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Abraços literários.


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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Definição: Thriller-

                                                                           


Thriller ou suspense é um gênero da literatura, filmes, jogos eletrônicos e televisão que usa o suspense, tensão e excitação como principais elementos.
O seu principal subgênero é o "thriller psicológico”. Depois do assassinato do presidente estadunidense John F. Kennedy, os filmes de thriller político se tornaram muito populares. Um grande exemplo de thrillers são os filmes de Alfred Hitchcock.
Tanto o ato de esconder informações importantes do leitor/espectador como cenas de perseguições são características comuns em todos os subgêneros de thrillers, embora cada gênero tenha características próprias.
Outra grande característica do thriller são os clímax criados para prender os leitores/telespectadores. Esses momentos ocorrem geralmente quando o personagem principal é colocado em uma situação ameaçadora, misteriosa, em uma fuga ou uma perigosa missão da qual parece impossível escapar. A sua própria vida é ameaçada, geralmente porque o personagem principal é inocente ou inconscientemente está envolvido na trama.
"A Odisseia de Homero é uma das mais antigas histórias no mundo ocidental e é considerado um protótipo do thriller”,  uma trama controlada por um vilão, em que ele apresenta obstáculos que o herói deve superar.

O thriller contém alguns subgêneros:
Thriller de conspiração
No thriller de conspiração, os protagonistas costumam ser jornalistas ou investigadores amadores que, geralmente sem saber, "puxam um fio”  e acabam por descobrir uma grande conspiração e a investigam até descobrir todos os segredos por trás dela, se tornando, assim, uma ameaça e alvo para os conspiradores. A complexidade de fatos históricos são muito utilizadas nesse gênero, onde se faz um jogo de moralidade, o vilão faz coisas ruins e os mocinhos tem que derrotá-lo.
Algumas características desse gênero são pessoas com a vida colocada em risco pela conspiração  e as narrações feitas, como em suspenses policiais. Um fato comum nas mídias desse gênero é a frustração do personagem por não conseguir provas sobre a conspiração, já que os vilões sempre encobrem todos os fatos com mentiras.

Thriller criminal
O thriller criminal é uma mistura de filmes sobre crimes e o thriller, que mostra uma sequência de crimes bem-sucedidos, em que o protagonista tem de investigá-los, fazer sua detecção e descobrir quem são os criminosos e os seus motivos. Nesse gênero, geralmente se foca no criminoso e não no investigador/policial. Geralmente, se enfatiza a ação sobre os aspectos psicológicos dos personagens. Os temas mais comuns são serial killers, assassinatos, assaltos, perseguições e tiroteios.

Thriller psicológico
No thriller psicológico, os personagens não são dependentes da força física para superar seus inimigos (que é frequentemente o caso típico de thrillers de ação), mas dependem de suas capacidades mentais, seja pela inteligência lutando com um oponente formidável, ou por tentar se manter em perfeito estado psicológico.
Uma das características nesse gênero é que o escritor/roteirista busca descrever os eventos do ponto de vista do personagem, sendo assim, na maioria das vezes, narrados em primeira pessoa, ou seja, o próprio personagem é quem conta a história. Esse recurso é muito usado pois faz o leitor ficar mais envolvido com o personagem e ser capaz de entender como funciona sua mente. Outra característica desse tipo de thriller é que a narração volta muitas vezes no tempo, em que o personagem conta algo que aconteceu em seu passado, mais especificamente para justificar suas atuais motivações, ou mostrar como algo mudou sua percepção sobre seu passado/presente.
Muitos thrillers psicológicos têm surgido nos últimos anos, em vários tipos de mídias Apesar das diferentes formas de representação, tendências gerais têm aparecido ao longo das narrativas. Alguns destes temas são: a percepção do personagem do mundo à sua volta, sua tentativa de distinguir o verdadeiro do irreal, sua mente confusa, busca por sua identidade e medo/fascínio pela morte.


Esse é um gênero bem interessante, já que as narrativas são quase sempre instigantes, interessantes e prendem a atenção do início ao fim.
VCS gostam desse gênero???
Quais livros do gênero leram e recomendam ????
Estamos curiosos para saber.
Ao visitar nosso cantinho, sentem na rede, peguem uma xícara de café e deixem seus comentários.



