Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Meu Livro Violeta



Sinopse: “Meu livro violeta” é uma pequena joia da narrativa curta sobre o crime perfeito (se é que crime perfeito existe).
Mestre do suspense Ian McEwan descreve uma traição literária meticulosamente forjada e executada sem escrúpulos. Publicado em janeiro de 2018 na revista New Yorker, o conto revisita um tema caro ao autor e tratado em livros como Amsterdam: as ambivalências das relações de amizade entre dois artistas, com doses desmedidas de admiração e inveja.
                                                                                


Ao conto que dá título ao livro se segue o libreto “Por você”, escrito para a ópera de mesmo nome, de 2008, de Michael Berkeley. 
Profundo conhecedor de música, McEwan apresenta uma cativante história de amor e traição envolvendo quatro personagens: o regente e compositor Charles Frieth, sua esposa, uma admiradora, e o médico da família.
Em sua primeira incursão no universo da ópera, McEwan mostra que seu talento como criador de histórias segue sendo admirável.


                                                                                 


Em 2018, o autor inglês Ian McEwan completou 70 anos e para comemorar a data, a Companhia das Letras publicou Meu Livro Violeta, que reúne um texto inédito e um libreto, ambos tendo como premissa a traição.
Duas pequenas histórias para uma degustação do autor de “Reparação”, “Sábado”, “Serena”, “Solar”, “A Balada de Adam Henry”, “Amsterdam”, “Black Dogs”, Máquinas como eu” e “Enclausurado”.
O primeiro conto, Meu Livro Violeta, que dá título ao livro, tem a narrativa em primeira pessoa e traz duas marcas registradas da escrita do autor: a ironia e o humor negro, ao estilo britânico.
Aqui o personagem confessa um crime (literário) do qual não se orgulha (nem se arrepende).
A história conta como Sparrow e Tarbet se conheceram na faculdade, como as ambições literárias que eram inerentes aos dois os aproximaram e como o destino os separou.
Apesar das condições relativamente iguais para ambos, o sucesso, fama e dinheiro não acontecem para os dois da mesma forma.
Então em um ato de desespero, um deles toma a decisão de mudar suas vidas para sempre evidenciando as fraquezas humanas em uma crítica às vaidades presentes no meio literário.
A segunda história, Por Você, que pode ser designado como um crime de “falta de amor” conta a trajetória de um maestro que passa a sofrer abalos quando seus atos egoístas começam a refletir em todos à sua volta, em especial sua esposa.
A linha seguida por Ian é a mesma, com personagens que vão à extremos sem se importar em prejudicar o próximo para alcançar seus objetivos.
O roteiro foi escrito para uma ópera de mesmo nome de Michael Berkeley que estreou em 2008.

Para quem quiser conhecer a escrita do autor a obra tem tramas bem amarradas e uma leitura rápida em poucas (128) e boas páginas.
E se você já é fã do autor conta aaaaeeeee qual sua obra favorita dele??????

Abraços Literários e até a próxima.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Primavera



Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem na rotação da eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa”
Volume 1- pág. 366
Editora Nova Fronteira


Abraços literários e beijos floridos!



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Escape Room


                                                                           


Sinopse- Seis estranhos estão em circunstâncias fora de controle e devem usar a inteligência para encontrarem as pistas e escaparem ... ou morrerem na tentativa.

Thrill Ride cuja premissa está inserida no conceito específico de escape room, modalidade hypada que teve origem nos jogos eletrônicos criados nas linguagens de programação Flash ou HTML5, lá atrás em 2006 em Silicon Valey, no estilo point and click e inspirados nos romances policias de Agatha Cristhie saiu do virtual para as salas de aulas e o mundo real do entretenimento.

Aqui um grupo de desconhecidos (masssssssssss com algo em comum que é o motivo pelo qual foram escolhidas para participarem do desafio, todos são sobreviventes de alguma catástrofe se encontram em um prédio de escape room mortal, precisando solucionar desafios, quebra-cabeças e enigmas de toda a sorte para sobreviverem. Tudo em sequências bem elaboradas com muita ação.
A quantidade de jogos se multiplicam na medida exata que passeiam pelas coordenadas da matemática imersa em cálculos e raciocínio lógico, biologia, química, símbolos, enigmas, mistérios, reflexões, questões ambientais e encontrar objetos escondidos utilizando o raciocínio e a interatividade para a solução do desafio exposto pelos organizadores que durante todo o tempo observam os jogadores.

