquinho, diziam. Mas na verdade ele era um menino feliz.

Era uma vez um menino maluquinho.
Quem não conhece esse Menino Maluquinho?
Ele tinha fogo no rabo, tinha vento nos pés.
Ele era muito sabido, ele sabia de tudo, a única coisa que ele não sabia era como ficar quieto.
Pra uns, era um uirapuru
Pra outros, era um saci
Na turma ele era o menorzinho, o mais alegrinho, o mais maluquinho
Ele era um companheirão.
Se tinha chuva ele inventava o sol, pois sabia onde achar o azul e o amarelo.
Se, de repente, ficasse muito vazio, ele inventava o abraço pois sabia onde estavam os braços que queria.
Se havia o silêncio ele inventava a conversa.
Apesar do zero em comportamento, tira dez em todas as matérias da escola.
Todos sabem qual é o seu caderno, porque é todo enfeitado com desenhos e versinhos.
E chorava escondido se tinha tristeza.
E ficava sozinho brincando no quarto semanas seguidas, fazendo batalhas, fazendo corridas, desenhando mapas de terras perdidas.
Mas o seu maior mistério todos sabiam de cor: era o jeito que o menino tinha de brincar com o tempo.
Sempre sobrava tempo pra fazer mil traquinadas.


Uma delícia das mais deliciosas este menino maluquinho que o Ziraldo inventou. Este menino que tem cara do amigão do peito muito do bem escolhido. Porque de maluquinho ele não tem é nada ... É um inventor de invenções ótimas, curtidor de tudo o que é gostoso, sabedor do que precisa saber e até poeta!
Um menino daqueles que a gente conhece e ama de paixão perdida!

É, sem dúvida, uma das melhores obras infantis, não só pelo personagem, mas pela delicadeza e proximidade que Ziraldo consegue chegar, ao lidar com a criança que lê o seu livro. Ziraldo, tão querido!
Escrito em 1980, e até hoje, encanta adultos e crianças de todas as idade. 
Não é à toa que vendeu milhões de exemplares e serviu de inspiração a tantas peças teatrais e quadrinhos, além de adaptação para as telonas.

Super recomendado!


Abraços Literários.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Peter Pan - James Matthew Barrie

                                                                         



Esta é a primeira tradução integral de Peter Pan publicada no Brasil. O livro. De verdade. Sem mediações mesmo as mais simpáticas - como a de Lobato ou as da Disney, cada uma delas hoje um clássico à sua maneira.
Mas agora temos Peter Pan de Sir James Barrie. Originalmente Peter Pan foi escrito como parte de um romance para adultos (do próprio Barrie) intitulado "Pequeno Passáro Branco" em 1902. Em 1904, no Teatro Duk of York em Londres foi encenada a primeira versão dramática da fantasia Peter Pan. Durante muito tempo, Barrie se recusou a escrever uma versão narrativa da peça, mas deu sua autorização à diferentes versões alheias. Finalmente fez sua própria, Peter Pan e Wendy, em 1911. O texto é ambíguo, coloca problemas interessantíssimos de enunciação, carrega alusões ao mundo adulto e seus problemas.


