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Viajar pelas páginas de nossos livros, por vários gêneros, escritores anônimos e ilustradores e também os ilustres escritores: romances, aventuras, comédias, mistérios, épicos, auto-ajuda, poéticos, didáticos... toda leitura faz o ser humano conhecer, abranger, crescer...

Neste blog vamos divulgar, sugerir, incentivar, um espaço para interagir com você, que vai ser nosso seguidor ou dar apenas uma espiadinha, mas será sempre bem-vindo, como aquele amigo que senta para tomar um café e conversarmos sobre aquelas páginas de um livro que mais nos marcou, ou aquele que estamos lendo no momento, então fica aqui nosso convite, entre no nosso blog, tome um café, enquanto passeia pelos nossas postagens, interaja conosco sempre, estamos aqui na rede aguardando a sua chegada.


Abraços literários.


Aparecida





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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Dia do Batom


                                                                               


VCS sabiam que o batom tem um dia só para ele??????
No dia 29 de julho é comemorado o Dia do Batom.
Atualmente o mercado oferece diversas cores, formatos e novidades de todas as marcas  e com preços para todos os bolsos.
Tem gloss, cremoso, acetinado, cintilante, metálico, brilhante, duo, gel, hidratante, vinil, lip tint e o amadinho matte que é só amor <3! 
E o bloguito hoje tem post temático!


                                                                                

Gosto de Batom
Valter Petenel

Na vida tranquila de uma pequena cidade, Anabela e Cleonice, criadas juntas como irmãs, conhecem Cláudio, homem bem-sucedido e sedutor, envolvendo-as em um tórrido caso de amor. Neste jogo de amor, sexo e sedução eles participam uma relação confusa e cruel. Porém, o tempo cuida de distanciá-los separando-os. Cleonice casa-se com Carlos, um homem de comportamento estranho e frio, enquanto Anabela toca sua vida. Em meio a encontros e desencontros, alegrias, tristezas e sensualidade, esta história se desenrola com um desfecho surpreendente e marcante.



O Batom Vermelho
Kizzie Pontes

Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” - já disse o grande poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. 
De fato, nem sempre é conveniente acessar o passado. Existem lembranças que são tão dolorosas que melhor seria esquecê-las para sempre. Contudo, às vezes não é possível seguir em frente sem antes expurgar certas dores de casos mal resolvidos.
Zoey Albuquerque é uma jovem professora que vive em um mundo perfeito e parece não desejar mais nada, além do seu inseparável batom vermelho.
Mas a chegada de Caleb, um novo colega de magistério, faz sua vida pacata virar de ponta-cabeça, forçando-a a remexer feridas antigas e muito profundas. 

É um livro instigante, pela linguagem envolvente e pela atmosfera de sedução e suspense criada. Zoey  e Caleb conquistam, facilmente, nossos corações.



Beijos e Batom
Mari Mello

Um pacto quebrado entre amigos e muita confusão, abrange o cenário apresentado.
Gustavo e Daniel, amigos desde o ensino fundamental, prometem um ao outro que jamais se relacionariam com as irmãs, primas, namoradas e afins um do outro, evitando que nada atinja a amizade entre eles.
O que poderá acontecer quando o cupido resolver flechar sem olhar a direção?
E mais… Até que ponto esta amizade poderia resistir, se… De repente… Ambos acabassem se interessando, sem saber um do outro, pela mesma garota?




Selva de Batom
Candace Bushnell

Três mulheres atraentes, bem-sucedidas e dispostas a tudo para se manterem no topo enfrentam um dilema: afinal, o que é ser realmente uma mulher de sucesso?
Com ironia e sarcasmo, a autora de "Sex an the City" descreve a louca mistura de família-negócios-sexo-trabalho que compõe o dia a dia da mulher contemporânea.