Aqui o grande diferencial é que não há uma gota sequer de sangue, o bacanudo mesmo é a dinâmica de acionar os conhecimentos prévios na resolução de problemas reais numa mistureba de ideias com identidade visual apurada e singular como a sala de snooker invertida.
Com trilha sonora eletro e criativa de temas distintos para cada momento da película e apesar das histórias de cada personagem serem assim meio blééééé e com alguns diálogos sofríveis, a narrativa fluída cria a maior empatia nos envolvendo de tal maneira que sinceramente só não torci para um deles, todos os outros em maior ou menor grau ganharam minha torcida :)
Uma pena que o final cria expectativa de sequência ou franquia :( 

Mesmo assim vale muito a pena, eu gostei bastante. Se tiverem a oportunidade confiram ;)

Beijos Literários e até a próxima.



terça-feira, 27 de agosto de 2019

Máquinas Mortais


                                                                               


Sinopse- Neste mundo criado por Philip Reeve, a Terra está destruída, o mundo virou um descampado, a tecnologia foi praticamente extinta e todos os esforços humanos se voltaram para um único objetivo: fazer suas cidades sobreviverem.
Para isso, elas precisam se mover em grandes rodas gigantes, as chamadas Cidades-Tração, e lutarem umas com as outras para conseguirem recursos naturais.
Londres é uma grande cidade que está sempre em busca de outras para se alimentar, como dita o Darwinismo: metrópoles consomem cidades menores, que consomem vilas, assim como as vilas comem vilarejos e vilarejos pegam pequenos assentamentos.
Quando Londres se envolve em um ataque à uma cidadezinha, Hester Shaw, uma menina com uma cicatriz no rosto, tenta matar Thaddeus Valentine, o maior arqueólogo da metrópole que é salvo por Tom Natsworthy, um historiador aprendiz.
Hester e Tom são lançados para fora de Londres e agora no vasto Campo de Caça, sem proteção, os dois precisam unir forças para sobreviver em um caminho cheio de saqueadores, piratas e outras Cidades-Tração. Além disso, ao que tudo indica a metrópole está planejando um ato desumano, envolvendo uma arma que pode dar fim ao pouco que restou do planeta.

                                                                                 


Máquinas Mortais não é original, mas ressignifica o pós-apocalíptico.
Aqui as pessoas buscam sobreviver num futuro imaginado (e sucumbido) em cidades que se movimentam.
Máquinas gigantes sobre rodas, que abrigam diversos níveis sociais, administrativos, militares e culturais, verticalizados, que devoram cidades menores para aumentarem suas riqueza e capacidade de sobrevivência.
                
                                                             


Em termos de imaginação o filme foi mais competente em apresentar essas cidades-tração.

O casal de protagonistas, Tom e Hester, são órfãos que sofrem as consequências da ganância (e de pertencerem a uma classe humilde).
Tom poderia ser facilmente incluído no esteriótipo do politicamente correto, mas ele surpreende indo de garoto sonhador à sobrevivente, aprendendo a ver os mundos estático e de tração, com outros olhos conforme a trama vai se desenrolando e é nítido seu amadurecimento. Compreende que as histórias têm muitas verdades, que são muitos os pontos de vista e que sua relação com Londres talvez estivesse do lado errado do game.

Hester Shaw é uma figura misteriosa e solitária envolta em desejo de vingança que não almeja nada além de matar Valentine, o homem que arruinou sua vida. A história deles foi bem inserida na trama e os motivos que guiaram ambos a fazerem o que fizeram são convincentes; o motivo se torna parte do arco da personagem e seu desenvolvimento é uma das peças principais da narrativa, é o tipo de arco que dá emoção à trama, muito além de apenas fugir e correr - como Tom e ela precisam fazer.

Valentine, é um cientista que faz a descoberta da sua vida e comete o erro de não perceber o quanto isso é nocivo, é um vilão com camadas multifacetadas que carrega toda uma crueldade inerente ao personagem.

Katherine, filha de Valentine, é uma garota que não tem nada a questionar sobre a vida e sobre seu pai - até que começa a questionar tudo numa surpreendente evolução de personagem frágil e delicada aos grandes momentos de coragem.
                                                                             


Adoráveis os personagens secundários Anna Fang (Flor do Vento) e o assassino ressuscitado Shrike que abrilhantaram a narrativa enriquecendo a trama central e servindo de suporte para o desenvolvimento da história em momentos de maior tensão.

Máquinas Mortais é uma ótima pedida se você gosta de aventura, ação, suspense, perseguições, boas tramas paralelas e reviravoltas.
Tudo isso sem compromisso com finais felizes e sem estereótipos onde ninguém é só mocinho ou só vilão.
Com final redondinho dentro da proposta, mais do que uma velha distopia é um sci-fi, pós-apocalíptico e steampunk reflexivo sobre a natureza humana que vale muito a pena uma conferida.

Super recomendo.

Abraços Literários e até a próxima.


