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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O Presente do Meu Grande Amor- Doze Histórias de Natal

                                                                                       


Sinopse: Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve — presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite —, vai se apaixonar por O presente do meu grande amor. Nas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa que você comemore o Natal, o Ano-Novo, o Chanucá ou o Solstício de Inverno.

Livros de contos são uma boa alternativa para ler autores que não conhecemos, já que são curtinhos e apresentam o modo como eles conduzem as narrativas.
Gosto bastante de YA e das festas de fim de ano, então fiquei encantada com essa obra da Intrínseca que traz uma coletânea de doze contos com alguns dos nomes que estava curiosa para conhecer.

Meias-noites”, de Rainbow Rowell
“A dama e a raposa”, de Kelly Link
“Anjos na neve”, de Matt de la Peña
“Encontre-me na estrela do Norte”, de Jenny Han
“É um milagre de Yule, Charlie Brown”, de Stephanie Perkins
“Papai Noel por um dia”, de David Levithan
“Krampuslauf”, de Holly Black
“O que diabo você fez, Sophie Roth?”, de Gayle Forman
“Baldes de cerveja e menino Jesus”, de Myra McEntire
“Bem-vindo a Christmas, Califórnia”, de Kiersten White
“Estrela de Belém”, de Ally Carter
“A garota que despertou o sonhador”, de Laini Taylor

Uma das premissas da obra é contemplar a diversidade e a representatividade, o que por si só é um excelente motivo para a leitura e deveria servir de inspiração para outros autores.
E apesar de todas as histórias fazerem menção ao Natal, nem todos os personagens são cristãos e comemoram essa data – alguns celebram Ano-Novo, Chanucá ou Solstício de Inverno.
Os contos com elementos de fantasia possuem as histórias mais criativas se comparadas com as demais e tem estilos variados como no meigo “Encontre-me na estrela do Norte” em que conhecemos Natalie, uma garota adotada por Papai Noel, e sobre sua vida no Polo Norte, na companhia dos duendes ou como o diferente “Krampuslauf” que apresenta adolescentes comuns com problemas comuns, mas não fúteis, como as três garotas que são discriminadas por estudarem em colégios públicos e serem de famílias algumas vezes problemáticas. Aqui a narradora conta curiosidades sobre os costumes natalinos e apresenta uma visão crítica sobre como o mundo atual corrompeu a tradição. O final é surpreendente.
A dama e a raposa” também é ambientada na realidade, e nela a magia se revela para a protagonista enquanto que em “A garota que despertou o sonhador” traz um enredo que se passa num universo fantástico criado e onde a protagonista recorre a antigas divindades para se livrar de um pretendente grosseiro.
Os contos mais realistas também são interessantes, como “Baldes de cerveja e menino Jesus”: onde quando em uma de suas brincadeiras incendeia o palco, o cenário e os figurinos da peça de Natal da igreja, Vaughn é obrigado a ajudar na montagem de uma nova peça e no dia da apresentação tudo dá errado e o menino se desdobra para realizar a peça.
Meias-noites” e “Papai Noel por um dia”, não são ruins, mas perdem pontinhos se comparados aos outros contos.
Embora todas as histórias tenham um casal se formando (na maioria das vezes duas pessoas que acabaram de se conhecer e ficam juntas no Natal no melhor estilo romance macarrão instantâneo), algumas se aprofundam em outras questões, o que obviamente as tornam mais interessantes.
Bem-vindo a Christmas, Califórnia” e “Estrela de Belém” focam nas relações familiares dos personagens, um tema rico que deveria siiiiiiiiim ser melhor trabalhado em obras YA. As autoras conseguem tratá-lo em dois contos com histórias instigantes e protagonistas bem construídas.
A narradora de White que é revoltada com sua vida numa cidade minúscula, mas tem um lado sentimental com relação a sua mãe. Já a de Carter decidiu fugir de sua antiga vida, pegando um avião sem saber o destino e depois assumindo a vida de outra garota – uma das histórias mais envolventes do livro, que nos faz torcer pela garota, apesar da bagunça que se torna a sua vida.
Outro elemento comum a todos os contos, e que era esperado, é um milagre de Natal – alguns, na forma de interferências mágicas na vida das personagens, outros, simplesmente com a conexão ou conciliação entre um casal ou entre um personagem e sua família.
De certa maneira todos conseguiram, senão ser originais, transmitir no final a mensagem de esperança das festas de fim de ano.
É uma leitura agradável e um livro fofíneo recomendado para quem quer ler diversas histórias com finais felizes.


