Queremos convidar você a fazer uma viagem, uma viagem mágica, por diversos países, culturas, hábitos, épocas, onde sua imaginação quiser e você se permitir...

Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida





Vamos trocar idéias, opiniões, interagir?

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Abraços


Equipe Café com Leitura na Rede.



sábado, 19 de outubro de 2013

O Centenário de Vinícius de Moraes-

                                                                            




Hoje, Vinícius de Moraes, compositor, cantor, poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cronista e crítico de cinema, se estivesse vivo, completaria 100 anos.
Sua propensão à diversidade fez com que transitasse por caminhos curiosos, como lançar um álbum para crianças, “A Arca de Noé” (1980), e compor trilhas sonoras para novelas, como por exemplo, “O Bem Amado” (1973) e “Fogo sobre Terra” (1974).
Compositor de cerca de 300 músicas e autor de aproximadamente 400 poemas, o artista revolucionou a literatura e a música. 
Um dos parceiros mais célebres foi o compositor Toquinho, com quem compôs “Para Viver Um Grande Amor” e que se refere a genialidade de Vinícius dizendo que ele foi capaz de traçar novos rumos na música, porque compunha de forma simples. Suas letras tinham uma linguagem convidativa, cotidiana e comum a todos nós. Ninguém fazia melhor do que ele nem ia tão direto ao ponto.
Talvez por isso tantos apaixonados tenham tomado emprestadas as palavras de Vinícius. Todos tiveram em algum momento, um poema ou uma canção dele como trilha sonora de seus romances.
Seu sucesso com o público se deve à sua capacidade de reconhecer o nascimento de uma melodia ou de uma letras. Ele era mestre na relação do som das palavras com os acordes.
A maestria ganhou status e sucesso internacionais a partir de 1956, quando o poeta encontrou o compositor Antônio Carlos Jobim. Juntos, compuseram, entre outras, as músicas: “Se todos fossem iguais a VC”, “Chega de Saudade”,  “Garota de Ipanema”, “Canção do Amor Demais”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Água de Beber”, “Ela é Carioca” e “Lamento”.
Vinícius ainda teve parcerias afinadas com outros músicos, como Carlos Lyra, Badem Powell e Pixinguinha.

Nossa homenagem ao poetinha, como era chamado, é o soneto que ainda hoje é uma exaltação ao amor e que sempre emociona:


“Soneto de Fidelidade”

“E assim quando mais
tarde me procure
Quem sabe a morte,
angústia de quem vive
Quem sabe a solidão,
fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do
amor (que tive):
Que não seja imortal,
posto que é chama
Mas que seja infinito
enquanto dure.”

(Vinícius de Moraes)



Abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Cine Clube #3: Como Treinar o Seu Dragão-

                                                                                




Na ilha de Berk, os vikings dedicam a vida a combater e matar dragões. Soluço, filho do chefe Stoico, não é diferente. Ele sonha em matar um dragão e provar seu valor ao pai, apesar da descrença geral. Um dia, por acaso, ele acerta um dragão que jamais foi visto, chamado Fúria da Noite. Ao procurá-lo, no dia seguinte, Soluço não consegue matá-lo e acaba soltando-o. Só que ele perdeu parte da cauda e, com isso, não consegue mais voar. Soluço passa a trabalhar em um artefato que possa substituir a parte perdida e, aos poucos, se aproxima do dragão.
Paralelamente, Stoico autoriza que o filho participe do treino para dragões, cuja prova final é justamente matar um dos animais.


                                                                                 




 E se você tivesse um pai líder de um bando de bárbaros matadores de dragões? E se todos ao seu redor fossem fortes e hábeis com espadas,  aríetes e tudo o mais? E se, nesse mundo de guerreiros, você fosse apenas um Soluço?
O filme Como Treinar o Seu Dragão - inspirado no livro de mesmo nome escrito pela autora Cressida Cowell - conta a história de Hiccup (Soluço, em inglês), um garoto franzino e desajeitado, que não se adapta ao modo de viver dos vikings,  sempre causando preocupações ao pai e situações constrangedoras para o resto do povoado.
Soluço esforçava-se para agir como um guerreiro, tentava matar alguns dragões, mas sempre se metia em alguma confusão ou trazia problemas para a aldeia.
Todos achavam que seria mais seguro trabalhar como ajudante de ferreiro. E assim Soluço vivia sua vidinha. Ora em problemas, ora em tédio.
Assim era Berk, a ilha viking.
Quando seu pai, chefe da Ilha de Berk, já havia perdido as esperanças no filho quando algo totalmente fora dos padrões acontece:
Sua vida mudou naquela noite. Uma em especial.
Soluço tem uma certa empatia com dragões. Ao invés de matá-los, afugentá-los e odiá-los como o resto da aldeia, o menino cheio de sarcasmo e falta de coragem acaba descobrindo como treiná-los.