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Pintor de Memórias


                                                                                 


Sinopse- Um amor que atravessa o tempo. Uma equipe de cientistas prestes a fazer uma grande descoberta sobre a construção da memória e um medicamento milagroso capaz de revelar um mistério antigo.
Bryan Pierce é um renomado pintor cujos trabalhos deslumbram o mundo. Mas há um segredo para seu sucesso: cada tela é inspirada em um sonho excepcionalmente vívido. Sempre que acorda, ele adquire novas e extraordinárias habilidades, como a capacidade de falar línguas obscuras ou um gênio inexplicável para o xadrez. A vida inteira ele se perguntou se seus sonhos eram apenas sonhos ou se seriam memórias que ele experimentava de outras pessoas.
Linz Jacobs é uma neurogeneticista brilhante, dedicada a decifrar os genes que ajudam o cérebro a criar memórias. Ao visitar uma exposição ela se depara em um dos quadros de Bryan com a imagem de um recorrente pesadelo seu.
O encontro de Bryan e Linz desencadeia o sonho mais intenso do pintor: a visão de uma equipe de cientistas que, na iminência de descobrir uma cura para o Alzheimer, morre em uma explosão no laboratório.
Bryan fica obcecado pelas circunstâncias que cercam a morte dos cientistas, e seus sonhos aos poucos revelam o que aconteceu assim como um mistério que o leva ao Egito antigo.
Juntos, Bryan e Linz percebem um padrão em seus sonhos e que há um inimigo observando cada movimento deles e que não vai parar enquanto não atingir seu objetivo. 


O Pintor de Memórias, livro de estreia da texana Gwendolyn Womack, alterna os pontos de vista de Bryan e Linz, contando a história de ambos e mostrando que eles tem mais em comum do que a paixão pelo xadrez.
Bryan, que é capaz de reviver as memórias de outras vidas (e de outras pessoas), tem sonhos que são fragmentos de vidas passadas, mas por serem incompreensíveis ele opta por viver uma vida reservada e isolado mesmo sendo um pintor de sucesso, até conhecer a neurogeneticista Linz que descobre ter um de seus sonhos recorrentes em uma tela de Bryan que agora sabe tem mais alguém que já viveu aquelas lembranças.
A autora tem uma escrita instigante e te conduz pela narrativa apresentando elementos que permitem a compreensão da história ajudando a costurar a colcha de retalhos.
As questões e aventuras que Bryan e Linz vivenciam tornam as descobertas peças de um quebra cabeças que o leitor vai juntando ao acompanhar cada memória da história de vida dos dois personagens em diferentes épocas.
A premissa é instigante e apesar do final em aberto e de que em alguns momentos a narrativa não flui como deveria (um tiquinho de perda de ritmo talvez por serem muitas as histórias ou talvez porque pudesse ter sido melhor trabalhada na cadência) eu gostei bastante da obra (já que tudo o que é preciso para compreender o panorama da obra está lá) e também do plot twist final.

Se você gosta de mistério, aventura, arte, história, ciência e filosofia de vidas passadas e loopings temporais dê uma chance para essa leitura e vai se surpreender com uma viagem fantástica através do tempo junto com os nossos personagens.

Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

O Primeiro Homem- Os 50 anos da chegada do homem à Lua


                                                                           

No dia 20 de julho foram celebrados os 50 anos da chegada do homem à Lua e perpetuada a frase do astronauta Neil Armstrong:
Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade.”
                                                                               
                                                                              


O longa, baseado na biografia A Vida de Neil Armstrong, do autor James R. Hansen, que conta a história por trás de um dos eventos mais importantes e conhecidos do século XX, o primeiro passo do homem na Lua, começa mostrando Neil Armstrong como piloto de testes da Aeronáutica Americana e a tragédia pessoal com a morte da filhinha de 2 anos na época em que a NASA estava recrutando pilotos para a tão sonhada ida à Lua em plena Guerra Fria.
Então somos inseridos de maneira realística na película e passamos a acompanhar dois cenários distintos e intimamente interligados da vida de Armstrong: enquanto o lado pessoal entra em declínio, com a tragédia que se abateu sobre a família, as dificuldades de comunicação e nenhuma superação, acompanhamos também a ascensão profissional, na qual ele se dedicava completamente à carreira, mostrando todo o percurso para levar o astronauta ao momento épico contado pelo diretor Damien Chazelle.
Damien, ganhador do Oscar de melhor diretor por La La Land onde trabalhou com o protagonista Ryan Gosling, conhecido pelo uso de recursos visuais interessantes e que caprichou na utilização das cores fazendo todo o processo de recrutamento de pilotos e testes mostrada em luz azul e fria relacionando-a ao racional, e as cenas mostradas em luzes alaranjadas e quentes focando no emocional e transmitindo os sentimentos.
Durante nove anos acompanhamos Armstrong interpretado pelo lindooooooo Gosling que foi criticado pela pouca expressividade e rigidez emprestadas ao astronauta.
Aqui cabe uma observação, Armstrong tinha fama de ser retraído, contido e muitíssimo discreto, então é claro, óbvio e lógico que Ryan coube perfeitamente no papel, massssssss para mim, se ele entrasse mudo e saísse calado do filme já teria super valido a pena <3!
A parte técnica obviamente não decepciona: fotografia, trilha e efeitos sonoros são altamente eficazes num contexto histórico muito bem executado e elenco inspirado.
                                                                                


Destaque para o alinhamento feito com maestria na cena contemplativa e intimista do lindíssimo resgate do drama de Armstrong homenageando a filha que havia morrido.

