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sexta-feira, 26 de julho de 2019

120 anos do nascimento de Hemingway


                                                                             
 


Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar, que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se Levanta.

                                                                               


Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue.
Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa – surgem os tubarões.

A narrativa gira em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700 quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Ganhador do Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como Manolim.
Simples, com precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito, sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já leu??????????
Qual sua obra favorita do autor????
Conta aí!


Beijos Literários e até a próxima.