De todos os dragões, o mais perigoso era o "Fúria da Noite" uma espécie que nunca sequer conseguiram catalogar, tamanha era sua velocidade e ferocidade. Mas Soluço, num golpe de mestre (na verdade, era apenas um golpe de muita, mas muita sorte) ele conseguiu derrubar um... Fúria da Noite. Ele só não esperava que seu ato o afastasse, para sempre, do desejo em ser o maior caçador de dragões.
Na manhã seguinte, Soluço correu até a cachoeira abaixo das rochas, onde o dragão havia caído. Ele queria conferir o estrago que tinha feito ao animal. Mas ele não teve coragem de ferir o animal e, ao libertá-lo da armadilha, o dragão teve a mesma atitude, em agradecimento. Mas ele estava ferido, e não podia mais voar.
Nasce, então, uma amizade improvável entre viking e dragão, um relacionamento que ia contra todos os preceitos vikings. Soluço ajuda o Banguela - nome dado ao animal por ter dentes retráteis - em sua recuperação, fabricando ferramentas que pudessem auxiliar o voo do dragão.
Uma série de aventuras começam a rondar a vida do jovem Soluço depois dessa nova amizade, e eles vão precisar lutar contra ao preconceito dos aldeões e, principalmente, lutar contra um mal ainda maior. Mas uma coisa é certa. O desajeitado viking e o dragão ferido vão mudar, para sempre, a forma como os homens enxergam os dragões.

Se você ainda não viu esse filme, acredite, não sabe o que está perdendo, e eu garanto, está perdendo muito. Embora seja uma animação, traz uma mensagem para todas as idades.
A  produção Como Treinar O Seu Dragão traz uma proposta inteligente sobre vencer preconceitos e enxergar além do senso comum, provando por a+b que todo mundo é muito bom em alguma coisa, mesmo que essa coisa seja algo que o torne muitoo diferente dos outros.
Além de uma trilha sonora incrível, o filme exibe paisagens fantásticas e apresenta uma arte cinematográfica de primeira!
Aproveite o mês em que comemoramos o dia das crianças para conhecer e curtir esse bom filme, e aprenda com essa incrível amizade!



Abraços Literários e até a próxima!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Inspira Estante #3

                                                                             




Somos apaixonadas por estantes, principalmente se estiverem abarrotadas de livros.

                                                                       



É um móvel super, mega, ultra, max, hiper versátil, que além de se adaptar a qualquer lugar da casa supre suas necessidades literárias, mantendo seus livros bem pertinho de você e organizados.

                                                                                
                                                                             




E sem a menor sombra de dúvida são ótimas peças de decoração!


                                                                                    

                                                                                



Por isso e por ter a cara e a assinatura do Café com Leitura na Rede, a coluna INSPIRA ESTANTE sempre traz novidades para encantar os leitores.


                                                                               




Nesse mês algumas peças selecionadas  para os pequeninos que estão começando a se interessar pelos livros.

                                         
                                                                             


Aqui vamos postar fotos com estantes interessantes, umas lindas de viver e de se ver, outras diferentíssimas, algumas fofas, outras enormes, umas pequeninas e também aquelas que nem se parecem com estantes.



                                                                              




E aí está esperando o que para vir para cá se inspirar ??????

Abraços literários e até a próxima.



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Post Número 100-

                                                                               



Chegamos ao post número 100!

"O que move a História?”
Não são poucas as respostas que surgem: dinheiro, poder, fama, fortuna, ambição, cobiça, guerras, política... e SONHOS.
Mas Sonhos???
Mas como assim sonhos???
Eu explico: A História é uma ciência que se preocupa com os feitos dos homens, e mulheres no tempo e antes de qualquer coisa com o que nós sonhamos... Dos nossos sonhos nascem nossos desejos e dos desejos todo o resto... política, dinheiro, poder, fama, um bem maior, esperança... tudo começa nos sonhos.
Eu gostaria de presentear  nossos leitores, simbolicamente,  com uma bandeja de sonhos de padaria!