Eu amei muito o filme e super recomendo.

Beijos literários e até a próxima.


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dia do Batom


                                                                               


VCS sabiam que o batom tem um dia só para ele??????
No dia 29 de julho é comemorado o Dia do Batom.
Atualmente o mercado oferece diversas cores, formatos e novidades de todas as marcas  e com preços para todos os bolsos.
Tem gloss, cremoso, acetinado, cintilante, metálico, brilhante, duo, gel, hidratante, vinil, lip tint e o amadinho matte que é só amor <3! 
E o bloguito hoje tem post temático!


                                                                                

Gosto de Batom
Valter Petenel

Na vida tranquila de uma pequena cidade, Anabela e Cleonice, criadas juntas como irmãs, conhecem Cláudio, homem bem-sucedido e sedutor, envolvendo-as em um tórrido caso de amor. Neste jogo de amor, sexo e sedução eles participam uma relação confusa e cruel. Porém, o tempo cuida de distanciá-los separando-os. Cleonice casa-se com Carlos, um homem de comportamento estranho e frio, enquanto Anabela toca sua vida. Em meio a encontros e desencontros, alegrias, tristezas e sensualidade, esta história se desenrola com um desfecho surpreendente e marcante.



O Batom Vermelho
Kizzie Pontes

Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” - já disse o grande poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. 
De fato, nem sempre é conveniente acessar o passado. Existem lembranças que são tão dolorosas que melhor seria esquecê-las para sempre. Contudo, às vezes não é possível seguir em frente sem antes expurgar certas dores de casos mal resolvidos.
Zoey Albuquerque é uma jovem professora que vive em um mundo perfeito e parece não desejar mais nada, além do seu inseparável batom vermelho.
Mas a chegada de Caleb, um novo colega de magistério, faz sua vida pacata virar de ponta-cabeça, forçando-a a remexer feridas antigas e muito profundas. 

É um livro instigante, pela linguagem envolvente e pela atmosfera de sedução e suspense criada. Zoey  e Caleb conquistam, facilmente, nossos corações.



Beijos e Batom
Mari Mello

Um pacto quebrado entre amigos e muita confusão, abrange o cenário apresentado.
Gustavo e Daniel, amigos desde o ensino fundamental, prometem um ao outro que jamais se relacionariam com as irmãs, primas, namoradas e afins um do outro, evitando que nada atinja a amizade entre eles.
O que poderá acontecer quando o cupido resolver flechar sem olhar a direção?
E mais… Até que ponto esta amizade poderia resistir, se… De repente… Ambos acabassem se interessando, sem saber um do outro, pela mesma garota?




Selva de Batom
Candace Bushnell

Três mulheres atraentes, bem-sucedidas e dispostas a tudo para se manterem no topo enfrentam um dilema: afinal, o que é ser realmente uma mulher de sucesso?
Com ironia e sarcasmo, a autora de "Sex an the City" descreve a louca mistura de família-negócios-sexo-trabalho que compõe o dia a dia da mulher contemporânea.




A bruxa do batom borrado
Anderson Novello

Sem subestimar a inteligência da criança, o autor escolhe cuidadosamente as palavras, tanto pela adequação quanto pelo ritmo que imprime à história. A cada nova situação em que a bruxa é surpreendida pelas crianças, as traquinagens ganham uma espécie de “identidade sonora”, onde a estridência de um apito ou a ressonância de um berrante parecem saltar das páginas (e sobressaltar o leitor). Há também o reforço da imagem sonora quando a ilustração deixa alguns “presentes” a serem descobertos em cada página, estimulando em uma nova camada a percepção da criança.
Como não podia deixar de ser, há uma lição que passa pela reconciliação e respeito a ser transmitida aos pequenos. Tais ensinamentos ocorrem de maneira fluida e natural, respeitando o andamento da narrativa, o que torna o aprendizado suave e agradável a assimilação do público-alvo.
Um livro para crianças que pode ser apreciado em diversos níveis. Com elementos que estimulam todos os aspectos da cognição da criança, a leitura de “A Bruxa do Batom Borrado” não esquece de ser divertido e envolvente, fazendo o leitor querer voltar a morar na “Rua das Peraltices”.



E aí bebês?????
VCS  já leram algum desses livros???
Qual capa preferem???
Qual livro com a temática vocês indicam??

Beijos Literários e até a próxima


sexta-feira, 26 de julho de 2019

120 anos do nascimento de Hemingway


                                                                             
 


Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar, que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se Levanta.

                                                                               


Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue.
Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa – surgem os tubarões.

A narrativa gira em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700 quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Ganhador do Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como Manolim.
Simples, com precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito, sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já leu??????????
Qual sua obra favorita do autor????
Conta aí!