A bruxa do batom borrado
Anderson Novello

Sem subestimar a inteligência da criança, o autor escolhe cuidadosamente as palavras, tanto pela adequação quanto pelo ritmo que imprime à história. A cada nova situação em que a bruxa é surpreendida pelas crianças, as traquinagens ganham uma espécie de “identidade sonora”, onde a estridência de um apito ou a ressonância de um berrante parecem saltar das páginas (e sobressaltar o leitor). Há também o reforço da imagem sonora quando a ilustração deixa alguns “presentes” a serem descobertos em cada página, estimulando em uma nova camada a percepção da criança.
Como não podia deixar de ser, há uma lição que passa pela reconciliação e respeito a ser transmitida aos pequenos. Tais ensinamentos ocorrem de maneira fluida e natural, respeitando o andamento da narrativa, o que torna o aprendizado suave e agradável a assimilação do público-alvo.
Um livro para crianças que pode ser apreciado em diversos níveis. Com elementos que estimulam todos os aspectos da cognição da criança, a leitura de “A Bruxa do Batom Borrado” não esquece de ser divertido e envolvente, fazendo o leitor querer voltar a morar na “Rua das Peraltices”.



E aí bebês?????
VCS  já leram algum desses livros???
Qual capa preferem???
Qual livro com a temática vocês indicam??

Beijos Literários e até a próxima


sexta-feira, 26 de julho de 2019

120 anos do nascimento de Hemingway


                                                                             
 


Nos 120 anos do nascimento de Ernest Hemingway (1899-1961), que foram lembrados no último domingo, 21, uma curiosidade sobre a preferência de seus leitores no Brasil.
O Velho e o Mar, que está chegando à sua 100ª edição, é o livro mais vendido aqui – e o número de exemplares comercializados pela Bertrand corresponde ao dobro de seus outros best-sellers juntos: Paris é Uma Festa, Por Quem Os Sinos Dobram, Adeus às Armas e O Sol Também se Levanta.

                                                                               


Sinopse: Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue.
Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Masssssss a vitória não será completa – surgem os tubarões.

A narrativa gira em torno do protagonista Santiago, um velho solitário e humilde pescador, que está há 84 dias sem pescar um peixe sequer; de Manolim, seu fiel amigo, um garotinho que faz o possível para ajudá-lo e da luta do velho pescador para fisgar um Marlin de 700 quilos numa aventura em alto-mar.
A escrita do autor é quase um diário onde aprendemos sobre a rotina dos pescadores, as diferenças entre os peixes e até sobre Havana em Cuba onde o autor morou por 23 anos antes de voltar aos EUA.
E é muito provável que o protagonista tenha sido inspirado em seu amigo Gregório Fuentes, capitão do barco de pesca Pilar que como Santiago era experiente pescador, tinha os olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Ganhador do Pulitzer de 1953 e do Nobel de Literatura de 1954 teve uma adaptação para as telonas em 1958 com direção de John Sturges, tendo Spencer Tracy no papel de Santiago e Felipe Pazos como Manolim.
Simples, com precisão narrativa e descritivo em sua essência é a metáfora da luta entre o homem e a natureza, da dificuldade em se alcançar o sonho desejado e os paradoxos da vida.
A obra aborda de forma sensível fé, coragem, determinação, empatia, respeito, sonhos e o amor que o pescador nutre pelos seres do mar.
Livro com poucas páginas (127) para ser lido de uma sentada, reflexivo e que encerra em si a questão: Estamos preparados para o que tanto desejamos?
Quem aí já leu??????????
Qual sua obra favorita do autor????
Conta aí!


Beijos Literários e até a próxima.


segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Louca dos Gatos


                                                                              


Sinopse- A terceira coletânea da cartunista Sarah Andersen traz novas tiras que retratam os desafios de ser um jovem adulto num mundo cada vez mais instável.
Os quadrinhos da autora são para todos que precisam lidar com níveis de ansiedade cada vez mais alarmantes, que sentem que o mundo está à beira do colapso e que se esforçam para sair da zona de conforto.
Basicamente um manual de sobrevivência para os dias de hoje.
O livrinho com 112 páginas lançado pela Cia das Letras, Selo Seguinte, reúne uma coleção de mensagens engraçadas e divertidas sobre as emoções dos seres humanos.