Abraços Literários e até a próxima.



domingo, 17 de dezembro de 2017

Série "Elements"-

                                                                               
A série “Elements”, da autora americana Brittainy C. Cherry, que a editora Record trouxe para o Brasil consta de quatro livros com doses exatas de todos os elementos.
O ar que ele respira” (Ar), “A chama dentro de nós” (Fogo), “O silêncio das Águas” (Água) e “A Força que nos atrai” (Terra), são romances contemporâneos que apesar de fazerem parte de uma série, são livros que podem ser lidos individualmente, já que cada obra conta uma história diferente e não se conectam.
O fator de ligação aqui são os quatro elementos: ar, fogo, água e terra.
Nas narrativas vamos ler sobre o perdão, superação e a construção do amor, não só romance, mas também fraternal, e da felicidade, sem vitimização.
São romances fofos sim, que causam empatia, mas também intensos e com uma pitada de mistério, além de proporcionarem reflexões especialmente as sociais.


                                                                                 

O ar que ele respira

Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim."



A chama dentro de nós

Uma bela amizade. Uma improvável história de amor. Uma tragédia que pode pôr tudo a perder. Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles?



O silêncio das águas

Uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?



A força que nos atrai

Graham Russell e Lucy não foram feitos um para o outro. Ele era apático, vivia em pesadelos e não era um homem que sabia amar. Ela era conduzida pela emoção, sonhadora e não era uma mulher que sabia como não amar. Mas é impossível resistir à atração que os une. Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.



Uma série fofinha para ler de uma sentada, despretensiosamente, por quem gosta romances Young Adult.

Abraços Literários e até a próxima.




sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sorrisos Quebrados-

                                                                                  


Sinopse:
Paola
Perante Deus, o meu marido prometeu me amar.
Cuidar de mim. Ser meu amigo.
Perante todos, disse que me amava. Que íamos ser felizes.
Viver para sempre juntos.
Mentiu em tudo.
Até que um dia, perante mim, ele disse que ia me matar. E não mentiu.
A partir desse dia vivi escondida no meu mundo, até o André aparecer.
André
Não procurava nada. Não queria ninguém.
Não depois de tudo que vivi.
O meu coração estava escondido na escuridão, até a Paola surgir com as suas cores, pintando a minha vida.
Sorrisos Quebrados é um romance colorido entre duas pessoas quebradas por relacionamentos passados. Uma história de superação dos próprios medos e promessas. 

Esse é o tipo de livro que você leva para a vida. Uma obra que retrata o amor doentio, mas também apresenta o amor sublime.
Logo no prólogo acompanhamos a história de Paola em um relacionamento abusivo. Casada com um “príncipe” que por trás da máscara era um sádico, ela sofre um terrível ataque que deixou marcas em seu corpo e alma.
Já André, quebrado psicologicamente por um relacionamento do passado tudo o que quer é proteger a filhinha Sol do mundo. Ele não confia em ninguém e para entrar em sua vida, principalmente quando envolve Sol, é bastante desconfiado, assim sendo o contato com Paola primeiramente é bem difícil, sobretudo com as questões que envolvem ambos.
Duas pessoas que foram conectados de forma surpreendente e se aproximam numa trama que se desenvolve de forma fluída, leve e ao mesmo tempo intensa em que as cenas são descritas sobretudo no que diz respeito às imagens ligadas as cores que utiliza para isso.
A narrativa é apaixonante e sublime trazendo mensagens importantes de superação numa escrita que prende o leitor desde o começo.
Em terceira pessoa, os capítulos se alternam entre a perspectiva de Paola e de André, de forma a permitir que, pouco a pouco, conheçamos mais de suas histórias, emoções e pensamentos.
Uma delicada, bonita e sensível história que tem uma pegada melancólica quando atestamos o quanto o ser humano pode ser cruel, que infelizmente existem pessoas que sentem prazer com a dor dos outros e que nem sempre as coisas acontecem como desejamos, mas que também é permeada de sutilezas e esperança mostrando que nós podemos mudar o destino ao tomar as decisões que mais se encaixam ao que queremos.