  
                                                                           
                                                                               


Para se lembrarem desse centésimo post  como um momento lúdico nos mais diversos contextos!
Hoje chegou o momento certo para escrever sobre  nosso sonho de escrever um blog sobre leitura. Mais especificamente Café (amamos uma boa xícara de café e somos loucas por xícaras, canecas e afins, aliás vcs já conhecem a coluna super fofa e mto especial daqui que se chama Caneca Literária não é mesmo ??????) com Leitura na Rede (é aqui nesse cantinho que nos encontramos para falar ou escrever sobre livros, filmes, animações, imagens, poemas, poesias, frases e muitooo maissssss), pois hoje estou no espírito de comemoração realizando um sonho, escrevendo o post número 100 da história do nosso bloguito.
Enquanto desejo que todo mundo sonhe mais e melhor, sonhos individuais e coletivos e que ao acordar sejamos capazes de transformar nossos sonhos em realidade!
Ler um livro, escrever um livro, comprar livros, ganhar livros, trocar livros, colecionar livros, doar livros ... e até mesmo mudar o mundo.

Muitas pessoas encontram prazer em ir ao cinema, passear com a família no parque, ir a uma festa ou ir ao restaurante. Um dos meus maiores prazeres é a  leitura de um bom livro. Poucas coisas me preenchem, realizam ou completam mais do que uma boa leitura.
Ler um bom livro é como ter o mundo nas mãos. Como é delicioso viajar sem sair do lugar, se sentir transportada para lugares aonde só iria a sonhos, espaços no tempo onde só é possível chegar através da leitura.
Com um livro eu percorro universos e lugares jamais imaginados, mundos sobrenaturais e extraordinários; ambientes  românticos, poéticos, aterrorizantes, assustadores, dramáticos, divertidos, instigantes, incríveis de se conhecer.
A história impressa em um livro abre portas, janelas, fendas e rachaduras!  É difícil não se apaixonar e não se deixar levar pelos sonhos arraigados dentro dele. Nada mais gratificante do que iniciar uma leitura com todas as expectativas e ansiedades que precedem esse momento. São inenarráveis as emoções e surpresas que cada livro nos proporciona. E os finais? Sempre tão inusitados, coerentes, apaixonantes, clichês,  lúdicos e únicos.
Um livro é mais que um amigo, amante, companheiro; ele às vezes é até mais do que nosso mais desejado refúgio. Lá encontramos amores infinitos, paixões avassaladoras, personagens inesquecíveis, realidades fantásticas e  muito mais.
Convido cada um a adentrar nas páginas de um belo livro, não importa qual, basta que ele tenha algo que te atraia; pode ser uma bela capa, uma premissa bem elaborada ou a indicação de um amigo. Com certeza um mundo se abrirá à sua frente, e você vai se render.
Para os leitores, um conselho: nunca desista de uma leitura, ela pode não te atrair hoje, talvez você não esteja preparado para ela naquele momento, leia outro e depois volte.
Todos os meus livros são companheiros me esperando para passear de mãos dadas por um mundo novo. E eu me deixo levar!
E como é gostoso ganhar um novo livro, tê-lo entre as mãos, sentir seu cheiro, imaginar as emoções que iremos encontrar em suas páginas, nada mais prazeroso.
Leia um livro e descubra um mundo novo; leia um livro e aprenda mais de mil maneiras de ser feliz!


“Acho que a maioria das pessoas entra nas livrarias sem a menor ideia do que querem comprar. De algum modo, os livros ficam ali, quase que por magia, desejosos que as pessoas os escolham. A pessoa certa para o livro certo. Parecem que já sabem de qual vida fazer parte, em qual delas podem fazer a diferença ou podem ensinar uma lição, pôr um sorriso no rosto no momento preciso.”



Abraços Literários e até a próxima.

sábado, 12 de outubro de 2013

Caneca Literária #6: Emília no País da Gramática de Monteiro Lobato-

                                                                             



A coluna Caneca Literária traz hoje uma sugestão super bacana de leitura para o dia das crianças. O dia em que comemoramos a criança que sempre existirá dentro de cada um de nós!