                                                                          


Nessa terceira antologia lançada pela autora Sarah Andersen somos presenteados com uma leitura em quadrinhos ultra fofoluda onde a protagonista é uma garotinha apaixonada por animais, em especial pelos gatíneos.
Percebemos durante a narrativa que de alguma maneira temos esquecido nosso lado humano enquanto paralelamente temos aprendido “humanidade com os animaizinhos” e nessa inserção os pets demonstram ser leais e confiáveis a toda prova, porque a gente sabe que eles nunca nos decepcionarão.

                                                                                


A personagem passa por diversas situações, em grupo e sozinha, deixando nas tirinhas mensagens de otimismo enquanto nos prepara para a nada fácil vida adulta e cujas impossibilidades são travadas quando deixamos de lutar por nossos sonhos.

                                                                              


Essa edição da Editora Seguinte cativa pelo uso de recursos visuais e verbais.
A escrita da autora é genial, simples, mas significativa, fluída e contemporânea.
Esse livro ganhou na categoria “Graphic Novels & Comic” do Goodreads Choice Awards 2018.

                                                                                





                                                                          

 Ágata, belezura de mamãe,  passando para deixar a indicação de leitura e miau procês bebês <3

Abraços Literários e até a próxima.


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Série: O Jardim de Bronze- Primeira Temporada


                                                                              


No thriller policial de suspense, na primeira temporada da série O Jardim de Bronze (adaptação do livro argentino El Jardín de Bronce de Gustavo Malajovich) acompanhamos a vida do arquiteto Fabián Danubio (interpretado por Joaquin Furriel) que muda drasticamente após o misterioso desaparecimento de sua filha Moira de 4 anos.
Entre falta de respostas e sem vestígios, pistas, testemunhas nem o auxílio da polícia, ele conta com a ajuda do detetive Doberti (Luis Luque) numa jornada ao longo de 10 anos para encontrar a garotinha.
O primeiro episódio desenvolve o arco principal, que é o sequestro da Moira.
Daí iniciamos uma jornada através de uma estruturada narrativa ágil combinada com reviravoltas, flashbacks e passagens de tempo.
O roteiro é instigante; ótimos elenco, direção e fotografia; qualidade de filmagem em 4K e tendo locações especiais em Buenos Aires como cenário transformando a cidade em mais uma protagonista da obra.
Impecável e impactante vale muito a pena uma conferida.
Alguém aí já leu o livro ou assistiu a série?????
Conta aí!
                                              
                                     


Abraços Literários e até a próxima.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Heroínas


                                                                              

Sinopse- Dos clássicos às histórias contemporâneas não faltam heróis, meninos e homens estão por todo lugar empunhando espadas, usando varinhas mágicas, atirando flechas ou duelando com sabres de luz. Mas os tempos mudaram e está na hora de as histórias mudarem também.
Com discursos sobre empoderamento feminino, meninas e mulheres desejam se enxergarem naquilo que consomem.
Este é o livro de um tempo que exige que as mulheres ocupem todos os espaços, incluindo
o protagonismo em histórias de heróis.
Laura Conrado imaginou as Três mosqueteiras como veterinárias de uma ONG, que de repente contam com a ajuda de uma estudante que não hesita em levantar seu escudo para defender os animaizinhos.
A Távola Redonda de Pam Gonçalves é liderada por Marina, que diante do sumiço do dinheiro que os alunos de sua escola pública arrecadaram para a formatura, desembainha a espada e reúne um grupo de meninas para garantirem a festa que planejaram.
E Roberta é a Robin Hood de Ray Tavares que indignada com a situação da comunidade em que vive usa sua habilidade como hacker para corrigir algumas injustiças.
Este é um livro no qual as meninas salvam o dia, no qual são o que são todos os dias na vida real: heroínas!