Beijos Literários e até a próxima.


segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Louca dos Gatos


                                                                              


Sinopse- A terceira coletânea da cartunista Sarah Andersen traz novas tiras que retratam os desafios de ser um jovem adulto num mundo cada vez mais instável.
Os quadrinhos da autora são para todos que precisam lidar com níveis de ansiedade cada vez mais alarmantes, que sentem que o mundo está à beira do colapso e que se esforçam para sair da zona de conforto.
Basicamente um manual de sobrevivência para os dias de hoje.
O livrinho com 112 páginas lançado pela Cia das Letras, Selo Seguinte, reúne uma coleção de mensagens engraçadas e divertidas sobre as emoções dos seres humanos.

                                                                          


Nessa terceira antologia lançada pela autora Sarah Andersen somos presenteados com uma leitura em quadrinhos ultra fofoluda onde a protagonista é uma garotinha apaixonada por animais, em especial pelos gatíneos.
Percebemos durante a narrativa que de alguma maneira temos esquecido nosso lado humano enquanto paralelamente temos aprendido “humanidade com os animaizinhos” e nessa inserção os pets demonstram ser leais e confiáveis a toda prova, porque a gente sabe que eles nunca nos decepcionarão.

                                                                                


A personagem passa por diversas situações, em grupo e sozinha, deixando nas tirinhas mensagens de otimismo enquanto nos prepara para a nada fácil vida adulta e cujas impossibilidades são travadas quando deixamos de lutar por nossos sonhos.

                                                                              


Essa edição da Editora Seguinte cativa pelo uso de recursos visuais e verbais.
A escrita da autora é genial, simples, mas significativa, fluída e contemporânea.
Esse livro ganhou na categoria “Graphic Novels & Comic” do Goodreads Choice Awards 2018.

                                                                                





                                                                          

 Ágata, belezura de mamãe,  passando para deixar a indicação de leitura e miau procês bebês <3

Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Série: O Jardim de Bronze- Primeira Temporada


                                                                              


No thriller policial de suspense, na primeira temporada da série O Jardim de Bronze (adaptação do livro argentino El Jardín de Bronce de Gustavo Malajovich) acompanhamos a vida do arquiteto Fabián Danubio (interpretado por Joaquin Furriel) que muda drasticamente após o misterioso desaparecimento de sua filha Moira de 4 anos.
Entre falta de respostas e sem vestígios, pistas, testemunhas nem o auxílio da polícia, ele conta com a ajuda do detetive Doberti (Luis Luque) numa jornada ao longo de 10 anos para encontrar a garotinha.
O primeiro episódio desenvolve o arco principal, que é o sequestro da Moira.
Daí iniciamos uma jornada através de uma estruturada narrativa ágil combinada com reviravoltas, flashbacks e passagens de tempo.
O roteiro é instigante; ótimos elenco, direção e fotografia; qualidade de filmagem em 4K e tendo locações especiais em Buenos Aires como cenário transformando a cidade em mais uma protagonista da obra.
Impecável e impactante vale muito a pena uma conferida.
Alguém aí já leu o livro ou assistiu a série?????
Conta aí!
                                              
                                     


Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Heroínas


                                                                              

Sinopse- Dos clássicos às histórias contemporâneas não faltam heróis, meninos e homens estão por todo lugar empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudaram e está na hora de as histórias mudarem também.
Com discursos sobre empoderamento feminino, meninas e mulheres desejam se enxergarem naquilo que consomem.
Este é o livro de um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo
o protagonismo em histórias de heróis.
Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animaizinhos.
A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram.
E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares que indignada com a situação da comunidade em que vive usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças.
Este é um livro no qual as meninas salvam o dia, no qual são o que são todos os dias na vida real: heroínas!


Heroínas reúne três autoras brasileiras: Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares, que recontam três clássicos em uma obra com capa e diagramação fofas que entrega já no título a mensagem que pretende passar.
Gosto muito da criatividade com que os autores reinventam obras, então adorei essa releitura de clássicos com representatividade feminina, sem serem contos das princesas e com a pegada contemporânea amei ainda mais a proposta.

Em “Uma por todas e todas por uma”, acompanhamos a história da Daniela d'Artagnan.
Narrado em primeira pessoa, a protagonista às vésperas das provas finais, determinada a cursar Medicina Veterinária na Universidade Federal e candidata a voluntária da clínica de uma ONG de proteção animal nomeada Mosqueteiros se depara com uma cena de agressão a um cachorro na rua e defende o animalzinho. Até que uma heroína aparece para auxiliá-la a salvar o dia. Uma das mosqueteiras da ONG. Assim começa a história da nossa protagonista.

“Formandos da Távola Redonda”, é narrado em terceira pessoa e traz a história de Marina.
Faltando oito semanas para a formatura ela é escolhida para assumir a liderança da comissão do terceiro ano da Escola de Ensino Médio, mas o dinheiro que juntaram para a formatura sumiu.
Para que não tenham o sonho interrompido e correndo contra o tempo ela reúne um grupo de meninas para reverter o prejuízo.
Em meio aos anseios comuns da adolescência: amores, desamores e dúvidas, a jornada da protagonista lhe proporciona autodescoberta numa escrita coesa e madura.