Abraços Literários e até a próxima.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Viva para contar – Lisa Gardner

                                                                          



Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo. Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa. Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida dessas três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós.

“Eu procurava por uma resposta que nunca encontrei. Meu pai matou a família inteira, exceto a mim. Será que aquilo significava que me amava mais do que aos outros, ou me odiava mais do que aos outros?
- O que você acha? - Era o que o Dr. Frank sempre respondia. Acho que essa é a história da minha vida.”

A sinopse do livro poderia resumi-lo perfeitamente, porém, Viva para Contar supera qualquer expectativa criada.
Nesse instigante e eletrizante thriller de suspense e de investigação policial, que é ao mesmo tempo dramático e humano, Lisa Gardner nos apresenta  a história de duas mulheres: Danielle Burton e Victoria Oliver. Duas vidas com grande carga dramática, cujos atos e destino se entrelaçam para compor uma trama de suspense, renúncia, amor, psicose e morte que fará você se emocionar, sofrer e torcer a cada página lida.  
A narrativa é contada na primeira e terceira pessoa. E esse é um dos pontos fortes do romance. Ao mesmo tempo em que temos uma visão geral da trama, por conta do narrador, por outro lado, a autora promove nossa inserção na história quando nos conduz pelo mundo conturbado das protagonistas  através da visão e do pensamento de cada uma delas. São duas visões com emoções diferentes de um mesmo problema: a psicose infantil.
Viva para Contar não é só drama, embora a carga emocional e dramática seja marcada de maneira intensa e profunda, é bom que vocês tenham em mente que o romance também é um thriller policial. E todo o suspense causado pela investigação policial é administrado pelas mãos competentes da veterana D.D. Warren, sargento de homicídios na cidade de Boston. Por conta das investigações de D.D. Warren, as descrições feitas por Lisa Gardner para as cenas de crime é uma das melhores, que já li em um romance policial. A parte que descreve o trabalho de Danielle, na Clínica de Avaliação Pediátrica de Boston, também me causa alguns bons arrepios.
Assim, entre drama e suspense investigativo, Lisa Gardner, com deliciosa maestria de quem sabe como escrever um excelente romance policial, nos cativa a cada página com seu estilo caprichoso, numa narrativa rica de detalhes e repleta de meandros, onde, a cada novo capítulo, vamos nos dando conta de que temos diante dos olhos o mundo que nos cerca e que vivenciamos todos os dias. Danielle, Victoria e Warren são tão reais quanto qualquer um de nós, buscando um lugarzinho ao sol que brilha com igual intensidade para todos, mas que está cada vez mais difícil de ser compartilhado.
Amei esse livro. Foi uma lição de vida e uma obra literária fantástica, um excelente thriller com muito suspense e alta dramaticidade, além de ser uma grata surpresa ler cada página, acreditando numa coisa e, em interessantes reviravoltas, descobrir outra.
Gostei muito da capa que resume com perfeição a história, a diagramação ficou excelente e a tradução está ótima.
Os personagens são cativantes, apaixonantes mesmo, e muito bem construídos, os diálogos são primorosos e as descrições que apesar de riquíssimas em nenhum momento se tornam enfadonhas ilustram com perfeição cada minúcia da trama.
A narrativa é feita sob o ponto de vista dessas três mulheres, que tem igual importância no desenvolvimento da trama. A forma como a autora troca de narradora é muito bem feita e perceptível, não deixa o leitor confuso.
A autora sabe como mesclar momentos descritivos com diálogos, imprimindo ritmo constante e fluído de leitura.
O enredo é ousado, trata de temas pesados, crianças psiquiátricas, vítimas de maus tratos, xamãs, serial killer e sobreviventes.
No desenrolar da trama tudo está bem encaixado, nenhuma ponta solta, pequenos detalhes que irão compor o quadro final são muito bem alinhavados.
Leitura recomendada para quem gosta de um bom thriller policial, serial killer e leitura frenética
Mais do que recomendado, é  uma leitura indispensável.



