Nos 120 anos do
nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados
no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência
de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar,
que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido
aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand
corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma
Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se
Levanta.
Sinopse: Depois de
passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos
colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho,
em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é
um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de
três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que
lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o
combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior
de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos
retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas
de sangue.
Por fim o peixe se
dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa
– surgem os tubarões.
A narrativa gira
em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde
pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de
Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para
ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700
quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é
quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as
diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor
morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável
que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório
Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era
experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas
Canárias.
Ganhador do
Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve
uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John
Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como
Manolim.
Simples, com
precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da
luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o
sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de
forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito,
sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas
páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a
questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já
leu??????????
Qual sua obra
favorita do autor????
Conta aí!
Beijos Literários e
até a próxima.