                           
                                                                             



O livro Emília no País da Gramática, de Monteiro Lobato,  é literalmente um passeio não só pelo país da gramática mas da língua como um todo.
Sem aquelas 1000 regras e suas 500 exceções, Monteiro Lobato interpreta a gramática da língua portuguesa de forma leve e descontraída desvendando através dos personagens que frequentam o sítio da Dona Benta, a sintaxe, morfologia e semântica da língua portuguesa, suas origens e seu funcionamento com noções extremamente pertinentes.
A interpretação de Monteiro Lobato vai além das definições dadas pelas falas dos personagens, todo o cenário e as próprias características físicas e mentais dos personagens transmitem noções concretas da língua, seja o fluxo de palavras nas cidades caracterizando a vivacidade da língua, sua dinâmica, seja a brincadeira da Emília, Pedrinho e Narizinho de "podar" a raiz das palavras e "enxertar" sufixos e prefixos para formar novas palavras, ou mesmo Emília abrindo a caixa dos pontos de interrogação e afirmando que os conhece muito bem, pois são mexeriqueiros e curiosíssimos.
Na entrada, são recebidos por barulhos de vespas, os sons orais. Emília é a mais questionadora de todos e já começa a expor suas dúvidas e indignações com tantos nomes difíceis- xingamentos, como diz- e tantas normas.
Ao longo do livro, eles visitam diversas cidades, como são chamadas as divisões dos grupos de palavras. Passam pela Portugália, onde vivem as palavras da língua portuguesa, Galópolis, de língua inglesa; pelas variações como as gírias, neologismos; visitam as que já estão morrendo e quase não são mais usadas, no Arcaísmo e vão até ao cemitério, onde se encontram as palavras latinas, que já estão mortas.
Durante o passeio, vão percebendo que por mais que haja rixas entre alguns grupos, uns se julguem mais importantes que os outros, não haveria como escrever uma oração sem todas as palavras juntas. Verbos, adjetivos, substantivos, todos são importantes  e indispensáveis para a expressão e interpretação  do pensamento.
Ao longo da jornada, questionam o porquê de tantas formas diferentes de se conjugar verbos,  o emprego do aumentativo e diminutivo às coisas, se não poderiam mudar para formas mais fáceis.
A turma aprende também que os gramáticos não podem mudar a língua, apesar de quererem que ela pare em certo ponto do tempo. A língua não para nunca, sempre muda e evolui.
Após passarem por todas as classes gramaticais, pronomes pessoais, possessivos, artigos definidos e indefinidos, palavras estrangeiras, e tantas outras, cercam-se de um mistério: o sumiço do Visconde de Sabugosa e do ditongo ÃO, desprezado por apenas ajudar a formar algumas palavras.   Quem quer ajudar a desvendar o mistério do sumiço do Visconde ??????

Não é  só uma boa literatura, que proporciona ao leitor o prazer peculiar das palavras, mas uma fonte de conhecimento prático riquíssima que merece atenção podendo ser aproveitada de diferentes maneiras tanto na sala de aula quanto para nosso  conhecimento e uso no dia a dia.
Além de ser divertido, ensina a gramática de português desde o alfabeto à análise sintática. É perfeito para ajudar as crianças em provas de português, tanto em gramática quanto em redação, já que  a  leitura ajuda muito na redação.
Recomendadíssimo.


Beijos literários enormes e até a próxima!


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Biblioteca Infantil Multilíngue-

                                                                              




Nesse mês em que comemoramos o dia das crianças, uma novidade e tanto para os pequenos que estão começando a se encantar pelo fantástico mundo da leitura!
Crianças e adolescentes de São Paulo ganharam uma biblioteca infantil multilíngüe, a primeira no gênero na América Latina.
Localizada dentro do Centro Universitário Belas Artes, na Vila Mariana, o espaço possui acervo inicial de 11 mil livros em dez idiomas, entre eles espanhol, japonês, inglês, francês, alemão, italiano e português.
A ideia é que, além de escolas e creches, o espaço aberto à comunidade receba também estudiosos do tema, professores e interessados em geral.
Livros com capas coloridas, interativas e brilhantes é o que não falta.
As obras não são divididas por idiomas que é para despertar a curiosidade. Bacanérrima a iniciativa porque assim os livros nacionais não são separados dos estrangeiros e a criança passando os olhos pelas estantes, escolhe a obra pela capa e só depois percebe que o idioma não é o qual está acostumada e pelo qual, quem sabe, futuramente ela possa se interessar.
Espalhadas pelas prateleiras há bichos de pelúcia, brinquedos e instrumentos musicais. O barulho, nesse caso, é bem-vindo (risos). O espaço também é cheio de almofadas para maior conforto.
As crianças se divertem com animações dos livros e os professores interagem com os pequenos.
Eu achei maravilhoso!
Atualmente, o acesso é feito por dentro da universidade, mas para facilitar, a entrada futuramente será feita em frente à biblioteca.