                                                                                      


Sofia Silva é uma autora portuguesa que faz sucesso nWattpad com sua série Quebrados, histórias sobre pessoas que se reinventam após terem sido, de alguma maneira, quebradas. 
A obra foi sendo escrito capítulo a capítulo conforme os leitores pediam mais sobre Paola e André. Virou livro inicialmente disponível em eBook na Amazon e recebeu muitas recomendações dos apaixonados pela trama chegando as mãos dos leitores no formato físico pela editora Valentina.

Uma leitura delicada e tocante recomendado aos que focam na mensagem de que é possível seguir em frente.

Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Café DIY- Cordão de luzes de led

                                                                            

Olá bebês!
Hoje trago um DIY bem fofíneo e beeeeeeem facinho de fazer com luzes de led para enfeitar seu Natal e que pode ser usado depois como luzes de camarim.
Vamos lá?????

Material: Luzes de led branca ou na cor que você preferir, tem que ser led mesmooooooo tá que é pra não “incendiar” as bolinhas. Pode ser pisca-pisca ou estática, com fio ou com pilha, pessoalmente acho com pilha mais prático, já que não precisa de tomadas. (Só eu acho que as paredes deveriam ter duzentas tomadas uma para cada coisa?)
Bolas de pingue-pongue
Tesoura, estilete ou faca com ponta, nesses casos, faça um X e então siga fazendo movimentos circulares para conseguir o furo, se usar uma furadeira é só furar, eu achei mais fácil de usar a furadeira :D , do outro jeito quebrei muitas bolinhas :/

                                                                                        


O passo a passo é beeeeeeeeeeeeem simples:

Com a tesoura, estilete ou furadeira (e com muitooooooo cuidado) faça um furo na bola de pingue-pongue. Faça um pequeno furo, onde está a marca na bola assim não aparece a parte escrita, e vá aumentando à medida que você testa o encaixe da lâmpada na abertura, preferencialmente sem deixar ficar frouxo para não cair a lampadinha, massssssssss se você errar use fita crepe, fita adesiva ou até cola quente para prender a bolinha :)

                                                                               

E se quiser incrementar depois de furar as bolinhas, passe-as numa mistura de metade água metade cola branca e salpique glitter por cima girando para pegar de todos os lados.
Também pode usar a mesma técnica da cola/água, para usar em balões de aniversário, o ideal é usar do número 0 ao número 3, encher (se você arrasa no fôlego manda ver, sopre como se não houvesse amanhã, se você é péssima nisso tipo euzinha, use uma daquelas bombinhas para encher as bexigas), pincele o balãozinho com a mistura de cola/água, pegue um barbante ou linha colorida e enrole no fofíneo até preencher totalmente.
Passe mais cola/água e deixe secar completamente de um dia para o outro. Daí com uma agulha é só furar o balãozinho e introduzir a lampadinha do pisca de led!

                                                                                       



Dá pra fazer também miolo de florzinhas de fuxico e até usar naqueles buquês de flores de seda fica muito amorzinho <3

O passo a passo peguei nesses três sites, aqui, aqui e aqui, mas tem um monte de vídeo no YT mostrando cada etapa do DIY.


Dá pra enfeitar guirlanda, colocar na porta, pôr no pinheirinho, numa árvore, num vasinho, na parede, na janela, no espelho do quarto, etc, etc e etc rsrsrsrs

Abraços literários e até a próxima.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Cine Clube #32: Assassinato no Expresso do Oriente-

                                                                               