“Robin, A Proscrita” se inicia com um prólogo contando num pergaminho a história inicial de Roberta, a protagonista da vez que foi deixada com poucos meses de vida na porta de um casal humilde, na comunidade Selva de Pedra.
Anos depois, ela é conhecida pela Polícia Federal como Robin Hood, a pessoa por trás de um esquema de desvio de dinheiro pela internet.
Roberta pratica crimes cibernéticos e guarda muito bem sua identidade justiceira de roubar dinheiro de parlamentares, empresários e religiosos para doar aos menos favorecidos.
Em uma história com muitas referências, a autora insere elementos atuais em uma narrativa que apresenta ação o tempo todo.

Em comum as três histórias reúnem mensagens sobre coragem, amizade, justiça, força e sororidade, além é claro e romance e aventuras.
Com personagens femininas em papéis de protagonismo e falando sobre empoderamento feminino, Heroínas vem para contar histórias de garotas que lutam pelo o que acreditam.

Pessoalmente acho que não precisava incluir tantos “movimentos” em um livro tão curto, o simples fato de se tratarem de protagonistas em clássicos já deixa claro a proposta sobre a força feminina.
De qualquer maneira é uma boa obra nacional, divertida e interessante indicada para adolescentes, mas que pode agradar leitores de todas as idades.

Abraços Literários e até a próxima.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Feliz Dia dos nAMORados

                                                                               


O dia dos namorados do seu jeito <3
Adoro uma data comemorativa, e sim, celebro o Dia dos nAMORados.
E acho que cada um deve comemorar à sua maneira.
Do seu jeito, com ou sem presentes, de forma romântica ou de maneira prática.
Quem inclusive não estiver disposto que deixe a data passar em branco de boa.
Se você não comemora, zero problema.
Estado civil são só duas palavrinhas, e uma característica de alguém. 
Não é, nunca foi nem será condição para felicidade.
Se quem está na pista quiser comemorar, bora festejar também.
E incluo no pacote, os casados. Abram espaço na agenda para curtirem como desejarem.
No final das contas, ninguém precisa esperar o dia 12 de junho para aproveitar, seja com ou sem companhia.
Divirta-se sempre e com quem quiser.
E se quiser :p

(Texto de Fabricio Pellegrino)



Vamos agora embarcar no mais conhecido soneto de Camões para comemorar o Dia dos Namorados?

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís Vaz de Camões)


Abraços literários, beijos poéticos e até a próxima.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Creed II


                                                                              


Não poderia haver melhor argumento para uma sequência da história de Adonis Creed (Michael B. Jordan) que o relacionado a Ivan Drago (Dolph Lundgren), clássico adversário de Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

Adonis chegou ao topo, tornando-se campeão mundial da sua categoria e planeja uma vida a dois com Bianca (Tessa Thompson) além de lidar com as diferenças entre ele e Rocky que não aceita lhe treinar na luta com Viktor Drago. A relação Rocky-Creed é levada a um outro nível, e ao mesmo tempo, ambos sabem que precisam ter suas próprias vidas e prioridades.

Ivan Drago prepara seu filho, Viktor (Florian Munteanu), para desafiar Creed.
Aqui temos um antagonista cheio de ódio por tudo que lhe aconteceu após sua derrota há 30 anos, e é com esse sentimento que ele nutre o filho, vendo nele a oportunidade de uma revanche. Lundgren traz novamente a frieza que fez de Drago o emblemático vilão da franquia e Munteanu não é somente músculos, mas um personagem com camadas que compõe um excelente Viktor.
A humanização da família Drago é desenvolvida simultaneamente. De modo harmonioso, vemos que não foi só Rocky e Adonis que perderam algo ou alguém. Ivan também ganha sua própria ótica humanizada

Drago e Balboa se enfrentam através de Viktor e Adonis, dois jovens que, por mais talentosos que sejam, estão à sombra de um passado.
Em uma luta cheia de ódio, rancor e lembranças, Viktor e Adonis, confrontam o legado que compartilham.
Algo positivo que a trama entrega é o fato de conseguir trabalhar bem os dois lados da luta. Em Rocky IV, a missão era a de ser patriota em um filme marcante pela Guerra Fria.
Já em Creed II, Rússia e Estados Unidos são meros detalhes. A missão aqui é pessoal e sua identidade se dá através de lutadores que receberam como "herança" a sede de vingança e a ausência de identidade. Tanto Viktor quanto Adonis são vítimas de suas próprias histórias e isso fica cada vez mais claro com a falta de palavras que Drago expressa ou com o desespero interno e crescente de Creed.

A montagem une com esmero todas estas áreas resultando em um drama comovente sem apelar para o melodrama. 

