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segunda-feira, 21 de maio de 2018

A Qualquer Custo-


                                                                              

A Qualquer Custo é um dos melhores filmes que já assisti no gênero western!
Com direção de David Mackenzie e roteiro de Taylor Sheridan acompanhamos a história de dois irmãos, Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster), que planejam um bem engendrado roubo a uma rede de bancos do Texas Midlands Bank, numa época de recessão.
Toby e Tanner, proporcionalmente foras da lei pobres e personagens humanos ricamente construídos, “em seus pontos de vista” têm uma boa razão para fazer o que estão fazendo.
O filme tem ótimas atuações de Pine, Foster e Jeff Bridges, o patrulheiro que assume obstinadamente o caso.
É uma releitura, porém, como se fosse um western com cowboys de outro tempo.
O gênero determina o ritmo do filme, masssss não aquele western com mocinhas em perigo e duelos e sim uma interessante versão atualizada, inclusive o vilão não é um vilão de carne e osso, mas uma instituição.
A forma frenética seguida, as montagens bem valorizadas aproveitando cada ação dos personagens – em ação ou em diálogos – mostrando de forma dinâmica o plano dos irmãos, uma trilha sonora intensa que vai do rock ao country e uma fotografia sensacional em que prevalece os tons de verde, amarelo e mostarda, a película evidencia como a constante visualização das desigualdades pode se tornar extremista em atitudes até então sequer cogitadas.
Os irmãos nos levam, enquanto espectadores, assim como os moradores locais, ao mesmo desejo de liberdade, enquanto o patrulheiro acredita num código moral que o faz caçar simplesmente pelo que ele acredita ser errado, ainda que ele próprio seja politicamente incorreto, mostrando seu lado ¨texano racista¨ sempre fazendo comentários para seu parceiro Alberto Parker (Gil Birmingham), que releva constantemente as situações.
Toby e Tanner estão em rota de colisão – com a lei e com eles mesmos – mas A Qualquer Custo não vai te levar para onde se espera, o filme cresce a cada ação desestabilizada de seus protagonistas.
A história está do lado “bom” das coisas, mesmo que esse lado seja na verdade, o errado.

Prende a atenção do início ao fim e se no final romantiza certos elementos, no decorrer da narrativa faz um retrato bastante interessante da realidade.

Para quem gosta do gênero western é imperdível.

Abraços Literário e até a próxima.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Caneca Literária #42: Mulher-Maravilha

                                                                               
      
Um dos filmes mais aguardados do ano estreou no dia 1º .
Após 75 anos de sua criação, a Mulher-Maravilha ganha um longa só seu com a atriz israelense Gal Gadot (Miss Israel 2004  e que assim como todo cidadão israelense serviu o exército dos 19 aos 21 anos) interpretando a deusa amazona.
A direção impecável é de Patty Jenkins (de Monster, 2003). Pela primeira vez o olhar de uma mulher na direção de um filme do gênero super herói.
                                                                                


A primeira vez que essa versão da Mulher-Maravilha apareceu foi em Batman vc Superman: A Origem da Justiça, 2016.
Até então só retratada nos quadrinhos, em desenhos animados e na série dos anos 1970,  a Mulher-Maravilha é reapresentada ao público no filme, que relembra suas origens como princesa Diana Prince, embaixadora das amazonas que vive na paradisíaca ilha Themyscira.
Filha da rainha Hipólita (Connie Nielsen), Diana ainda criança adora lutar e insiste que a tia a treine – a general Antiope, vivida por Robin Wright.
No mundo dos humanos, a Primeira Guerra Mundial está em curso e, por acidente, o espião Steve Trevor (Chris Pine) atravessa um portal que o leva à ilha das amazonas.
Resgatado por Diana, ele conta que a Terra está próxima de ser arrasada pelo conflito. Para Diana, então, o combate só terá fim, se ela encontrar e matar o deus da guerra.
Para isso a diva terá de enfrentar, além dos inimigos, em eletrizantes cenas de ação, uma sociedade machista, perplexa com seu comportamento e seus superpoderes.
Os fãs dos quadrinhos ainda esperam que o filme seja a salvação da DC Comics neste ano, já que a empresa não tem emplacado sucessos do nível de sua concorrente, a Marvel de Thor, Homem de Ferro e Vingadores, entre outros sucessos de crítica e bilheteria.
Dos quadrinhos da DC, surgiram grandes filmes como Batman e Superman, mas a marca é lembrada por fracassos recentes como Batman VS Superman e Esquadrão Suicida.
A Mulher-Maravilha foi criada em 1940 pelo americano Maxwell Gaines. De lá pra cá muita coisa mudou, inclusive a forma como o público a vê.
Representante das mulheres em meio a heróis provenientes dos quadrinhos, nossa heroína cria empatia feminina, mas também gera algumas críticas por não se adequar a um símbolo politicamente correto para as questões do mundo moderno, como por exemplo, uma habilidade.
A dinâmica da heroína com Steve Trevor também teve timing perfeito.
Depois de cair, literalmente, de paraquedas no caminho de Diana eles se unem em prol de uma causa maior, o bem da humanidade, o fim da guerra.
Ambos buscam soluções trilhando caminhos diferentes porque veem o mundo com olhos diversos, para Diana, que carrega em si a pureza de um grande coração e a ingenuidade de quem tem como arma a esperança, acredita que o mal é personificado.
Já para Steve que conhece o melhor e o pior da humanidade, entende sobre a crueldade, a violência e os horrores da guerra, sabe que não existe um só vilão, mas uma conjuntura de fatores e possibilidades, é muito mais difícil crer na salvação.
Ainda temos Charlie, um escocês com Transtorno de Estresse Pós Traumático. Sameer, um marroquino que não queria ser soldado, e Chefe, um índio que viu a guerra dos brancos devastar seu povo. A diversidade do grupo está inserida no modo como foi perfeitamente contada a história.
História que emociona e encanta narrando sobre heroísmo e também coragem, amor, esperança, bondade, generosidade, empoderamento e representatividade.



Abraços Literários e até a próxima.