Sinopse-
Uma série de eventos que convergem e acontecem inesperadamente às
11:14 da noite na pequena cidade de Middleton. Em sequências
inesperadas, as vidas de alguns moradores da cidade se envolvem em
cinco histórias diferentes ao redor de uma instigante adolescente.
As
coisas não param de acontecer, fora do planejado por ela, jogando
areia nos seus esquemas.
A
trama acompanha cinco histórias cruzadas (uma adolescente rebelde,
um grupo de arruaceiros, a funcionária de uma loja de conveniência,
um grupo de paramédicos e um policial) que ocorrem paralelamente na
noite da cidade de Middleton, EUA e acabam por convergir de alguma
maneira às 11:14 do título, que diz respeito à
hora da noite em que um cadáver é atirado de cima de um viaduto
indo bater violentamente num carro que passava em
baixo.
Um
dos destaques do filme é o elenco, que conta com o carismático
Patrick Swayze, a talentosa Hilary Swank, os (ainda) jovens Ben
Foster, Colin Hanks, Rachael Leigh Cook e Jason Segel, e o na época
desconhecido, Clark Gregg com seus personagens bem construídos,
coerentes e consistentes.
Mesmo
transcorrendo de maneira não linear (montagem paralela e flashbacks
dentro de flashbacks), a montagem não deixa o andamento confuso e
as transições feitas pelo diretor Greg Marcks tem ritmo eletrizante
e roteiro ágil cheio de elementos “efeito borboleta” e
doses de humor negro que deixam o espectador roendo as unhas de
ansiedade para descobrir todas as ligações existentes entre as
histórias e assim completar o quebra-cabeça.
O
absurdo de várias situações remetem ao cinema de Tarantino com uma
pegada de Irmãos Coen.
Com
bons diálogos e roteiro sem furos (tenho mania de procurar
por furos e não encontrei nenhum), “11:14” é um excelente
filme, despretensioso e divertido que dá vontade de assistir de
imediato uma segunda vez para constatar que o roteiro é mesmo
redondinho.
The
15:17 to Paris
Sinopse-
Assim que um terrorista invade o trem da Thalys a caminho de Paris,
três amigos e soldados norte-americanos - Anthony Sadler, Alex
Skarlatos e o piloto da Força Aérea Spencer Stone - se esforçam
para imobilizar o extremista, armado com um fuzil AK-47, e evitar uma
enorme tragédia.
Quando
a Warner posicionou The 15:17 to Paris para ser lançado em
fevereiro tinha alguma coisa errada. Um filme de Clint Eastwood não
iria competir ao Oscar?
90
minutos depois a resposta: é o pior longa dirigido por Eastwood,
também é um filme nada original, desequilibrado e arrastado.
Dois
anos e meio após o incidente que ocorreu na vida real, Eastwood leva
para as telonas os responsáveis por interromper o que poderia ser
uma tragédia: Anthony Sadler, Spencer Stone e Alex Skarlatos.
Ultimamente,
Clint tem levado às telas histórias recentes que ainda estão na
memória das pessoas.
É
um trabalho estressante para roteiristas e diretores lidar com o
processo criativo de um filme cujo destaque está em um clímax que
durou menos de trinta segundos na vida real, assim sendo a decisão
tomada por Clint e Dorothy Blyskal, roteirista foi dar uma ampla
(e bota aaaaampla nisso) contextualização da amizade entre
os três e seguir os passos deles até embarcarem no trem.
Era
a forma para esticar o tempo, massssss várias passagens são
absolutamente desnecessárias, além de não serem bem explicadas e
por outro lado a relevância contextual do terrorista responsável
pelo ataque não tem qualquer linha sobre sua motivação.
Faltou
maestria ao tocar um roteiro cujo clímax era curto, e que não se
estendeu de forma satisfatória durante a narrativa.
The
15:17 to Paris infelizmente é um filme que não condiz com o padrão
Eastwood.
Uma
pena.
Abraços
Literários e até a próxima.