Abraços Literários e até a próxima.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Revenge - Treinamento Para Vingança - Jesse Lasky

                                                                         


Ava Winters é jovem, bonita e herdeira da premiada vinícola Starling. Ela está apaixonada pelo cara perfeito e acredita que nada pode dar errado. Pelo menos é o que ela pensa até ele ajudar a tirar tudo o que um dia foi dela. Sem ter para onde ir, Ava vai parar em Rebun, no Japão, na escola de vingança do mestre Takeda, onde ela treina para ser mentalmente e fisicamente forte o suficiente para se vingar de quem a traiu. Na ilha, Ava encontra Emily Thorne, que recentemente voltou a treinar com Takeda. Emily compartilha sua sabedoria com Ava sobre a vingança e a importância de procurar a justiça em um mundo onde os inimigos são os que prosperam. Outras quatro pessoas estão na ilha se preparando para sua própria vingança pessoal, mas e se descobrissem que suas missões estão interligadas e seus destinos entrelaçados?

Como fã da série de televisão Revenge, não poderia deixar passar a oportunidade de ler esse da Editora Planeta, baseado na série. Confesso que pensei  ser uma simples transcrição dos acontecimentos da série, mas não, o que encontrei, foi algo muito melhor!
O mote foi excelente. Utilizar o mesmo universo de "Revenge", mas sem que a história de Emily fosse recontada, abrindo possibilidade para que os fãs da série conheçam mais a fundo as motivações de Takeda e ainda dá abertura para, quem sabe, um spin-off.
O livro conta a história de outras pessoas em busca de vingança, todas realizando seu treinamento com Takeda,com participação especial da diva Emily Thorne.
Essa foi a maior e melhor surpresa da série, não a participação diminuta de Ems, a loira vingativa, mas sim a oportunidade de conhecer mais sobre Takeda (Takeda é um velho conhecido de quem acompanha a série e o mistério do personagem televisivo também acompanha sua composição no livro) e seus outros pupilos, visto que na série ficou claro que Emily não foi a única. Assim como finalmente conhecer suas motivações para auxiliar os personagens em busca de suas vinganças.

A narrativa segue o enredo da série "Revenge".
Dessa vez a protagonista é Ava Winters, que teve sua vida completamente mudada ao perder a vinícola da família.
Conhecemos Ava chegando na escola da vingança de Takeda e se preparando para formular sua vingança. O treinamento é físico e psicológico.
Nossa protagonista terá a companhia de mais quatro pessoas durante sua estadia: Reena, Cruz, Jon e Jane, todos em inicio de treinamento. Aos poucos vamos conhecendo os personagens, os motivos que os levaram a procurar esse caminho e vivenciamos seus treinamentos.
A premissa é acompanhar um pouco do treinamento dos personagens para então a vingança ter seu início.
Com o tempo nós, e os personagens, descobrimos que suas motivações pessoais estão intrinsecamente conectadas e antes de darem fim ao seu treinamento, fogem das asas protetoras de Takeda e partem para a ação. Despreparados, cometem erros, porém o desejo de vingança é maior e sendo assim eles se reerguem e tentam uma ultima cartada para desmascarar os autores de tanto sofrimento.
Com narrativa dinâmica, fluída, instigante e envolvente, o autor consegue mesclar bem cenas de ações com descobertas sobre o passado tornando a leitura rápida apesar de algumas falhas no enredo.
Faltou na minha opinião elaborar mais a história e alinhavar as pontas soltas, mas a leitura é agradável.
Assim como na série, a história possui desmembramentos e descobrimos que os responsáveis pelos crimes podem ser meros fantoches de um plano maior.
Esse é o primeiro livro de uma série, a autora deixa um grande cliffhanger no final.
A capa do livro é linda e expressa bem o sentimento da Ava além de ser um ótimo auxílio visual para um momento chave da história.

Leitura obrigatória para conhecer mais sobre esse universo de vingança e traições.



Abraços Literários

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O que significa "Cliffhanger"?????