“Todas as crianças crescem, menos uma.”
Como pó de fada, há cem anos estas palavras transportam os leitores para um mundo mágico, povoado pela família Darling e pelos habitantes da Terra do Nunca - Peter Pan, os meninos perdidos, Sininho, crocodilos, sereias, o Capitão Gancho e seus piratas...
Um dos mais populares clássicos infantis, Peter Pan é uma história que, como Alice no País das Maravilhas, une gerações, contagiando também os adultos com sua energia, imaginação e um enredo que permite diversos níveis de interpretação.
Este livro foi uma das maiores alegrias de minha vida literária. Ele me proporcionou muitas alegrias e muitos momentos agradáveis. Eu voltei a ter cinco anos de idade, quando eu assistia repetidamente Peter Pan.Com uma história muito parecida com a do filme, o livro ainda me explicou alguns porquês do mundo fantasioso criado por Barrie: como, por exemplo, originam-se fadas. As aventuras me envolveram de tal maneira que li esse livro num dia.
Os personagens são muito bem construídos. Cada um com sua personalidade bem definida e o seu papel, mesmo que secundário, com encaixe perfeito na história.
Peter Pan é um garoto peculiar, com sua dualidade explícita: ora bom, ora traiçoeiro. Talvez isso aproxime ainda mais o leitor do personagem. Se por um lado temos vontade de sacudi-lo e incutir algum juízo em sua cabeça, por outro lado, sua lealdade aos Meninos Perdidos e à Wendy cativa cada vez mais.
O mais bacana é perceber que Peter Pan personifica o ponto principal trabalhado no livro: a pureza da infância. Sendo avesso a qualquer assunto ou aspecto da vida de adulto, o personagem não quer nunca crescer, em uma temática que tem sido muito trabalhada.
Eu não posso deixar de citar a Naná, a cachorra-babá das crianças, que faz o livro ficar ainda mais fofo: ela é super protetora e amorosa. Cada um dos Meninos Perdidos conquistou um lugarzinho em meu coração. Já os piratas, bem caracterizados, possuem uma aura hilária que permeia todas as passagens onde aparecem: tive a impressão de ser proposital, conferindo às partes mais "medonhas" um toque de humor (principalmente quando o Capitão Gancho, símbolo extremo do que poderia representar o medo, morre de medo do crocodilo que vive em seu encalço). Além disso, Wendy é ingênua, prestativa e carinhosa. Não tem como não se apegar aos personagens.
O contraste entre infância e a maturidade foi trabalhada também na vida paradoxal dos personagens: enquanto Peter não sabia o que era um beijo, demonstrando sua ingenuidade, suas maiores aventuras são marcadas por matanças. Ao mesmo tempo em que ele possui a delicadeza de uma criança, possui a frieza de um adulto.
É um livro que indico para qualquer pessoa, de qualquer idade.
É um livro escrito para crianças, mas apesar de ser um livro fiel ao público-alvo é também uma boa leitura para os adultos, pois só um adulto poderá enxergar algumas características e críticas inseridas na história, como a crítica à sociedade da época.
Outra característica bacana que percebi, desta vez associada à tradução, são as músicas presentes no livro que mantiveram ritmo e rimas.
Em uma tradução é notável que se perde muito da essência de um poema ou de uma música, o que não acontece nesse livro.
Nota 10 no quesito.

Peter Pan é um livro poético, feito para crianças, mas para encantar adultos.
Simplesmente encantador.

Leitura mais do que recomendada.
Abraços Literários.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

                                                                         



Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas - e que lhe apresentam diversos enigmas...

Alice no País das Maravilhas é uma das histórias infantis mais queridas pelos adultos. Nela existe encanto, beleza, magia e absurdo, como em toda história infantil inteligente; mas também mensagens subliminares escondidas em cada episódio, cada aventura vivida pela adorável menina que cai na toca de um coelho e esbarra em outro mundo, onde nada parece fazer sentido, dando margem às interpretações mais diversas.
Alguns até duvidam que Alice no País das Maravilhas tenha sido escrito para crianças. O jogo de espelhos, a loucura do chapeleiro, as obsessões da rainha de copas, o esconde-esconde com o gato, as variações de tamanho da personagem (ora minúscula e insignificante, ora gigantesca, desproporcional, sempre inadequada) dizem muito mais para um adulto do que para uma criança. Embora, originalmente, a história tenha sido escrita para uma menina de dez anos. No entanto, uma criança do século XIX. Alice e, por tabela, Lewis Carrol, seu criador, são enigmas que se reconfiguram e não perdem a juventude, o ineditismo, a surpresa, mesmo mais de século e meio depois da primeira publicação do livro na Inglaterra da época vitoriana, em 1865.
Considerada uma das obras mais importantes da literatura inglesa, Alice no País das Maravilhas é a história infanto-juvenil que mais coleciona adaptações para o cinema, seriados de televisão, teatro, quadrinhos ou é inspiração para outras obras do gênero. Dois escritores saídos do universo HQ, contemporâneos, já declararam sofrer influência do estilo surrealista de Lewis Carrol: Neil Gaiman (Stardust) e Allan Moore (A Liga Extraordinária). Encontro ainda traços de Alice em Charlie e a fantástica fábrica de chocolates, de Roald Dahl.
As edições da história de Lewis Carrol são igualmente inesgotáveis. Das comentadas, luxuosas, integrais, às simplificadas para os menorzinhos, sempre existe uma “alice” adequada ao senso crítico ou idade do leitor. É uma história que, quando lida na infância, é interpretada de um jeito e quando lida na idade adulta, ganha outros significados.
As meninas quando pequenas, querem viver as aventuras da pequena Alice, apenas pelo gosto de conhecer o exótico, o diferente, a transgressão.
No nosso mundo lúdico, sempre há lugar para as coisas aparentemente sem sentido, mas recheadas de significados. Ao crescer, encontramos em vários rostos pela vida afora, diversas versões da rainha de copas, do gato de cheshire e do chapeleiro louco.
De certa forma, toda menina traz dentro de si, mesmo quando mais velha, um pouco de Alice, seja no país das maravilhas ou de um dos dois lados do espelho.