O filme adaptado do romance da autora mais vendida do mundo, Agatha Christie, Assassinato no Expresso do Oriente que foi publicado pela primeira vez no Reino Unido, em 1934 é dirigido e estrelado pelo ator e cineasta norte-irlandês Kenneth Branagh responsável por dar um toque de humor ao longa.
A história gira em torno de um assassinato dentro de um luxuoso trem por volta da meia-noite.
Cabe então ao detetive Hercule Poirot (Branagh) desvendar esse mistério, que a princípio, tem cada um dos passageiros e tripulantes como suspeitos.
A trama começa com a viagem do imponente trem pela Europa. Poirot é convidado a entrar no vagão de última hora. Durante a viagem, o público vai conhecendo um pouco mais de cada um dos 13 passageiros.
Porém, na metade do trajeto, há uma nevasca, e o veículo descarrilha. Nesse meio tempo, Edward Ratchett (Johnny Depp), um magnata que havia pedido ajuda ao detetive anteriormente para que ele fosse seu guarda-costas, é morto com 12 facadas.
Então, entra em ação a inteligência de Poirot, o melhor detetive do mundo.
Cheio de manias e obsessivo pela perfeição – daqueles que não podem ver uma gravata um tantinho torta que já reclama, Poirot começa a interrogar cada um dos passageiros e descobre que todos eles tinham algum motivo para estar na cena do crime ou algum tipo de desavença com Edward.
Dessa forma, e com o trem parado, o quebra-cabeças vai sendo montado, e a cada nova sacada do detetive, mais pistas são dadas aos expectadores.
Além de Branagh e Depp, há participações de Penélope Cruz, Michelle Pfeiffer e Willem Dafoe.
Excelente entretenimento acerta em cheio no modo como desenvolve seus conflitos e mistérios.
A história começa um tantinho morna, mas, quando todos embarcam no trem, nós viajamos junto!
A partir daí são quase duas horas de filme que voam!
A cada nova pista descoberta pelo detetive dá mais fôlego a uma obra nada óbvia e o final reserva grandes surpresas para os fãs de um bom mistério.

Recomendadíssimo.


Abraços Literários e até a próxima.


sábado, 2 de dezembro de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente-

                                                                            


Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.


Publicado em 1934, Murder on the Orient Express, consagrado como um clássico policial, a obra que completou aniversário de 80 anos em 2014 e já rendeu três adaptações cinematográficas, 1974, 2001 e 2010 chega agora às telonas em novíssima versão!
Só no ano de sua publicação, o livro rendeu 3 milhões de cópias, tornando-se uma das obras mais bem sucedidas de sua autora, Agatha Christie, a “Rainha do Crime”, tendo o seu lugar garantido entre os clássicos policiais.  
Agora vamos a pergunta que não quer calar: E se você ultra fofínea/o, isolada/o do mundo, presa/o num trem no keio de uma nevasca e uma única certeza – há um assassino entre os passageiros.
E aí bebês? É de arrepiar não é?
Pois então sejam bem-vindas/os ao Expresso do Oriente!

                                                                                          


Hercule Poirot, um detetive aposentado, retorna à Londres pois sua presença fora solicitada com urgência. Por sorte conseguiu uma vaga no trem atipicamente lotado nessa época do ano.
Como sua fama o precede é abordado por um estranho que solicita seus serviços, alega que está correndo risco de morte e precisa de segurança.
Poirot nega ajuda. O crime ocorre e o homem é encontrado morto com lacerações pelo corpo.
O trem está parado, a nevasca cobre tudo, quem será o assassino?
Narrativa contagiante, viciante, instigante, envolvente cuja imersão é inevitável.
O ambiente foi bastante criativo, de repente nos vemos juntinho com todos aqueles passageiros de nacionalidades diferentes e idiomas variados, unidos apenas pela suspeita de um crime.
O desafio é real e fica o convite para que você participe da investigação e tente descobrir o final.
Que aliás quando li pela primeira vez, e era uma pirralhinha, me surpreendeu bastantão.
De lá pra cá já li outras três vezes e sempre me encanta tantas nuances e detalhes.
E continua sendo de Agatha Christie, um dos meus livros favoritos da vida <3
A capa do meu livro é a primeira, mas essa última com sobrecapa do filme com pôster já está viajando aqui para o meu cantinho de leitura \0/


Abraços Literários e até a próxima.






terça-feira, 28 de novembro de 2017

Cine Clube #31: Planeta dos Macacos: A Guerra-

                                                                                       