                                                                       



Cliffhanger, na tradução literal para a língua portuguesa “à beira do precipício”, ou “à beira do abismo”, é um recurso de roteiro utilizado em ficção, que se caracteriza pela exposição do personagem a uma situação limite, como um dilema ou o confronto com uma revelação surpreendente. Geralmente, o cliffhanger é utilizado para prender a atenção da audiência e, em casos de séries ou seriados, fazê-la retornar ao filme, na expectativa de testemunhar a conclusão dos acontecimentos.
O termo teve sua origem por volta do início do século XX, e foi dicionarizada em 1937, no Oxford English Dictionary. Na época o recurso foi utilizado como fim de episódio para os seriados do cinema mudo, quando o personagem ficava literalmente “à beira do precipício”, e muitas vezes as frases "To be continued,” ou "The End?” instigavam a curiosidade da audiência para o próximo episódio.
A idéia do cliffhanger como arremate de episódio se constrói sobre o valor do suspense como garantia de audiência, em que o espectador aguarda com ansiedade o desenrolar da solução, a despeito de essa solução ser, de certa forma, previsível. A situação envolvida no cliffhanger permanece clara na memória do espectador, mantendo-o interessado na história, mesmo com um intervalo considerável entre a situação apresentada e a solução oferecida.
Seria o que se pode chamar, em psicologia, de “efeito Zeigarnik". Tal efeito estabelece que as pessoas costumam se recordar de tarefas incompletas ou interrompidas melhor que de tarefas completadas.
A idéia de terminar a história num ponto onde a audiência ficasse em suspense, à espera da conclusão, remonta a uma época tão antiga quanto à existência das histórias. Foi o tema central e o recurso construtivo de alguns contos conhecidos, tais como As Mil e uma Noites, em que Sherazade, em face da ameaça da execução matinal ordenada por seu marido, o rei Shahryar, conta suas histórias sempre terminando com um cliffhanger, forçando assim o rei a adiar sua execução diariamente, mediante a curiosidade de conhecer o resto da história.
O termo cliffhanger pode ter se originado com o romance em série de 1873, A Pair of Blue Eyes, de Thomas Hardy. Na época, os jornais publicavam romances em capítulos, geralmente um capítulo por mês. Para que o interesse na história permanecesse, alguns autores empregavam diferentes técnicas. Quando sua história foi transformada em série no Tinsley's Magazine, entre setembro de 1872 e julho de 1873, Hardy decidiu levar um de seus protagonistas, Henry Knight, literalmente para a “beira do precipício”, encarando os olhos de pedra de um trilobita fossilizado, iniciando o literal cliffhanger na literatura vitoriana.
Desde que Hardy criou a situação, todos os escritores passaram a utilizar o cliffhanger, e Wilkie Collins ficou famoso por comentar sobre a técnica: "Make 'em cry, make 'em laugh, make 'em wait – exactly in that order" (“Fazendo chorar, fazendo rir, fazendo esperar – exatamente nessa ordem”).
O cliffhanger pode ter migrado para o cinema no mais popular seriado do cinema mudo, The Perils of Pauline (1914), exibido em episódios semanais que apresentavam Pearl White como a atriz principal, uma permanente “donzela em perigo”. Especificamente, um episódio filmado nos arredores de New Jersey Palisades terminava com a heroína literalmente à beira do precipício.
A partir de então, vários seriados utilizaram o recurso, tais como The Hazards of Helen, The Timber Queen, entre outros, em que a heroína sempre terminava o episódio sob uma situação de perigo extremo e, aparentemente, sem solução.
Um outro exemplo cinematográfico, possivelmente o mais famoso cliffhanger, foi o fim do filme de 1969, The Italian Job (Um Golpe à Italiana), onde o veículo usado na fuga ficava literalmente balançando à beira do abismo.


Fonte: Wikipédia


 Abraços Literários.

domingo, 2 de novembro de 2014

Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos #12



 Este espaço,  intitulado Jornal Poético: Diversos Versos, Inversos e Reversos,  foi criado,   porque as poesias, os poemas, as rimas, os cordéis, prosa e verso  não podem ficar restritos a um sarau em  uma sala;  devem estar ao nosso alcance sempre.
Com a leitura podemos, encontrar e descobrir mundos que existem dentro de nós mesmos.
É  por isso que convidamos você, hoje, 2 de novembro, dia em que homenageamos aqueles que amamos e que já não estão entre nós, a embarcar com a gente nesse lindo poema de Carlos Drummond de Andrade, que escolhemos para aliviar um pouco a saudade e diminuir um tanto a tristeza.

Cada uma de nós, à sua maneira, extrai da vida a poesia que nos cabe.


Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje eu não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
Que rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade


Beijos poéticos, enormes e abraços literários.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bruxos e Bruxas-

                                                                          



Em pleno século XXI, os irmãos Allgood, With e Whisty são arrancados de sua casa no meio da noite e jogados na prisão, acusados de bruxaria. Vários outros jovens como eles foram sequestrados, presos e outros desapareceram. Tudo isso acontece porque o mundo foi comandado por um novo governo “Nova Ordem”, que acredita que todos os menores de dezoito anos são suspeitos e que praticam bruxaria. Quem comanda a N.O é O Único Que É O Único, e seu objetivo é tirar tudo que faz parte da vida de um adolescente normal, livros, música, arte, comandar o mundo e desvendar todos os segredos da magia. Qualquer forma de protesto contra a N.O será punida com muita rigidez e tortura, até que a pessoa possa completar dezoito anos, e assim ser condenado a morte. A missão dos irmãos Allgood é livrar o mundo desse novo regime e resgatar seus pais desaparecidos. Mas será que eles conseguirão enfrentar a Nova Ordem, salvar todos dessa tortura e encontrar seus pais?



Acordar em uma nova era, onde a democracia não existe mais, o poder agora é totalitário e seu líder se intitula “O Único Que É O Único”, é o começo de um pesadelo para Wisty e With, em uma nova realidade chamada Nova Ordem.
Wisty (Wisteria) e With (Whitford) são dois irmãos adolescentes; With é um jogador popular, gigante, estabanado, doce e gentil; Wisty é uma garota ruiva, esquisita, amarga e hostil, jovens de 15 e 17 anos que em uma noite foram acordados por um poder militar fortemente armado que invadiram sua casa e os levaram sobre a alegação “ bruxos extremamente perigosos”.
Começa nessa noite uma distopia fantástica onde o mundo como o conhecemos não existe mais depois  que um regime totalitário pretende governar através de táticas de guerra, opressão, tortura e abolição de qualquer tipo de arte, de liberdade de expressão ou magia.
No decorrer da narrativa, os irmãos descobrem seus dons e que  realmente são bruxos,  viajam para outras dimensões, conhecem outros mundos, falam com espíritos, se aliam com outros jovens da resistência e fazem o livro se tornar uma louca confusão.
Com uma narrativa ágil o livro é dividido em capítulos que contam a história de Wisty e With sob perspectivas alternadas entre os protagonistas e o que aconteceu desde esse noite que foram acusados e presos.

O que me atraiu nesse livro foi James Patterson  se aventurar no mundo dos YA e da distopia, ele que é um romancista nova-iorquino conhecido por seus livros de suspense, mistério e magia; ícone da cultura pop; ganhador do prêmio autor do ano em 2010 pela revista Forbes e também recordista de vendas do The New York Times.
Como se trata de uma distopia tudo é proibido: livros, revistas, músicas, filme. Quem dá as cartas é a Nova Ordem e eles não querem seres pensantes para questionar suas ações. Os “seres” mais perigosos são os adolescentes, afinal são eles que estão em constante questionamento do mundo.
Mas os irmãos Allgood têm que se preocupar com outro fato além de serem adolescentes. Eles  são bruxos. No decorrer do livro e ao conhecer mais jovens como eles, os irmãos descobrem que têm um papel importante contra a Nova Ordem.
A escrita de Patterson é rápida, (nesse livro rápida demais), os capítulos são bem curtos e cortados bruscamente. Outro ponto relevante é o fato dos irmãos não terem a mínima ideia do que está acontecendo, algo como Harry Potter bem no comecinho, quando ele não sabia que era um bruxo.
O livro é uma caça às bruxas, onde os  dois personagens principais, são tão poderosos que nem sabem o quanto e em contrapartida existe um poder tirano, que no caso  é a NOVA ORDEM que é mais precisamente ditada pelo tirano de nome O Único Que É O Único. Isso lembra os livros de Harry Potter da J.K Rowling  onde Aquele-Que-Não-Se-Deve-Pronunciar  povoa a mente da sociedade e leva medo e terror a todos.
A obra é uma ficção estranha. Parece um “misturadão” de motes. Das HQ’s de X-Men, em que a personagem da Wisty  pega fogo, levita ou consegue se metamorfosear ou quando o Whit ultrapassa paredes,  tenta abraças sua namorada que é um espírito ou dirige pelos trilhos de um metrô sendo perseguido por um trem em alta velocidade.
O livro é  juvenil, os diálogos muitas vezes parecem escritos por alguém com 12 anos para uma criança de 8!
O duelo final entre a protagonista e  O ÚNICO QUE JULGA (Juiz) é risível!