As mil faces de Alice é um obra clássica e atemporal, para crianças e adultos.
Super recomendado.


Abraços Literários.

sábado, 12 de outubro de 2013

Caneca Literária #6: Emília no País da Gramática de Monteiro Lobato-

                                                                             



A coluna Caneca Literária traz hoje uma sugestão super bacana de leitura para o dia das crianças. O dia em que comemoramos a criança que sempre existirá dentro de cada um de nós!

                           
                                                                             



O livro Emília no País da Gramática, de Monteiro Lobato,  é literalmente um passeio não só pelo país da gramática mas da língua como um todo.
Sem aquelas 1000 regras e suas 500 exceções, Monteiro Lobato interpreta a gramática da língua portuguesa de forma leve e descontraída desvendando através dos personagens que frequentam o sítio da Dona Benta, a sintaxe, morfologia e semântica da língua portuguesa, suas origens e seu funcionamento com noções extremamente pertinentes.
A interpretação de Monteiro Lobato vai além das definições dadas pelas falas dos personagens, todo o cenário e as próprias características físicas e mentais dos personagens transmitem noções concretas da língua, seja o fluxo de palavras nas cidades caracterizando a vivacidade da língua, sua dinâmica, seja a brincadeira da Emília, Pedrinho e Narizinho de "podar" a raiz das palavras e "enxertar" sufixos e prefixos para formar novas palavras, ou mesmo Emília abrindo a caixa dos pontos de interrogação e afirmando que os conhece muito bem, pois são mexeriqueiros e curiosíssimos.
Na entrada, são recebidos por barulhos de vespas, os sons orais. Emília é a mais questionadora de todos e já começa a expor suas dúvidas e indignações com tantos nomes difíceis- xingamentos, como diz- e tantas normas.
Ao longo do livro, eles visitam diversas cidades, como são chamadas as divisões dos grupos de palavras. Passam pela Portugália, onde vivem as palavras da língua portuguesa, Galópolis, de língua inglesa; pelas variações como as gírias, neologismos; visitam as que já estão morrendo e quase não são mais usadas, no Arcaísmo e vão até ao cemitério, onde se encontram as palavras latinas, que já estão mortas.
Durante o passeio, vão percebendo que por mais que haja rixas entre alguns grupos, uns se julguem mais importantes que os outros, não haveria como escrever uma oração sem todas as palavras juntas. Verbos, adjetivos, substantivos, todos são importantes  e indispensáveis para a expressão e interpretação  do pensamento.
Ao longo da jornada, questionam o porquê de tantas formas diferentes de se conjugar verbos,  o emprego do aumentativo e diminutivo às coisas, se não poderiam mudar para formas mais fáceis.
A turma aprende também que os gramáticos não podem mudar a língua, apesar de quererem que ela pare em certo ponto do tempo. A língua não para nunca, sempre muda e evolui.
Após passarem por todas as classes gramaticais, pronomes pessoais, possessivos, artigos definidos e indefinidos, palavras estrangeiras, e tantas outras, cercam-se de um mistério: o sumiço do Visconde de Sabugosa e do ditongo ÃO, desprezado por apenas ajudar a formar algumas palavras.   Quem quer ajudar a desvendar o mistério do sumiço do Visconde ??????

Não é  só uma boa literatura, que proporciona ao leitor o prazer peculiar das palavras, mas uma fonte de conhecimento prático riquíssima que merece atenção podendo ser aproveitada de diferentes maneiras tanto na sala de aula quanto para nosso  conhecimento e uso no dia a dia.
Além de ser divertido, ensina a gramática de português desde o alfabeto à análise sintática. É perfeito para ajudar as crianças em provas de português, tanto em gramática quanto em redação, já que  a  leitura ajuda muito na redação.
Recomendadíssimo.