Sinopse- César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo

A partir do clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston e intitulado “O Planeta dos Macacos”, foi criada uma nova série de filmes, que explicam o que ocorreu antes da história contada na produção.
Planeta dos Macacos: A Guerra”, encerra essa trilogia que começou em 2011 quando fomos apresentados à história de Cesar em Planeta dos Macacos: A Origem onde um macaco depois de ser  instrumento de teste para uma vacina contra o Alzheimer, desenvolve uma inteligência singular em um laboratório responsável pela criação de um vírus que extermina a maior parte da humanidade.
Em 2014 a história ganhou seu segundo filme  Planeta dos Macacos: O Confronto, onde vimos Cesar assumir um exército símio para lutar contra os humanos que ainda restaram e que pretendiam exterminar os macacos da Terra.
Agora chega a vez da conclusão da trilogia, o capítulo final:  Planeta dos Macacos: A Guerra.
Em tudo mais grandioso que seus já excelentes antecessores, este terceiro longa completa a história de Cesar de maneira épica e emocionante.
E a humanidade já não parece mais tão amigável.
Desta vez encontramos os macacos estruturados em uma quase-civilização, mas ainda perseguidos pelo homem, em especial pelo exército comandado pelo “Coronel”, interpretado pelo excelente Woody Harrelson, um obcecado militar cujo objetivo na vida é exterminar os macacos do planeta antes que eles exterminem a raça humana.
No filme dos anos 60, um astronauta pensa estar em um planeta habitado por macacos, quando na verdade está na Terra, agora dominada pelos animais.
Em Planeta dos Macacos: A Guerra o protagonista é novamente o macaco Cesar, líder de sua espécie.
Na narrativa, os macacos estão refugiados na selva, enquanto travam uma terrível guerra contra os homens.
Siiiiiiiiiiiim já sabemos como essa guerra vai terminar, mas como nos ensinou o diretor Matt Reeves não é o final que importa. Ao vermos em cena a ascensão de Cesar, testemunhamos um pouco da história do cinema sendo (re)escrita. Se em 1968 encontramos Charlton Heston já em uma Terra tomada pelos símios, agora vemos como o planeta chegou naquele estágio.
Repetindo seu estupendo trabalho, Andy Serkins mais uma vez empresta movimentos e voz a Cesar utilizando a tecnologia “motion capture” que capta as expressões da face do ator dando vida a um personagem digital na tela.
A perfeição é facilmente notada já que há muita emoção em cena, em diversas situações de dor e sofrimento.
As cenas são absolutamente incríveis e é preciso frisar que não existe um único macaco em cena, são todos construídos digitalmente.
Se A Origem falava sobre sobrevivência dos humanos e O Confronto sobre ambos os lados lutando por esta mesma sobrevivência, em Planeta dos Macacos: A Guerra o grande tema é a empatia. Família, refúgio, compaixão, amizade, carinho, amor, raiva, vingança, justiça e lealdade.
Maurice, “Macaco Mau” (que de mau não tem nada, e siiiiiiiiim você vai se apaixonar por ele) e a pequena “Nova” vão conquistar o coração de muitos e provar que família pode ter as mais diversas configurações.

 A Guerra é o final da saga de Cesar, masssssssssss o diretor já disse que não será o último filme. 
Para Reeves ainda há muito a ser contado até chegar no ponto onde o filme de 1968 começa.
E nãoooooooooooooooo, uma certa estátua ainda não cairá, se é isso que você está esperando :p
Mais do que o embate em si, há muita violência e cenas difíceis de assistir, o marcante neste filme são os motivos que levam ambos ao conflito, ou seja, o título deste longa é muito mais relevante do que o confronto de exércitos.Temos tensão do início ao fim, mas somos surpreendidos pela forma como o roteiro é conduzido e percebemos que a guerra é muito mais interna e psicológica do que de fato armada em um campo de batalha.

Épico, impressionante, grandioso e visceral, Planeta dos Macacos: A Guerra fecha com maestria aquela que será uma das trilogias mais marcantes dos anos 2010.
Parabéns para Reeves que manteve a qualidade ascendente em todos os filmes, sem perder a qualidade técnica nem a linearidade e coerência de continuidade; para Serkis, perfeito e para o cinema que nos presenteou com essa obra prima.
O realismo é incrível nesse que é um dos grandes filmes do ano e cujo conjunto da obra (personagens, direção, efeitos, produção e música) deixa a sensação de missão cumprida e o gostinho de quero mais.
Torcemos agora para que a maestria de produção seja percebida e premiada à altura de sua qualidade.
E fica a torcida para que quem sabe não é dessa vez que Andy Serkis leva um Oscar por sua incrível atuação!


Absolutamente recomendadíssimo!
Abraços Literários e até a próxima.