A ideia até que  é boa, mas não foi bem desenvolvida, nem prima por personagens bem construídos.
Bruxos e Bruxas é um livro para quem quer uma leitura descompromissada, para ler “de uma sentada”, não é uma leitura desagradável, mas não encanta. Tem seus  momentos, até conseguimos torcer pelos protagonistas!
Se VCS procuram por algo instigante, interessante, memorável, que prenda a atenção e tire o fôlego, algo que prima pelo ineditismo, passe longe do livro.
Só para constar, a capa é linda, toque meio emborrachado e com a letra B capslock alaranjada em relevo com a imagem dos irmãos em destaque. Linda demais!



Até a próxima e abraços literários.

sábado, 25 de outubro de 2014

Dewey - Um Gato Entre Livros

                                                                       



A rotina da pacata cidade de Spencer, Iowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witter é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.


A capa do livro é muito fofa e a sinopse foi  amor à primeira vista. A história de um gato que foi encontrado na caixa de devolução na Biblioteca Pública de Spencer, numa manhã de inverno é fascinante.
Gatos são metódicos, mas Dewey era diferente. Como um gato, poderia entender quem realmente precisa de ajuda e conforto? Pois todo o dia Dew, pulava no colo de uma pessoa – e o escolhido se sentia com os ânimos revigorados.
Ele mudou os costumes de Spencer que na época passava por uma crise financeira e de transição, da economia agrícola para a indústria. Spencer, situada em Iowa no EUA, é uma cidade pequena, onde todos se conhecem e cada profissão é única, uma cidade progressista, mas que valoriza a qualidade e as pequenas coisas.
Não espere uma versão felina do “Marley & Eu”,  “Dewey – Um gato entre livros” conta a história de Vicki (a bibliotecária da cidade), de Judi, de Wally, de Sharon, de Cleber, de Dóris, de Kay, de Mike e tantos outros, e por fim da cidade, Spencer, alternando a narrativa entre os personagens. Conhecendo a história da autora e de sua cidade, através de pequenos fatos, conseguimos entender como este gato revolucionou a pequena cidade.
Dewey torna-se conhecido por todos, dos freqüentadores da biblioteca que espalham a novidade de um gatinho que mora junto aos livros, aos moradores de cidades vizinhas e até mesmo de outros países.
Quando foi encontrado, Dewey, já dava sinais de sua gratidão para com aqueles que o acolheram. Mesmo com as quatro patas feridas pelo frio, o gato olhou cada pessoa nos olhos, ronronou e acariciou as mãos.
“Era como se ele quisesse agradecer pessoalmente a todos que conhecia por salvar-lhe a vida.”
A cada dia, Dewey foi sendo apresentado aos frequentadores da Biblioteca. Até que uma matéria na primeira página do principal jornal da cidade, de 10 mil habitantes, sob o título: "Perfeito acréscimo ronronante à Biblioteca de Spencer", gerou polêmica entre a população local. Houve quem dissesse que a presença do gato era prejudicial à saúde enquanto outros comemoraram com alegria.
Mas, com o tempo todos se renderam ao carisma de Dewey. Desfilando entre as prateleiras, ele se tornou uma celebridade e conquistou o carinho de toda a população e, assim, a Biblioteca Pública de Spencer se tornou o ponto de encontro dos moradores, de crianças à idosos.
Todos faziam doações para os cuidados com o gato e até o Conselho Municipal se encantou com Dewewy
Segundo a autora, Dewey revolucionou a vida de todos os moradores e também o progresso da cidade.
“Em 1988, quando o Dewey chegou, era inverno e parecia que a nossa cidade estava triste. Mas, com o passar do tempo percebemos que a cidade se encheu de alegria e que Dewey inspirou até o progresso de Spencer.” 

Vicki Myron têm uma escrita sensível, emocionante e surpreendente.
Me apaixonei pela história. Amo os animais, especialmente os cachorros, nunca tive um gato, mas os considero charmosos, elegantes e simpáticos.

Super recomendado para quem quer um bom livro, um enredo interessante, uma trama ágil que prende a atenção em uma narrativa fluída.
Dewey é encantador.

Até a próxima e abraços literários.