A direção de Steven Caple Jr. (que junto com Stallone é responsável também pelo roteiro) traz uma história sensível que homenageia os filmes anteriores (em especial o 4º filme, diretamente ligado aqui), mas também finaliza de maneira OK o arco em que todos os personagens estavam inseridos.
A direção não experimenta muito a câmara e os planos sequenciais para jogar o espectador no ringue com os lutadores, mas isso não desmerece em nada a película e a direção fluida valoriza cada punch e treinamento.

Aqui não temos o fator novidade, Creed II acrescenta mais uma boa história aos já bons filmes da franquia, humanizando-os, e talvez seja o mais contemplativo da saga.
Partindo da premissa que as relações interpessoais são o foco desta sequência, é justo dizer que este é um filme de família. Inclusive a família Drago entrega uma importante parcela da carga emocional que o roteiro possui.

Creed II mescla nostalgia com frescor, homenageando seus princípios na dose exata e fortalecendo com sensiblidade uma trama já conhecida. Aqui não há vilões nem heróis e, por mais que os golpes dados no ringue nos façam torcer por alguém, é o que vem depois do sino que possui mais força. A empatia, a vulnerabilidade e a compreensão também são personagens nessa franquia que sempre mostrou que a família é o que temos de mais importante, que a vida não é só demonstrar força o tempo todo e que mais importante que lutar é pelo que se luta.

Se você é fã da franquia se joga, recomendadíssimo.

Abraços Literários e até a próxima!



segunda-feira, 27 de maio de 2019

A Garota do Lago-


                                                                              


Sinopse- Summit Lake, uma pequena cidade nas montanhas, é o tipo de lugar bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada.
Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley, filha de um poderoso advogado, foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso... e logo se estabelece uma íntima conexão quando um vivo caminha nas mesmas pegadas dos mortos...
Enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado.

A obra é narrada em terceira pessoa alternando os capítulos entre presente e passado, enquanto Kelsey investiga o assassinato, a história da Becca é contada paralelamente.
O ritmo é bom - embora lento no início; o plot embora não seja original, é interessante; a paz de uma cidadezinha tendo uma cafeteria aconchegante como cenário é a perfeita antítese de um local de crime e o autor utiliza um jogo de palavras que faz a gente desconfiar de qualquer personagem, mudar de suspeitas e pirar com pistas falsas.
Masssss o livro tem muitos furos: é fantasioso demais a repórter conseguir ajuda de todo mundo na investigação, ainda mais que essa ajuda significa prejudicar a si mesmo, como o delegado que perde o cargo, o médico que pode arruinar a carreira e a barista que larga seu estabelecimento no meio do expediente; uma repórter que com vários artigos publicados sobre homicídios, permite que um detetive entre no seu quarto, SEM um mandado e veja o material que recolheu sobre o crime, obtido de forma ilícita que com certeza vai prejudicar quem lhe ajudou; os capítulos da Becka são chatos sem nada de suspense e o motivo (?) do crime não se encaixa em algo tão brutal.
É inadmissível a cena do crime ser diferente no início do livro e depois na reconstituição! (Como isso passou pela revisão?); a divisão do livro às vezes fica incoerente, como quando um capítulo era da Becca e o narrador acompanhava Jack e Brad, por exemplo; a figura do detetive dedicado do interior é exagerada e a imagem dos investigadores de fora no papel de vilões é caricata.
O alvoroço em torno da obra, com certeza, foi um problema de marketing.
São poucas as subtramas e devido aos poucos personagens a lista de suspeitos fica limitada, além da essência do crime que é ainda mais limitante (!).
Tem a pouca importância na reviravolta a revelação do segredo da repórter se transformando em um detalhe narrativamente fraco. O tema é importante para ser discutido, mas sem relevância para a obra ficou forçado.

Por fim a sensação de que toda a narrativa se apoia em dois fatos (o que não foi suficiente para que a história se sustentasse) e que o autor poderia ter contado a história em 100 páginas.

Se você busca algo inovador esse livro não é para você,  A Garota do Lago é mais do mesmo :p


Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Hostis


                                                                             


O gênero western se desenvolveu como um dos mais importantes para o cinema americano em específico, e para a sétima arte como um todo. Diversos diretores revisitam e fazem a releitura da temática usando uma história sobre o passado para falar sobre o presente.

É exatamente isso que ocorre em Hostis, escrito e dirigido por Scott Cooper que nos transporta para 1892 no Oeste americano para testemunhar a última missão de um soldado.
A história acompanha o capitão Joseph Blocker (Christian Bale), que é obrigado a escoltar o chefe Yellow Hawk (Wes Studi) e sua família para o estado de Montana. Seria só mais um trabalho de campo se ele não tivesse sido o responsável pela prisão do chefe e não o odiasse pela morte de vários amigos seus em batalha.