Heroínas reúne três autoras brasileiras: Laura Conrado, Pam Gonçalves e Ray Tavares, que recontam três clássicos em uma obra com capa e diagramação fofas que entrega já no título a mensagem que pretende passar.
Gosto muito da criatividade com que os autores reinventam obras, então adorei essa releitura de clássicos com representatividade feminina, sem serem contos das princesas e com a pegada contemporânea amei ainda mais a proposta.

Em “Uma por todas e todas por uma”, acompanhamos a história da Daniela d'Artagnan.
Narrado em primeira pessoa, a protagonista às vésperas das provas finais, determinada a cursar Medicina Veterinária na Universidade Federal e candidata a voluntária da clínica de uma ONG de proteção animal nomeada Mosqueteiros se depara com uma cena de agressão a um cachorro na rua e defende o animalzinho. Até que uma heroína aparece para auxiliá-la a salvar o dia. Uma das mosqueteiras da ONG. Assim começa a história da nossa protagonista.

“Formandos da Távola Redonda”, é narrado em terceira pessoa e traz a história de Marina.
Faltando oito semanas para a formatura ela é escolhida para assumir a liderança da comissão do terceiro ano da Escola de Ensino Médio, mas o dinheiro que juntaram para a formatura sumiu.
Para que não tenham o sonho interrompido e correndo contra o tempo ela reúne um grupo de meninas para reverter o prejuízo.
Em meio aos anseios comuns da adolescência: amores, desamores e dúvidas, a jornada da protagonista lhe proporciona autodescoberta numa escrita coesa e madura.

“Robin, A Proscrita” se inicia com um prólogo contando num pergaminho a história inicial de Roberta, a protagonista da vez que foi deixada com poucos meses de vida na porta de um casal humilde, na comunidade Selva de Pedra.
Anos depois, ela é conhecida pela Polícia Federal como Robin Hood, a pessoa por trás de um esquema de desvio de dinheiro pela internet.
Roberta pratica crimes cibernéticos e guarda muito bem sua identidade justiceira de roubar dinheiro de parlamentares, empresários e religiosos para doar aos menos favorecidos.
Em uma história com muitas referências, a autora insere elementos atuais em uma narrativa que apresenta ação o tempo todo.

Em comum as três histórias reúnem mensagens sobre coragem, amizade, justiça, força e sororidade, além é claro e romance e aventuras.
Com personagens femininas em papéis de protagonismo e falando sobre empoderamento feminino, Heroínas vem para contar histórias de garotas que lutam pelo o que acreditam.

Pessoalmente acho que não precisava incluir tantos “movimentos” em um livro tão curto, o simples fato de se tratarem de protagonistas em clássicos já deixa claro a proposta sobre a força feminina.
De qualquer maneira é uma boa obra nacional, divertida e interessante indicada para adolescentes, mas que pode agradar leitores de todas as idades.

Abraços Literários e até a próxima.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Feliz Dia dos nAMORados

                                                                               


O dia dos namorados do seu jeito <3
Adoro uma data comemorativa, e sim, celebro o Dia dos nAMORados.
E acho que cada um deve comemorar à sua maneira.
Do seu jeito, com ou sem presentes, de forma romântica ou de maneira prática.
Quem inclusive não estiver disposto que deixe a data passar em branco de boa.
Se você não comemora, zero problema.
Estado civil são só duas palavrinhas, e uma característica de alguém. 
Não é, nunca foi nem será condição para felicidade.
Se quem está na pista quiser comemorar, bora festejar também.
E incluo no pacote, os casados. Abram espaço na agenda para curtirem como desejarem.
No final das contas, ninguém precisa esperar o dia 12 de junho para aproveitar, seja com ou sem companhia.
Divirta-se sempre e com quem quiser.
E se quiser :p

(Texto de Fabricio Pellegrino)



Vamos agora embarcar no mais conhecido soneto de Camões para comemorar o Dia dos Namorados?