Localização e horário de funcionamento: A biblioteca fica na Rua Dr Álvaro Alvim, 90, Vila Mariana.
O local fica aberto de segunda à sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 9h às 16h.
Para empréstimo é necessário RG ou CPF da criança ou do responsável e comprovante de residência.
Máximo de 5 livros por vez e prazo de 15 dias.
“Bora”  lá criançada!


Abraços literários e até a próxima.

domingo, 29 de setembro de 2013

Caneca Literária #5: A Linguagem das Flores-

                                                                                 
                                               


A Linguagem das Flores - Vanessa Diffenbaugh

Sinopse –  Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

                                                                               
                                                                              




Um livro muito bem escrito, com uma linguagem simples e envolvente, mas com  um enredo delicado: a adoção. A história poderia ser de uma leitura difícil e pesada, mas não, a autora soube conduzir muito bem a narrativa, principalmente por mostrar outro lado do processo de adoção: a rejeição
Victoria é um personagem muito real. Ela foi criada em orfanatos, sendo adotada e devolvida por várias famílias por ser uma garota temperamental, agressiva e rebelde. Por tantos sofrimentos que passou, ela não consegue amar  e nem se deixa ser amada.
A narração vai alternando entre presente e passado. No presente, Victoria completa 18 anos e se vê sozinha, tendo que trabalhar e batalhar por sua própria vida. E no passado, quando ela tinha 09 anos e morava com Elizabeth, sua última mãe adotiva que lhe ensinou sobre a linguagem das flores. O que cada flor representa e como elas podem expressar os nossos sentimentos.
Após conseguir emprego em uma floricultura, Victoria vai se tornando mais acessível e aprendendo a conviver.Ela que odiava a todas as pessoas e acreditava que só era possível amar as flores. Quando encontra Grant, que também conhece esta linguagem, Victoria compartilha com ele o amor pelas flores e aos poucos vai se entregando ao amor verdadeiro.
Um livro lindo e delicioso de ler. Fala de amor sem ser clichê, não espere um conto de fadas romântico. É sim uma história sobre evolução, crescimento pessoal, perdão, arrependimentos, reconciliação e  sobre o poder transformador do amor. Mas o maior aprendizado é o querer. VC precisa querer! Querer ser, querer ter e também querer amar. Victoria acreditava que não merecia coisas boas e para não ser mais magoada, preferia magoar antes.
Victoria é uma protagonista marcante. Ela nos provoca diversos sentimentos: amor, pena, raiva, indignação e amor de novo. Não compreendemos inicialmente algumas de suas ações e decisões, mas aprendemos a enxergá-la e sentir amor por ela da maneira que ela é. Nossa afeição por ela cresce ainda mais quando, a certo ponto do livro, ela se encontra consigo mesma e consegue se perdoar por todo o mal que julgou causar a todos que conviveram com ela.
Torcemos por Victoria, também em certos momentos temos vontade de sacudi-la, no entanto é perfeitamente compreensível que na vida é difícil se envolver quando já sofremos ou  quando ficamos com medo de nos machucar de novo.
Mesmo quando nós sabemos que não podemos seguir, será que sabemos que realmente é hora de desistir? Ou é apenas o momento da pausa?
Ela levou um longo tempo e sofreu muito de volta para casa. Um lugar que ela conheceu e aprendeu a amar, ao lado de pessoas que lhe queriam bem, que a amavam simplesmente e também por causa das qualidades que nem ela mesma sabia ter.
Um livro de emoções conflitantes, intenso e reflexivo, mas também delicado nos leva a uma viagem interior.
Para quem aprecia tramas com personagens marcantes, com histórias de vidas contundentes, que nos impulsionam a enxergar a vida por novos ângulos.
Não fala apenas de flores, mas sim de sentimentos, de imagens e cores.
A capa é linda e combina perfeitamente com a história, gostei muito do dicionário com o nome e o significado das flores, anexado ao final do livro.


                                                                           




Quote: “Você tem que querer. Você tem que querer ser uma filha, uma irmã, uma amiga, uma estudante ... de repente, eu soube que queria ser florista. Queria passar o resto da minha vida escolhendo flores ...”

Essa é a nossa sugestão de leitura para o início da estação mais perfumada, colorida e bonita do ano!
Sirva-se de uma xícara quentinha de café, venha para a rede e conecte-se no Café com Leitura na Rede!



Beijos floridos e abraços literários.