Blocker dedicou 20 anos de serviço caçando, matando e prendendo nativos americanos, portanto, levar um de seus rivais, garantindo a sua segurança, não é uma tarefa fácil, nem do ponto de vista logístico, nem da moral do personagem, envolvendo conflito de dever e ética. E esse conflito fica evidente na atuação de Christian Bale com uma performance forte que evidencia uma raiva contida que cresce no personagem, explodindo em momentos de violência. E é ele também quem protagoniza os diálogos mais impactantes revelando sempre mais de sua personalidade repleta de camadas.
Acompanhado por um grupo heterogêneo de soldados: outro veterano, um soldado negro que se destaca pelo fato da história se passar 30 anos depois da abolição da escravatura nos Estados Unidos, além de novatos, um francês e um formado em West Point, despreparados para a missão.

A fotografia é sensacional com paisagens magníficas e uma sucessão de trajetos que colocam os personagens como parte da natureza e em outros momentos diminuídos pela grandeza dela.
A caminhada mostra que o ser humano é hostil de maneira geral: Do ponto de vista dos soldados, os índios são o violento inimigo que impede o desenvolvimento e pela ótica dos nativos, os vilões são os desbravadores que tomam para si as terras onde eles viviam.

Surgem no caminho muitas adversidades, bem como Rosalee Quaid (Rosamund Pike), que viu toda a família ser dizimada por uma das tribos indígenas, o que acrescenta novas camadas à história.
A atuação de Rosamund Pike é impactante e a atriz rouba a cena sempre que aparece.

O diretor Scott Cooper entrega um entretenimento como convém à sétima arte, mas sem deixar de lado a arte que deve compor o entretenimento.
Hostis” se coloca como um western moderno e de qualidade.
Um filme com grandes e inspiradas atuações, uma história interessante, fotografia extraordinária e um roteiro escrito com maestria.
Simples em seu conceito e elaborado em seu desenvolvimento, é uma película que vale muito a pena ser vista especialmente se você, assim como eu, é fã do gênero.

Abraços Literários e até a próxima


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Assombração da Casa da Colina


                                                                               


Sinopse- Considerada uma das melhores histórias de terror do século XX, A Assombração da Casa da Colina promete calafrios aos seus leitores. Vista por mestres como Stephen King e Neil Gaiman como a rainha do terror, Shirley Jackson entrega um livro perturbador sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural.
Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas.
O mesmo convite é feito a Theodora, uma “sensitiva”, e Luke, o herdeiro da mansão.
Mas o que começa como uma exploração bem-humorada se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores.
Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida e a sanidade de todos está em risco.


A Assombração da Casa da Colina de terror mesmo não tem nada :p o que temos é uma pegada de suspense psicológico.

A narrativa gira em torno do antropólogo Dr. John Montague que quer escrever uma obra definitiva sobre causas e consequências de transtornos psíquicos em uma casa conhecida como assombrada.
Para isso ele aluga um imóvel famoso por episódios inexplicáveis e planeja passar uma temporada lá na companhia de convidados cujos perfis possam ser útil à pesquisa.
Obviamente, escolhe pessoas com alguma desordem psicológica: a pertubada Eleanor, a sensitiva Theodora e um dos herdeiros da casa, Luke.

Durante boa parte da obra a autora descreve a casa, desde quem a construiu até a atual proprietária, a Sra. Gloria Sanderson. Infelizmente o enredo não aproveita as histórias lá vividas.
A autora tem uma boa escrita e se empenha na construção do psicológico de cada personagem, mas quase não usa as informações que ela mesma plantou desperdiçando camadas que poderiam criar personagens bem construídos e instigantes.

Há um clima de tensão pela expectativa criada de que algo assustador acontecerá a qualquer instante (e que não acontece :p).
Acho que a ideia seria mais interessante se o grupo realmente vivenciasse as experiências que “imaginavam” ter.
Tudo vira uma grande confusão onde nada faz sentido.
Talvez a proposta da autora fosse criar uma interpretação dúbia sobre existir assombração na casa ou tudo não passar de imaginação da mente dos convidados, mas não funcionou e o término rápido da leitura piorou ainda mais a situação.

"A casa da colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia 80 anos e talvez continuasse por mais 80.”

A protagonista dessa história no fim das contas é a Casa, que de tão mencionada torna-se o quinto morador.
Nada nela soa agradável ou convidativo e de certa maneira parece que foi feita para aprisionar quem ali entra. 
Na narrativa a autora argumenta que uma assombração não proporciona um mal físico nem traz perigo quanto a integridade corporal. Ela é descrita como letal, descobre sua fraqueza, aquela que você nem sabia que existe e usa para atingi-lo.
O livro não é um terror com fantasmas, espíritos ou sobrenatural, acho importante esclarecer para que o leitor do gênero não se decepcione. A assombração é o que a casa à tona de mais sombrio que temos dentro de nós mesmos.
                                                                            

Clássico da literatura de terror teve uma “livre adaptação” com a série “A Maldição da Residência Hill” na Netflix onde traz várias referências à obra.

Abraços Literários e até a próxima.