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís Vaz de Camões)


Abraços literários, beijos poéticos e até a próxima.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Creed II


                                                                              


Não poderia haver melhor argumento para uma sequência da história de Adonis Creed (Michael B. Jordan) que o relacionado a Ivan Drago (Dolph Lundgren), clássico adversário de Rocky Balboa (Sylvester Stallone).

Adonis chegou ao topo, tornando-se campeão mundial da sua categoria e planeja uma vida a dois com Bianca (Tessa Thompson) além de lidar com as diferenças entre ele e Rocky que não aceita lhe treinar na luta com Viktor Drago. A relação Rocky-Creed é levada a um outro nível, e ao mesmo tempo, ambos sabem que precisam ter suas próprias vidas e prioridades.

Ivan Drago prepara seu filho, Viktor (Florian Munteanu), para desafiar Creed.
Aqui temos um antagonista cheio de ódio por tudo que lhe aconteceu após sua derrota há 30 anos, e é com esse sentimento que ele nutre o filho, vendo nele a oportunidade de uma revanche. Lundgren traz novamente a frieza que fez de Drago o emblemático vilão da franquia e Munteanu não é somente músculos, mas um personagem com camadas que compõe um excelente Viktor.
A humanização da família Drago é desenvolvida simultaneamente. De modo harmonioso, vemos que não foi só Rocky e Adonis que perderam algo ou alguém. Ivan também ganha sua própria ótica humanizada

Drago e Balboa se enfrentam através de Viktor e Adonis, dois jovens que, por mais talentosos que sejam, estão à sombra de um passado.
Em uma luta cheia de ódio, rancor e lembranças, Viktor e Adonis, confrontam o legado que compartilham.
Algo positivo que a trama entrega é o fato de conseguir trabalhar bem os dois lados da luta. Em Rocky IV, a missão era a de ser patriota em um filme marcante pela Guerra Fria.
Já em Creed II, Rússia e Estados Unidos são meros detalhes. A missão aqui é pessoal e sua identidade se dá através de lutadores que receberam como "herança" a sede de vingança e a ausência de identidade. Tanto Viktor quanto Adonis são vítimas de suas próprias histórias e isso fica cada vez mais claro com a falta de palavras que Drago expressa ou com o desespero interno e crescente de Creed.

A montagem une com esmero todas estas áreas resultando em um drama comovente sem apelar para o melodrama. 

A direção de Steven Caple Jr. (que junto com Stallone é responsável também pelo roteiro) traz uma história sensível que homenageia os filmes anteriores (em especial o 4º filme, diretamente ligado aqui), mas também finaliza de maneira OK o arco em que todos os personagens estavam inseridos.
A direção não experimenta muito a câmara e os planos sequenciais para jogar o espectador no ringue com os lutadores, mas isso não desmerece em nada a película e a direção fluida valoriza cada punch e treinamento.

Aqui não temos o fator novidade, Creed II acrescenta mais uma boa história aos já bons filmes da franquia, humanizando-os, e talvez seja o mais contemplativo da saga.
Partindo da premissa que as relações interpessoais são o foco desta sequência, é justo dizer que este é um filme de família. Inclusive a família Drago entrega uma importante parcela da carga emocional que o roteiro possui.

Creed II mescla nostalgia com frescor, homenageando seus princípios na dose exata e fortalecendo com sensiblidade uma trama já conhecida. Aqui não há vilões nem heróis e, por mais que os golpes dados no ringue nos façam torcer por alguém, é o que vem depois do sino que possui mais força. A empatia, a vulnerabilidade e a compreensão também são personagens nessa franquia que sempre mostrou que a família é o que temos de mais importante, que a vida não é só demonstrar força o tempo todo e que mais importante que lutar é pelo que se luta.

Se você é fã da franquia se joga, recomendadíssimo.

Abraços Literários e até a próxima!