Beijos literários enormes e até a próxima!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dia Nacional do Livro Infantil-


                                                                            


No dia 18/04, o Brasil comemora o Dia Nacional do Livro Infantil e escolheu este dia por ser a data de nascimento de um dos nossos ícones da literatura infantil: Monteiro Lobato, tradutor, escritor, contista e ensaísta. Algumas de suas obras mais conhecidas são:  O Sítio do Picapau Amarelo, O Marquês de Rabicó,  Reinações de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Caçadas de Pedrinho, Memórias da Emília. Histórias de Tia Anastácia, O Minotauro e Os Doze Trabalhos de Hércules entre outros.

                                                                                  



José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Estreou no mundo das Letras com pequenos contos para os jornais estudantis.
No curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, venceu um concurso literário, promovido em 1904 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto.
Nessa fase de sua formação, Lobato entrou em contato com a obra do filósofo alemão Nietzsche, cujo pensamento o guiaria vida afora.
Viveu um tempo como fazendeiro e foi editor de sucesso. Mas foi como escritor infantil que Lobato despertou para o mundo em 1917.
Escreveu, nesse período, sua primeira história infantil, "A menina do Narizinho Arrebitado", o livrinho, lançado no natal de 1920, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Anastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta.
Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.
No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimentos e ideias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática - aquela em que se aprende brincando.


Para comemorar o dia de hoje,  qual livro de sua infância VC recomenda ??????

Abraços literários e até a próxima.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Internacional da Literatura Infantil-


                                                                              
                                                                                 


Príncipes, princesas, vilões, heróis e animais falantes. O mundo infantil não é somente baseado em brinquedos. A literatura também faz parte, trazendo a magia e o encantamento para a vida dos pequeninos. Geralmente ilustrados,  os livros infantis englobam desde lendas e tradições folclóricas à muitos clássicos mundialmente conhecidos.
No dia 2 de abril, comemora-se o  “Dia Internacional da Literatura Infantil”.
 A data é uma homenagem ao fabuloso escritor Hans Christian Andersen, nascido em 2 de abril de 1805, que escreveu e imortalizou inúmeras histórias como “ O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia”, “As Roupas Novas do Imperador”, “A Caixinha de Surpresas”,  “A Polegarzinha”  e “O Patinho Feio”.

                                                                              



A data é conhecida e comemorada mundialmente, em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.
Tanto os clássicos da literatura infantil quanto os livros somente ilustrados, proporcionaram o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.
As histórias reportam valores morais e éticos, que levam a repensar as atitudes do cotidiano, numa reflexão que pode modificar sua ação, tornando-a melhor enquanto pessoa. A literatura infantil traz sentido aos fatos que acontecem na vida, envolvendo as crianças. Dessa forma, qualquer passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil. As crianças brincam com a boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de se familiarizar com as leis físicas do universo e com os atos que realizarão um dia.
Todos os anos a Internacional Board on Books for Young People, oferece o troféu “Hans Christian”, como sendo o prêmio Nobel desse gênero, algumas escritoras brasileiras já foram homenageadas, como Lygia Bojunga, no ano de 1982, e Ana Maria Machado, em 2000.
No século XIX, os irmãos Grimm escreveram obras que marcaram várias gerações e que até hoje, são lembradas. Foram  os primeiros incentivadores das histórias voltadas ao público infantil e à família. Com narrativas populares, pesquisas e fontes na mitologia nórdica, os livros “Branca de Neve e os Sete Anões”, “João e Maria”, “Cinderela”, “Rapunzel”, “Chapeuzinho Vermelho” e “Os Músicos de Bremen” foram lançados, passando ensinamentos  sobre o mundo , através de uma visão  fantasiosa e em tom lúdico, onde a criança pudesse aprender.
Lewis Carroll  (Alice no País das Maravilhas e Alice no País dos Espelhos) e Carlo Collodi (Pinóquio) também escreveram suas obras, fazendo com que a realidade e a ficção estivessem lado a lado, em um só mundo.
O hábito da leitura deve ser incentivado desde cedo. Além do aumento do vocabulário e da aproximação familiar, a leitura enriquece a criatividade infantil e traz ensinamentos nos quais os resultados são surpreendentes. Relembre  os clássicos infantis,  entre no encantador mundo do Era uma Vez  e passe adiante o incentivo à leitura e à cultura.

No Site e Blog Café com Leitura na rede, VCS  encontram lazer, entretenimento e conhecimento.
Sejam  bem-vindos !!!